Marcelo Alonso recebeu Paulo Borrachinha e André Benkei, o “Mago da Balança”, no Conexão PVT desta segunda-feira. O foco da conversa foi a recente vitória de Borrachinha sobre o russo Azamat Murzakanov nos meio-pesados, a transição física para a categoria de cima e os próximos passos na carreira.
Borrachinha detalha seu desejo por uma superluta contra Khamzat Chimaev e comenta a interação que teve com Donald Trump. Benkei explica os bastidores técnicos da evolução física do atleta e o potencial de Borrachinha em múltiplas divisões.
O UFC 328 promete uma grande noite neste sábado com dois títulos em jogo. As odds revelam um cenário de desequilíbrio claro na luta principal e uma decisão mais difícil no co-main event, onde os mercados apostam em uma virada.
Chimaev x Strickland: domínio nas apostas
Khamzat Chimaev entra como favorito absoluto para conquistar o cinturão dos médios diante de Sean Strickland. As odds falam por si: Chimaev está cotado a 1,14, enquanto Strickland aparece como azarão a 6,1, uma diferença brutal que reflete a confiança do mercado no lutador sueco-checheno. Os mercados de predição confirmam a tendência: Chimaev concentra 81,5% da probabilidade de vitória, segundo o Polymarket, com volume de apostas superior a 2,6 milhões de dólares movimentados na luta.
Strickland, ex-campeão e conhecido por seu estilo agressivo e provocador, chega ao duelo como o maior azarão de sua carreira recente. Para o americano, seria uma das maiores viradas da história recente do UFC caso consiga segurar o “Lobo” e reconquistar o ouro dos médios.
Van x Taira: surpresa possível no co-main event
Na disputa pelo cinturão dos moscas, o cenário é mais equilibrado — mas com uma inversão curiosa. Tatsuro Taira aparece como favorito a 1,67, enquanto o campeão Joshua Van está cotado a 2,21.
Nesta quinta-feira no Resenha PVT, Marcelo Alonso recebeu uma lenda do Jiu-Jitsu: Márcio Feitosa. Recentemente graduado à faixa coral pelas mãos do mestre Carlos Gracie Júnior, Marcinho relembra sua trajetória desde o início na Gracie Barra Matriz, nos anos 80, até se tornar um dos grandes competidores da história.
O papo mergulha nos bastidores da era de ouro das competições, analisando os clássicos duelos contra nomes como Vítor “Shaolin”, Leozinho Vieira, Leo Santos e Royler Gracie, além do treino histórico com Rickson Gracie nos anos 90.
Marcinho compartilha ainda sua visão sobre a profissionalização do esporte, a expansão global da Gracie Barra e aborda um tema crucial e urgente: como a comunidade do Jiu-Jitsu deve se unir para combater e coibir casos de assédio e abusos dentro das academias.
CMSystem é o Brasil em Abu Dhabi - Foto: Divulgação
O UAE Warriors, principal evento de MMA dos Emirados Árabes Unidos, realiza mais uma edição nesta sexta-feira (8), em Abu Dhabi, com presença brasileira no card. A CMSystem, equipe de Curitiba, terá dois representantes no evento: Eduardo “Bebezão” Neves e Pedro Oliveira.
CMSystem é o Brasil em Abu Dhabi – Foto: Divulgação
Na luta principal da noite, o peso pesado Bebezão enfrenta o francês Badr Medkour. Os dois atletas têm perfil voltado para a definição de seus combates e somam 16 vitórias por nocaute na carreira, oito para cada lado.
Outro nome da CMSystem no evento é Pedro Oliveira. O atleta peso médio fará uma luta em peso combinado até 88 kg contra o cazaque Baurzhan Kuanyshbayev. Pedro possui um cartel de 10 vitórias em 15 lutas profissionais.
“Os dois fizeram um camp muito forte e chegam muito bem preparados para uma grande luta. A gente confia muito no trabalho que foi feito, buscando mais uma atuação brilhante da equipe e mais um resultado com a identidade da CMSystem: vencer convencendo”, afirmou Cristiano Marcello, líder da CMSystem.
Coordenador da equipe, Lúcio Flávio exalta união do grupo e projeta melhorias para a sequência da temporada - Foto: Divulgação
A participação da GFTeam no Campeonato Brasileiro de Jiu-Jitsu da CBJJ reafirmou o alto nível competitivo da equipe, mesmo sem alcançar o principal objetivo: o título geral por equipes. Coordenador do time durante o evento, o faixa-preta Lúcio Flávio fez uma análise franca da campanha, destacando a evolução dos atletas diante de um dos torneios mais difíceis do calendário.
Coordenador da equipe, Lúcio Flávio exalta união do grupo e projeta melhorias para a sequência da temporada – Foto: Divulgação
“Não alcançamos nosso objetivo que era vencer na contagem geral como equipe. Mas se trata de um evento de alto nível, com uma dificuldade muito grande. E eu vi evolução em todos os atletas. Fico orgulhoso de cada um deles. Muitos perderam no detalhe, questão de luta mesmo. Mas, de uma forma geral, estamos evoluindo”, avaliou.
Apesar de não liderar o ranking geral, a GFTeam conquistou resultados expressivos em diferentes categorias, como o primeiro lugar no juvenil, além do terceiro no Novice e quarto no master e no feminino adulto, um indicativo claro da consistência e da profundidade do trabalho desenvolvido pela equipe em diversas frentes. “Mostra que estamos na briga sempre por qualquer título em qualquer categoria. Temos trabalhos de altíssima qualidade no Brasil todo, e isso nos permite sempre estar entre os melhores”, destacou Lúcio.
O desempenho no juvenil, em especial, chama atenção pelo reflexo direto do investimento na base. Segundo o coordenador, o resultado é fruto de um trabalho sólido de formação que vem sendo desenvolvido nas filiais da equipe. “O juvenil é um retrato de como tem vindo nossa base. Temos um excelente trabalho em muitas filiais e muitas promessas de jovens que têm tudo para ganhar o mundo”, afirmou.
Entre os pontos positivos da campanha, Lúcio Flávio fez questão de ressaltar não apenas o nível técnico, mas também o espírito coletivo da equipe, um fator que, segundo ele, tem sido determinante para a evolução contínua. “O nível técnico sem dúvidas é um ponto, mas eu destaco a unidade. Temos construído um grupo forte, unido, que deseja e se alegra com a conquista do outro. Isso nos torna cada vez mais fortes. Somado ao nosso jiu-jitsu de qualidade, temos evoluído constantemente”, explicou.
Com o olhar voltado para o futuro, o coordenador já iniciou ajustes importantes no planejamento da equipe, utilizando as lições do Brasileiro como base para evolução. “Destaquei muitos pontos técnicos, táticos e psicológicos que devem ser introduzidos e reforçados na nossa rotina de treino. Já montei estratégias e dinâmicas para aplicar nas aulas. Com isso, nos mantemos sempre atualizados com o que há de melhor no mundo do jiu-jitsu”, concluiu.
Atleta da Alliance levou o ouro - Foto: Divulgação
Atleta da Alliance Rio, Rerisson Gabriel disputou no último fim de semana seu primeiro Campeonato Brasileiro de Jiu-Jitsu da CBJJ como faixa-preta e, logo na estreia na graduação, conquistou o título.
Atleta da Alliance levou o ouro – Foto: Divulgação
“O Brasileiro foi um marco muito importante, por ser o meu primeiro Brasileiro na faixa-preta. Todas as lutas foram muito difíceis por se tratarem de atletas ranqueados”, destacou Rerisson, ressaltando o grau de dificuldade enfrentado ao longo da competição.
Na grande final, o desafio foi ainda maior: encarar Diego Pato, apontado como favorito ao título. Mesmo diante de um adversário dominante, Rerisson entrou confiante e preparado para o confronto decisivo. “Eu me imaginei lutando diversas vezes com ele. Sabia que seria uma luta muito difícil, por ele ser tão dominante nas suas lutas, mas eu sabia que tinha o necessário para vencer”, revelou.
A tranquilidade foi um dos fatores determinantes para o desempenho do atleta durante o campeonato, especialmente na final. Segundo ele, o controle emocional fez toda a diferença nos momentos mais decisivos. “Eu tenho uma coisa boa: sempre quando eu entro para lutar, eu fico bem tranquilo e muito focado no que está acontecendo”, afirmou.
Raoni Barcelos analisa sua quinta vitória consecutiva no UFC, conquistada após superar um momento de dificuldade logo no início da luta contra Montel Jackson. Ao lado de seu pai e treinador, a lenda Mestre Laerte, Raoni discute sua performance técnica, seu condicionamento físico impressionante aos 38 anos e seus planos para subir no ranking da categoria peso-galo.
O bate-papo também mergulha na história da família Barcelos nas artes marciais, desde os treinos históricos do Mestre Laerte com Rolles Gracie até a formação de Raoni no wrestling e no jiu-jitsu.
O UFC Perth, que acontece neste sábado na Austrália, tem como atração principal uma das disputas de cinturão mais equilibradas que o mercado de apostas já registrou em 2026. Na luta principal, Carlos Prates está cotado a 1,9 contra 1,8 de Jack Della Maddalena, praticamente uma moeda no ar para os apostadores.
Equilíbrio absoluto nas odds
A diferença mínima nas cotações traduz o que os especialistas já vinham apontando nas últimas semanas: esta é uma luta sem favorito claro. Della Maddalena tem a vantagem de lutar em casa, diante de uma torcida australiana que promete transformar a arena em um caldeirão. Mas Prates chega ao evento com um retrospecto devastador no UFC, finalizando ou nocauteando adversários de forma sequencial e consolidando seu nome como um dos lutadores mais perigosos da divisão.
O brasileiro que quer fazer história
Carlos Prates representa uma das maiores esperanças do MMA brasileiro na atualidade. O lutador tem impressionado pela frieza e pela capacidade de impor seu ritmo mesmo em duelos difíceis. Uma vitória sobre Della Maddalena neste sábado em Perth coloca seu nome entre os potenciais candidatos ao título dos meio-médios.
Considerado por muitos como o maior treinador de Jiu-Jitsu do Brasil na atualidade, chamado inclusive de John Danahar brasileiro, Melquizael Galvão foi preso na ultima terça feira, investigado por suspeita de crimes sexuais contra alunas, em Manaus.
Pai de Mica Galvão, considerado o maior nome do Jiu-Jitsu no Brasil na atualidade, Melqui também é policial civil no Estado do Amazonas.
Foto: reprodução
A prisão temporária foi decretada após denúncias reunidas pela 8ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), que apura relatos de abusos envolvendo ao menos três vítimas. De acordo com a polícia, os denunciantes apresentaram uma gravação na qual o investigado admite indiretamente o ocorrido e tenta evitar que o caso seja levado adiante, com a promessa de compensação financeira. O audio de 13 minutos com o pedido de Melquizael aos pais da vitima viralizou em toda a comunidade do Jiu-Jitsu. Na gravação o treinador reconhece seu erro, jura arrependimento, promete compensação financeira aos pais da aluna e fala até em suicídio, caso eles sigam com a ideia de denunciá-lo.
Durante a apuração, outras duas possíveis vítimas foram identificadas em diferentes estados do país. No depoimento, elas relataram episódios semelhantes. Em um dos casos, a vítima afirmou ter 12 anos na época dos fatos.
Segundo a polícia, Melqui Galvão havia viajado menos de 24 horas antes para o estado do Amazonas, onde também atua como policial civil. Após contato entre as corporações, ele se apresentou às autoridades em Manaus, onde teve a prisão cumprida.
O caso tem gerado forte repercussão na comunidade do jiu-jitsu. O investigado é conhecido no meio esportivo e é pai do multicampeão Mica Galvão, que já após vários títulos mundiais e do ADCC já vinha planejando a migração para o MMA na divisão até 77kg. Além de Mica, Melqui também formou desde a faixa branca campeões como Diogo Reis (campeão do ADCC 2022), Fabricio Andrey e Thalison Soares.
Após o afastamento de Melqui, Mica Galvão, de 22 anos, passou a liderar a equipe. Em seu instagram, ele fez um comunicado oficial se dizendo devastado pelo ocorrido, mas pedindo que a justiça cumpra seu papel.
“É difícil encontrar palavras para um momento como este. Meu pai Melqui Galvão foi quem me colocou no tatame pela primeira vez ainda criança. Foi ele quem me ensinou a lutar, a competir, a respeitar o adversário e ter caráter. Tudo que conquistei na vida tem a mão dele. Minha gratidão e meu amor por ele são reais e não mudam. AO mesmo tempo me sinto na obrigação de ser honesto. Que os fatos sejam investigados com seriedade e que a justiça cumpra seu papel. Repudio qualquer tipo de assedio contra mulheres e crianças. Este é um valor que carrego e que não abro exceções. Estou processando tudo isso como filho, atleta e ser humano. Sigo em frente cuidando da equipe com o mesmo respeito e dedicação de sempre”.
Equipe Brasileira já está em Perth, na Austrália - Foto: Divulgação
O brasileiro Kevin Christian encara o neozelandês Junior Tafa no próximo sábado (5/2), pelo UFC Austrália, em Perth, buscando a sua primeira vitória no maior evento de MMA do mundo. Lutador da Cosme Junior Team, o amazonense fez um camp de dois meses na CMSystem, em Curitiba, onde teve acesso a sparrings da elite e estrutura voltada para meio-pesados e pesados.
Equipe Brasileira já está em Perth, na Austrália – Foto: Divulgação
A opção pelo camp na CMSystem, conduzido por Cristiano Marcello, visa dar a Kevin instrumentos técnicos e físicos para enfrentar um adversário de força e experiência. “Estamos confiantes na estratégia que será imposta. Foi um camp de dois meses na CMSystem, tem tudo para fazer uma grande diferença. É a continuação de um trabalho que o Cosme já vinha fazendo com ele, e a gente só implementou mais armas, aproveitando a quantidade de sparrings da categoria que temos na equipe”, disse Marcello.
No período em Curitiba, Kevin treinou com nomes como Vitor Petrino, Matheus Buffa, Pedro, Vlad, Caio, Bebezão e Richard, lista que, segundo Cristiano Marcello, “provando que a CMSystem hoje é o maior time de meio-pesados e peso pesados do Brasil, e o Kevin vai representar isso da melhor maneira possível. O adversário é duro, por isso uma vitória vai mostrar que ele vai dar trabalho nesta categoria”.
A logística da viagem também entrou na preparação. A delegação optou por uma chegada antecipada para reduzir os efeitos do fuso horário e dar tempo à recuperação. “Viagem para a Austrália é sempre longa, por isso tentamos não dormir para se adaptar ao fuso horário. Chegamos no domingo, geralmente a gente chega na terça-feira, justamente para termos mais tempo de adaptação”, afirmou o líder da CMSystem.
O duelo contra Junior Tafa é o segundo de Kevin Christian no UFC. Contratado em setembro de 2024 após uma vitória impressionante por finalização sobre o italiano Francesco Mazzeo, o brasileiro acabou sendo finalizado pelo norte-americano Billy Elkana em sua estreia no octógono, em novembro do ano passado. Segundo Cristiano Marcello, algo superado e que serviu como aprendizado.