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Patrício Pitbull fala sobre luta contra Aaron Pico e desafio a Sterling

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Patrício retorna ao octógono em abril - Foto: Divulgação

Patrício Pitbull foi o convidado de Marcelo Alonso no Conexão PVT desta segunda-feira e falou tudo sobre seu duelo contra Aaron Pico, que vai rolar no dia 11 de abril no UFC 327. O brasileiro relembrou também a polêmica com Losene Keita, que não bateu o peso e o duelo caiu em cima da hora, e falou ainda sobre o que espera de seu futuro no evento após encarar Pico.

O líder da Pitbull Brothers analisou ainda os desafios de Poatan e Maurício Ruffy no UFC, fez um raio-x de sua categoria, e muito mais.

Assista no vídeo abaixo.

Novamente com casa cheia, Jungle Fight 148 consagra Emerson Apache campeão peso-pena do MMA World League

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Emerson Apache conquistou o cinturão mundial do Jungle Fight — Foto: Carlos Ventura/Jungle Fight

A edição 148 do Jungle Fight – World League foi a cereja do bolo de um mês histórico para o maior evento de MMA da América Latina. Realizado neste sábado (28), no Mercado Livre Arena Pacaembu, em São Paulo, o evento fechou uma sequência de quatro shows em 30 dias, todos com casa cheia, e consagrou o paulista Emerson Apache como campeão mundial peso-pena.

Emerson Apache conquistou o cinturão mundial do Jungle Fight — Foto: Carlos Ventura/Jungle Fight

Emerson Apache conquistou o primeiro cinturão mundial dos penas do Jungle Fight ao vencer o equatoriano Alejandro Delgado com autoridade. Superior durante a maior parte da luta, o brasileiro impôs ritmo forte desde o primeiro round, conectando combinações de socos, cotoveladas e, principalmente, joelhadas no corpo e na cabeça. Delgado resistiu enquanto pôde, mas acabou sucumbindo no terceiro assalto, após uma sequência decisiva que incluiu uma joelhada no rosto e golpes finais que levaram à interrupção.

Com o resultado, Emerson Apache chega à sexta vitória em oito lutas como profissional, sendo metade delas por nocaute. Após o combate, ele protagonizou uma encarada com Alan Adler, campeão linear da categoria, confirmando que a unificação dos cinturões dos penas será o próximo passo na organização.

O evento também teve destaque nos meio-médios, com Matheus “The Monster” Fonseca vencendo João Amarante por nocaute técnico antes do terceiro minuto. O amazonense soma agora seis vitórias, todas por via rápida, em oito lutas, e se credencia para disputar o GP da categoria no Fight do Milhão.

Presidente do Jungle Fight, Wallid Ismail celebrou o momento vivido pela organização e o sucesso da sequência de eventos. “Estou muito feliz por fechar com chave de ouro, com o ginásio lotado mais uma vez, um mês que foi bastante especial para o Jungle Fight. Três eventos em três finais de semana consecutivos, todos com lotação máxima, mostrando a força do nosso MMA e ratificando que o Brasil é a terra da luta”, afirmou.

Wallid também destacou o impacto do evento na cidade. “São Paulo mostrou mais uma vez sua força como polo esportivo e turístico. O Jungle Fight movimenta a cidade, gera empregos, aquece hotéis, bares e restaurantes, e leva o nome da cidade para todo o mundo. Quero parabenizar o prefeito Ricardo Nunes, o secretário de Turismo Rui Alves e o vereador George Hato pelo trabalho sério que vêm fazendo. Investir no esporte é investir em inclusão social, em oportunidade para a juventude e em desenvolvimento para a cidade”.

O secretário de Turismo de São Paulo, Rui Alves, ressaltou a movimentação gerada pela edição. “Casa lotada, um evento maravilhoso, um verdadeiro espetáculo que terminou com a luta de cinturão e que movimentou a cidade de São Paulo ao longo da semana, impactando em bares, hotéis e restaurantes”, disse.

Já o vereador George Hato reforçou a importância da capital paulista no cenário esportivo. “Mais um grande evento do Jungle Fight em São Paulo, melhor a cada edição, com o ginásio lotado e mostrando que São Paulo é a capital do esporte”, declarou.

Confira abaixo todos os resultados do evento:

Jungle Fight 148 – MMA World League
Mercado Livre Arena Pacaembu, São Paulo (SP)
28 de março de 2026

Emerson Apache venceu Alejandro Delgado por nocaute técnico aos 4min29s do R3
Luiz Buakaw venceu Rafael “The Violent” por finalização aos 3min20s do R1
Gustavo Jones venceu Marcos Dinamite por finalização no R1
Matheus “The Monster” venceu João Amarante por nocaute técnico aos 2min27s do R1
Diogo Pink venceu Marcos Tchaco por finalização aos 42s do R1
Rodrigo Ramos venceu Leandro Silva por decisão unânime (triplo 30-27)
Michael Diamante venceu Johnatan Brito por nocaute técnico aos 3min50s do R1
Pepeu El Brabo venceu Filipe Morais por nocaute técnico com 1min37s do R1
Kaue Borges venceu Bruce Lee por finalização aos 3min46s do R1

Vinício Antony analisa desafio de Poatan e outros brasileiros no UFC e lança livro no RJ

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Vinício Antony foi o convidado do Conexão PVT desta terça-feira e deu mais uma aula de análises sobre os principais desafios dos brasileiros no UFC. O mestre analisou as lutas de Maurício Ruffy contra Michael Chandler e Alex Poatan contra Ciryl Gane, que vão rolar na Casa Branca, falou ainda do futuro de Carlos Prates, as disputas de títulos que estão se aproximando para Natalia Silva e Jean Silva, e muito mais.

Vinício contou também tudo sobre seu novo livro, “Seu colesterol que se fod@!”, cujo lançamento será no dia 30 de abril, às 19h, na Livraria da Travessa do Barra Shopping, no Rio de Janeiro.

Assista no vídeo abaixo.

 

LFA 229: Richard Martins nocauteia na luta principal; Lipe Detona e Bia Basílio finalizam

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Richard Martins mandou Vanderlei Soul Glo para a lona - Foto: Divulgação/LFA Brasil

Com casa cheia, a estreia do LFA na capital paulista movimentou o cenário do MMA nacional nesta sexta-feira (27/3). Dentro do cage, o grande destaque foi Richard Martins, que confirmou a boa fase ao vencer Vanderlei “Soul Glo” Gonçalves por nocaute técnico no terceiro round, na luta principal do evento realizado no Centro Esportivo Pelezão.

Richard Martins mandou Vanderlei Soul Glo para a lona – Foto: Divulgação/LFA Brasil

Com o resultado, Richard Martins chegou à 11ª vitória em 12 lutas como profissional, sendo a nona por nocaute. No LFA, o atleta emplaca agora seis triunfos consecutivos, cinco deles pela via rápida, consolidando sua posição como um dos nomes em ascensão na organização.

Na penúltima luta da noite, o ex-UFC Felipe “Lipe Detona” dos Santos precisou de menos de dois minutos para finalizar Jenilton Matos com um triângulo, ampliando seu cartel para 10 vitórias em 14 combates.

Outro destaque do card foi Bia Basílio. Multicampeã de jiu-jitsu, ela conquistou sua segunda vitória no MMA profissional cerca de dois meses após a estreia. A atleta finalizou Rafaela Guedes com um mata-leão ainda no primeiro round, em duelo válido pelo peso-mosca.

Após o evento, o vice-presidente do LFA na América do Sul, Rafael Feijão, destacou o sucesso da estreia na capital paulista e projetou novos eventos na cidade.

“O primeiro capítulo do LFA na cidade de São Paulo foi um grande sucesso, com casa lotada. Muito obrigado ao assessor especial da Secretaria de Esportes de São Paulo, Weber Matias, ao secretário de Esportes, Rogério Lins, à deputada federal Renata Abreu, ao vereador Gabriel Abreu e, claro, ao prefeito Ricardo Nunes. Com essa união, vamos colocar o LFA no calendário de São Paulo”, afirmou.

Confira abaixo todos os resultados do evento:

LFA 229
São Paulo (SP)
Sexta-feira, 27 de março de 2026

Richard Martins venceu Vanderlei “Soul Glo” Gonçalves por nocaute técnico (socos) aos 4:04 do R3
Felipe “Lipe Detona” dos Santos venceu Jenilton “Pitbullzinho” Matos por finalização (triângulo) a 1:43 do R1
Vinicius “Bad Boy Killer” Pires venceu Tawan Regis Ribeiro por decisão unânime
Diego “The Brazilian Bad Boy” Bianchini venceu Yuri “Seu Jorge” Neles por finalização (chave de calcanhar) a 2:56 do R1
Renan “O Protagonista” Freitas venceu Leandro “El Loco” Solano por nocaute técnico (socos) a 4:41 do R1
Bianca Basilio venceu Rafaela “Rafa” Guedes por finalização (mata-leão) a 3:36 do R1
Guilherme “Urso” Uriel venceu Leonardo “Pedra” Fraga por nocaute técnico (socos) a 1:36 do R1
Richard “Espeto” Silva venceu Italo Cruz por finalização técnica (americana) a 2:34 do R3
Djulia Ariana venceu Milena “Brutinha” Galvão por decisão unânime
Leslie “Pelé” Jesus venceu Maycon Douglas Siqueira por decisão unânime
Alan Ribeiro venceu Douglas “DG Sagat” Andrew por nocaute técnico (socos) a 0:55 do R1
Claudio Bento “Blackout” de Meireles venceu João Victor “Marroto” Melo por decisão unânime
Thalyta “Guerreira” Silva venceu Maria “Mulher Maravilha” Clara Andrade por decisão unânime

Richard Jacob encara japonês em espécie de Copa do Mundo do MMA na Coreia do Sul

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Cristiano Marcello afiou as armas de Richard Jacobi - Foto: Divulgação

O brasileiro Richard Jacob entra em ação neste sábado no GP do evento sul-coreano Black Combat, em Osan, em luta que integra o confronto entre Brasil e Japão pelas quartas de final da chamada “Black Cup”, torneio com formato de Copa do Mundo entre seleções de MMA.

Cristiano Marcello afiou as armas de Richard Jacobi – Foto: Divulgação

Representando a equipe brasileira, o peso pesado da CMSystem terá pela frente o japonês Takaaki Oban. O duelo faz parte de um card composto por sete combates entre atletas dos dois países, em um sistema coletivo no qual vence a seleção que alcançar a maioria dos triunfos, geralmente em uma disputa de melhor de sete lutas.

Além de Richard, o Brasil será representado por Marcos Rezende, Lucas Marques, Deberson Batista, Victor Hugo, Felipe Gheno e Tiago Xavier. O vencedor do confronto avança à semifinal para enfrentar os Estados Unidos, que já garantiram vaga após superar uma das duas equipes da Coreia do Sul.

O torneio reúne oito seleções e adota um formato eliminatório direto, com confrontos distribuídos por diferentes categorias de peso. A proposta foge do modelo tradicional de eventos de MMA ao priorizar a disputa por equipes, além de adotar regras que incentivam a agressividade, como rounds extras em caso de empate e intervenção rápida da arbitragem em momentos de pouca ação.

Às vésperas do combate, Richard Jacob adotou um tom direto ao comentar o confronto. “Esta luta não vai durar muito. Estou pronto para nocauteá-lo”, afirmou. O peso pesado também projetou o desempenho da equipe brasileira no torneio: “Aos brasileiros, posso dizer que estaremos na final”.

Com um cartel de nove vitórias, sete delas por nocaute, em 12 lutas, o atleta chega embalado para o duelo, que pode ser determinante para o avanço do Brasil no torneio. O confronto entre brasileiros e japoneses é apontado como o principal destaque desta etapa das quartas de final, que dá sequência ao calendário do Black Combat ao longo do mês de março.

Cigano fala sobre negociações com Netflix e analisa Poatan x Gane

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Junior Cigano conversou com Marcelo Alonso nesta segunda no Conexão PVT e contou o que espera da Netflix e da MVP entrando no mundo do MMA. O ex-campeão do UFC analisou também o confronto de Alex Poatan contra Ciryl Gane, que vai valer o cinturão interino da categoria, contou como estão os treinos na American Top Team, e ainda explicou o motivo de sua rivalidade com Fabrício Werdum ter durado tanto tempo até se resolverem e virarem amigos.

Confira no vídeo abaixo:

Patrício Pitbull vê duelo com Aaron Pico no UFC 327 como passo decisivo rumo ao topo da divisão

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Patrício retorna ao octógono em abril - Foto: Divulgação

O confronto entre Patrício Pitbull e Aaron Pico, marcado para o dia 11 de abril no UFC 327, finalmente colocará frente a frente dois nomes que, por anos, circularam na mesma organização sem se enfrentarem. Ex-campeão do Bellator MMA, o brasileiro explicou por que o duelo nunca aconteceu antes e revela frustração com os bastidores. Segundo Pitbull, o combate esbarrou em uma série de circunstâncias ao longo do tempo.


Patrício retorna ao octógono em abril – Foto: Divulgação

“Ele bateu na trave algumas vezes, quando estava chegando perto do cinturão era nocauteado. E quando finalmente a luta iria acontecer, o Bellator cancelou o evento e logo depois a organização deixou de existir. A PFL (que adquiriu o Bellator) falou em fazer a luta no ano seguinte, mas eu já estava de saco cheio deles quebrarem tantas promessas e ainda me deixarem na mão um mês antes do evento, então pedi para sair.”

Agora no UFC, Pitbull reconhece a pressão envolvendo o duelo, especialmente pelo momento dos atletas, mas evita classificar como uma “luta de eliminação”. “Temos contratos altos e viemos do Bellator. Nenhum de nós está livre disso. Então existe pressão dos dois lados, ainda mais do dele que vem de derrota nocauteado no primeiro round. Mas não acho que se trate de eliminação”, pontuou.

Sem lutar desde junho do ano passado, o brasileiro não esconde o incômodo com a inatividade. “Frustrante. Eu gostaria de ter lutado mais cedo. Tive uma terceira luta agendada ano passado, mas meu adversário não bateu o peso. Tentei algo antes, mas o UFC tinha outros planos. Agora espero fazer um espetáculo para o público e engatar mais algumas lutas até o ano acabar”.

Sobre o desafio técnico, Pitbull demonstrou cautela ao falar da estratégia contra um adversário conhecido pela explosão e pelo wrestling. “Isso é algo que não posso dar tantos detalhes antes da luta, mas estudei o jogo do Pico junto aos meus treinadores e há coisas que podemos explorar em todos os aspectos”, disse.

De olho no futuro, o brasileiro acredita que uma vitória convincente pode colocá-lo muito perto de uma oportunidade pelo cinturão. “A minha expectativa é de mostrar ao público do UFC quem é Patrício Pitbull. Não creio que uma disputa de cinturão se dê logo em seguida, mas acredito que vencendo Pico, especialmente por nocaute, eu ficarei a apenas uma luta de distância da disputa de cinturão”, concluiu.

Richard Martins e Vanderlei ‘Soul Glo’ lideram estreia do LFA em São Paulo: um promete nocaute, outro quer provar que é o melhor da divisão

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Meios-médios fecham a noite do LFA 229 - Foto: Divulgação/LFA Brasil

A estreia do Legacy Fighting Alliance (LFA) em São Paulo será marcada pelo confronto entre os meio-médios Richard Martins e Vanderlei “Soul Glo” Gonçalves, que protagonizam a luta principal da edição desta sexta-feira (27), no Centro Esportivo Pelezão. Enquanto Richard aposta em mais um desfecho rápido, Soul Glo garante que chegou para se firmar como o principal nome da categoria.

Meios-médios fecham a noite do LFA 229 – Foto: Divulgação/LFA Brasil

“Eu sou um cara que busco sempre acabar minhas lutas rápido, então, provavelmente, vai ser mais um nocaute”, afirmou Richard, que ganhou projeção recente no evento e também participou do The Ultimate Fighter 31. Do outro lado, o striker Vanderlei Gonçalves não esconde a ambição: “Com certeza o público pode esperar um show. Vim para provar que sou o melhor da categoria”.

Além da luta principal, o LFA 229 contará com a presença do ex-UFC Felipe “Lipe Detona” dos Santos, que enfrenta Jenilto Matos na penúltima luta da noite, pela divisão dos moscas. Outro destaque do card é Bia Basilio, multicampeã de jiu-jitsu, que retorna ao cage após vencer sua estreia no MMA por finalização. Ela encara Rafaela Guedes, também na divisão dos moscas.

O evento é apresentado pela Monster Energy e conta com apoio da Prefeitura de São Paulo e da Secretaria Municipal de Esportes. Vice-presidente do LFA na América do Sul, Rafael Feijão destacou a importância da realização do evento na capital paulista.

“A expectativa é de um grande evento, com lutas de alto nível e um público engajado, como costumam ser todas as nossas edições, especialmente no Brasil. Agradecemos à Prefeitura de São Paulo e à Secretaria de Esportes por abrirem as portas para o LFA e viabilizarem essa estreia na cidade”, disse o dirigente.

Confira abaixo o card do evento:

LFA 229
São Paulo (SP)
Sexta-feira, 27 de março de 2026

Card principal

77kg Vanderlei Gonçalves x Richard Martins
57kg Jenilto Matos x Felipe dos Santos
61kg Tawan Ribeiro x Vinicius Pires
79kg Yuri Neles x Diego Bianchini
66kg Leandro Solano x Renan Freitas
57kg Rafaela Guedes x Bianca Basilio

Card preliminar

120kg Leonardo Fraga x Guilherme Uriel
70kg Italo Cruz x Richard Silva
61kg Djulia Ariana x Milena Galvao
61kg Maycon Douglas x Leslie Jesus
93kg Douglas Andrew x Alan Ribeiro
57kg Claudio Meirelles x Joao Victor Melo
61kg Maria Clara Andrade x Thalyta Silva

Instituto Irmãos Nogueira entrega 150 kimonos a alunos no Complexo da Penha, no Rio

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Alunos receberam novos kimonos - Foto: Divulgação

O Instituto Irmãos Nogueira realizou, na última quinta-feira (26), a entrega de 150 kimonos e camisetas para alunos do Projeto Luta Escola da Vida, no núcleo do Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A ação ocorreu nas dependências da da Igreja da Penha, onde fica localizado o dojo, e reuniu crianças, adolescentes e jovens atendidos pelo projeto.

Alunos receberam novos kimonos – Foto: Divulgação

A entrega foi feita presencialmente por Rogério Minotouro, um dos fundadores do instituto, que participou do encontro com os alunos e acompanhou as atividades no local. A iniciativa tem como objetivo ampliar as condições de treino e fortalecer o acesso ao esporte como ferramenta de desenvolvimento social.

“Hoje é um dia importante para o núcleo, com a entrega de kimonos para mais de 150 crianças. É um reforço para o trabalho que já vem sendo feito aqui, com apoio de parceiros e da comunidade”, afirmou Minotouro.

O Projeto Luta Escola da Vida conta atualmente com quatro núcleos e atende mais de 600 alunos em diferentes regiões do estado. A iniciativa é patrocinada pela Light, por meio da Lei de Incentivo ao Esporte, e tem apoio da Secretaria de Estado de Esporte e Lazer do Rio de Janeiro.

A ação também teve a participação de estudantes de Educação Física da UNISUAM, que auxiliaram na organização do evento e nas atividades com os alunos. A presença dos universitários integra a proposta de aproximar a formação acadêmica da prática social.

O projeto utiliza as artes marciais como base para promover inclusão, saúde e educação, com foco no desenvolvimento de jovens dentro e fora do ambiente esportivo.

Felipe Nilo leva artes marciais ao centro do debate sobre autismo e inclusão no Brasil

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Felipe Nilo é faixa-preta e ex-lutador de MMA - Foto: Divulgação

O professor de Artes Marciais Felipe Nilo construiu uma trajetória vitoriosa no esporte de alto rendimento, com seis vitórias em seis lutas no MMA. Há mais de uma década, no entanto, decidiu direcionar sua carreira para outro propósito: usar as artes marciais como ferramenta de desenvolvimento para pessoas com transtorno do espectro autista (TEA) e outras deficiências.

Felipe Nilo é faixa-preta e ex-lutador de MMA – Foto: Divulgação

A mudança começou de forma inesperada. Durante uma aula, Nilo teve contato com um aluno autista e percebeu que não estava preparado para lidar com aquela realidade. A partir dali, iniciou uma busca consistente por formação e aprofundamento em áreas relacionadas ao desenvolvimento humano, aproximando-se de referências científicas e estruturando um método de ensino voltado à inclusão. “Eu não tinha conhecimento sobre autismo. Fui estudar e entendi que poderia ajudar por meio da arte marcial”, afirma.

Desde então, ele se dedica à estruturação de um método de ensino que adapta o processo, sem descaracterizar a essência das artes marciais. A proposta, segundo o professor, é criar caminhos para que o aluno aprenda de fato a modalidade, como judô ou jiu-jitsu, e não uma versão simplificada, respeitando suas particularidades e seu tempo de desenvolvimento. Na prática, isso envolve a organização progressiva dos movimentos, a previsibilidade das aulas e estratégias que favorecem compreensão, participação e autonomia dentro do tatame.

Nilo é um dos pioneiros no Brasil e exterior na aplicação das artes marciais com foco em pessoas autistas e outras deficiências. Em sua atuação, defende que a prática vai além de aspectos tradicionais, podendo contribuir para o desenvolvimento de habilidades motoras, regulação comportamental, organização corporal, consciência de limites e fortalecimento da autonomia e da autoestima. Estudos na área do autismo e do desenvolvimento motor indicam que intervenções baseadas em movimento estruturado, quando conduzidas com critérios e individualização, podem favorecer avanços significativos nesses domínios. “A gente consegue trabalhar diversos aspectos do desenvolvimento por meio da prática das artes marciais desde que exista compreensão sobre o autismo”, diz.

A prevenção ao bullying e a defesa do direito de crianças e adolescentes autistas à segurança no ambiente escolar estão entre os principais eixos de sua atuação. Crianças e jovens com TEA estão entre os grupos mais vulneráveis a situações de violência, exclusão e agressões recorrentes no contexto escolar. Nesse cenário, a autodefesa é trabalhada como instrumento de proteção, consciência corporal e resposta responsável, e não como incentivo à agressividade. “Autodefesa é controle e uso consciente da força. É diferente de comportamento agressivo”, explica.

Esse será o foco da palestra que Nilo apresentará na Jornada do Autismo, que acontece nos dias 28 e 29, no Riocentro, no Rio de Janeiro. Considerado o maior evento do país na área, o congresso deve reunir cerca de 6 mil participantes e especialistas do Brasil e do exterior, com debates sobre intervenção precoce, linguagem, comportamento e inclusão. Dentro desse contexto, o professor levará uma abordagem prática, voltada à aplicação das artes marciais como ferramenta de desenvolvimento e proteção no ambiente escolar.

Único representante das artes marciais entre os palestrantes, Nilo leva ao congresso uma abordagem prática, construída a partir de anos de atuação direta com alunos, famílias e equipes multidisciplinares. A proposta é demonstrar como as artes marciais podem integrar, de forma complementar, estratégias voltadas ao desenvolvimento e à inclusão de pessoas autistas.

A participação no congresso ocorre em um momento de expansão da Rede Felipe Nilo, estrutura que vem ampliando sua atuação para diferentes regiões do país com base em um método padronizado e formação de equipe. Atualmente, a rede conta com unidades em cidades como Rio de Janeiro, Vitória, Campinas, Belo Horizonte e Maceió, além de outras localidades, e segue em processo de crescimento estruturado. A previsão é alcançar 20 unidades até o fim do ano.

O modelo adotado prioriza a implementação das artes marciais inclusivas dentro de clínicas multidisciplinares, atuando de forma integrada e complementar ao trabalho já desenvolvido por outros profissionais. A proposta é ampliar as possibilidades de desenvolvimento por meio das artes marciais, respeitando o papel de cada área dentro do processo. “A gente trabalha com vidas, não com produtos. Por isso, estruturamos o crescimento com responsabilidade”, afirma.

Para Nilo, o avanço da discussão sobre o autismo no Brasil depende da integração entre ciência, educação e práticas aplicadas com responsabilidade. Nesse contexto, ele defende a consolidação das artes marciais como parte desse processo, ampliando as possibilidades de desenvolvimento e inclusão. “O objetivo é ampliar o acesso e mostrar que a pessoa autista pode estar onde quiser, inclusive no tatame”, diz.

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