Home Blog

Gregory Robocop fala sobre vitória contra Hernandez e mira Du Plessis

0
Robocop venceu Hernandez no UFC Sacramento

Gregory Robocop conversou com Marcelo Alonso nesta segunda-feira no Conexão PVT e falou tudo sobre sua vitória do ultimo dia 22 contra Anthony Hernandez, incluindo os imprevistos a caminho do duelo.

O brasileiro falou também sobre o que espera de seu futuro no UFC e muito mais.

Assista no vídeo abaixo.

Brasileiro nocauteia em 15 segundos e é contratado pelo UFC; veja o vídeo

0
Modestino Rodrigues

O Brasil ganhou mais dois representantes no UFC nesta terça-feira (1º). Modestino Rodrigues e Gabriel Lorenço conquistaram contratos com a organização após vencerem suas lutas na quarta semana da 10ª temporada do Dana White’s Contender Series, realizada no Meta Apex, em Las Vegas.

O grande destaque brasileiro da noite foi Modestino. Aos 22 anos, o peso-médio precisou de apenas 15 segundos para atropelar Brandon Holmes e garantir a oitava vitória de sua carreira.

Natural de Fonte Boa, no Amazonas, Modestino mostrou desde o primeiro instante a agressividade que marcou sua trajetória até o Contender Series. Depois de acertar um chute baixo, o brasileiro avançou com uma sequência de golpes, derrubou Holmes e forçou a interrupção do árbitro ainda nos primeiros segundos.

Com o resultado, Modestino chegou ao cartel de oito vitórias e uma derrota no MMA profissional. Mais impressionante: todos os seus oito triunfos foram conquistados por nocaute ou nocaute técnico.

Outro brasileiro a sair de Las Vegas contratado pelo UFC foi Gabriel Lorenço. Competindo entre os pesos-pesados, ele derrotou Charlie Cleveland por nocaute técnico aos 2min02s do primeiro round. Lorenço derrubou o adversário durante uma troca franca e definiu o combate na sequência. O resultado levou seu cartel profissional a oito vitórias e uma derrota.

Ao final do evento, Dana White decidiu contratar os cinco vencedores da noite. Além dos brasileiros Modestino Rodrigues e Gabriel Lorenço, Adam Darby, Silvestre Sanchez e Adam Livingston também receberam contratos com o UFC.

Resultados do Contender Series – Semana 4

  • Adam Darby venceu Patrick Rivera por nocaute técnico (interrupção médica), aos 2min42s do 3º round;
  • Modestino Rodrigues venceu Brandon Holmes por nocaute técnico, aos 15 segundos do 1º round;
  • Silvestre Sanchez venceu Liam McCracken por nocaute técnico, aos 2min44s do 3º round;
  • Gabriel Lorenço venceu Charlie Cleveland por nocaute técnico, aos 2min02s do 1º round;
  • Adam Livingston venceu Hunter Smith por decisão dividida (29-28, 28-29, 29-28).

 

Chimaev cita Caio Borralho para próxima luta, e brasileiro aceita: ‘Só me avise’

0
Caio Borralho e Khamzat Chimaev

Khamzat Chimaev quer voltar ao octógono e colocou um brasileiro entre suas opções. Ex-campeão peso-médio do UFC, o checheno citou Caio Borralho ao lado de Sean Strickland, Dricus du Plessis e Nassourdine Imavov como possíveis adversários para sua próxima luta. E a resposta do representante da Fighting Nerds não demorou.

Em publicação nas redes sociais, Chimaev indicou que está disposto a enfrentar qualquer um dos quatro nomes.

“Estou pronto. Me avisem quando vocês estiverem prontos. Sean, Dricus, Nassourdine, Caio”, escreveu Chimaev.

Caio Borralho e Khamzat Chimaev

Caio respondeu diretamente à publicação e não apenas aceitou a possibilidade como sugeriu dois palcos para o confronto: o Madison Square Garden, em Nova York, em novembro, ou a T-Mobile Arena, em Las Vegas, em dezembro.

“Finalmente alguém chamou meu nome! Meu irmão, você sabe que eu te amo, e estou pronto para o MSG em novembro ou T-Mobile em dezembro! Só me avise”, respondeu o brasileiro.

Apesar da troca pública de mensagens, até o momento não há confirmação de que UFC esteja negociando Chimaev x Borralho.

 

Glover vence Shogun no Spaten Fight Night 3

0
Glover venceu Shogun no Spaten Fight Night
Foto: Inovafoto/Divulgação Spaten

Glover Teixeira levou a melhor no aguardado encontro com Maurício Shogun. Os dois ex-campeões do UFC se enfrentaram no boxe na luta principal do Spaten Fight Night 3, realizado neste sábado (29), na Mercado Livre Arena Pacaembu, em São Paulo, e Glover venceu por decisão unânime após oito rounds.

O confronto colocou frente a frente duas lendas do MMA brasileiro que, apesar de terem passado anos na mesma divisão do UFC, nunca haviam se enfrentado no octógono. A coincidência na trajetória dos dois é ainda maior: Glover e Shogun fizeram suas últimas lutas de MMA na mesma noite, no UFC 283, em janeiro de 2023, no Rio de Janeiro.

De volta à competição mais de três anos depois, agora sob as regras do boxe, Glover tomou a iniciativa desde o começo. Pressionando Shogun contra as cordas, o mineiro encontrou espaço para conectar as melhores combinações e assumiu o controle do combate, conseguindo um knockdown no segundo round. O curitibano conseguiu se recuperar e permaneceu no combate.

Shogun mostrou resistência durante os oito assaltos e teve alguns bons momentos, mas Glover manteve maior volume e seguiu pressionando. Alex Poatan, pupilo e parceiro de longa data de Glover, esteve desta vez no córner de seu treinador.

Ao final dos oito rounds de dois minutos, Glover venceu por decisão unânime, com cartões de 79-72, 79-72 e 80-71.

Glover venceu Shogun no Spaten Fight Night
Foto: Inovafoto/Divulgação Spaten

Resultados do Spaten Fight Night 3

Boxe

  • Glover Teixeira venceu Maurício Shogun por decisão unânime (79-72, 79-72 e 80-71)
  • Luan Medeiros venceu Juan Cruz por decisão unânime

Jiu-jitsu

  • Felipe Preguiça venceu Nicholas Meregali por decisão unânime (10-9, 10-9 e 9-10)

Judô

  • Raz Hershko venceu Beatriz Souza por yuko no golden score
  • Rafaela Silva venceu Prisca Awiti por waza-ari e yuko

 

UFC Xangai: Denise Gomes e Song Yadong vencem; veja resultados e bônus

0
denise gomes

O UFC Xangai, que foi realizado neste sábado, terminou com dois resultados capazes de mexer diretamente com o topo de duas categorias. Denise Gomes nocauteou a ex-desafiante Yan Xiaonan ainda no primeiro round e chegou à quinta vitória consecutiva, enquanto Song Yadong protagonizou a grande zebra da noite ao apagar Umar Nurmagomedov no segundo assalto.

No co-main event, Denise enfrentava o maior teste de sua carreira. Yan já havia disputado o cinturão dos palhas, mas a brasileira conseguiu impor sua agressividade desde o início.

Depois de balançar a chinesa anteriormente, Denise encontrou o golpe decisivo nos segundos finais do primeiro round. Uma cotovelada deixou Yan em péssima situação e a brasileira completou o serviço com socos, forçando a interrupção a 4min49s.

Foi a quinta vitória seguida de Denise, que passou a ter a maior sequência ativa de triunfos do peso-palha do UFC. A brasileira não escolheu uma adversária específica para a próxima luta e afirmou estar pronta para quem a organização colocar pela frente.

Song Yadong surpreende Umar e entra na corrida pelo cinturão

Na luta principal, Song Yadong conseguiu a maior vitória de sua carreira diante da torcida chinesa.

Umar Nurmagomedov entrou no combate como favorito e ex-desafiante ao cinturão dos galos. Após um primeiro round competitivo, porém, Song encontrou a brecha perfeita no segundo assalto: quando o russo mudou de nível em busca da queda, o chinês encaixou um uppercut de direita que encerrou imediatamente o confronto, a 1min48s.

O resultado colocou Song de vez na discussão entre os principais candidatos ao cinturão. Depois da luta, ele classificou o nocaute como o melhor momento de sua vida e demonstrou interesse em uma revanche contra Petr Yan, que o derrotou por decisão em 2024.

Bônus do UFC Xangai

Apesar da atuação dominante, Denise Gomes não ficou entre os premiados da noite. O UFC concedeu bônus de Performance da Noite para Song Yadong, pelo nocaute sobre Umar Nurmagomedov, e Bilal Hasan, que estreou na organização nocauteando Nilson Rojas.

O prêmio de Luta da Noite ficou com Liu Ce e Levi Rodrigues Jr. Os dois protagonizaram uma trocação intensa até Liu conseguir o nocaute ainda no primeiro round.

Performance da Noite: Song Yadong
Performance da Noite: Bilal Hasan
Luta da Noite: Liu Ce x Levi Rodrigues Jr.

Resultados completos do UFC Xangai

Card principal

Song Yadong venceu Umar Nurmagomedov por nocaute (uppercut de direita), R2, 1:48
Denise Gomes venceu Yan Xiaonan por nocaute técnico (cotovelada e socos), R1, 4:49
Kai Asakura venceu Aoriqileng por nocaute (chute na cabeça e golpes), R2, 0:34
Sumudaerji venceu Alex Perez por decisão unânime (29-28, 29-28, 29-28)
Liu Ce venceu Levi Rodrigues Jr. por nocaute (soco de direita), R1, 4:26
Bilal Hasan venceu Nilson Rojas por nocaute (soco de direita), R2, 2:28

Card preliminar

Andre Lima venceu Namsrai Batbayar por finalização (guilhotina), R3, 3:03
Rei Tsuruya venceu Kevin Borjas por finalização (mata-leão), R1, 4:14
Sean Woodson venceu Jack Jenkins por decisão dividida (29-28, 28-29, 29-28)
Francesco Nuzzi venceu Xiao Long por nocaute técnico (golpes), R1, 1:00
Hector Santiago venceu Lawrence Lui por nocaute (golpes), R2, 0:53
Julia Polastri venceu Xiong Jingnan por nocaute (chute na cabeça), R1, 3:06
Cam Nelson venceu Ding Meng por decisão unânime (29-28, 29-28, 29-28)

Carlos Mota Tizil mira mais um cinturão internacional no MMA, agora na divisão de cima

0
Brasileiro foi campeão no Knock Out - Foto: Divulgação

Carlos Mota “Tizil” terá mais um desafio internacional no próximo dia 5 de setembro, no Japão. Atual campeão do Knock Out na categoria até 57kg, o brasileiro volta à organização para enfrentar o japonês Hikaru Fukunaga, desta vez em um desafio pela divisão até 60kg. Será a segunda vez que Tizil compete nessa categoria acima de seu peso habitual. Por isso, o brasileiro sabe que precisará estar atento à diferença física, principalmente à força do adversário.

Brasileiro foi campeão no Knock Out – Foto: Divulgação

“Vou lutar em uma categoria acima, então tenho que tomar cuidado com a força. Vou sentir isso na hora e ver se ele realmente tem esse poder. Se for preciso, vamos mudar o jogo durante a luta”, afirmou.

Fukunaga chega ao confronto com um cartel de 10 vitórias e quatro derrotas e experiência no boxe profissional. Para Tizil, o estilo do japonês pode proporcionar um confronto movimentado, mas ele garante estar preparado para qualquer cenário. “Ele usa bem o boxe e tem experiência no boxe profissional, mas é um cara que gosta de lutar, então vou esperar de tudo. Estou pronto para isso”, analisou.

Apesar de já ter uma estratégia definida para o combate, Tizil não descarta mudanças durante a luta. A experiência adquirida ao longo dos últimos desafios fez o brasileiro entender que é preciso estar preparado para adaptar o plano conforme o confronto se desenvolve. “Tenho uma estratégia para essa luta, mas sabemos que luta é luta. Tudo pode mudar, tudo pode acontecer. O ideal é estar pronto em todas as áreas, e eu estou”, destacou.

De olho em mais um cinturão

Como a luta será realizada até 60kg, o cinturão que Tizil conquistou nos 57kg não estará em jogo. Ainda assim, o resultado pode ter grande impacto nos próximos passos do brasileiro dentro do Knock Out. Uma vitória pode abrir duas possibilidades: o retorno à divisão até 57kg para defender seu título ou uma oportunidade de disputar o cinturão dos 60kg.

A possibilidade de conquistar títulos em diferentes categorias é um reflexo do momento vivido pelo atleta. Depois de enfrentar períodos de inatividade durante a carreira, Tizil agora comemora a oportunidade de lutar com maior frequência e entende que a sequência de combates tem sido fundamental para sua evolução.

“Eu estou em um momento muito bom da minha carreira. Estou lutando com mais frequência, e eu precisava disso para evoluir. Se você olhar o meu currículo no MMA, tive aproximadamente seis anos de pausas entre as lutas, e eu estava apenas treinando. Agora estou evoluindo, lutando e fazendo meu nome crescer cada vez mais”, explicou.

A ambição, porém, vai além de uma simples vitória sobre Fukunaga. Tizil acredita que um novo triunfo poderá colocá-lo diante de mais uma disputa internacional de cinturão, desta vez em uma categoria diferente. ”Vencendo essa luta, vou disputar mais um cinturão internacional em outra categoria. Não vejo nenhum peso-mosca fora do UFC fazendo esse barulho internacional”, concluiu.

Turris Invitational: revanche coloca dois talentos da nova geração frente a frente no Jiu-Jitsu sem kimono

0
Foto: Divulgação

Um confronto recente já deixou suas marcas, mas agora o cenário será diferente. Júlio César Suzigan Martins e Mateus Alexandrino dos Santos Martins voltam a se enfrentar no Turris Invitational, no dia 14 de novembro, em uma luta casada No Gi entre faixas-marrons. O reencontro coloca frente a frente dois atletas de alto nível, acostumados a treinar em equipes de referência e a buscar espaço entre os grandes nomes da nova geração.

Foto: Divulgação

Júlio começou no Jiu-Jitsu aos oito anos, em um pequeno projeto de sua cidade, inspirado pelo pai. Hoje, integra a Ágora, equipe comandada por Diogo “Baby Shark” Reis, e chega ao evento com um currículo expressivo: é tricampeão Mundial da IBJJF, octacampeão Brasileiro e campeão da seletiva do ADCC. “Meu foco ainda está no ADCC (que ocorre nos dias 12 e 13 de setembro na Polônia), mas já mentalizo como será a preparação braba para o Turris Invitational.”

A relação com Baby Shark também ganhou um novo capítulo com a criação da Ágora, e Júlio destaca a importância de trabalhar ao lado do novo líder. “Diogo é uma das poucas pessoas que posso chamar de amigo. Sorte a minha que, além de amigo, ele é um dos caras mais técnicos do nosso esporte. Ele tem sido um ótimo líder.”

Do outro lado estará Mateus Alexandrino, atleta da Alliance Vila Olímpia. Faixa-marrom, ele treina com o tricampeão Mundial Michael Langhi e com Marcus Scooby, além de fazer o trabalho de No Gi com Rafa Okada. Campeão Mundial, bicampeão Pan-Americano e campeão Brasileiro da IBJJF, Mateus aposta em uma preparação focada no ritmo e no desenvolvimento do próprio jogo. “Estou treinando No Gi todos os dias e o meu foco está sendo ajustar o meu jogo sem pano, pensando em mim e não exclusivamente no meu adversário.”

Mateus sabe que terá pela frente um atleta que gosta de impor intensidade e chegar às suas melhores posições. Por isso, pretende evitar que Júlio consiga estabelecer o ritmo que costuma ditar seus combates.“Sei que ele é um atleta que coloca muito ritmo em suas melhores posições, então não quero que ele se encontre na luta.”

O ingrediente extra está no fato de os dois já terem se enfrentado este ano. Júlio reconhece a qualidade do adversário, mas chega ao reencontro confiante em repetir o resultado anterior. “Tenho muito respeito pelo trabalho dele. Já nos enfrentamos esse ano e minha expectativa é ter o mesmo resultado da luta passada”, concluiu.

A primeira edição do Turris Invitational vai contar com lutas casadas com e sem quimono e disputas para as categorias Kids, juvenil, adulto e master. O card também contará com um GP No Gi com premiação em dinheiro reunindo atletas das categorias juvenil e adulto. O campeão receberá R$ 3 mil, o vice-campeão ficará com R$ 1,5 mil e o terceiro colocado levará R$ 500.

6º Mundial: Margarida finaliza Saulo, fatura dois ouros e vira o novo rei do Jiu-Jitsu

0
Margarida vencendo Saulo na final do peso

Após dois vice-campeonatos no Mundial 2000, o fenômeno do Jiu-Jitsu brasileiro,
Fernando “Margarida” Pontes, voltou com tudo neste 6º  Mundial e, após vencer Rodrigo Comprido e Saulo Ribeiro (duas vezes), faturou peso e absoluto e mostrou porque já merecia a coroa de número 1 do esporte. Outros grandes destaques desta edição foram Ricardo Vieira, Vitor Shaolin e Ronaldo Jacaré. O irmão de Leozinho estreou na preta tirando a invencibilidade do pentacampeão Robinho; já Shaolin, subiu para os médios e, após finalizar seus primeiros adversários, faturou o ouro de virada em cima de Fernando Tererê. 

Na faixa roxa Ronaldo Jacaré deu show faturando peso e absoluto ao finalizar 10 de seus 11 adversários. Só vencendo por pontos Fabricio Werdum na final do absoluto por um elástico placar de 14 x 0.      

Texto Luciano Andrade e Marcelo Alonso

Fotos Marcelo Alonso

No alto do pódio do absoluto ao lado de Saulo, Comprido e Pé de Pano

MARGARIDA 13  X 8 COMPRIDO: A MELHOR LUTA DO MUNDIAL

A trajetória do grande nome deste Mundial 2001 começou no sábado. Em seus dois primeiros combates, “Margá” (Brazilian Top Team) pegou duas pedreiras do Jiu-Jitsu paulista e velhos conhecidos do lutador do Brazilian Top Team: Paulo Streckert e Adriano Maciel. Ambos não foram páreo para o campeão e, após alguns minutos de intensa movimentação, acabaram tendo o mesmo destino da maioria dos atletas que já cruzaram com Margarida: foram finalizados. 

Na mesma chave, quem vinha tendo desempenho à altura era o forte Léo Dalla (Big Brothers), que em sua primeira luta o discípulo de Jorge Pereira finalizou Cachorrinho com uma chave de pé. Na segunda eliminou Nilton Cadan com uma omoplata. Na sequência, porém Dalla não foi páreo para Margarida, que o finalizou com um armlock.

Enquanto isso, do outro lado da chave, o campeão mundial absoluto de 2000, Rodrigo Comprido eliminava Cássio Werneck (9×2), chegando à semifinal para lutar contra Margarida. Nessa que foi considerada a melhor luta desse 6º mundial. 

Comprido abriu o placar, mas logo permitiu que Margarida virasse para 7×2 (passagem de guarda e montada) e passasse a mandar no placar. “Eu tinha feito uma estratégia e na hora que a gente caiu pra baixo, ali eu parei. O cara caiu montado e acabou com a minha estratégia. Estava com sete pontos de desvantagem e tendo que correr atrás” , reconheceu Comprido após a luta. Na sequência, Margá foi logo abrindo para 9×2 e ficando tranquilo no placar. A partir daí a cada 2 pontos que Comprido tirava de diferença, Margarida fazia mais 2, mantendo sempre 5 ou 7 pontos de vantagem. E, numa luta super movimentada e cheia de lances de muita técnica, essa diferença se manteve até o final com a vitória de Margarida por 13×8. Vale lembrar que a melhor chance de finalização veio para Comprido, com um estrangulamento pelas costas.

Comprido não só perdeu a posição como, na ânsia de finalizar, não aproveitou para fazer os 4 pontos. Margarida desentalou Comprido de sua garganta, pois havia perdido os dois combates travados entre ambos anteriormente (todos na faixa preta). “Ele foi melhor hoje. Mas não tem problema, teremos muitos campeonatos para lutar”. declarou o campeão mundial absoluto de 2000.

Depois de perder para Comprido em 2000, Margarida o eliminou na melhor luta da competição


Na chave oposta, Saulo Ribeiro (Gracie Humaitá) também fazia das suas,
finalizando o paulista Marcos Scheffer, o “Boto” , passando por Leandro Borgo
(Alliance) (2×0), Pé de Pano (WO) e se habilitando para fazer uma grande final de absoluto no dia seguinte, na luta que seria a última do campeonato. Mas antes a história iria continuar na categoria meio-pesado, onde ambos os atletas (Saulo e Margarida) estavam inscritos, prometendo mais uma final para o dia seguinte…

No domingo tivemos outras grandes lutas proporcionadas pelos dois. Saulo passou várias feras e Margarida não fez por menos, continuou dando seu show. Na categoria, o paulista teve sua luta mais tensa no Mundial, contra “Jamelão” (Alliance). Apesar de ter dominado o combate do início ao fim, Margarida teve que enfrentar a catimba do adversário, que evitou muito a luta em seus minutos iniciais após discordar da atuação do árbitro, que deixou de lhe dar dois pontos no início da luta. Após a birra inicial, o atleta da Alliance resolveu entrar no combate, fazendo um esperto jogo de meia-guarda, mas não conseguindo virar o resultado favorável ao adversário. Outro que não conseguiu parar o paulista foi Roberto “Gordo” (B. Gracie), que acabou perdendo por 9×2. Da última vez em que haviam se enfrentado (Brasileiro 2000), Gordo havia sido finalizado com uma kimura na meia-guarda. E agora a cena final deste filme, ou pelo menos para a cena final desta categoria…. Fernando Pontes x Saulo Ribeiro na final do meio-pesado. Esse seria o primeiro e mais incrível capítulo deste combate de titãs. Saulo entrava com sua invencibilidade em Mundiais. Além de campeão das últimas quatro edições do evento, Saulo também lutara em 1996, quando abriu para seu companheiro Renato Barreto na semifinal da categoria leve (73kg), terminado com a terceira colocação (oficial) neste que foi o primeiro Mundial da Arte Suave. Já Margarida entrava como (ao lado de Pé de Pano) o grande nome do Jiu-Jitsu esportivo na atualidade.

FINALIZANDO UM INVICTO 

Saulo, para variar, começou na frente no placar (2×0) com uma queda dando a impressão de que manteria a vantagem até o final da luta. Margarida, após tentar, sem sucesso, se movimentar no chão, resolveu aceitar novamente o combate em pé, onde, com duas boas quedas, virou o placar (4×2) e, a partir daí, não mais perdeu o controle do jogo. Forçando o ritmo, Margá passou a guarda e botou o joelho na barriga, fazendo 9×2 e tirando todas as chances de um já cansado Saulo. E foi a falta de ritmo do aluno de Royler que precipitou o fim da luta. Já sem gás para reagir, Saulo não conseguiu defender um forte estrangulamento lateral de Margarida aos 7 minutos e meio de luta e acabou finalizado. A torcida da Gracie Humaitá calou. “Calma que tem outra”, sussurrou Saulo ao ouvido do radiante atleta da Top Team. Após a festa de Margarida o campeonato seguiu com as outras finais, guardando o segundo capítulo do duelo Saulo x Margarida para o final do evento.

Margarida venceu Saulo na final

SAULO X MARGARIDA 2 


Ao contrário da primeira luta, onde ambos os lutadores entraram para fazer uma luta franca, desta vez o atleta da Gracie Humaitá entrou para fazer uma luta mais tática, tentando conter o Ímpeto de Margarida e lhe dar o troco da final do meio-pesado. A tática era botar para baixo e administrar o resultado, tentando conseguir bons momentos para passar a guarda e mandar no placar. Só que mais uma vez Margarida mostrou que evoluiu bastante no Judô e abriu o placar com uma queda (2×0). Após o golpe, a luta voltou para o alto e rolou assim durante 90% do tempo, se tornando até certo ponto monótona para o público que tinha visto o show anterior. No final, o combate voltou para o chão com Margarida dando blitz para passar a guarda, mas o tempo acabou. Margarida 2×0 Saulo. Ao término do combate, Saulo levantou o braço de Margarida, reconhecendo: “Ele é o número 1”.  “Eu decidi lutar tem umas três semanas porque acho que é um evento que ninguém pode ficar de fora, acho que o evento número 1 do mundo é o Campeonato Mundialde Jiu-Jitsu. Com relação ao Margarida hoje realmente ele foi bem superior ao resto do pessoal e com certeza seria uma injustiça se eu fosse campeão porque hoje não me apresentei no meu melhor dia. Acho que foi mais que merecida a vitória dele”, me disse Saulo na saída do tatame. De quebra, o paulista ainda ganhou uma Scooter de um dos patrocinadores do evento (Koral Kimonos), dando uma voltinha no tatame com a “Ninja” 

RICARDO VIEIRA TIRA INVENCIBILIDADE DE ROBINHO 

Além de Saulo, o único atleta que havia lutado em todas as edições do Mundial e jamais perdera era Robson Moura (Nova União), o “Robinho”, dono da categoria pluma por anos a fio. Ex-dono, diga-se de passagem. Após vencer bem seus primeiros oponentes, Robinho e Ricardo Vieira (Alliance), irmão de “Leozinho”, se pegaram na semifinal, na verdade uma decisão antecipada da categoria. A luta foi muito dura e só foi decidida nos cinco segundos finais. Apesar do maior ímpeto de “Ricardinho”, Robinho conseguiu mais precisão em seus golpes, fato que lhe colocou sempre no comando do placar, mesmo que sua vantagem estivesse sempre em risco. A partir da segunda metade da luta ficou claro que Ricardinho estava mais bem preparado fisicamente e apresentava um ritmo superior, obrigando o atleta da Nova União a amarrar por cima em determinados momentos para manter sua vantagem. Com 2×0 no placar (e perdendo nas vantagens por 5×4), jogando por cima e a luta caminhando para os seus 15 segundos finais, a vitória parecia certa para Robinho. Só que na sua derradeira tentativa de passagem a luta foi para fora da área de combate, forçando o juiz a recomeçá-la em pé. Faltando dez segundos, Ricardinho entra voando nas pernas de um desconcentrado Robinho e empatando a luta em 2×2. Assim que o juiz “Cabelinho” solta os dedos para dar a pontuação, o mesário sopra o apito, decretando o fim da contenda. Com uma vantagem de diferença, Ricardinho está classificado para a final, que seria contra outra atleta da Nova União, Daniel “Beleza”, do Ceará. A final foi muito dura e Ricardinho acabou vencendo novamente por apenas uma vantagem de diferença (2×1) numa luta igual nos pontos, ou na falta deles (0x0). Só que diferente da semifinal, o atleta da Alliance esteve sempre à frente no placar, não tendo corrido nenhum risco de perder a luta, visto o adversário ter trabalhado o tempo inteiro de guarda aberta, visando apenas a defesa e, portanto, levando pouco perigo no decorrer da luta. “Eu tenho um título na azul, um na roxa e dois na marrom. Esse meu primeiro ano de preta foi o melhor da minha vida. Hoje é aniversário do meu pai, e eu queria dedicar essa medalha pra ele. Eu praticamente não tinha esperança de ganhar, claro que a gente vem pra competir, mas por ser o primeiro campeonato não tinha esta expectativa. Mas lutei com fé e a minha equipe, meus irmãos Léo e Leandro, e o Rodrigo (Comprido) me passaram segurança. Todos os meus amigos diziam que eu era o melhor e provei que no momento estou sendo o melhor”, declarou radiante o novo campeão mundial, carrasco do maior nome da categoria nos últimos anos.

PAIXÃO E SHAOLIN 

Depois da categoria absoluto, que rolou com um show de finalizações, e de Margarida, estrela maior do show, as melhores lutas rolaram nos pesos pena e médio, respectivamente, tendo seus campeões se apresentado como os outros grandes nomes do evento. Fredson Paixão (Oswaldo Alves) finalizou quase todo mundo, mostrando porque era realmente o grande favorito para vencer a categoria pena. Após detonar nomes como Pablo Rodrigo e Yuki Nakai (este último vítima da famosa “mão de vaca” de Fredson logo no primeiro minuto de luta), Paixão finalizou o outro favorito da categoria (Marcos Barbosa) rapidamente. Barbosa caiu com um estrangulamento pelas costas, classificando Fredson para a final. Esta seria contra o outro Fredson, o Alves (aluno de Royler), que teve que suar bem mais o kimono para chegar lá , fazendo luta duríssima contra Reinaldo Ribeiro (aluno de Castello Branco). Conhecendo bem o jogo do xará, Alves fez uma boa luta, dando pinta de que iria ganhar. Só que Paixão tirou uma raspagem da cartola e acabou vencendo mais essa (2×0), se sagrando campeão mundial e dando o troco do ano anterior, quando perdeu para Alves por pontos. É a terceira luta entre os dois na faixa preta. Paixão ganhou as duas últimas por pontos. “Desde o ano passado, quando perdi o Mundial, que venho treinando, treinando… basicamente não saía da academia. Voltei pra ganhar. Sofri muito, mas consegui. Meu objetivo era o Mundial e consegui, graças a Deus”.

SHAOLIN VENCE TERERÊ NO MÉDIO 


Já Vitor Shaolin (N. União), que iria fazer um trabalho para perder 8kg e lutar no pena para enfrentar Royler Gracie, acabou, no final das contas, indo parar no médio. Por quê? Primeiro porque Royler anunciou na imprensa que não iria lutar o Mundial e, segundo, porque na sua categoria normal (leve), sua equipe contava com mais dois atletas de ponta, com chances de faturar o título (Léo Santos e Rodrigo “Feijão”). Então nada mais lógico do que o mais pesado dos três (Shaolin) subir para o médio, aliás como grande favorito da categoria ao lado de Fernando Tererê (Alliance). E não deu outra. Se por um lado, Tererê foi ganhando de todo mundo por pontos, inclusive Bruno Severiano (Gracie Ipanema – 5×0), dando o troco da final do último Panamericano (quando perdeu por 2×1 nas vantagens), o discípulo de Pederneiras foi finalizando seus oponentes. Na sua primeira participação demorou pouco mais de 2 minutos para finalizar o forte Leandro Borgo com um rápido e preciso estrangulamento pelas costas. Na segunda luta, Shaolin eliminou o talento de Manaus, Rodrigo Pinheiro. Rolavam pouco mais de quatro minutos de luta e Shaolin, que vencia por 6×0, partia para seu terceiro ou quarto ataque de estrangulamento pelas costas, quando, pelo mesmo número de vezes, Pinheiro fugia do tatame para escapar da má situação. Numa atitude correta e rara entre juízes, o paulista Jorge “Macaco” Patino não pensou duas vezes e mandou o manauara mais cedo para casa (desclassificação). Na semifinal, a vítima foi Bruno Fernandes (Barra Gracie), que também não passou dos dez minutos regulamentares de luta, rodando num estrangulamento de gola. Final
Shaolin x Tererê. 

Tererê, que já havia perdido de quimono para o atleta da Nova União em duas ocasiões, nas duas jogando por cima, desta vez partiu para o seu fortíssimo jogo de meia-guarda, complicando Shaolin. Apesar de estar sempre na vantagem, o atleta da Nova União não conseguia se livrar das pernas de Tererê, correndo o risco de ser raspado e ficar atrás no placar. E foi o que aconteceu aos 7 minutos e meio de luta. Tererê consegui inverter e fazer 2×0, porém recebeu o troco logo em seguida. Sabendo que não poderia deixar Tererê se ajeitar por cima, Vitor logo explodiu tentando inverter. Tererê ainda conseguiu ficar em pé, mas Shaolin botou para baixo, empatou em 2×2, abriu mais duas vantagens de meia-guarda e acabou levando para casa seu terceiro título seguido na faixa preta. 

Shaolin venceu Terere na final do peso médio

FEITOSA LEVA O BI NOS LEVES


Após ter terminado em segundo lugar na categoria leve nos últimos três anos (uma derrota para Leonardo Vieira e duas para Shaolin), Márcio Feitosa (B. Gracie) deu a volta por cima e, com a categoria de sempre, conseguiu impor mais uma vez seu jogo preciso e eficiente aos adversários. Na verdade, Márcio não teve nem que lutar a final, pois seu adversário, Léo Santos (N.União), deslocou o ombro em sua semifinal e não teve condições de luta. Nesta semifinal, Santos venceu Gustavo Corrêa por 4×0 em combate muito duro. A luta mais difícil de Feitosa foi a semifinal contra Rodrigo “Feijão” que, mesmo vencendo em vantagens (3×1), acabou perdendo graças a uma queda aplica pelo aluno da Barra Gracie, que então venceu por 2×0 (pontos). Além de Shaolin, atual campeão da categoria, a grande ausência neste peso foi a do casca-grossa “Leozinho” (Alliance), que se tivesse lutado com certeza iria para a disputa do título, pra não falar da falta que fez ao espetáculo em si, pois de todas as feras da categoria é o que tem o jogo mais bonito de se ver. Outro feito digno de nota foi a luta eliminatória na qual Feitosa fez 47 X 0 em Yamashiro, recorde em competições de Jiu-Jitsu. O recorde anterior era de Shaolin, que no Estadual do Rio, em 1999, venceu “Cabelinho” (Barra Gracie) por 36X0. Royler Gracie já havia colocado 64 pontos em cima de Léo Dalla no I Desafio da Praia de Copacabana, mas esta luta estava programada para 30 minutos, tendo durado cerca de 27 (Royler ainda finalizou Dalla com um estrangulamento pelas costas).

KIKI PULA DA ROXA PRA PRETA E LEVA PRATA


No peso galo, tradicionalmente dominado pelo manauara Omar Salum (que não disputou o Mundial) quem se deu bem foram os atletas da academia Nova União. Bernardo “Pitéu” (aluno de João Roque) e Arlisson “Kiki” Mello passaram o carro em seus oponentes e fecharam a categoria, fazendo uma bonita “luta” na final. Pitéu ficou em primeiro e Kiki em segundo. A curiosidade foi que até um mês antes do Mundial, Kiki era faixa roxa. Foi promovido para a marrom, faixa na qual ficou menos de um mês, pois acabou sendo promovido à preta em virtude do que vinha apresentado nos treinos de academia. Seus professores acharam que ele teria condição de levar o caneco, pagaram pra ver e se deram bem.

COMPRIDO E GURGEL FECHAM NO PESADO


No pesado, foi a vez da Alliance dar as cartas com as feras Fabio Gurgel e Rodrigo Comprido. Ambos mostraram consistência nas lutas preliminares e fecharam a categoria. A luta mais parelha de Comprido nas primeiras fases foi a que o confrontou com André “Marola” (N. União). Comprido venceu por 3×1 nas vantagens, após um 0x0 em pontos. Já Gurgel teve trabalho para vencer o paulista Fábio Leopoldo (uma vantagem de diferença). Na final, Gurgel e Comprido fizeram uma luta demonstração para a Sportv. Após uma dezena de posições acrobáticas e vários pontos para cada atleta, Gurgel levou a melhor, se recuperando da derrota para Margarida no Pan 2001 e mostrando que ainda é o dono da categoria até 91kg. “Esse é meu último mundial, me preparei pra me despedir. Graças a Deus consegui chegar ao meu quarto título mundial e ainda deixar o Comprido no meu lugar pra seguir a trilha do peso pesado. Acho que o Campeonato Mundial se supera a cada ano. Esse ano pela primeira vez a gente não teve o apoio da secretaria de esportes do Rio, mas o Carlinhos está de parabéns por ter conseguido, com um pouco de sacrifício dos atletas, que tiveram que pagar uma inscrição às vezes pesada, realizar um campeonato melhor do que o do ano passado. Estou muito feliz de ter participado do meu sexto Mundial. Acho que sou o único faixa preta a disputar os 6 mundiais, fico muito orgulhoso e feliz de ter saído campeão dessa última etapa”, declarou emocionado o tetracampeão.

MÉDIO LEVA OURO NO SUPER PESADO

super-pesado foi a vez de um atleta do médio dominar. Fernando “Boi” Marques (N. União) passou por oponentes muito duros (e bem mais pesados), como Felipe Moreno (Alliance), e caiu de cara contra o tarimbado Daniel Simões (B.
Gracie) na final. A luta foi pau a pau até quase o seu finalzinho, quando Boi (atual campeão brasileiro de Wrestling no Estilo Livre e Greco-Romano) conseguiu uma rápida inversão, completando o movimento com uma típica técnica de Wrestling e abriu 2×0. Depois, após amarrar um pouquinho o combate, Boi partiu pra dentro e conseguiu a passagem, fazendo 5×0 e selando de vez sua sorte no Mundial, visto que Simões foi vítima de um ataque de cãibras que acabou com toda e qualquer possibilidade sua de reação. Ano passado, em seu primeiro ano de preta, Boi lutou no médio, mas acabou perdendo na semifinal para Tererê (5×0), terminando em terceiro. Esse ano escalou duas posições no pódio. “É a primeira vez que sou campeão, sou de Goiânia e treino apenas com meus alunos. Estava três categorias abaixo (sou médio e joguei no superpesado), achei que ia me dar melhor e consegui. Esta vitória vai para o meu filho Leon, que acabou de nascer e está com quarenta dias”


2X CORLETA X PÉ DE PANO

O duelo começou no dia anterior nas eliminatórias do absoluto. Após finalizar Walter Broca com um kata gatami Pe de Pano lutou com o aluno de Flávio Behring Marcio Corleta na segunda fase da categoria. Com uma grave entorse no pé, “Pé de Pano” quase bateu quando Corleta lhe encaixou uma chave no pé machucado, mas teve garra para sair da posição, partir para dentro e finalizar. Venceu a luta, mas agravou o problema no pé e resolveu retirar-se na disputa (enfrentaria Saulo Ribeiro na semifinal da categoria). “Meus adversários já estão até comentando que vão atacar diretamente o pé machucado, mas ainda tenho que ver com o doutor se vai dar pra continuar. Está doendo muito, mas vou tentar continuar”, disse o guerreiro. Pois bem, Pé de Pano tratou de cuidar do pé machucado e, corajosamente, resolveu voltar para lutar a categoria no dia seguinte (domingo). Só que não deu. Recém-chegado à faixa preta depois de papar tudo na marrom, Corleta veio com disposição para dar o troco ao fenômeno da Barra, atacou bastante (inclusive dando vários e perigosos botes no pé machucado do atleta da Barra Gracie) e acabou levando uma apertadíssima vitória por pontos, quebrando a invencibilidade de Pé de Pano na faixa preta. Na final, Corleta mostrou toda a técnica, que o vinha consagrando na faixa marrom, finalizando o duríssimo aluno de Cláudio França, Garth Taylor (pegou no armlock). “Ontem na luta com o Pé-de-Pano eu estava ganhando a luta, dei mole e ele conseguiu me pegar. Hoje, consegui lutar com ele de novo e ganhar para fazer essa final com o Garth, que é muito duro. Já tinha sido duas vezes vice-campeão mundial, estava esperando essa hora há três anos e ela chegou”, declarou Márcio.

 

Pé de Chumbo e Alex Negão sobram na Marrom

 

Na faixa marrom um dos grandes destaques foi o atleta da Top Team Alex “Negão” Paz, que venceu com sobras tanto no pesadíssimo como no absoluto, finalizando vários adversários. “Estou muito emocionado e dedico esta vitória ao Libório e ao Murilo, que ficaram no meu pé o tempo todo para eu treinar porque sou meio preguiçoso. Nenhum Mundial treinei tanto quanto agora e dedico isso também a uma pessoa muito especial que sempre me ajudou que é a minha mãe”., declarou emocionado o faixa marrom.
Também tivemos outros bons destaques na faixa. Délson “Pé de Chumbo” Heleno foi um deles. Mostrando que é atualmente o dono da categoria médio marrom, o aluno de “Bita” mostrou total superioridade sobres seus oponentes e venceu de novo em sua categoria, inclusive mantendo-se invicto neste peso. 

DEMIAN PERDE OURO NO CARA OU COROA


Outro favorito que acabou ficando sem titulo foi Demian Maia. Respaldado por sua grande atuação no brasileiro de equipes de 2000, quando finalizou nomes como Bruno Bastos, Demian terminou em segundo no meio pesado, perdendo na final para Marcel Louzada de maneira inusitada, no cara ou coroa. Com apenas alguns segundos de luta os dois acertaram uma cabeçada um no outro. Devido ao corte e grande sangramento causado pelo choque ambos ficaram impossibilitados de seguir no combate, decidindo o vencedor no cara ou coroa. Entre os demais destaques podemos citar ainda os atletas da
Nova União Bruno Sena e Rafael “Fofite”, que venceram uma luta cada e fecharam o peso galo, repetindo o feito da academia na faixa preta com Kiki e Pitéu. Nos penas quem se deu bem foi o atleta da UGF Rafael “Batata” Nogueira, que venceu a final do peso por pontos e mostrando que já pode subir para a faixa preta. Vale lembrar que os treinos de Wrestling na UGF foram de grande ajuda para a movimentação que Batata imprimiu em suas lutas, assim como serviram para Boi e Shaolin na faixa preta (nos movimentos de inversão). No pluma, Alexandre Lima fez luta dura e polêmica contra Ricardo “Ratinho” Brandão e venceu por apenas uma vantagem de diferença, levando o ouro.

Demian perdeu o ouro para Marcel Louzada no cara ou coroa após uma cabeçada

RONALDO JACARÉ VENCE WERDUM E MAIS 10 NA FAIXA ROXA


Ronaldo “Jacaré”, atleta humilde de Manaus foi disparado, a grande sensação da faixa roxa neste campeonato. Sem exageros, pode-se dizer que ele foi o segundo grande nome deste Mundial após o paulista Margarida. Jacaré fez 11 lutas ao longo do evento, faturando peso (médio) e absoluto. No peso, ele simplesmente finalizou todos os seus combates (seis no
total) e no absoluto finalizou quatro das cinco que fez. 

Sua luta mais impressionante foi na semifinal, quando encaixou um estrangulamento em pleno ar em seu oponente, que acabou apagando. Apesar de neste momento o ginásio já estar vazio em função do horário, o frisson foi grande na plateia. Aluno do Sensei Henrique, Jacaré entrou mais uma vez representando a equipe de Oswaldo Alves que, por tradição, já havia passado vários alunos seus direto da faixa roxa à preta (Sérgio Penha, Fabrício, Paulo
Caruso, Ricardo Azambuja, Paschoal Duarte, Fredson Paixão, etc), Jacaré bem que poderia repetir o feito, mas seu mestre garantiu que não: “O Jacaré ainda vai lutar de roxa no Brasileiro deste ano, depois disso ele vai passar para a faixa marrom, apesar da pressão que venho recebendo para dar-lhe a faixa preta”, declarou o mestre. Após a luta Jacaré fez um desabafo, denunciando um boicote da Federação Amazonense de jiu-jitsu. “Eles deram 20 passagens para atletas sem expressão que tem conchavo com a Federação. Ano passado venci peso e absoluto e mesmo assim tive que pagar a passagem do meu bolso. Não só eu, mas a maioria dos atletas que conseguiram medalhas. Isto é uma sacanagem”, bradou revoltado o campeão.

Com dois ouros Jacaré protestou contra politicagens da federação do amazonas

Além de Jacaré, podemos destacar o faixa roxa americano Kendall Goo e o atleta Michel, que faturou a categoria mais disputada de roxa (pena), deixando todos os favoritos para trás (Pedro Brandão, Marcelino Freitas e “Celsinho”). Sua luta mais difícil foi contra Pedro Brandão (Barra Gracie), quando venceu por 3×1 nas vantagens, após um empate de 2×2 nos pontos. Na final, bateu o atleta Mário Reis (Winner Behring) por 5×2. O detalhe é que a luta foi uma revanche do ano anterior, quando Mário foi campeão na faixa azul, tendo finalizado Michel num de seus combates. No meio-pesado, o vencedor foi Roger Gracie, enquanto no pesado os lutadores Emyr Bussade e Pedro Damasceno fecharam o caixão para a Brazilian Top Team. Pedro ganhou a faixa marrom no pódio. 

FEIMININO GANHA MAIS ESPAÇO


Mais uma vez elas vieram com tudo. Divididas em duas graduações (faixa azul e roxa marrom e preta), elas lotaram todas as categorias e mostraram muita técnica e evolução. Na faixa azul, a grande surpresa da competição foi a americana Erika Montoya, que venceu o peso leve com bonitas finalizações. Na final, ela enfrentou e finalizou uma das favoritas ao título, a atleta Priscila Prandini (Maromba). Destaque também para a jovem revelação Cristiane Yukai (Bonsai), de apenas 14 anos, que ficou com o terceiro lugar na categoria.
A paulista Polyana Lago confirmou sua boa fase e venceu no peso médio, enfrentando muita dureza pela frente. Na final, ela mostrou que estava realmente preparada para vencer. Contra a atleta Lívia Borges, ela não deu chance alguma: passou e montou duas vezes, vencendo por 14×0. No peso Pluma, a amazonense Andreza Façanha (Equipe 3) deu show, surpreendendo na semifinal, uma das favoritas ao título, Kyra Gracie (Soca), sobrinha de Renzo e neta de Robson Gracie que também vinha tendo atuação destacada no evento. Na final, Andreza passou por Camila para garantir o tão sonhado ouro. O peso pena ficou com CJ Mc Lue e em terceiro lugar tivemos a japonesa Aika Sato. Entre as mais pesadas (acima 66kg), a campeã panamericana Mirela Cortez e a campeã mundial Luzia Fernandes se enfrentaram numa emocionante final. Melhor para Luzia, que aplicou um seoi nague na adversária, passou a guarda e finalizou de forma brilhante. De quebra, ainda recebeu a faixa roxa. Parabéns para Polyana, que também ganhou a faixa roxa. Mesmo sem a presença das estrelas Leka Vieira, Janaína Ventura e Daniela Paiva, o feminino faixas roxa, marrom e preta foi um festival de lutas excelentes.

Kyra Gracie em seu primeiro mundial de azul


No médio, a campeã mundial de 2000/faixa azul, Juliana Vieira (Nova União), enfrentou a campeã mundial na roxa, Renata Pimentel. Apesar da guarda fortíssima de Renata, Juliana, nos segundos finais.  conseguiu finalmente passar a guarda, garantindo assim sua vitória nessa categoria muito disputada.


já no peso leve, apesar da excelente atuação de Bianca Bastos, ela acabou sendo finalizada por sua adversária, que ficou com o ouro. No pluma Ana Natasha lutou muito, mas venceu por apenas uma vantagem sua luta final. No pena, já era de se esperar: as faixas pretas Letícia Ribeiro (Gracie) e Bianca fizeram uma grande final. A favorita Letícia Ribeiro acabou sendo finalizada pela duríssima Bianca Andrade com um lindo armlock.

OS GRINGOS CADA VEZ MELHORES 

No ano passado, BJ Penn deu show e garantiu o primeiro “ouro gringo” na faixa preta, sendo eleito como um dos destaques do último Mundial. O sucesso nos tatames levou o havaiano a trilhar caminho do profissionalismo. Após vencer com sobras duas lutas no Ultimate Fighting, se consagrando como o novo fenômeno do peso leve, B) decidiu não vir ao Mundial deste ano.


Sem seu maior expoente na faixa preta, os americanos não conseguiram repetir o feito do ano passado, mas chegaram bem perto. Mostrando grande evolução, Garth Taylor (Cláudio França) venceu dois oponentes, só perdendo na final para Márcio Corleta e garantindo uma medalha de prata para os EUA.


Na faixa roxa super-pesado os americanos dominaram os quatro lugares do pódio. A final da categoria foi uma das melhores do evento, quando o havaiano Kendal Goo venceu o duríssimo Rhadi “The Machine” Ferguson e garantiu o lugar mais alto do pódio e a faixa marrom dada pelo orgulhoso mestre Relson Gracie.


Na faixa azul, o grande destaque foi o norueguês John Olav Einemo – aquele que eliminou Rolls Gracie Jr. e Rigan Machado no ADCC 2001. Após perder de cara na categoria, Einemo soltou os bichos no absoluto, onde finalizou cinco das seis lutas que fez, garantindo a medalha de ouro e a faixa roxa dada no pódio pelo mestre Marcelo “Yogui” (Barra Gracie).
Apesar de não conseguir medalhas, a equipe francesa liderada por Alain Nagera, presidente da Federação Francesa, considerou que houve uma grande evolução em relação aos anos anteriores. “Nosso faixa preta só perdeu de 8×0 para o Jamelão e uma das nossas representantes no feminino só perdeu para a campeã Mundial. Para nos e muito difícil. Temos que lutar contra o oponente e os juízes, que sofrem muita pressão da torcida”, desabafou Alain.

O Japão desta vez esteve representado por 20 atletas provenientes de 4 academias diferentes. O número 1 da terra do Sol Nascente, Yuki Nakai, começou bem vencendo por larga margem de pontos o duro Maurício Villardo (Gracie Humaitá), mas acabou batendo na luta seguinte para o campeão Fredson “Rei da Mão de Vaca” Paixão. “Tudo que posso dizer é que ele é muito superior a mim”, reconheceu o humilde presidente da Confederação Japonesa de Jiu-Jitsu, que hoje já conta com quase 10 mil atletas filiados. Neste Mundial dois atletas japoneses conseguiram a medalha de bronze: Shiyoda (galo faixa roxa) e Aika Sato (feminino pena azul), chamando a atenção do árbitro “Sonequinha”. “Estou muito impressionado com o nível técnico de vários atletas do Nakai”, reconheceu o faixa preta. Aliás, se depender do Yuki Nakai, a delegação japonesa será ainda maior no ano que vem: “Sempre digo aos meus alunos no Japão que a única maneira de testar seu jiu-Jitsu de verdade é vindo lutar no Brasil”, revelou Yuki, admitindo que seu maior objetivo é conseguir o ouro num Campeonato Mundial.

LFA 241 anuncia card completo com forte presença de atletas de Belo Horizonte

0
LFA 241 desembarca em Belo Horizonte no próximo dia 11 - Foto: Divulgação/LFA Brasil

O LFA anunciou o card completo de sua estreia em Minas Gerais, marcada para 11 de setembro, no Mineirinho, em Belo Horizonte. A edição, apresentada pelo Monster Energy, terá 15 lutas, dez atletas mineiros e será liderada pelo confronto entre Rafael Pereira e Vinicius Pires pelo cinturão mundial vago dos pesos-galos.

LFA 241 desembarca em Belo Horizonte no próximo dia 11 – Foto: Divulgação/LFA Brasil

A presença local se espalha por diferentes posições do evento. Seis atletas que vivem em Belo Horizonte foram escalados. Carlos Soares enfrenta o paraguaio Gustavo Pintos na segunda luta mais importante da noite, pela divisão dos penas, e Gustavo Rocha encara Felipe Rosa pelos médios.

Nas preliminares, Emerson Richard mede forças com Salomão Albuquerque pelos meio-médios, enquanto Adam Santos e João Vitor Pereira fazem um duelo entre atletas da capital pelos galos. Laryssa Leila completa o grupo diante de Fernanda Atômica, pela divisão dos palhas.

Outros quatro mineiros escalados atualmente vivem fora de Belo Horizonte. Rafael Pereira treina em Curitiba, Neemias Santana em Montes Claros, Lucas Hodak em Uberlândia e Thalyta Silva em São Paulo. Neemias enfrenta Marcos Silva pelos médios, Thalyta encara Mônica Fontes pelos galos e Hodak luta contra Lucas Silva pelos meio-médios.

A escolha de tantos nomes ligados ao estado amplia a exposição do MMA mineiro em uma organização que atua como liga de desenvolvimento e serve de caminho para atletas chegarem ao UFC. Para Rafael Feijão, vice-presidente do LFA na América do Sul, a recepção encontrada em Belo Horizonte e o nível dos lutadores locais aumentam a expectativa para a edição.

“Desde que anunciamos a chegada do LFA, Belo Horizonte nos recebeu com a hospitalidade que é uma marca de Minas Gerais. O estado tem um MMA de alto nível, com muitos atletas preparados e uma história importante nos esportes de combate. Poder realizar esse evento no Mineirinho, um ginásio tão tradicional, aumenta ainda mais a nossa expectativa. Estamos trabalhando para fazer uma das maiores edições do LFA já realizadas no Brasil e proporcionar uma grande noite para o público mineiro”, afirmou Feijão.

Na luta principal, Rafael Pereira chega com uma sequência de cinco vitórias no LFA e sem perder desde 2018. Natural de Sete Lagoas, o peso-galo soma 15 triunfos e quatro derrotas na carreira. Vinicius Pires tem 12 vitórias, duas derrotas e um no contest e fará sua segunda tentativa de conquistar o título da organização.

Pires disputou o cinturão em novembro do ano passado, quando foi superado por decisão unânime pelo cazaque Artem Belakh. O título voltou a ficar disponível depois que Belakh abriu mão do posto para participar da temporada de 2026 do The Ultimate Fighter.

O restante do card principal terá Marina Monteiro contra Raiane Vinuto, pela divisão dos palhas, e Julio Assunção diante de Eduardo Dutra, pelos penas. As preliminares também incluem Igor Taylon contra Giovanni Garcia, Marcos Santos Silva diante de Victor Santos, Fabio Perpétua contra Breno Yuri e Jackson Soares diante de Nicolas Santos.

Os portões serão abertos às 16h30 e as preliminares começam às 17h. O card principal está previsto para as 21h, com transmissão da ESPN 4, enquanto parte das primeiras lutas será exibida pelo LFA Fight Network, no YouTube. A arquibancada terá entrada gratuita mediante a entrega de 1 kg de alimento não perecível por pessoa na bilheteria. Garanta sua entrada em https://www.sympla.com.br/evento/lfa-241/3542052. O acesso estará sujeito à lotação do Mineirinho.

Card completo:

LFA 241
Ginásio do Mineirinho, Belo Horizonte (MG)
11 de setembro de 2026

Card principal

61 kg: Rafael Pereira x Vinicius Pires – Cinturão Mundial
66 kg: Gustavo Pintos x Carlos Soares
84 kg: Marcos Silva x Neemias Santana
84 kg: Felipe Rosa x Gustavo Rocha
52 kg: Marina Monteiro x Raiane Vinuto
66 kg: Julio Assunção x Eduardo Dutra

Card preliminar

61 kg: Igor Taylon x Giovanni Garcia
61 kg: Mônica Fontes x Thalyta Silva
70 kg: Marcos Santos Silva x Victor Santos
77 kg: Salomão Albuquerque x Emerson Richard
61 kg: Fabio Perpetua x Breno Yuri
77 kg: Lucas Hodak x Lucas Silva
61 kg: Adam Santos x João Vitor Pereira
93 kg: Jackson Soares x Nicolas Santos
52 kg: Fernanda Atômica x Laryssa Leila

O público pode acompanhar as novidades sobre o LFA no YouTube, nas redes sociais oficiais e no site oficial:

Instagram: https://www.instagram.com/lfa_brasil/
Facebook: https://www.facebook.com/LFABrasil
TikTok: https://www.tiktok.com/tag/lfabrasil
Youtube: https://www.youtube.com/@lfafights
X: https://x.com/LFAfighting
Site: LFABrasil.com.

Cris Cyborg deixa aposentadoria em aberto: “Não sei se vou lutar de novo”

0
Cyborg venceu Ketlen na PFL
Foto: Cooper Neill / PFL

Cris Cyborg chegou à histórica marca de 30 vitórias no MMA, mas ainda não sabe se a conquista sobre Ketlen Vieira representou realmente o último capítulo de sua carreira. Depois de vencer a compatriota por decisão unânime na PFL Tampa, no último sábado (22), a campeã evitou confirmar a aposentadoria e deixou seu futuro em aberto.

O evento havia sido anunciado inicialmente pela PFL como a despedida de Cyborg do MMA. O discurso, porém, mudou ao longo da semana da luta, e a brasileira não deixou as luvas no cage após a vitória (gesto tradicional de atletas que encerram a carreira).

Na coletiva depois do evento, Cyborg afirmou que pretende aproveitar o momento antes de tomar uma decisão definitiva.

“Não sei. Não sei se vou lutar de novo”, disse Cyborg, “Vamos ver o que vai acontecer. Quero aproveitar um pouco. Quero descansar. Quero continuar treinando e aprendendo. É isso que gosto de fazer.”

Cyborg venceu Ketlen na PFL
Foto: Cooper Neill / PFL

Cyborg chega à vitória de número 30

Aos 41 anos, Cyborg superou Ketlen após cinco rounds, e levou seu cartel para 30 vitórias, duas derrotas e um “no contest”, além de manter uma sequência invicta no MMA que já se aproxima de oito anos.

“Eu não sei se vou lutar novamente, mas queria ser campeã mais uma vez e conquistar minha 30ª vitória. Nenhuma mulher havia feito isso antes, e eu queria fazer história.”

Apesar da indefinição sobre a aposentadoria, Cyborg deu sinais de que ainda existem confrontos capazes de despertar seu interesse.

Logo depois da vitória sobre Ketlen, ela voltou a citar Claressa Shields como possível adversária no boxe e também desafiou Kayla Harrison, atual campeã peso-galo do UFC, que estava presente na arena.

O futuro da brasileira ganha ainda mais possibilidades com o fim de seu atual contrato com a PFL. Antes da luta contra Ketlen, Cyborg já havia indicado que a apresentação em Tampa representaria o encerramento de seu vínculo, mas não necessariamente de sua carreira.

A dúvida sobre a aposentadoria também não é exatamente uma novidade para quem acompanha o PVT. Em julho, Cyborg participou do Conexão PVT e conversou com Marcelo Alonso sobre a luta contra Ketlen, seus planos para o boxe, o desejo de ser mãe e até o antigo interesse em enfrentar Ronda Rousey (Assista abaixo).

Por enquanto, portanto, a vitória de número 30 pode ter sido a última apresentação de uma das maiores lutadoras da história do MMA, mas a própria Cyborg ainda não está pronta para dizer que acabou.

Siga o PVT

103,000FansLike
123,000FollowersFollow
51,000FollowersFollow
163,000SubscribersSubscribe