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Demian Maia analisa Garry e Prates contra Islam e fala sobre lançamento de seu livro

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Demian Maia

Demian Maia acompanhou de perto a preparação de Ian Machado Garry para enfrentar Islam Makhachev e, em entrevista a Marcelo Alonso no Conexão PVT, fez uma análise detalhada do confronto, apontando os detalhes que, em sua avaliação, poderiam ter sido melhor explorados pelo irlandês.

O faixa-preta também analisou um eventual duelo de Carlos Prates com Islam, destacou as armas do brasileiro e explicou qual seria, em sua visão, um dos principais pontos a serem trabalhados para enfrentar o campeão.

Além do cenário atual do UFC, Demian falou sobre um momento especial fora do octógono: o lançamento de Maia-Leão: Disciplina, Coragem e Reinvenção, livro que revisita sua trajetória e reúne histórias acumuladas ao longo de décadas nas artes marciais.

 

Por ter participado da preparação de Ian Garry, Demian falou com conhecimento direto sobre parte da estratégia traçada para o confronto. Segundo ele, um dos objetivos era preparar o irlandês para defender as quedas e, quando necessário, conseguir escapar caso Islam chegasse às costas.

“Ele fez esse plano de forma correta e conseguiu fazer as defesas, fazer o que a gente tinha planejado. A parte de trocação, eu achei que talvez — é muito fácil falar de fora —, mas lá dentro talvez se tivesse explorado um pouquinho mais os chutes, eu acredito que talvez mudasse um pouco o longo da luta.”

Ao mesmo tempo, o ex-desafiante ao cinturão destacou uma qualidade de Islam que dificultou o trabalho de Garry: o controle de distância.

“Eu via que o Ian coloca bons golpes reto ali, de jab alongado e direto, e o Islam estava sempre, apesar de menor, numa distância muito boa defensiva. Então foram detalhes. Não é à toa que o Makhachev é o campeão, né, porque o cara não cometeu erros ali nesses detalhes.”

Carlos Prates teria armas para enfrentar Islam?

Questionado sobre como enxergaria o brasileiro diante de Makhachev, Demian começou fazendo grandes elogios ao meio-médio.

“Eu acho o Prates um lutador excepcional, um fenômeno, né, aqui no Brasil. Ele pode vencer qualquer um. Tudo depende de como vai estar o tempo de defesa de queda dele, porque se tem uma coisa que o cara faz muito bem é botar para baixo e tem um Jiu-Jitsu muito sólido quando cai por cima.”

Na avaliação do ex-lutador, Islam caminha para ocupar um lugar de destaque ainda maior na história do esporte.

“O Islam tá se encaminhando para ser um dos melhores de todos os tempos, campeão em duas categorias. Então ele é uma luta dificílima para qualquer um, inclusive pro Prates.”

Perguntado que tipo de conselho Demian daria a Carlos Prates caso precisasse se preparar para esse desafio, ele apontou duas questões:

“Eu acho que o jogo dele já tem um jogo bem eficiente ali, ele chuta bastante, tem a mão muito pesada. Eu acho que é trabalhar distância e tentar de repente adiantar algumas defesas de queda.”

“Maia-Leão”: Demian conta como nasceu seu livro

Demian revelou também um novo capítulo na sua trajetória.

O faixa-preta falou sobre Maia-Leão: Disciplina, Coragem e Reinvenção, projeto que começou a ser desenvolvido anos atrás e reúne histórias de sua vida e carreira.

Segundo Demian, uma das pessoas que incentivaram o nascimento do livro foi o chef Alex Atala, depois de ouvir as histórias que ele costumava contar nos treinos e nas conversas após as atividades.

“Ele falou: ‘Por que que você não bota essas histórias que você conta aqui pra gente nos treinos, no pós-treino, num livro?’. Só que eu estava lutando ainda, então às vezes eu parava, cara, e desencanava e ficava um tempão sem fazer.”

O livro está disponível na Amazon.

UFC 331: Pantoja perde revanche, Ruffy é nocauteado e Pitbull brilha

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O Brasil terminou o UFC 331 com sentimentos distintos na madrugada deste domingo. Na luta principal, Alexandre Pantoja não conseguiu recuperar o cinturão peso-mosca e foi superado por Joshua Van por decisão unânime. Na co-luta principal, Maurício Ruffy acabou nocauteado por Arman Tsarukyan a apenas quatro segundos do fim do primeiro round. Quem deixou o octógono em grande estilo foi Patrício Pitbull, que nocauteou Dooho Choi ainda na primeira parcial.

O evento foi realizado na Crypto.com Arena, em Los Angeles, e contou com sete brasileiros no card.

Pantoja vai aos cinco rounds, mas Van mantém cinturão

Diferentemente do primeiro encontro entre Joshua Van e Alexandre Pantoja, encerrado precocemente por uma lesão do brasileiro, a revanche permitiu que os dois resolvessem a disputa ao longo dos cinco rounds.

Pantoja começou agressivo e buscou impor seu jogo de grappling desde os primeiros segundos. O brasileiro conseguiu quedas e posições de controle, enquanto Van procurava escapar e levar o combate de volta para a trocação. Com o avanço da luta, porém, o campeão encontrou cada vez mais espaço em pé, combinando golpes e dificultando as entradas de Pantoja.

No quarto round, o brasileiro voltou a encontrar sucesso no chão e passou boa parte da parcial por cima. O quinto, entretanto, foi de Van. O campeão aumentou o volume, chegou a derrubar Pantoja com uma combinação e terminou o confronto em vantagem.

Depois de 25 minutos, os três jurados deram a vitória a Joshua Van, que manteve o cinturão peso-mosca.

 

Ruffy resiste ao wrestling, mas é nocauteado no fim do primeiro round

Maurício Ruffy teve pela frente talvez o teste mais duro de sua trajetória no UFC. Número 2 do ranking dos leves, Arman Tsarukyan tentou levar o brasileiro ao chão no primeiro round, mas encontrou resistência.

Ruffy conseguiu defender a tentativa inicial de queda e chegou a conectar uma direita limpa. Tsarukyan, entretanto, manteve a pressão, trabalhou no clinch e passou a procurar espaços para as cotoveladas.

Quando o primeiro round caminhava para o fim, veio o golpe decisivo. Tsarukyan encurtou a distância e acertou uma forte cotovelada que apagou Ruffy. O nocaute foi oficializado aos 4min56s da primeira parcial.

Patrício Pitbull nocauteia Dooho Choi no primeiro round

Se Pantoja e Ruffy deixaram Los Angeles derrotados, Patrício Pitbull foi responsável pelo grande momento brasileiro no card principal.

O ex-campeão de duas categorias do Bellator encontrou pela frente o perigoso Dooho Choi e protagonizou um primeiro round movimentado. Os dois trocaram golpes desde o início, mas Pitbull foi crescendo no combate e passou a encontrar o sul-coreano com combinações no corpo e na cabeça.

A definição veio aos 3min28s. Pitbull acertou uma direita que abalou Choi e partiu para cima, completando o serviço com uma sequência de golpes até a interrupção do árbitro.

Joanderson Brito e Ryan Gandra também vencem pelo Brasil

Outros quatro brasileiros entraram em ação no UFC 331.

Joanderson Brito precisou de apenas 1min57s para nocautear Giga Chikadze. Depois de aproveitar uma queda do georgiano, o brasileiro assumiu a posição por cima e disparou uma sequência de golpes até a interrupção.

Ryan Gandra também resolveu rapidamente. O peso-médio pressionou Ozzy Diaz contra a grade, derrubou o adversário e conseguiu a interrupção aos 2min04s do primeiro round.

Brunno Hulk e Eduarda Moura não tiveram a mesma sorte. Brunno perdeu para Edmen Shahbazyan por decisão unânime, enquanto Eduarda foi finalizada por Casey O’Neill com uma chave de braço no primeiro round.

 

Resultados completos do UFC 331

Card principal

Joshua Van venceu Alexandre Pantoja por decisão unânime (49-46, 49-47, 50-45) — disputa do cinturão peso-mosca

Arman Tsarukyan venceu Maurício Ruffy por nocaute (cotovelada), aos 4min56s do primeiro round — peso-leve

Patrício Pitbull venceu Dooho Choi por nocaute técnico, aos 3min28s do primeiro round — peso-pena

Sean Sharaf venceu Gable Steveson por nocaute, aos 12s do primeiro round — peso-pesado

Alonzo Menifield venceu Iwo Baraniewski por decisão dividida (28-29, 29-28, 29-28) — peso meio-pesado

Card preliminar

Marlon Vera venceu Charles Jourdain por nocaute técnico, aos 2min02s do terceiro round — peso-galo

Robelis Despaigne venceu Tai Tuivasa por decisão dividida (29-28, 28-29, 29-28) — peso-pesado

Michael Aswell Jr. venceu Joo Sang Yoo por decisão dividida (28-29, 29-28, 29-28) — peso-pena

Ryan Gandra venceu Ozzy Diaz por nocaute técnico, aos 2min04s do primeiro round — peso-médio

Edmen Shahbazyan venceu Brunno Ferreira por decisão unânime (30-27, 29-28, 29-28) — peso-médio

Casey O’Neill venceu Eduarda Moura por finalização (chave de braço), aos 3min22s do primeiro round — peso-mosca

Joanderson Brito venceu Giga Chikadze por nocaute, aos 1min57s do primeiro round — peso-pena

Pai e dois filhos lutam no mesmo card nesta sexta-feira

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Família entra em ação na mesma noite - Foto: Divulgação

Wallace Lopes e os filhos Jordan e Jonatan vão dividir o mesmo card no dia 25 de setembro, nos estúdios da RedeTV!, em São Paulo. Na Liga Monstro Combat 3, o pai fará a luta coprincipal nas regras do boxe, enquanto os dois irmãos farão suas estreias no MMA profissional.

Família entra em ação na mesma noite – Foto: Divulgação

A relação da família com as lutas começou quando Jordan e Jonatan ainda eram crianças e acompanhavam Wallace em treinos e competições. Na adolescência, os irmãos decidiram morar com o pai e passaram a seguir uma rotina voltada ao esporte.

“Esse momento é o que eu entendi que nós seríamos uma família que viveríamos da luta”, lembra Wallace.

Com origem no kickboxing e passagem também pelo MMA, Wallace conta que chegou a imaginar a possibilidade de um dia participar de um evento ao lado dos filhos.

“É a realização de um sonho. Quando eles começaram a lutar, eu sempre vislumbrava: será que um dia a gente vai lutar no mesmo evento?”, afirma.

Jordan e Jonatan também começaram no kickboxing antes de iniciarem a preparação para competir no MMA. A transição contou com o trabalho desenvolvido na Rio Fighters, equipe de Wallace, sob orientação de Miltinho Vieira, especialmente na parte de grappling.

“Não teria como não começar a imaginar eles no MMA, já com o nível de luta em pé que eles têm, juntando com o nível de grappling que o Miltinho Vieira tem dentro da Rio Fighters”, explica Wallace.

Para Jordan, a estreia profissional ganha um significado diferente pela presença do pai e do irmão no card.

“Nem nos meus maiores sonhos eu imaginaria estar estreando no mesmo evento que o meu pai e ainda junto com o meu irmão”, diz.

Jonatan também relaciona a estreia à trajetória construída pelos três. Antes das lutas dos filhos, Wallace costuma repetir a frase “Você não está sozinho”, mensagem que o jovem leva consigo para a estreia profissional.

Além de seguir competindo, Wallace assumiu ao longo dos anos as funções de treinador e manager dos filhos e agora acompanhará os primeiros passos de ambos no MMA profissional enquanto também se prepara para subir ao ringue.

“Como pai, ver eles dando o primeiro passo é motivo de muita alegria. Quer dizer que o trabalho foi bem feito até aqui”, resume Wallace.

Amanda Nunes x Kayla Harrison é confirmada para o UFC 334

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Amanda Nunes já tem data para voltar ao octógono. O UFC confirmou neste sábado (19) que a brasileira enfrentará Kayla Harrison pelo cinturão peso-galo no UFC 334, marcado para 14 de novembro, no Madison Square Garden, em Nova York. Na mesma noite, Ciryl Gane defenderá o cinturão dos pesos-pesados contra Josh Hokit.

O anúncio foi feito durante a transmissão do UFC 331 e colocou oficialmente duas disputas de cinturão no topo do card de Nova York.

Para Amanda, será o retorno ao octógono depois de mais de três anos. A “Leoa” não luta desde junho de 2023, quando derrotou Irene Aldana por decisão unânime, defendeu o cinturão peso-galo e anunciou sua aposentadoria ainda dentro do octógono.

O encontro entre Amanda e Kayla já havia sido marcado anteriormente. As duas deveriam se enfrentar no UFC 324, em janeiro, mas Harrison deixou o combate para passar por uma cirurgia no pescoço. Recuperada, a campeã terá Amanda como adversária em sua primeira defesa do cinturão peso-galo.

UFC define luta pelo título dos pesos-pesados

O UFC 334 também trouxe uma definição importante para a categoria dos pesos pesados.

Campeão interino, Ciryl Gane enfrentará Josh Hokit na luta principal do evento pelo cinturão linear, já que Tom Aspinall abriu mão de seu título por conta de uma lesão no olho.

A escolha de Hokit como desafiante tira Poatan, ao menos neste momento, da disputa pelo título. O brasileiro havia manifestado publicamente o desejo de reencontrar Gane. Em setembro, Poatan afirmou que considerava a revanche a luta que fazia sentido para seu retorno e voltou a falar na possibilidade de conquistar um terceiro cinturão no UFC.

Card completo do UFC 334

O UFC também anunciou as 12 lutas previstas para o evento. Além de Amanda Nunes, o Brasil estará representado por Caio Borralho, Bia Mesquita e Jefferson Nascimento.

Card principal

Ciryl Gane x Josh Hokit — cinturão peso-pesado
Kayla Harrison x Amanda Nunes — cinturão peso-galo feminino
Caio Borralho x Yousri Belgaroui — peso-médio
Uros Medic x Kevin Holland — peso-meio-médio
Bilal Hasan x Luis Gurule — peso-mosca

Card preliminar

Stephen Thompson x Charles Radtke — peso-meio-médio
Drew Dober x Chris Duncan — peso-leve
Jim Miller x Terrance McKinney — peso-leve
Donte Johnson x Baisangur Susurkaev — peso-médio
Macy Chiasson x Bia Mesquita — peso-galo feminino
Adrian Yanez x Juan Diaz — peso-galo
Nazim Sadykhov x Jefferson Nascimento — peso-leve

 

Felipe Preguiça é campeão absoluto do ADCC 2026

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Screenshot

Felipe “Preguiça” Pena escreveu mais um capítulo histórico de sua carreira neste domingo (13), em Cracóvia, na Polônia. Duas semanas após vencer Nicholas Meregali no Spaten Fight Night 3, o brasileiro conquistou o absoluto do ADCC 2026 ao finalizar o compatriota Roosevelt Sousa na decisão e se tornou o primeiro atleta a vencer duas vezes a categoria sem limite de peso do mais tradicional torneio de grappling do mundo.

Nove anos depois de conquistar seu primeiro absoluto, em 2017, Preguiça voltou ao topo justamente depois de uma campanha frustrante na divisão +99 kg. O mineiro chegou à semifinal de sua categoria, mas acabou superado por Josh Saunders na decisão dos árbitros. Victor Hugo, que finalizou Saunders na decisão, ficou com o ouro.

A resposta de Preguiça veio poucas horas depois, e em grande estilo.

Preguiça finaliza três no caminho até o ouro

No absoluto, Felipe Pena estreou finalizando Francis Pana. Nas quartas de final, teve pela frente Eoghan O’Flanagan e avançou com vitória por 3 a 0. A semifinal colocou o brasileiro diante de Ruslan Abdulaev. Preguiça voltou a conseguir a finalização e garantiu presença em uma decisão 100% brasileira.

Do outro lado da chave, Roosevelt Sousa fez uma campanha igualmente contundente. Ele finalizou Tommy Langaker na primeira rodada, Felipe Costa nas quartas de final e Marlon Tajik na semifinal.

Na disputa pelo título, porém, prevaleceu a experiência de Preguiça. Felipe Pena chegou às costas de Roosevelt e definiu o confronto com um mata-leão para conquistar novamente o título mais cobiçado do ADCC.

Primeiro bicampeão absoluto da história do ADCC

A conquista ganha dimensão ainda maior pelo que representa na história da competição. Preguiça havia vencido o absoluto pela primeira vez no ADCC 2017, disputado na Finlândia.

Naquela edição, o brasileiro passou por nomes como Victor Honório e Marcus “Buchecha” Almeida antes de encontrar Gordon Ryan na final. Preguiça derrotou o americano por 6 a 0 e conquistou o ouro.

Agora, nove anos depois, voltou ao topo do absoluto e tornou-se o primeiro competidor a conquistar duas vezes o título da categoria.

Confira todos os campeões do ADCC 2026

Além do título histórico de Felipe Preguiça no absoluto, o Brasil terminou o ADCC 2026 com outras conquistas de peso. Victor Hugo teve uma campanha perfeita na categoria acima de 99 kg, com quatro vitórias por finalização, e conquistou seu primeiro ouro. Kennedy Maciel ficou com o título até 66 kg e protagonizou outro feito histórico: tornou-se o primeiro filho de um campeão do ADCC a também vencer uma categoria no torneio, repetindo o sucesso do pai, Rubens “Cobrinha” Charles. No feminino, Ana Carolina Vieira manteve o Brasil no topo ao conquistar a categoria até 65 kg.

Campeões do ADCC 2026

Masculino

  • Até 66 kg: Kennedy Maciel (Brasil)
  • Até 77 kg: Magomed Dzharbaev (Rússia)
  • Até 88 kg: Pawel Jaworski (Polônia)
  • Até 99 kg: Luke Griffith (África do Sul)
  • Acima de 99 kg: Victor Hugo (Brasil)
  • Absoluto: Felipe “Preguiça” Pena (Brasil)
  • Superluta: Yuri Simões (Brasil)

Feminino

  • Até 60 kg: Jasmine Rocha (Estados Unidos)
  • Até 65 kg: Ana Carolina Vieira (Brasil)
  • Acima de 65 kg: Helena Crevar (Estados Unidos)

Campeão peso-mosca do Shooto Brasil faz duelo em peso combinado

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Campeão peso-mosca do Shooto Brasil, Paulo Victor “Menor CZS” Santos Silva volta ao cage da organização nesta sexta-feira, dia 25, para uma luta em peso combinado de aproximadamente 59 kg. No combate principal do Shooto Brasil 140, na Upper Arena, no Rio de Janeiro, ele enfrenta o paraense Clislan Ferreira, invicto no MMA profissional com cinco vitórias em cinco lutas.

Paulo Victor soma dez vitórias e duas derrotas e retorna ao Shooto após sua primeira experiência internacional. Em julho, o brasileiro competiu no UAE Warriors 72 e foi derrotado por Ata Atdayev por decisão unânime após três rounds.

Para Clislan, o confronto marca a estreia no Rio de Janeiro e também a primeira participação como protagonista de uma edição do Shooto Brasil. O paraense chega ao duelo com um cartel profissional de 5-0 e terá pela frente o atual campeão dos moscas da organização.

O Shooto Brasil 140 também terá a participação da campeã peso-palha Fabiola Nascimento. Dona do cinturão desde março de 2025, ela enfrenta Maria Clara “Clarinha” Pereira, mas sem colocar o título em jogo

A mineira chega ao duelo com quatro vitórias e duas derrotas no MMA profissional. O combate será disputado na categoria peso-palha.

O card terá ainda os confrontos entre Caiona “Blade” Batista e Leonardo “Buakaw” Willians, Danilo “Bambam” Marques e Caique “Periquito” Silva, além de Jameson “El Pistoleiro” Oliveira contra Lucas Ananias.

A programação começa às 18h, com o card amador, seguida pelas lutas preliminares. O card principal está previsto para as 20h, com transmissão pelas plataformas oficiais do Shooto Brasil.

Shooto Brasil 140
Upper Arena, Rio de Janeiro (RJ)
Sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Peso combinado : Clislan Ferreira X Paulo Victor “Menor CZS” Santos Silva

Peso Galo: Luis Fernando “Corujita” Moraes X Carlos Veras

Peso Pena: Caiona “Blade” Batista X Leonardo “Buakaw” Willians

Peso Palha: Fabiola Nascimento X Maria Clara “Clarinha” Pereira

Peso Pena: Danilo “Bambam” Marques X Caique “Periquito” Silva

Peso Galo: Marcello Phellyp X Carlos Satiro

Peso Galo: Luis Fernando “Pequeno” Neves X Saidbek Albastov

Peso Galo: Pedro Henrique Prado X Adversário a confirmar

Peso Galo: Victor Gabriel X Wallace Lopes

Peso Leve: Jameson “El Pistoleiro” Oliveira X Lucas Ananias

Peso Meio-Médio: Paulo Henrique “PH” Laia X Eduardo “Albino” Alencar

Peso Leve: Douglas Machado X Wesley “Caipira” Patrick

Carlson Gracie e GFTeam se destacam no Carioca de Jiu-Jitsu da FJJRIO

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Fim de semana foi de muito Jiu-Jitsu no Rio de Janeiro - Foto: Divulgação

A Carlson Gracie e a GFTeam terminaram no topo da classificação por equipes do Carioca de Jiu-Jitsu da FJJRIO, realizado no último fim de semana, no Club Municipal, no Rio de Janeiro. A Carlson conquistou o título nas disputas com kimono, enquanto a GFTeam ficou em primeiro lugar no No Gi.

Fim de semana foi de muito Jiu-Jitsu no Rio de Janeiro – Foto: Divulgação

No kimono, a GFTeam terminou na segunda colocação por equipes, seguida pela Gracie Humaitá, que completou o pódio. No No Gi, a Carlson Gracie ficou em segundo lugar e a Nova União terminou em terceiro.

Entre os faixas-pretas, Rafael de Paula Oliveira, da Davila Jiu-Jitsu, conquistou dois ouros nas disputas com kimono. O atleta venceu a categoria pesadíssimo e também o absoluto.

No No Gi, Pablo de Oliveira Custódia, da Carlson Gracie, repetiu a dobradinha. O faixa-preta foi campeão no meio-pesado e depois conquistou o título do absoluto.

O Carioca também teve disputas nas categorias Kids. Na classificação por equipes, a Gracie Barra terminou em primeiro lugar, seguida pela Rio BJJ e pela Carlson Gracie, respectivamente na segunda e terceira colocações.

Tom Aspinall deixa cinturão peso-pesado do UFC por problema nos olhos

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Tom Aspinall não é mais o campeão peso-pesado do UFC. O britânico anunciou nesta segunda-feira (14) que decidiu abrir mão do cinturão por continuar sem condições médicas de retornar ao octógono devido aos problemas nos olhos. A decisão, segundo o lutador, não significa aposentadoria.

Aspinall está afastado desde outubro de 2025, quando sua luta contra Ciryl Gane no UFC 321, em Abu Dhabi, terminou sem resultado após dedadas nos olhos sofridas pelo então campeão. Desde aquele episódio, o inglês passou por diferentes procedimentos médicos e cirurgias na tentativa de voltar a competir.

O peso-pesado chegou a retomar os treinos e já havia concordado com uma data para lutar novamente, mas sofreu um novo acidente que causou mais danos ao olho direito. Sem previsão segura para receber liberação médica, decidiu entregar o cinturão para não impedir o andamento da categoria.

“Complicações contínuas nos olhos significam que não posso receber liberação para lutar neste momento”, explicou Aspinall em seu comunicado.

O britânico relatou ter enfrentado cirurgias, acidentes e infecções durante o processo de recuperação e classificou toda a situação como um “pesadelo”. Ele também explicou que a decisão foi tomada para permitir que os demais pesos-pesados possam seguir disputando o título enquanto sua recuperação permanece sem prazo definido.

Aspinall, porém, fez questão de afastar qualquer interpretação de que a entrega do cinturão representa o fim de sua carreira.

“Não terminei. Abrir mão do título não é abrir mão do esporte ou do sonho”, afirmou o ex-campeão, acrescentando que continuará trabalhando para recuperar a saúde, conseguir a liberação dos médicos e voltar a competir.

A saída de Aspinall muda imediatamente o cenário da divisão mais pesada do UFC e coloca Ciryl Gane em posição privilegiada. O francês detém atualmente o cinturão interino dos pesos-pesados, e deve ser oficializado como campeão linear pela organização.

Com Aspinall fora da disputa por tempo indeterminado, uma eventual revanche entre Alex Poatan e Gane passa naturalmente a fazer parte das possibilidades em torno do futuro da categoria.

O UFC ainda não se manifestou sobre a atitude de Aspinall e os próximos passos da categoria.

Flávio Álvaro pede Volkanovski para Jean Silva e se rende a Ruffy: “Ronaldinho Gaúcho do MMA”

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Flávio Álvaro colocou Alexander Volkanovski no caminho que deseja para Jean Silva rumo ao cinturão do UFC e não economizou elogios a Mauricio Ruffy, seu ex-atleta na Fighting Nerds, em entrevista a Marcelo Alonso no Conexão PVT.

Jean vem de finalização sobre Jose Miguel Delgado no Noche UFC e aparece na quinta posição do ranking dos penas. Já Ruffy tem compromisso marcado para este sábado (19), quando enfrenta Arman Tsarukyan na luta co-principal do UFC 331, em Los Angeles. O confronto será disputado em cinco rounds.

Flávio quer Jean Silva contra Volkanovski

Depois da vitória sobre Delgado, Jean deixou claro que quer disputar o cinturão. Para Flávio Álvaro, o brasileiro já fez o necessário para receber a oportunidade.

“O Jean já se mostrou ser mais do que merecedor para disputar o cinturão”, afirmou o treinador, “A gente tá focado no Volkanovski. Eu quero muito que o Volkanovski vença e rezo para que a nossa próxima luta seja com ele.”

Para o treinador, enfrentar um nome do tamanho de Volkanovski representaria mais do que a possibilidade de conquistar o título: seria uma oportunidade de Jean construir seu legado na divisão.

“Para o nome do Jean Silva entrar para a história e realmente ficar marcado para sempre, é destruir quem realmente tá no topo, que é o Volkanovski.”

A relação de Flávio com Ruffy

Às vésperas de Mauricio Ruffy enfrentar Arman Tsarukyan, Flávio também falou sobre sua longa relação com o brasileiro. O treinador revelou, inclusive, que a história de sua chegada aos Fighting Nerds passa diretamente pelo antigo aluno. Segundo Flávio, Ruffy o recomendou a Pablo Sucupira e Caio Borralho depois de já ter trabalhado com ele durante anos. Apesar de atualmente seguirem caminhos diferentes, o treinador deixou claro o tamanho da admiração que mantém pelo peso-leve.

“O cara mais habilidoso que eu já vi é o Mauricio Ruffy. Ele é o Ronaldinho Gaúcho do MMA. É um gênio.”

Flávio também demonstrou confiança nas possibilidades do brasileiro contra Tsarukyan, atual número 2 do ranking dos leves. Ruffy ocupa a sétima posição e chega ao UFC 331 depois de nocautear Michael Chandler em junho.

“Se o Ruffy estiver bem, estiver focado, confiante, ele pode ganhar, ganhar bem.”

Prates contra Makhachev: “Não precisa mudar nada”

Ao projetar um possível confronto de Carlos Prates com Islam Makhachev, Flávio defendeu uma estratégia baseada nas principais virtudes do brasileiro, em vez de tentar transformá-lo em um especialista de wrestling para enfrentar o campeão.

“Vai treinar wrestling a vida inteira, nunca vai chegar num Makhachev. Assim como se o Makhachev treinar 30 anos de muay thai nunca vai chegar no Carlos Prates.”

Na visão do treinador, Prates precisa trabalhar principalmente defesa de quedas, sobrevivência no chão e maneiras de voltar à luta em pé, onde poderia impor seu poder de nocaute.

“A gente não precisa mudar nada, só vamos acrescentar uma ou outra coisa nesse jogo. Vamos nocautear o Makhachev, você pode ter certeza.”

Flávio também confia em Borralho contra Chimaev

Caio Borralho foi outro nome colocado em perspectiva durante o Conexão PVT. Ao analisar um eventual encontro com Khamzat Chimaev, Flávio destacou justamente as ferramentas de luta agarrada do brasileiro.

“O Caio Borralho tem um jiu-jítsu muito bom. Caio Borralho tem uma defesa muito boa, tem um wrestling bom também, um judô muito bom. Em uma luta de cinco rounds, para mim o Caio Borralho vence.”

Breno Silva e Ygor Bueno vencem por nocaute no primeiro round no DS Fight 12

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Foto: Divulgação

Breno Silva e Ygor Bueno precisaram de apenas um round para vencer as duas principais lutas do DS Fight 12, realizado neste fim de semana no Embaixadores Social Clube. Na luta principal, Breno derrotou Wesley Xavier por nocaute, enquanto Ygor superou Ismael Cruz por nocaute técnico na coprincipal.

Foto: Divulgação

Apresentados pela organização como bicampeões do evento, Breno e Ygor encerraram uma noite marcada por outros combates definidos antes do limite. Entre os profissionais, David Luiz “The King” também venceu no primeiro round ao nocautear Edson “Capitão”.

Na abertura do card principal, Felipe Voador derrotou Lucas do Amaral por nocaute técnico no primeiro assalto. Na sequência, Wanderson da Silva repetiu o resultado diante de João Pedro. Pelo MMA amador, David Alves venceu Guilherme Rossine por decisão unânime.

A programação contou ainda com uma luta de inclusão entre Iuri Coutinho e João Marcos. O confronto terminou empatado e os dois atletas foram aplaudidos pelo público após a disputa.

Confira abaixo todos os resultados:

Breno Silva venceu Wesley Xavier por Nocaute no 1º round

Ygor Bueno venceu Ismael Cruz por Nocaute técnico no 1º round

David Luiz “The King” venceu Edson “Capitão” por Nocaute no 1º round

Wanderson da Silva venceu João Pedro por Nocaute técnico no 1º round

Felipe Voador venceu Lucas do Amaral por Nocaute técnico no 1º round

MMA Amador

David Alves venceu Guilherme Rossine na Decisão unânime

Luta de inclusão

Iuri Coutinho e João Marcos Empataram seu combate

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