Considerado um dos mais técnicos representantes do Jiu-Jitsu brasileiro na história do MMA, Demian Maia se aposentou do octógono em 2021 com um impressionante cartel de 28 vitórias — sendo 14 delas por finalização — e 11 derrotas. Desde que encerrou a carreira, Maia divide seu tempo entre sua academia de Jiu-Jitsu em São Paulo, seminários ao redor do mundo e o trabalho como comentarista do UFC no Brasil. No entanto, graças ao seu método diferenciado de aplicar o Jiu-Jitsu ao MMA, tornou-se um dos treinadores mais requisitados por atletas da organização. Depois de colaborar com lutadores como Kron Gracie e Virna Jandiroba, Charles Oliveira fez questão de destacar Demian como peça fundamental em sua preparação para a luta contra Max Holloway, na qual conquistou o cinturão BMF.
Diego Lima, Ian Garry e Demian Maia
QI E CAPACIDADE DE ADAPTAÇÃO
Durante um período de treinos na Chute Boxe, Ian Garry conheceu Demian Maia e, desde então, passou a aproveitar todas as oportunidades para aprender com o bicampeão mundial de Jiu-Jitsu. Dono de um cartel profissional de 17 vitórias e apenas uma derrota no MMA, Garry desafiará o russo Islam Makhachev pelo cinturão do UFC no dia 15 de agosto e vem contando intensamente com a experiência do brasileiro durante sua preparação. “Nossa parceria começou em 2023. Fui dar um seminário na academia de um amigo em Barcelona e o Ian, junto com a esposa, entrou em contato comigo. Ele foi treinar comigo e, desde então, passou a vir regularmente ao Brasil”, explicou Maia.
“Na semana passada viajei novamente para a Espanha para ministrar outro seminário e passamos vários dias juntos fazendo um camp intensivo focado naquilo que acreditamos que ele precisará fazer nas trocas de grappling contra o Islam. Depois ele concluiu a última etapa do camp na Inglaterra com seu treinador de Jiu-Jitsu, John Hathaway, que também lutou no UFC na nossa categoria”, acrescentou.
Criador de um estilo único de Jiu-Jitsu adaptado ao MMA, Maia disputou o cinturão do UFC em duas oportunidades. Em 2010, ainda como peso-médio, foi derrotado por decisão unânime por Anderson Silva no primeiro evento do UFC realizado em Abu Dhabi. Sete anos depois, após embalar uma sequência de sete vitórias consecutivas entre os meio-médios, conquistou nova chance pelo título, mas acabou superado por decisão pelo então campeão Tyron Woodley. Na avaliação do faixa-preta brasileiro, a inteligência de Garry e sua impressionante capacidade de adaptação aos diferentes adversários serão as principais armas para conquistar o cinturão do UFC.
“Algumas pessoas dizem que ele é o confronto mais difícil para o Islam porque tem uma defesa de quedas excelente, maior envergadura, um cardio excepcional e é um lutador muito completo. Mas eu acho que a maior qualidade dele é o QI de luta. O Garry faz uma leitura muito boa dos adversários e sabe se adaptar”, afirmou Maia, antes de citar um exemplo, “Na luta contra o Carlos Prates, durante a semana da luta, eu mostrei para ele uma variação de uma queda e ele executou exatamente esse movimento umas dez vezes durante o combate. Ele aprende muito rápido e sabe como dificultar a vida dos adversários.”
Apesar de elogiar bastante a evolução de Garry no jogo de chão, Demian fez questão de ressaltar o tamanho do desafio. “Espero uma luta muito difícil. O Islam é um dos maiores lutadores de todos os tempos. O Jiu-Jitsu dele é de um nível extremamente alto. Eu diria até que ele poderia competir com sucesso em torneios de elite de Jiu-Jitsu sem quimono. Então será uma disputa de cinturão histórica.”
Demian também confirmou que estará no córner de Ian Garry na noite da luta ao lado de Diego Lima, John Hathaway e do treinador Strauch.
Quando Carlos Gracie Jr. realizou o primeiro mundial em 1996 no Tijuca Tênis Clube, a presença de poucos estrangeiros e o domínio absoluto das grandes escolas do Rio de Janeiro e alguns ouros de Manaus, fez muita gente refletir sobre quanto tempo levaria para o Mundial de Jiu-Jitsu deixar de ser um Campeonato Brasileiro com pompa internacional.
Pois a internacionalização da modalidade iniciada em 96 permitiu que a resposta viesse bem mais rápida do que o esperado. Não só no âmbito nacional como no internacional, uma vez que nesta 5º edição do evento os grandes destaques foram o havaino BJ Penn e o paulista Fernando Margarida.
Se BJ Penn fez história ao levar a primeira medalha de ouro para os EUA, foi Margarida quem mostrou o melhor Jiu-Jitsu desse Mundial, mesmo não levando nenhuma medalha de ouro para casa.
Nas faixas coloridas destaques para novos fenômenos que nos anos subsequentes fariam história na preta. Na faixa roxa Daniel Moraes (leve), Marcelo Garcia (médio), Demian Maia (Meio Pesado) e Ronaldo Jacaré (absoluto) garantiram o ouro. Enquanto na azul, Mario Reis (pena), Roger Gracie (meio pesado) e Fabricio Werdum (Super pesado e absoluto) começavam sua trajetória vencedora.
Texto: Luciano Andrade e Marcelo Alonso
Fotos Marcelo Alonso
BJ Penn foi o primeiro americano campeão mundial na faixa preta
FENÔMENO HAVAIANO
Mesmo só praticando JJ há 4 anos o havaiano BJ Penn roubou a cena no 5º mundial de Jiu-Jitsu ao se consagrar como o primeiro campeão mundial não brasileiro da faixa preta. Apesar de ser mais conhecido como “guardeiro” BJ surpreendeu nesse mundial com um jogo de passagem super justo e cadenciado, que o habilita a ir ganhando sua posições pouco a pouco, sempre demonstrando uma base impressionante em todos os seus movimentos, o havaiano fez lutas muito duras, porém tendo sempre o comando das situações, não passando por nenhum momento de perigo em nenhuma delas até a semifinal (venceu Soca” por 2×0 e Fredson Alves por uma vantagem após um 0X0 nos pontos). Na luta final, contra Edson Diniz, que vencera os duros Yuki Nakai e “Barbosinha”, BJ começou raspando e abrindo 2×0 rápido. Em seguida, foi ganhando espaço aos pouquinhos e, lá pela metade da luta, conseguiu passar e abrir 5×0 no placar. Quando já parecia irreversível, o sonho do título de BJ, Diniz encaixou uma kimura de pé justíssima. Mas BJ resistiu e acabou saindo do golpe, dando uma sensação de alívio na torcida da Nova União. Agora era só uma questão de tempo para que o aluno de “Charuto” (que dá aulas no Hawaii) entrasse para história. Graças a fama conquistada com o titulo mundial de Jiu-Jitsu o Fenômeno havaiano recebeu um convite irrecusável do UFC, onde fez sua estreia onze meses depois de conquistar o ouro no Tijuca Tenis Clube. BJ estrearia no UFC 31 nocauteando Joe Gilbert no primeiro round e iniciando a trajetória que o levaria a dois cinturões na organização (leves e meio médios) se consagrando no panteão dos maiores da história do MMA.
Menos de um mês depois, BJ estreou vencendo no UFC
MARGARIDA NÃO VENCE MAS CONVENCE
Outro grande nome deste Mundial foi o paulista Fernando Margarida. Que iniciou sua trajetória no sábado na categoria absoluto, quando começou finalizando o duríssimo Chico Mello com um armlock. Na sua segunda luta, todos estavam prevendo um confronto duríssima com Alexandre “Café” Dantas, da Academia Dojo. De fato a luta começou bem disputada, pelo menos até os primeiros cinco minutos de combate. A partir daí, Café não conseguiu mais conter Margarida, que abriu 14×2 no placar e ainda finalizou com um arm-lock. O mesmo aconteceu em seguida com um dos maiores nomes da nova geração da Barra Gracie, Flávio “Cachorrinho”, que fez frente até quase o final de sua luta, quando cansou e acabou sendo finalizado com um estrangulamento com o joelho na barriga. Antes, Margarida ainda havia passado a guarda, abrindo 5×0 no placar. Na primeira semifinal, todos achavam que Léo Leite seria capaz de parar o fenômeno de São Paulo, mas, talvez desgastado pela sua participação num campeonato de Judô pela manhã, Leite também não conseguiu brecar Margarida e acabou derrotado por 10×2. Pela outra chave, outra fera da nova geração começava sua caminhada até o título do absoluto. Rodrigo “‘Comprido” Medeiros começou passando por Léo Dalla por 5×0 e indo direto para a terceira fase, onde teria que encarar “Nino”, que entrou na luta como favorito.
Fernando Margarida
COMPRIDO FINALIZA NINO E VENCE MARGARIDA
Logo de cara, Nino fez uma daquelas suas posições mirabolantes e conseguiu ir para as costas de Comprido, mesmo com este estando de pé. Porém, antes de Nino colocar o segundo gancho, comprido conseguiu sair. Até que o inimaginável aconteceu. Com apenas 4 minutos de combate, o atleta da Alliance conseguiu encaixar uma chave kimura e finalizou o atleta da Barra, que jamais havia passado por isso em toda a sua carreira de lutador. Na luta seguinte, Comprido passou tranqüilo – num treino amigável – pelo seu parceiro de treinos “Esfiha”, conseguindo, obviamente, avançar bem mais descansado para a final com Margarida, quando conseguiu abrir 2×0 (queda) no placar e administrar a luta até o final. “Não quero tirar o mérito do Rodrigo, mas acho que ele chegou bem mais inteiro na final e isto pesou. Afinal de contas, ele só fez duas lutas e eu quatro”, desabafou Margarida, enquanto Comprido comemorava o bicampeonato mundial absoluto na faixa preta, um feito de se tirar o chapéu, só conseguido antes por Amaury Bitetti em 1996/97.
GURGEL SURPREENDE ARONA NA FINAL
Com a vitória no absoluto todo mundo passou a acreditar na vitória de Comprido também no pesado. Só que apesar de mais um excelente desempenho no dia Comprido acabou esbarrando na força de Ricardo Arona na semifinal e acabou tendo que se contentar com um terceiro lugar. Pela outra chave, Fábio Gurgel vinha passando por seus adversários em lutas mornas e, à essa altura, Arona já tinha se transformado no novo favorito, mas num campeonato dominado pela nova geração, Gurgel mostrou que a experiência e a técnica ainda pesam no Jiu-Jitsu. Após fazer uma vantagem de queda no início da luta, Gurgel foi puxado para a guarda pelo atleta do Brazilian Top Team, que passou a se expor para recuperar a vantagem. Após uma tentativa de raspagem, Arona encaixou uma espécie de triângulo sem braço (chave de cabeça), abrindo espaço para que Fábio conseguisse fazer o seu melhor movimento, a passagem de guarda. e meter 3×0 no finalzinho da luta. A partir daí foi só segurar até o final e conquistar seu terceiro título mundial após um jejum de dois anos.
“Teve um gosto especial porque eu não vencia desde 1997 e porque também o Jiu-Jitsu cresceu muito. Em 97 tinham sete inscritos na minha categoria, hoje eram 18”, disse o General explicando como surpreendeu Arona com a passagem de guarda que lhe garantiu o ouro. “Na verdade a queda que dei nele foi a mesma que dei no Libório e no Godói na semifinal. Acabou acontecendo como eu planejei, sabia que ele ia ter que puxar pra guarda e se expor. E quando ele veio tentar me dar aquele triangulo o meu braço estava me protegendo, enquanto ele fazia uma força tremenda. Quando ele largou eu estava do lado. Na verdade o Jiu-Jitsu cresceu muito, ganhar ou perder faz parte, poderia ter dado ele, pois eu não tô nem ai. Entro nos campeonatos por prazer, adoro vir aqui e rever os amigos” .
Fábio Gurgel brilhou no Mundial
SHOWS DE ROLETA E TERERÊ
No dia seguinte, após o que ocorrera no sábado, duas coisas eram esperadas pelos expectadores: Margarida iria ganhar o meio-pesado e Nino iria voltar horrorizando no médio. Pois bem, no meio-pesado, logo de cara Margarida teve que suar o quimono para vencer o atleta jefferson (Gracie Barra) por 5×2. Na segunda fase, Margarida finalizou Anderson “Sarruço” com um arm-lock e passou para as semi, onde teria que lutar novamente contra Cachorrinho, só que dessa vez a luta foi mais parelha e terminou com uma vitória por pontos: 5×4. Pela outra chave, “Roleta” usava um jogo de passagem com consistência e superava duros adversários, como por exemplo Jorge “Macaco” Patino e “Jamelão”. Na verdade, Roleta teve que jogar por cima a maior parte do tempo porque pouca gente estava disposta a encarar a famosa guarda da fera da Barra. Na final, Roleta mais uma vez começou jogando por cima, mas a luta acabou tendo muitas reviravoltas e o criador do esqui-jitsu acabou conseguindo vencer por 4×0 nos pontos, graças a duas inversões. Margarida ainda correu muito atrás, encaixou várias chaves de pé (kimura) em Roleta, que resistiu com muita raça, principalmente na última oportunidade, quando ninguém acreditava que ele não bateria e segurou o placar até o fim. Nos últimos instantes da luta, Margarida quase conseguiu ir para as costas de seu oponente, mas quando a luta foi parar na beira do tatame, o árbitro mandou os atletas voltarem em pé, acabando com toda e qualquer chance de “Margá” vencer o combate. Um dado curioso: nesta altura do campeonato, Gracie Barra e Nova União estavam disputando o primeiro lugar na categoria adulto e a vitória de Roleta garantiu definitivamente o título para a academia de seu professor, Carlinhos Gracie Jr.
Roleta derrotou Fernando Margarida
No médio, Nino teve um desempenho bem superior ao do dia anterior e começou finalizando rápido os seus dois primeiros oponente Anderson Patricio (Academia Araxá) e o duríssimo Renato “Charuto” Veríssimo, este último com um perfeito armlock. Na semifinal Nino começou com tudo também, quase finalizando Pedro Duarte e acabando por vencer o aluno de Murilo Bustamante por boa margem de pontos. Pela outra chave, Fernando “Tererẽ” começava metendo 9×2 em José Marcelo, para em seguida vencer, também por pontos (4XO), o consistente Eduardo Galvão. Na semifinal conseguiu fazer 5×0 no excelente Fernando “Boi” Marques (que na luta anterior finalizara com um estrangulamento pelas costas o duro Cristiano Ribeiro). Na final, a malandragem de Tererê fez a diferença. O atleta da Alliance começou fazendo algumas vantagens de passagem e ainda abriu 2×0 com uma queda e passou a administrar o combate garantindo o título e a alegria da galera do Morro do Cantagalo, que não parava de gritar: “Uh Tererê! Uh Terere!”, comemorado mais um título mundial seguido de seu herói. “Tô amarradão, afinal também sou pentacampeão. Ganhei em 1997 na azul, em 1998 peso e absoluto na roxa, em 1999 na marrom e agora em 2000, na preta. Demais!”.
Tererê brilhou em seu primeiro mundial de faixa-preta
SHAOLIN VENCE BATALHA DOS QUATRO TITÃS DO LEVE
Na leve, os melhores ocuparam todos os degraus do pódio. Numa semi, Márcio Feitosa e Léo Santos fizeram luta muito parelha, vencida pelo primeiro por apenas 1xO na vantagem (0x0 nos pontos). Na outra semi, “Shaolin” não cometeu o erro da última vez (Liga Profissional), quando quis ganhar a luta em pé e acabou levando dois ippons, e tratou de puxar “Leozinho” para a guarda, conseguindo inverter rapidamente e fazer 2×0. A partir daí, Shaolin buscou sempre esse jogo de inversões, não conseguiu mais nenhum ponto, mas manteve o placar, se credenciando para fazer sua segunda final consecutiva de Mundial com Márcio Feitosa. A luta foi muito polêmica e Shaolin acabou conseguindo vencer graças a duas punições aplicadas pelo juiz Francisco “Toco” Albuquerque em Feitosa. Nas vantagens o placar foi 4×4 e nos pontos 0x0. A questão é complicada até porque, apesar de existir um regra no papel, o que se vê é que estão havendo diferentes interpretações da mesma por parte dos juizes e também do público, que pede, ou não, punições de acordo com quem está lutando dentro do ringue. “Ele agiu de má fé, não há nada na regra que mande a luta voltar em pé toda hora”, declarou revoltado o atleta da Barra. “O Toco aplicou a regra, se a maioria dos juízes não costuma punir a amarração, eu não tenho nada com isso. A regra diz que quem amarra tem que ser punido”, retrucou um radiante Shaolin após a luta. Independente de quem esteja com a razão as absurdas ameaças que o arbitro sofreu a luta são inaceitáveis e tem que ser coibidas.
Shaolin dividiu o pódio com Feitosa, Leozinho e Leo Santos
OMAR SALUM GARANTE OURO DE MANAUS
No galo, o favoritismo de Marcelo Pereira e Omar Salum acabou prevalecendo e ambos foram fazer a já aguardada final. No começo a luta estava bem parelha, mas na segunda metade o amazonense Omar Salum conseguiu dar um giro, pegou as costas de “Marcelinho”, encaixou um estrangulamento e acabou ganhando por 4×0, conquistando, seu quarto título mundial consecutivo.
Omar Salum levou o ouro para o Amazonas
ROBINHO CONQUISTA O PENTA
No pluma, só para variar, o fenômeno da Nova União, Robson Moura foi finalizando todo mundo no caminho, até se deparar com seu arqui-rival “Parrumpinha” na final. Uma luta há muito aguardada… Quando entrou no ringue, Parrumpinha começou a encarar o moleque da Nova União para intimidá-lo. “Robinho” não desviou o olhar e os dois ficaram por quase um minuto a menos de um palmo de distância, olho no olho, levando a galera ao delírio. Robinho começou raspando o atleta da Carlson (2×0) e dando a impressão que levaria fácil. Ledo engano… Parrumpinha conseguiu sair de baixo, esboçou uma reação, mas não conseguiu mais virar o placar. Ao final de uma luta que ficou morna na sua segunda metade, o título ficou mesmo com Moura, que venceu por 2×0 sagrando-se pentacampeão mundial.
ESPANTANDO A “URUCA”
Nas categorias mais pesadas, os vencedores foram respectivamente Saulo Ribeiro e Léo Leite, no super-pesado e no pesadíssimo. Saulo mostrou nessa categoria que ainda é o mais consistente competidor de jiu-Jitsu da atualidade, vencendo feras como Adilson “Bita” e o excelente Gabriel “Napão” com precisão e consistência até chegar na final com Daniel Simões, da Gracie Barra, que mesmo recém saído de uma operação no joelho fazia uma excelente campanha passando por Chico Mello e Renato Ferro. A luta começou muito travada, porém na segunda metade Saulo conseguiu impor seu jogo e, após passar a guarda, ainda conseguiu um bom estrangulamento pelas costas (estava com um gancho encaixado em Simões apenas), terminando a luta por cima e no controle e garantindo 3×0 e o quarto título mundial seguido. No final Saulo dedicou a vitória ao mestre Royler, que infelizmente não pôde competir devido a uma contusão no pescoço. “Com esta vitória lavei a alma e dei um sai pra lá na urucubaca”, nos contou o amazonense, se referindo a inesperada derrota na estreia no Vale-Tudo no Colosseum 2000. Vale lembrar que Saulo ainda está invicto em mundiais, mesmo tendo lutado em todos eles (no primeiro, ficou em quarto após dar a vitória na semi para seu colega Renato Barreto). No pesadíssimo, uma final morna entre judocas faixas pretas. Léo Leite acabou vencendo Aurélio Marques por 2×0 nas vantagens após uma luta de muita troca de pegadas e poucas tentativas de queda. “Hoje acordei descansado, rendi o meu melhor e consegui a vitória. Na verdade, ontem (absoluto) nem deveria ter lutado, pois fui competir no judô e já cheguei aqui bastante desgastado”, nos contou o bicampeão, que no 4º mundial havia estampado a capa da Tatame ao lado de Comprido.
Saulo Ribeiro em ação
PÉ DE PANO FATURA PESO E ABSOLUTO NA MARROM
Assim como em todos os últimos campeonatos de que participou, o faixa marrom da Barrra, “Pé de Pano”, simplesmente não tomou conhecimento de seus adversários, tanto no peso como no absoluto, finalizando (quase) todos os seus combates e deixando todo mundo de queixo caído. O pior é que Pé de Pano é como Garrincha, todo mundo já sabe o que ele vai fazer, só que ninguém consegue evitar. Se ele não pega no arm-lock, pega no triângulo e vice-versa. No absoluto, na final, Pé de Pano finalizou, com um triângulo, o forte Eduardo Machado, de Floripa. Na luta anterior, Pé de Pano finalizou o talento de São Paulo, Cláudio Godói. Eduardo passou, em sua semi, por Maxwell, da Gracie Barra. O outro grande destaque da faixa foi Alexandre Ribeiro, que por pouco não consegue um desempenho parecido com o de Pé de Pano e finaliza todas as suas lutas. De cara, Alexandre passou por Bruno Bastos, que fizera dois combates antológicos com ele no Estadual do Rio (ver matéria). Depois, superou o fenômeno de São Paulo, Gabriel Vella, e logo após conquistando este importante título para o seu currículo. Destaque também para Carlos Alberto Santos (Carlson) que mostrou grande evolução ao vencer oponentes duríssimos como o ex-campeão mundial Garth Taylor (Cláudio França) e, na final, em luta muito parelha, o fenômeno paraense Walter “Broca” (Alexey Cruz), que também lutou muito bem.
Pé de Pano dominou na faixa marrom
No super pesado, Sampa x Bahia na final. Fábio Leopoldo (Gracie SP) e Rogério “Minotouro” (De La Riva) fizeram uma campanha de se tirar o chapéu, fechando a categoria com um lutaço que terminou com muita polêmica. “O mesário marcou uma vantagem para o lutador errado. A luta terminou 2×2”, gritava desesperado o irmão de Rogério, “Minotauro”. Do outro lado, Ryan defendia o mesário: “Nada disso, está certo foi 3×1”. O impasse acabou levando o “Zé Beleza”, a pedir a ajuda do cameraman Oswaldo “Paquetá”, o que de nada adiantou, pois em nenhum momento a pontuação e o mesário apareciam no vídeo e o resultado acabou sendo mantido. O momento mais triste da competição ocorreu exatamente na primeira fase desta categoria. O atleta cearense Jean Mesquita lutava com Minotouro quando teve uma parada cardíaca e morreu. No pena, Pablo, da InFight, sagrou-se campeão ao derrotar Reinaldo Ribeiro, da Alliance, que lavou a alma no pluma, quando Gabriel Cardoso e Ricardo Vieira fecharam para sua equipe. No galo, deu “Pitel”, aluno de João Roque lá em Brasília e no médio, mais uma vez Bruno Fernandes sagrou-se campeão.
ROXA TEM OURO DE MARCELINHO, JACARÉ E DEMIAN
Na faixa roxa leve o campeão Daniel Moraes mostrou mais uma vez que é o melhor atleta do peso na atualidade e conseguiu amassar todos os seus oponentes, mostrando que está com um jogo super consistente, principalmente no que diz respeito às passagens de guarda. No galo e absoluto destaque para dois talentos de Manaus. Arlisson Melo (galo) e Ronaldo Souza (absoluto), ambos tratorizaram seus adversarios e finalizou todas as suas lutas, levando mais dois ouros para Manaus. No peso médio o mineiro Marcelo Garcia sobrou garantindo o ouro para a Alliance, que também conquistou o lugar mais alto no pódio no peso meio pesado com uma excelente atuação de Demian Maia. Outro que impressionou foi o aluno de Zé Mário, Fernando Paradeda, que ficou com o ouro no pesado.
AZUL: ROGER, MARIO REIS e WERDUM
Seis lutas e cinco finalizações. Esta foi a campanha na azul pena do gaúcho, aluno de Zé Mário, Mário Reis, que simplesmente tratorizou todos os oponentes, finalizando cinco no triângulo e vencendo a semifinal por 12×0. “Depois desta não tem jeito, vou ter que dar a roxa para ele”, declarou o mestre Zé Mário, que quebrou a mão há poucos dias da competição e acabou não participando. Outra grata surpresa que voou raso na categoria foi Roger Gracie. Um dos poucos Gracies na competição representou bem a família e, mesmo tendo começado passando mal, pressão baixa, deu a volta por cima e acabou vencendo bem suas seis lutas e deixando a mamãe Reila em estado de graça. Outro que deu show na categoria foi o aluno de Flavio Behring, Fabrício Werdun que venceu no super-pesado e no absoluto.
Roger Gracie no topo do pódio de faixa azul
ALLIANCE É BI CAMPEÃ NO FEMININO
Texto Tatiana Tognini
Para a categoria feminino, esse ano foi o terceiro Campeonato Mundial, sem dúvida uma grande conquista para as garotas. Em 1998, havia apenas duas categorias de peso, até 61kg e acima de 61kg, e as disputas eram de azul à preta. Para quem não se lembra, Thaís venceu no peso leve e Zanza no pesado. Já em 1999, as faixas foram divididas em azul e roxa/marrom e preta, e mais um peso foi incluído. Nomes como Daniela Figueiredo, Leka Vieira, Letícia Ribeiro, “Tiola”, Mariana Coelho, enfim, confirmaram seu favoritismo chegando no pódio.
Já em 2000 mais uma conquista, dois novos pesos! No pena, Mariana Vieira (Dojo) veio da Califórnia, onde atualmente leciona com Leka, para ganhar. No leve, foi a vez de Silvana Abreu (Alliance), mostrar que está seguindo os passos de sua parceira de treino, Tiola. Na final do médio, Juliana (GracieBarra) derrotou Carine Barbosa. Na roxa marrom e preta, Daniela Figueiredo (Alliance) finalmente lutou na sua categoria de peso, papando a tão sonhada medalha de ouro após dois vice campeonatos mundiais enfrentando oponentes bem mais pesadas. Na final Dani, enfrentou a paulista Renata Ninomya, vencendo por vantagem. No peso pena, Letícia Ribeiro (Gracie Humaitá) chegou à final contra Leka Vieira, tomando o bicampeonato das mãos de Leka na decisão do juiz. No ano passado, Letícia havia dado a passagem para que Leka lutasse a final contra Daniela Figueiredo. Já no Estadual, foi a vez de Leka dar a passagem a Letícia para enfrentar Dani na final. Apesar da luta final ser bem travada, em pé, Letícia fez uma melhor campanha com excelentes lutas durante o campeonato e mereceu a vitória.
No peso leve, Alessandra Oliveira, a Tiola (Alliance) passou pela duríssima Gabriela Bermundes (Brazilian Top Team) para enfrentar na final a campeão Mundial de 1999, Neli (Gracie Humaitá), que havia finalizado a primeira luta em poucos segundos, e vencido Anália Xavier na semifinal. Mas era o dia de Tiola, que passou a guarda e finalizou com um estrangulamento. No peso médio, Renata Pimentel e Tatiana Tognini (Alliance) fizeram a final, em luta bem movimentada, que acabou empatada em 1 x 1 nas vantagens. A decisão ficou por conta de Rafael Carino, que deu a vitória para Renata Pimentel. No meio-pesado Érica Paes (Oswaldo Alves) não teve muitas dificuldades. Com uma guarda excepcional foi passando por suas adversárias levando o ouro na categoria. No final a Alliance levou o bicampeonato na categoria, seguida pela Gracie Barra e Oswaldo Alves.
As meninas ganharam mais duas categorias neste 5o mundial e, mais uma vez, entregaram grande lutas
TABELA DE CAMPEÕES – CAMPEONATO MUNDIAL DE JIU-JÍTSU – IBJJF 2000
ADULTO – FAIXA PRETA – MASCULINO GALO Campeão: Omar Salum Equipe: Gracie Humaitá Vice-campeão: Marcelo Pereira Equipe: Nova União 3º lugar: João Márcio Equipe: Nova União 3º lugar: Pablo Ian Equipe: Sergio Souza ————————————————– PLUMA Campeão: Robson Moura Equipe: Nova União Vice-campeão: Marcos da Matta Equipe: Brazilian Top Team 3º lugar: Bruno Ximenes Equipe: Carlson Gracie 3º lugar: Leonardo Xavier Equipe: Gracie Humaitá ————————————————– PENA Campeão: BJ Penn Equipe: Nova União Vice-campeão: Edson Diniz Equipe: Infight 3º lugar: Fredson Alves Equipe: Gracie Humaitá 3º lugar: Marcos Barbosa Equipe: Godoi/Macaco ————————————————– LEVE Campeão: Vitor Ribeiro (Shaolin) Equipe: Nova União Vice-campeão: Márcio Feitosa Equipe: Gracie Barra 3º lugar: Leonardo Santos Equipe: Nova União 3º lugar: Leonardo Vieira Equipe: Alliance ————————————————– MÉDIO Campeão: Fernando “Tererê” Augusto Equipe: Alliance Vice-campeão: Antonio Schembri Equipe: Gracie Barra 3º lugar: Pedro Duarte Equipe: Brazilian Top Team 3º lugar: Fernando Marques Equipe: Nova União ————————————————– MEIO-PESADO Campeão: Roberto Magalhães Equipe: Gracie Barra Vice-campeão: Fernando Pontes Equipe: Godoi/Macaco 3º lugar: Eduardo Conceição Equipe: Alliance 3º lugar: Flávio Almeida Equipe: Gracie Barra ————————————————– PESADO Campeão: Fábio Gurgel Equipe: Alliance Vice-campeão: Ricardo Arona Equipe: Brazilian Top Team 3º lugar: Rodrigo Medeiros Equipe: Alliance 3º lugar: Roberto Godoi Equipe: Godoi/Macaco ————————————————– SUPER-PESADO Campeão: Saulo Ribeiro Equipe: Gracie Humaitá Vice-campeão: Daniel Simões Equipe: Gracie Barra 3º lugar: Gabriel “Napão” Gonzaga Equipe: Big Brothers 3º lugar: Renato Ferro Equipe: Brazilian Top Team ————————————————– PESADÍSSIMO Campeão: Leonardo Leite Equipe: Alliance Vice-campeão: André Fernandes Equipe: Nova União 3º lugar: José Mário McCoord Equipe: Alliance Sul 3º lugar: André Mendes Equipe: Brazilian Top Team ————————————————– ABSOLUTO Campeão: Rodrigo Medeiros Equipe: Alliance Vice-campeão: Fernando Pontes Equipe: Godoi/Macaco 3º lugar: Leonardo Leite Equipe: Alliance 3º lugar: José Mário McCoord Equipe: Alliance Sul
ADULTO – FAIXA MARROM – MASCULINO GALO Campeão: Bernardo Pitel Equipe: Nova União Vice-campeão: Joelson Venâncio Equipe: Gracie Barra 3º lugar: Ricardo Brandão Equipe: Carlson Gracie ————————————————– PLUMA Campeão: Gabriel Cardoso Equipe: Alliance Vice-campeão: Ricardo Vieira Equipe: Alliance 3º lugar: Jorge Arrigone Equipe: Gracie Barra 3º lugar: Carlos Lemos Equipe: Gracie Barra ————————————————– PENA Campeão: Pablo Rodrigo Equipe: Infight Vice-campeão: Reinaldo Reis Equipe: Alliance 3º lugar: André Ushirobira Equipe: Nova União 3º lugar: Luciano Nucci Equipe: Gracie Barra ————————————————– LEVE Campeão: Gustavo Corrêa Equipe: Gracie Humaitá Vice-campeão: Adriano Lúcio Equipe: Brazilian Top Team 3º lugar: André Bastos Equipe: Nova União 3º lugar: Rodrigo Antonio Equipe: Nova União ————————————————– MÉDIO Campeão: Bruno Fernandes Equipe: Gracie Barra Vice-campeão: Rodrigo Pinheiro Equipe: Osvaldo Alves 3º lugar: Cristiano Marcelo Equipe: Gracie Tijuca 3º lugar: Vinícius Lira Equipe: Brazilian Top Team ————————————————– MEIO-PESADO Campeão: Alexandre Ribeiro Equipe: Gracie Humaitá Vice-campeão: Vinícius Antunes Equipe: Gracie Barra 3º lugar: Roger Coelho Equipe: Godoi/Macaco 3º lugar: Marcos Vale Equipe: Gracie Humaitá ————————————————– PESADO Campeão: Fábio Leopoldo Equipe: Gracie Barra Vice-campeão: Antonio Rogério Equipe: UGF 3º lugar: Rogério Ribeiro Equipe: Pitbull 3º lugar: Eduardo Telles Equipe: Alliance ————————————————– SUPER-PESADO Campeão: Márcio Cruz Equipe: Gracie Barra Vice-campeão: Marcelo Caresto Equipe: Gracie Humaitá 3º lugar: Roger Patrick Equipe: Alliance 3º lugar: Cláudio Godoi Equipe: Godoi/Macaco ————————————————– PESADÍSSIMO Campeão: Carlos Alberto Santos Equipe: Carlson Gracie Vice-campeão: Walter Pinto Equipe: Alexey Cruz 3º lugar: Garth Taylor Equipe: Cláudio França 3º lugar: Kai Garcia Equipe: Gracie Humaitá ————————————————– ABSOLUTO Campeão: Márcio Cruz Equipe: Gracie Barra Vice-campeão: Eduardo Machado Equipe: Brazilian Top Team 3º lugar: Maxwell Equipe: Gracie Barra 3º lugar: Anderson Local Equipe: UGF ADULTO – FAIXA ROXA – MASCULINO GALO Campeão: Arlisson Melo Equipe: Nova União Vice-campeão: Felipe Alvarenga Equipe: Carlson Gracie 3º lugar: Bruno Senna Equipe: Nova União Campos 3º lugar: Alexandre Renan Equipe: Nova União Campos ————————————————– PLUMA Campeão: Marcelino Freitas Equipe: Nova União Vice-campeão: Otávio Viana Equipe: Nova União 3º lugar: Laércio Lima Equipe: Lotus Club 3º lugar: Iliarde Belo Equipe: Alexey Cruz ————————————————– PENA Campeão: Marco Joca Equipe: Gracie Barra Vice-campeão: Thiago Fernandes Equipe: Nova União 3º lugar: Adolfo Nardi Equipe: Infight 3º lugar: Leandro Vieira Equipe: Alliance ————————————————– LEVE Campeão: Daniel Corrêa Equipe: Gracie Humaitá Vice-campeão: João Rangel Equipe: Gracie Barra 3º lugar: Rafael Dias Equipe: Brazilian Top Team 3º lugar: Ricardo Bastos Equipe: Nova União ————————————————– MÉDIO Campeão: Marcelo Garcia Equipe: Alliance Vice-campeão: Luis Fernando Equipe: Carlson Gracie Posto 6 3º lugar: Alexandre Maia Equipe: Gracie Barra BH 3º lugar: Marcel Louzada Equipe: Godoi/Macaco ————————————————– MEIO-PESADO Campeão: Demian Maia Equipe: Alliance Vice-campeão: Gustavo Santos Equipe: Gracie Barra 3º lugar: Rafael Haubert Equipe: Brazilian Top Team 3º lugar: Yan Romero Equipe: Godoi/Macaco ————————————————– PESADO Campeão: Fernando Paradeda Equipe: Brazilian Top Team Vice-campeão: Rodrigo Asmus Equipe: Gracie Barra 3º lugar: Travis Lutter Equipe: Machado Jiu-Jitsu 3º lugar: Getúlio Cavalcanti Equipe: The Brites Family ————————————————– SUPER-PESADO Campeão: Leopoldo Augusto Equipe: Osvaldo Alves Vice-campeão: Emyr Bussade Equipe: Brazilian Top Team 3º lugar: Caio Otávio Equipe: Carlson Gracie 3º lugar: Vitor Vianna Equipe: Alliance ————————————————– PESADÍSSIMO Campeão: Francisco Fernandes Equipe: Gracie Barra Vice-campeão: Claudio Daniel Equipe: The Brites Family 3º lugar: Carlos Eduardo Equipe: Gracie Humaitá 3º lugar: Alex Paz Equipe: Brazilian Top Team ————————————————– ABSOLUTO Campeão: Ronaldo Souza Equipe: Osvaldo Alves Vice-campeão: Alex Paz Equipe: Brazilian Top Team 3º lugar: Delson Heleno Equipe: Pitbull
ADULTO – FAIXA AZUL – MASCULINO GALO Campeão: Eduardo Santos Equipe: Osvaldo Alves Vice-campeão: Fabiano da Silva Equipe: Gracie Barra 3º lugar: Hudson Rocha Equipe: Carlson Gracie 3º lugar: Daniel Moreno Equipe: Osvaldo Alves ————————————————– PLUMA Campeão: Armando Guedes Equipe: Nova União Vice-campeão: Frederico Mazala Equipe: Nova União 3º lugar: Thiago Bastos Equipe: Brazilian Top Team 3º lugar: Luciano Ayres Equipe: Gracie Barra PE ————————————————– PENA Campeão: Mario Reis Equipe: Brazilian Top Team Vice-campeão: Michel Maia Equipe: Nova União 3º lugar: Wagner Nascimento Equipe: Strauch 3º lugar: Rafael Costa Equipe: Gracie Barra ————————————————– LEVE Campeão: Rodrigo Abreu Equipe: Gracie Barra Vice-campeão: Leonardo Peçanha Equipe: Nova União 3º lugar: Gabriel Vieira Equipe: Osvaldo Alves 3º lugar: Marcos Pacheco Equipe: Osvaldo Alves ————————————————– MÉDIO Campeão: Leonardo Souza Equipe: Nova União Vice-campeão: Joseph D’Arce Equipe: Gracie Barra 3º lugar: Igor Gracie Equipe: Gracie Barra 3º lugar: Bruno Orosco Equipe: UGF ————————————————– MEIO-PESADO Campeão: Roger Gracie Equipe: Gracie Barra Vice-campeão: Rafael Mota Equipe: Cia Paulista 3º lugar: Lucas Lopes Equipe: Nova União Campos 3º lugar: Daniel Cherubin Equipe: Gracie Barra Australia ————————————————– PESADO Campeão: Fioravante Neto Equipe: Carlson Gracie Vice-campeão: Fábio Souza Equipe: Paulo Teodoro 3º lugar: Rodrigo Botti Equipe: Alliance 3º lugar: Gilberto Ferraz Equipe: Leão Dourado ————————————————– SUPER-PESADO Campeão: Fabrício Werdum Equipe: Barreto Behring Vice-campeão: André Gusmão Equipe: Nova União 3º lugar: Richard Santos Equipe: Gracie Barra 3º lugar: John Olan Equipe: Gracie Barra ————————————————– PESADÍSSIMO Campeão: Eugênio Neto Equipe: Infight Vice-campeão: Ero Nascimento Equipe: Brazilian Top Team 3º lugar: Danilo Maluf Equipe: Alliance 3º lugar: Rogério Brito Equipe: Romeu Bertho ————————————————– ABSOLUTO Campeão: Fabrício Werdum Equipe: Barreto Behring Vice-campeão: Hélio Fada Equipe: Gracie Humaitá 3º lugar: Fioravante Neto Equipe: Carlson Gracie 3º lugar: Walter Dantas
No Resenha PVT desta terça-feira, Marcelo Alonso conversou com Pedro Duarte, faixa-preta de Jiu-jitsu de Murilo Bustamante, que está lecionando em Abu Dhabi desde 2014. No papo, ele fez um panorama geral do projeto iniciado a partir do primeiro ADCC, que colocou a modalidade como obrigatória em todo o país, nas escolas, forças armadas e agora na polícia, empregando mais de 3 mil faixas-pretas brasileiros.
Além de falar sobre toda a revolução esportiva e cultural iniciada pelo jiu-jitsu no país, Pedro falou também dos avanços conseguidos por entidades locais que buscam levar o BJJ para as olimpíadas, e detalhou como um faixa preta brasileiro pode se inscrever no projeto, cuja inscrição você pode fazer clicando aqui.
Mateo Pereira se candidatou à disputa do cinturão dos leves - Foto: João Baptista
O Shooto Brasil 138 terminou com um novo candidato ao cinturão dos pesos leves. Na luta principal da edição realizada na última sexta-feira (17) na Upper Arena, no Rio de Janeiro, o uruguaio Mateo Pereira derrotou o brasileiro Welington “Predador” Souza por nocaute técnico no terceiro round e, ainda no cage, pediu a oportunidade de disputar o título peso leve da organização.
Mateo Pereira se candidatou à disputa do cinturão dos leves – Foto: João Baptista
Natural de Montevidéu e radicado no Brasil, Mateo controlou o confronto contra o brasileiro desde os primeiros minutos e confirmou o triunfo com um nocaute técnico no terceiro round de disputa. Após o duelo, ele afirmou que espera ser o próximo desafiante ao cinturão da categoria.
Ainda no card principal, Yan Teixeira levou a melhor sobre David Ruan. Depois de cerca de quatro anos afastado do MMA, o atleta precisou de menos de um round para finalizar o adversário com um triângulo inapelável que obrigou a vítima a dar os três tapinhas para não apagar.
Confira abaixo todos os resultados do evento:
Shooto Brasil 138 Upper Arena, Rio de Janeiro (RJ) 17 de julho de 2028
Mateo Pereira venceu Welington “Predador” Souza por nocaute técnico no 3º round.
Leonardo Carvalho venceu Carlos Vera por decisão unânime no 3º round.
Yan Teixeira venceu David Ruan por finalização (triângulo) no 1º round.
Sabrina Ferreira venceu Maria Eduarda por decisão unânime no 3º round.
Rogério Bontorin venceu João Pedro por finalização (mata-leão) no 2º round.
Pedro Henrique venceu Lucas Martins por nocaute técnico no 2º round.
Gustavo Ribeiro venceu Rafael Lima por decisão unânime no 3º round.
Caio Santos venceu Felipe Silva por nocaute no 1º round.
Gabriel Costa venceu Matheus Oliveira por decisão dividida no 3º round.
Bruno Alves venceu Diego Fernandes por finalização (chave de braço) no 1º round.
Anderson Souza venceu Thiago Pereira por decisão unânime no 3º round.
Ricardo Nascimento venceu Vinícius Gomes por nocaute técnico no 2º round.
Márcio Silva venceu André Luiz por decisão unânime no 3º round
Conor McGregor lamentou em suas redes sociais a lesão sofrida na luta contra Max Holloway neste sábado no UFC 329. O irlandês se machucou no início do combate e foi derrotado por nocaute técnico após cinco anos afastados.
“Meu joelho estourou. Destruído. Eu não tinha nenhuma lesão antes de entrar na luta. Eu estava desferindo chutes, apoiando o pé com firmeza e pulando, durante todo o camp de treinos, bem como nos bastidores antes da luta. Isso veio do nada. Estou nas trevas aqui. Só posso descrever isso como o inferno”, escreveu.
Após o evento, Marcelo Alonso recebeu Sérgio Cunha no Depois do Gongo e eles analisaram tudo que rolou no UFC 329. Assista no vídeo abaixo:
Resultados | UFC 329: McGregor x Holloway 2
Sábado, 11 de julho | T-Mobile Arena, Las Vegas Card Principal
Max Holloway venceu Conor McGregor por nocaute técnico a 1m09s do 1° round
Paddy Pimblett venceu Benoit Saint Denis por finalização (triângulo de mão) aos 52s do 1° round
Mario Bautista venceu Cory Sandhagen por decisão unânime (29-28, 29-28, 29-28)
Brandon Royval venceu Lone’er Kavanagh por finalização (mata-leão) aos 3m40s do 3° round
King Green venceu Terrance McKinney por nocaute técnico aos 4m59s do 1° round Card Preliminar
Robert Whittaker venceu Nikita Krylov por nocaute técnico a 1m01s do 3° round
Gable Steveson venceu Elisha Ellison por nocaute aos 2m31s do 1° round
Adrian Yanez venceu Cody Garbrandt por nocaute técnico aos 2m27s do 1° round
Luke Riley venceu Kai Kamaka III por nocaute técnico aos 3m03s do 1° round
Wang Cong venceu Tracy Cortez por decisão unânime (29-27, 29-27, 29-27)
Damian Pinas venceu Cesar Almeida por nocaute aos 4m44s do 1° round
Farid Basharat venceu John Garza por decisão unânime (30-27, 30-27, 29-28)
Ryan Gandra venceu Zachary Reese por nocaute técnico a 1m15s do 1° round
Alessandro Costa venceu Cody Durden por finalização (mata-leão) aos 2m19s do 2° round
O R1 Fighting Series VII será uma das principais atrações da semana do LFA 238: Distrito 1, em Brasília. Marcado para o dia 29 de julho, na Arena Nilson Nelson, o evento abre espaço para atletas em início de carreira e oferece a mesma estrutura utilizada pelo LFA, proporcionando aos competidores uma experiência semelhante à dos grandes eventos internacionais de MMA.
Criado para revelar novos talentos, o R1 Fighting Series reúne lutadores profissionais e amadores em um ambiente com padrão de produção, organização e transmissão equivalente ao do LFA. O objetivo é preparar os atletas para os desafios das principais organizações do mundo, permitindo que desenvolvam a carreira de forma gradual.
A sétima edição contará com duas lutas profissionais e cinco confrontos amadores, podendo receber mais um combate. O card também terá forte presença de atletas do Distrito Federal, que terão a oportunidade de competir diante da torcida local.
Na luta principal, os pesos-pesados Rogério Alves e Marlon Santos medem forças. O card profissional ainda contará com o duelo entre os meio-médios Samuel Gomes e Jaime Souza.
Para o vice-presidente do LFA na América do Sul, Rafael Feijão, investir em eventos de base é essencial para o desenvolvimento do esporte.
“Grandes atletas não surgem por acaso. Eles precisam de oportunidades, de uma estrutura profissional e do tempo necessário para evoluir. O R1 Fighting Series nasceu com esse propósito, oferecendo espaço para atletas amadores e profissionais crescerem sem pular etapas. Quando chegam ao LFA ou ao UFC, eles já conhecem a rotina dos grandes eventos e conseguem apresentar um desempenho compatível com esse nível de exigência. Investir na base é investir no futuro do MMA brasileiro.”
O R1 Fighting Series VII será transmitido ao vivo pelo canal oficial da organização no YouTube. O acesso do público será feito por meio do ingresso solidário utilizado durante toda a semana do LFA 238: Distrito 1. A entrada deve ser retirada antecipadamente através do link https://www.sympla.com.br/evento/lfa-238/3453130 e validada com a doação de um quilo de alimento não perecível na Arena Nilson Nelson.
Confira abaixo o card do evento (sujeito a alterações):
R1 Fighting Series 7 Arena Nilson Nelson, Brasília (DF) Quarta-feira, 29 de julho de 2026
Card profissional
Peso pesado: Rogério Alves vs. Marlon Santos
Peso-meio-médio: Samuel Gomes vs. Jaime Souza
Card amador
Peso-mosca: Enzo Valadares vs. Pedro Pereira
Peso meio-médio: Gilvan Junior vs. Vitor Januzzi
Peso-pena: Alerrandro Gomes vs. Gustavo Barros
Peso leve: Max Arthur vs. Guilherme Rodrigues
Peso combinado até 74 kg: Fabio William vs. Rodrigo Mendes
Evento reúne competidores das Forças Armadas - Foto: Divulgação
O Rio de Janeiro recebe, no próximo dia 26 de julho, a segunda edição do Campeonato de Jiu-Jitsu das Forças Armadas. A competição será realizada das 8h às 18h, no Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes (CEFAN), na Penha, reunindo 180 atletas da Marinha do Brasil, do Exército Brasileiro e da Força Aérea Brasileira.
Evento reúne competidores das Forças Armadas – Foto: Divulgação
Organizado pela Comissão de Desportos da Aeronáutica (CDA) com apoio da Legião da Boa Vontade, Super Rádio Brasil e Brazil Combatl, o torneio contará com disputas entre militares de alto rendimento e tem como proposta incentivar a prática esportiva dentro das Forças Armadas, além de aproximar o público das atividades desenvolvidas pelas instituições militares.
No masculino, as disputas serão destinadas às faixas marrom e preta. Já no feminino, a competição reunirá atletas das faixas coloridas. Os militares interessados em competir devem realizar a inscrição por meio das respectivas Comissões de Desportos de cada Força.
Coronel de Infantaria e vice-presidente da Comissão de Desportos da Aeronáutica, Wanderson Menezes dos Santos destaca que o campeonato faz parte de um trabalho contínuo de incentivo ao esporte dentro da Força Aérea Brasileira e de valorização dos atletas militares.
“Somos responsáveis por todo o desporto no âmbito da Força Aérea e também coordenamos o programa de atletas de alto rendimento. Temos competidores de destaque no jiu-jítsu, como a multicampeã mundial Gabriela Pessanha, que representam o Brasil e levam o nome da Força Aérea para competições nacionais e internacionais. O esporte faz parte da nossa preparação e também aproxima a sociedade das Forças Armadas, permitindo que o público conheça nossas instalações e acompanhe o trabalho desenvolvido pelos militares”, afirma o coronel.
Assim como ocorreu na edição inaugural, o evento terá caráter solidário. As inscrições dos atletas e a entrada do público serão realizadas mediante a doação de latas de leite em pó. Todo o material arrecadado será destinado à LBV, que atende famílias em situação de vulnerabilidade social.
De acordo com o coronel Wanderson, a parceria entre a Comissão de Desportos da Aeronáutica e a LBV teve resultado positivo no ano passado, quando a campanha arrecadou uma quantidade expressiva de leite para as crianças assistidas pela instituição. A expectativa é repetir a iniciativa nesta edição.
“Essa parceria com a Legião da Boa Vontade é muito importante. No ano passado, conseguimos arrecadar uma quantidade significativa de leite, que foi destinada às crianças atendidas pela instituição. Vamos repetir essa iniciativa nesta edição e esperamos contar novamente com a participação de atletas e do público. É uma oportunidade de unir o jiu-jítsu, as Forças Armadas e a solidariedade em uma mesma ação”, projeta.
O primeiro Campeonato de Jiu-Jitsu das Forças Armadas foi realizado em 2025 e reuniu 202 militares da Marinha, Exército, Força Aérea e das Forças Auxiliares, como a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro. Após mais de 200 combates, a Marinha conquistou o primeiro lugar na classificação geral por equipes, seguida pela Força Aérea Brasileira e pelo Exército Brasileiro.
Depois de 11 anos, o Jungle Fight está de volta a Itu (SP). E o retorno à cidade conhecida por ter tudo gigante combina com um card à altura da tradição do evento. A edição 153, marcada para o dia 25 de julho, reunirá três disputas de cinturão em uma noite que marca a retomada de uma parceria histórica entre a organização e o município paulista.
Arte: Sidnei Goulart
O Jungle Fight 153 terá transmissão ao vivo para todo o Brasil pelos canais Sportv e Combate, a partir das 20h. A entrada será gratuita. Os ingressos podem ser retirados pelo site https://junglefc.com.br/ingressos-153/, mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível por pessoa. Todos os alimentos arrecadados serão destinados, por meio da Prefeitura de Itu, a famílias em situação de vulnerabilidade social.
Na luta principal, o cinturão dos médios estará em jogo. Atual campeão, o paulista João Dantas tenta a primeira defesa de título diante do carioca Oton Jasse. Dantas soma oito vitórias em dez lutas profissionais e construiu a maior parte de seus triunfos por nocaute. Do outro lado, Jasse chega credenciado como um dos principais finalizadores do MMA mundial. Das 22 vitórias na carreira, 20 foram por finalização, sendo o triângulo de mão sua marca registrada.
Outra disputa de cinturão coloca frente a frente dois atletas invictos. Campeão dos galos e dono da sequência mais dominante do Jungle Fight, Tiago Pereira coloca o título em jogo pela quarta vez. Maranhense radicado no Rio de Janeiro, ele venceu as dez lutas que disputou como profissional, sete delas pela via rápida, desempenho que o coloca, para muitos analistas do MMA, o melhor peso-galo do mundo na atualidade. O desafiante será Jonathan Frazão, o “Astro Boy”, amazonense que também vive no Rio de Janeiro e mantém cartel perfeito, com seis vitórias em seis apresentações.
Entre as mulheres, o cinturão dos moscas muda de mãos ou volta para uma velha conhecida. Ex-campeã da categoria e finalista do primeiro Fight do Milhão, Brena Cardozo busca recuperar o título diante da conterrânea Amanda Vargas. Brena acumula 11 vitórias em 17 combates, enquanto Amanda chega embalada após vencer cinco das nove lutas que disputou no profissional.
Esta será a quinta edição do Jungle Fight em Itu. A última passagem da organização pela cidade aconteceu em abril de 2015, durante o Jungle Fight 76. Antes disso, o município também recebeu as edições 31, em 2011, 41, em 2012, e 69, em 2014, consolidando uma relação que atravessa mais de uma década.
Presidente do Jungle Fight, Wallid Ismail afirma que o retorno a Itu representa a retomada de uma parceria construída ao longo dos anos e destaca a importância da cidade para a história da organização.
“Estou muito feliz por voltar com o Jungle Fight para Itu, que sempre foi uma das casas do evento. Vamos mostrar as belezas naturais dessa cidade lindíssima, realizar as eliminatórias do Jungle na sexta-feira e dar oportunidade para atletas da região lutarem no card de sábado. Agradeço a parceria e a amizade de muitos anos com o prefeito Herculano Passos, um dos grandes embaixadores do Jungle Fight e um entusiasta do esporte como instrumento de inclusão social.”
Parceiro de longa data da organização, o prefeito Herculano Passos destaca que o evento amplia a visibilidade do município e gera benefícios que vão além do esporte.
“Meu agradecimento ao amigo Wallid Ismail, um grande parceiro que, por meio do esporte, promove a cidade, os atletas e toda a área social. Promove saúde, cria oportunidades para os nossos jovens, valoriza os atletas e ainda fomenta o turismo, movimenta a economia e coloca Itu em destaque no cenário nacional e internacional. Tenho certeza de que o Jungle Fight Itu será um sucesso. Vamos juntos fazer mais esse grande evento acontecer em uma Itu gigante.”
Confira o card completo do evento (sujeito a alterações):
Jungle Fight 153 Ginásio Prudente de Moraes, Itu, São Paulo (SP) 25 de julho de 2026
Peso-médio: Oton Jasse x João Dantas Peso-galo: Tiago Pereira x Jhonatha Frazão Peso-mosca: Amanda Vargas x Brena Cardoso Peso-mosca: Douglas da Silva Feitosa x Guilherme Alves Peso-leve: Gustavo Henrique x Matheus Lima Peso-meio-médio: Wilson Barbosa x Artur dos Santos Peso-meio-médio: Lucas Karateca x Igor Zanuncio Peso-pena: Johnny The Animal x Manoel Aranha Peso-pena: Kevin Camargo x Caio Viking Peso-leve: Ofir Pereira x Max Silveira Peso-galo: Anderson Gabriel x Thiago Ferreira Santos Peso-mosca: Peter Correa x Vinicius Santos Peso-palha: Alana Viduani x Giovanna Sardinha Pontes
Abu Dhabi Grand Slam movimento a Arena Carioca 1 no Parque Olímpico - Foto: Divulgação/ADGS
A 12ª edição do Abu Dhabi Grand Slam de Jiu-Jítsu Rio de Janeiro foi encerrada no último dia 12 com um balanço positivo da organização. Realizado na Arena Carioca 1, no Parque Olímpico, o evento reuniu mais de 2 mil atletas de 31 nacionalidades, distribuiu mais de R$ 200 mil em premiações e gerou uma movimentação econômica estimada em cerca de R$ 10 milhões, impulsionando setores como hotelaria, gastronomia, transporte, comércio e prestação de serviços, com patrocínio da Light, por meio da Lei de Incentivo ao Esporte do Estado do Rio de Janeiro.
Abu Dhabi Grand Slam movimento a Arena Carioca 1 no Parque Olímpico – Foto: Divulgação/ADGS
Uma das principais etapas do calendário da Abu Dhabi Jiu-Jitsu Pro (AJP), a competição reuniu atletas das categorias infantil, juvenil, amadora, profissional e master. Ao longo dos dois dias de disputas, o Rio de Janeiro recebeu milhares de visitantes entre competidores, treinadores, dirigentes, equipes técnicas e familiares, fortalecendo o turismo esportivo e ampliando a circulação de recursos na economia local.
Além do impacto no setor turístico, o campeonato gerou empregos temporários nas áreas de montagem de estruturas, produção, segurança, arbitragem, operação técnica, comunicação, limpeza e atendimento ao público, reforçando o potencial dos grandes eventos esportivos como indutores de desenvolvimento econômico.
O Grand Slam também deixou um importante legado social. Em parceria com a Secretaria de Estado de Esporte e Lazer, a organização disponibilizou mais de 900 inscrições gratuitas para atletas de projetos sociais desenvolvidos em comunidades fluminenses, proporcionando a crianças, adolescentes e adultos a oportunidade de competir em um dos mais prestigiados torneios do circuito mundial de jiu-jítsu.
Para o secretário estadual de Esporte e Lazer, Rodrigo Scorzelli, a consolidação do Abu Dhabi Grand Slam no calendário esportivo do estado demonstra o impacto que grandes competições podem gerar para a economia e para a população.
“O Abu Dhabi Grand Slam já se consolidou como um dos grandes eventos esportivos realizados no Rio de Janeiro. Além da excelência técnica da competição, ele movimenta a economia, fortalece o turismo esportivo e cria oportunidades para centenas de jovens que chegam por meio dos projetos sociais. É um investimento que gera retorno para o estado e deixa um legado para o esporte.”
Um dos articuladores da parceria entre a AJP e o Governo do Estado, o deputado estadual Rafael Picciani destacou que o evento reúne desenvolvimento esportivo, impacto econômico e inclusão social.
“O esporte tem a capacidade de transformar realidades e abrir caminhos para milhares de pessoas. Quando conseguimos trazer um evento desse porte para o Rio de Janeiro, o benefício vai muito além da competição. A cidade recebe visitantes, movimenta sua economia e, ao mesmo tempo, oferece oportunidades para atletas que talvez nunca tivessem acesso a um campeonato internacional. Esse é o tipo de política pública que produz resultados concretos para o esporte e para a sociedade.”
O Abu Dhabi Grand Slam de Jiu-Jítsu Rio de Janeiro foi apresentado pelo Instituto Ofir, com coprodução da AJP Brasil, e realizado graças ao patrocínio da Light, por meio da Lei de Incentivo ao Esporte do Estado do Rio de Janeiro.
LFA retorna a Brasília no dia 31 - Foto: Divulgação/LFA Brasil
O LFA 238 – Distrito 1 terá Brasília como protagonista dentro do cage. Marcado para o dia 31 de julho, na Arena Nilson Nelson, o evento reunirá oito atletas do Distrito Federal no card, incluindo o peso-galo Herbeth Sousa na luta principal, mostrando a força dos talentos da capital na principal vitrine do MMA mundial.
LFA retorna a Brasília no dia 31 – Foto: Divulgação/LFA Brasil
A luta principal será do peso-galo Herbeth Sousa. Lutando diante da torcida, ele duelo contra o uruguaio Paulo Portillo. Com 19 vitórias em 21 lutas profissionais, Herbeth defenderá as cores de Brasília e do Brasil em um confronto que pode aproximá-lo de uma disputa de cinturão na organização ou um contrato com o UFC.
O Distrito Federal também estará representado em um duelo entre atletas da casa. Pela divisão dos meio-médios, Gabriel Vinicius enfrentará Claudio Nardo em um confronto que coloca frente a frente dois nomes formados no cenário local.
Outros representantes de Brasília também terão desafios importantes no card. Daniel Araújo encara o paranaense Victor Gabriel pelos pesos-galos. Márcio Cabral enfrenta o maranhense Rômulo Oliveira entre os pesos-médios. No peso-mosca feminino, Ramana Toscanelli mede forças com a paraense Ana Carolina Araújo. Pedro Souza enfrenta o paraense Pedro Ribeiro pela divisão dos leves, enquanto Diego Costa encara o paranaense Ricardo Lemos entre os pesos-moscas.
A presença de atletas do Distrito Federal acompanha a proposta do LFA de oferecer espaço para competidores em ascensão. Reconhecida como a principal porta de entrada para o UFC, a organização reúne lutadores que buscam projeção internacional e a oportunidade de integrar o maior evento de MMA do mundo.
Vice-presidente do LFA na América do Sul, Rafael Feijão afirmou que Brasília se consolidou como um dos principais polos de formação de atletas do país e destacou a importância da parceria com o Governo do Distrito Federal para fortalecer o esporte.
“Brasília é um verdadeiro celeiro de campeões. Temos atletas muito talentosos e acredito que vários nomes deste card vão representar o Distrito Federal e o Brasil no UFC nos próximos anos. O LFA existe para abrir portas e dar visibilidade a esses lutadores. Também faço questão de agradecer ao secretário de Esporte do Distrito Federal, Renato Junqueira, pelo apoio à realização de mais uma edição do evento e pelo trabalho que vem desenvolvendo no incentivo ao esporte. Essa parceria tem sido fundamental para criar oportunidades para os atletas da capital.”
O LFA também confirmou o Meliá Brasil 21 como hotel oficial da edição de Brasília. A parceria foi firmada para oferecer melhores condições de hospedagem a atletas, treinadores e demais integrantes do evento. Os fãs que pretendem acompanhar o LFA 238 presencialmente também poderão aproveitar uma condição especial, com mais de 20% de desconto nas reservas realizadas através do link https://events.melia.com/pt-br/events/multi-hotel/LFA.
“Para o Meliá Brasil 21, é uma honra ser o hotel oficial do LFA 238. Acreditamos no esporte como uma ferramenta de inclusão e desenvolvimento. Receber atletas de alto rendimento em nosso Hotel reforça nosso compromisso em apoiar iniciativas que inspiram pessoas e movimentam Brasília como palco de grandes eventos”, enfatizou Yuri Freitas, diretor da Meliá em Brasília.
O LFA 238 – Distrito 1, apresentado pela Monster Energy, será realizado na sexta-feira, 31 de julho, na Arena Nilson Nelson. O card principal será transmitido ao vivo pela ESPN para toda a América Latina, incluindo Brasil, México e Caribe, a partir das 21h. Parte das lutas preliminares também será exibida gratuitamente no canal oficial do LFA no YouTube.
Os ingressos serão distribuídos por meio de ingresso solidário. Para acessar a arquibancada, o público deverá retirar a entrada antecipadamente no seguinte link: https://www.sympla.com.br/evento/lfa-238/3453130 e entregar 1 kg de alimento não perecível na bilheteria da Arena Nilson Nelson no dia do evento. Os portões serão abertos às 16h30.
Confira abaixo o card do evento (sujeito a alterações):
LFA 238 Arena Nilson Nelson, Brasília-DF 31 de julho de 2026
Peso-galo: Herbeth Sousa vs. Paulo Portillo
Peso-pena: Luan Pedroso vs. Wily Pereira
Peso-meio-médio: Claudio Nardo vs. Gabriel Vinicius
Peso-leve: Juan Pablo Vieira vs. Eduardo Terêncio
Peso-galo: Daniel Araújo vs. Victor Gabriel
Peso-médio: Rayan Kadosoe vs. Felipe Rosa
Peso-pena: Aristides Vinícius vs. Alexsandro Cangaty
Peso-médio: Marcio Cabral vs. Romulo Oliveira
Peso-mosca: Thiago Taveira vs. Wendrio Chaves
Peso-mosca feminino: Ramana Toscanelli vs. Carol Araujo
Peso-galo: Neto Lopes vs. Almir Augusto
Peso-leve: Pedro Souza vs. Pedro Ribeiro
Peso-mosca: Diego Costa vs. Ricardo Lemos
Peso-palha feminino: Julia Barros vs. Amanda Rafaela
O público pode acompanhar as novidades sobre o evento no YouTube, nas redes sociais oficiais e no site oficial: