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Werdum analisa luta de Poatan contra Ciryl Gane no UFC Freedom 250

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Nesta edição do Conexão PVT, Marcelo Alonso conversou com Fabrício Werdum para uma análise detalhada dos últimos acontecimentos no mundo das lutas. O “Vai Cavalo” abre o jogo sobre sua recente viagem aos Estados Unidos, onde acompanhou de perto o UFC na Casa Branca e a estreia do Brasil na Copa do Mundo.

Werdum analisa as vitórias de Diego Lopes e Ruffy, mas o destaque fica para a discussão sobre as lutas de Ilia Topuria e Alex Poatan. O ex-campeão comenta sobre a estratégia de Poatan contra Cyril Gane.

Além disso, falou sobre o futuro confronto entre Glover Teixeira e Shogun no boxe, os detalhes do Kings Championship em Florianópolis e a importante campanha “Seja Homem, Denuncie” contra a violência doméstica.

Assista abaixo:

 

Pedro Rizzo faz análise tática sobre Poatan x Gane e comenta polêmica

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Convidado do Conexão PVT desta quarta-feira, Pedro Rizzo analisou os detalhes técnicos que definiram a luta de Alex Poatan contra Ciryl Gane no UFC Freedom 250, no último domingo.

Ele explica o erro de posicionamento contra canhotos, compara o nocaute ao de Fedor Emelianenko e discute se a subida para os pesos-pesados tirou a vantagem de altura do brasileiro.

Confira o papo completo no video abaixo.

 

Jorge Santiago fala sobre vitória de Justin Gaethje no UFC Freedom 250

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No Conexão PVT desta terça-feira, Jorge Santiago compartilhou os bastidores da histórica vitória de seu atleta, Justin Gaethje, no UFC Freedom 250, realizado dentro da Casa Branca. Santiago relata os rígidos protocolos de segurança do Serviço Secreto e do FBI, detalha a estratégia traçada pela equipe que neutralizou Ilia Topuria, e comenta sobre o futuro de Gaethje na organização.

O treinador também aborda a situação contratual de Kamaru Usman, relembra seus tempos no Japão e opina sobre a transição de Alex Poatan para a categoria dos pesos-pesados.

Confira abaixo:

Zebras na Casa Branca: Ciryl Gane vence Poatan e Gaethje destrona Topuria

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WASHINGTON, DC - JUNE 14: Ciryl Gane of France strikes Alex Pereira of Brazil in the UFC interim heavyweight championship fight during the UFC Freedom 250 event on the South Lawn at the White House on June 14, 2026 in Washington, DC. (Photo by Jeff Bottari/Zuffa LLC)

O UFC Freedom 250 rolou neste domingo e contou com sete combates, todos eles terminando pela via rápida.

Na luta mais aguardada pelos brasileiros, Ciryl Gane mostrou todo seu poder de fogo e nocauteou Alex Poatan, impedindo o brasileiro de conquistar seu terceiro cinturão.

Já na disputa do título dos leves, Justin Gaethje aprontou pra cima de Ilia Topuria, e venceu por nocaute técnico após castigar o rosto do lutador espanhol.

Quem também brilhou no evento foi Maurício Ruffy e Diego Lopes, que passaram por Michael Chandler e Steve Garcia, respectivamente.

Confira abaixo as análises de Jonas Bilharinho e Daniel Mendes no Depois do Gongo com Marcelo Alonso.

 

Resultados | UFC Freedom 250: Topuria x Gaethje
Domingo, 14 de junho | Casa Branca, Estados Unidos
Card Completo
Justin Gaethje venceu Ilia Topuria por nocaute técnico (desistência do corner) aos 5m00s do 4° round
Ciryl Gane venceu Alex “Poatan” Pereira por nocaute técnico a 1m27s do 2° round
Sean O’Malley venceu Aiemann Zahabi por nocaute aos 4m02s do 2° round
Josh Hokit venceu Derrick Lewis por nocaute técnico aos 4m09s do 2° round
Mauricio Ruffy venceu Michael Chandler por nocaute técnico aos 4m29s do 1° round
Bo Nickal venceu Kyle Daukaus por nocaute técnico aos 4m34s do 1° round
Diego Lopes venceu Steve Garcia por nocaute aos 2m42s do 2° round

Jungle Fight desembarca em Macaé com disputa do cinturão peso pesado

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Arte: Sidnei Goulart

Pela primeira vez em sua história, o Jungle Fight desembarca em Macaé. O maior evento de MMA da América Latina realizará sua 152ª edição no município do Norte Fluminense no próximo dia 27 de junho.

Arte: Sidnei Goulart

Com transmissão ao vivo pelos canais SporTV e Combate, o evento terá ingressos solidários. Para garantir a entrada, o público deverá doar 1 kg de alimento não perecível, que será encaminhado a famílias em situação de vulnerabilidade social. Os ingressos podem ser reservados através do link https://junglefc.com.br/ingressos-152/.

A luta principal coloca em jogo o cinturão peso-pesado do Jungle Fight. Atual campeão, André Monstro, da Bahia, defende o posto de campeão diante de Jackson Naco, do Sergipe. Juntos, os pesos pesados somam 19 vitórias por via rápida, o que gera uma grande expectativa quanto ao enredo do combate.

A escolha de Macaé para receber o evento está diretamente ligada ao investimento que o município vem realizando no esporte. Entre os principais exemplos está o Programa Bolsa Atleta Macaé, coordenado pela Secretaria Municipal de Esportes. A iniciativa oferece auxílio financeiro mensal a atletas de alto rendimento residentes na cidade, contemplando esportistas a partir dos 10 anos de idade que competem em modalidades olímpicas, paralímpicas e não olímpicas.

O programa tem como objetivo ampliar as condições para que atletas possam manter treinamentos e participação em competições, independentemente da conquista de medalhas. A política pública transformou Macaé em uma das cidades brasileiras com maior investimento direto no desenvolvimento esportivo.

Wallid Ismail afirmou que a estrutura da cidade e o compromisso com o esporte foram determinantes para a realização do evento.

“Vai ser sensacional. Vamos mostrar a força de Macaé para o mundo. O ginásio é lindo e o município tem o maior Bolsa Atleta do país, e isso tem que ser amplamente divulgado, porque o esporte é uma ferramenta gigantesca de inclusão social. Por isso eu falo sempre: apoie quem apoia o esporte”, disse.

Além de receber competições nacionais e internacionais de diferentes modalidades, Macaé tem ampliado o acesso ao esporte como instrumento de desenvolvimento social, especialmente entre crianças e jovens. A proposta encontra sintonia com a filosofia do Jungle Fight.

O prefeito de Macaé, Welberth Rezende, destacou o papel do Bolsa Atleta no fortalecimento da prática esportiva no município e convidou o público para acompanhar o evento.

“O Bolsa Atleta ajuda a incentivar a prática do esporte, tanto que até mesmo quem não conquista medalhas tem o nosso apoio. Macaé é uma cidade linda, segura, com o segundo maior polo hoteleiro do estado e está preparada para receber todo mundo. Então convido todos para vir a Macaé assistir ao Jungle no dia 27 de junho. Macaé é a cidade do esporte”, afirmou.

Jungle Fight 152
Macaé (RJ)
27 de junho de 2026

120 kg: Jackson “Naco” (SE) x André “Monstro” Miranda (BA) – Cinturão

66 kg: Jefferson Pontes (RJ) x Oscar Gomes (VEN)

66 kg: Jhonathan Frazão (RJ) x Gabriel “Talentinho” (RJ)

70 kg: Renan Marcelino (RJ) x Bruno “Ogro” (RJ)

77 kg: Max Alves (RJ) x Aldo Pereira (BA)

61 kg: Danilo Marques Teixeira (RJ) x Ivan Carlos (RJ)

57 kg (feminino): Vivian Nepomuceno (BA) x Natacha Lima (RJ)

70 kg: Anderson “Garça” (RJ) x Lucas Cunha Caldas (RJ)

66 kg: Caionã Batista (RJ) x Diogo Silva de Sousa (PA)

52 kg (feminino): Cecília Pereira (RJ) x Giovanna Sardinha Pontes (MG)

70 kg: Lucas Rodrigues (RJ) x Bruno Nunes (RJ)

57 kg: Felipe Rodrigues Brito (AP) x Marcos Vuvuzela (RJ)

61 kg: Eduardo Bruno Alves dos Santos (BA) x Ramon da Costa (RJ)

66 kg: Rychardy Medina de Souza (RJ) x Lucas Matheus de Souza (RJ)

57 kg: Vítor Loost (RJ) x João Miguel da Silva Monteiro (RJ)

57 kg: Brian “Shock” (RJ) x Higo Claudino Maia (RJ)

ADCC 2005: Roger Gracie, o melhor grappler do mundo

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Oito lutas, oito vitórias por finalização, vencedor da categoria até 99kg e do absoluto e ainda eleito o atleta mais técnico. Assim se resume a consagradora participação de Roger Gracie na 6o edição do ADCC World Submission Wrestling Championship, realizado nos dias 28 e 29 de Maio de 2005 no ginásio The Pyramid, em Long Beach na Califórnia.

Apesar de ser o protagonista do maior show de finalizações já visto nas cinco edições do evento, Roger não brilhou só. Marcelinho Garcia (campeão até 77kg e 3º no absoluto), Ronaldo Jacaré  (campeão até 88kg e vice no absoluto), Leonardo Vieira (campeão até 66kg), Xandi Ribeiro, Fabrício Werdun, Gabriel Napão, Kyra Gracie e Juliana Borges também colaboraram, e muito, para que esta edição batesse dois records: maior número de brasileiros nos pódios e maior índice de finalizações da história da Copa do Mundo dos Grapplers.

 

Texto e fotos Marcelo Alonso

Dez meses se passaram desde o último confronto entre Ronaldo Jacaré e Roger Gracie na disputa da categoria que definiria o maior lutador de Jiu-Jitsu do mundo. E lá estavam os dois novamente frente a frente observados atentamente por quatro mil espectadores que lotavam o ginásio em forma de pirâmide construído no campus da Universidade de Long Beach na Califórnia. Desta vez a disputa valia o título de maior grappler do mundo. 

Roger começa tentando uma guilhotina, Jacaré defende e o Gracie cai fazendo guarda recebendo um ponto negativo. Jacaré tenta derruba-lo duas vezes, Roger cai e levanta na primeira oportunidade e na segunda surpreende o amazonenese com uma Kimura. Jacaré defende e na seqüência os dois se embolam e caem na beira do ringue. O Gracie escapa para as costas, coloca um gancho e posteriormente fecha o triangulo na cintura de Jacaré que se levanta e, com o oponente nas costas, tenta se dirigir para o meio da área de luta, mas não consegue. Roger abraça seu pescoço e aperta o mata-leão obrigando-o a bater. O público levanta e aplaude de pé a consagração do maior Grappler da atualidade, que erguido pelos tios Rickson, Renzo e diversos membros da família comemora a consagração Gracie. “Mostrei hoje quem foi o verdadeiro campeão absoluto de Jiu-Jitsu. Me roubaram aquele título mas eu tomei de volta”, bradou o Gracie se referindo ao último confronto dos dois (julho 2004), quando quebrou o braço de Jacaré, mas o oponente não bateu e acabou vencendo por pontos.               

Para chegar a grande final com Jacaré o Gracie tinha simplesmente finalizado todos os oponentes tanto no peso como no absoluto. A bem da verdade o único que não bateu para Roger fazendo uma luta bem parelha até os primeiros 20 minutos foi Alexandre Cacareco que o enfrentou na final da categoria até 98kg. No início Cacareco surpreendeu chegando perto de passar a guarda do Gracie em duas oportunidades, mas o representante da BTT não resistiu ao maior volume de jogo de Roger e no intervalo para o segundo overtime decidiu desistir. “Senti a falta do Zé Mário no meu córner os caras botam muita pressão, parecia que eu estava sozinho lutando contra toda a família Gracie”, disse após a luta Cacareco. 

Roger Gracie venceu uma batalha contra Cacareco

Para chegar na final do peso Roger venceu Justin Garcia (mata-leão), Eduardo Telles (armlock) e Alexandre Ribeiro (triangulo). Na disputa de terceiro lugar Ribeiro vingou Roger por tabela vencendo o campeão de 2003,  John Olav Einemo por 6×2. Em 2003 Olav havia eliminado Roger Gracie e Cacareco e desta vez foi derrotado por Cacareco (2×0) e Xande Ribeiro (6×2).

Após descansar menos de uma hora, Roger voltou aos tatames para finalizar com um leglock em poucos minutos o aluno de Yuki Nakai, fazendo na seqüência um dos combates mais técnicos do evento contra Fabrício Werdum, que entrou representando a Espanha. Depois de terminar a luta defendendo um armlock, Werdum devolveu o sufoco terminando o primeiro overtime com um leglock encaixado. No segundo tempo extra, Roger chegou às costas de Werdum e pegou o representante espanhol em um mata-leão. No lance final Werdum machucou a costela e saiu da luta preocupado com sua luta no Pride marcado para 28 de agosto, contra o melhor sparring de Emelianenko Fedor. “Mirko vai ficar maluco comigo. Ele me disse para não vir lutar porque o Pride era mais importante. Mas tenho certeza que em duas ou três semanas estarei pronto para lutar” dizia otimista Werdum. 

Antes de enfrentar Jacaré na final Roger enfrentaria pela segunda vez Xandi Ribeiro que assim como Werdum começou melhor mas acabou finalizado. “Até agora não consegui entender como ele conseguiu sair da leglock e do triangulo que encaixei no inicio da luta”, disse Ribeiro ainda impressionado com o mata-leão aplicado pelo oponente.    

DAVI GARCIA X GOLIAS RODRIGUES  

Depois de finalizar 3 dos quatro oponentes e faturar pela segunda vez a categoria, Marcelo Garcia, pesando só 77kg, levantou a platéia fazendo a melhor do evento contra o ex-campeão peso pesado do Ultimate, Ricco Rodrigues, que pesa 128kg. Mostrando uma excelente técnica para chegar às costas do adversário, o campeão do ADCC 2003 surpreendeu Ricco duas vezes, chegando as suas costas e enlouquecendo o ginásio. “Fiquei impressionado porque os americanos todos torceram por mim, foi demais”, comentou mais tarde atleta de Fábio Gurgel.

Na segunda vez em que Garcia chegou às costas do gigante americano, Ricco se jogou no chão e quase machucou o faixa preta. A platéia enlouqueceu e disparou uma sonora vaia. Quando a luta recomeçou, Marcelo botou Rico na guarda e atacou num justo leg-lock e depois uma chave de calcanhar. O grandalhão ainda tentou resistir, mas acabou batendo. O ginásio inteiro se levantou aplaudindo Marcelinho na mais impressionante manifestação da história do ADCC. Marcelinho voltou a levantar a galera na fase seguinte finalizando com um armlock o americano Diego Sanchez, mas emudeceu o estádio na semifinal quando bateu para Jacaré numa kimura de dentro da guarda.Na disputa de terceiro lugar mais um show em cima de Xande Ribeiro que bateu com um mata-leão. 

Marcelo Garcia vencendo o gigante Rico Rodrigues na melhor luta do evento

Se entre os pesadões Marcelinho deu show no peso venceu com sobras. Depois de finalizar Chris Brennan (armlock) e Marcos Avellan (Mata-Leão), vencendo Léo Santos por pontos na semifinal, Garcia surpreendeu ao finalizar na final, com uma mão de vaca, o brasileiro naturalizado americano, Pablo Popovich, que eliminara ninguém menos que Renzo Gracie (2×0), o vencedor da seletiva nacional Joan Carneiro (2×0) e na semifinal o duro Jake Shields por 5×0. “Agora vou aproveitar pra tirar 15 dias de férias e dar uns seminários aqui pelos Estados Unidos” disse radiante o faixa preta que faturou merecidos US$ 15 mil (10 no peso e 5 no absoluto) pelo show dado neste ADCC 2005.   

Até 66kg: LEOZINHO VENCE REVANCHE COM RANY 

Lutar numa categoria com nomes como Marcio Feitosa, Rany Yahira, Barret Yoshida e Wagney Fabiano já não é tarefa fácil estando 100% imaginem com uma  uma séria lesão no pé esquerdo. “Há um mês quebrei o meu pé em três pontos diferentes e lesionei o ligamento treinando com Demian. Todos os médicos diziam que eu precisaria de pelo menos três meses para voltar a treinar, mas eu decidi vir para cá de qualquer maneira. Tirei o gesso cinco dias antes da competição e voltei a treinar mesmo sentindo muita dor”, relata Leonardo Vieira, último campeão da categoria, que foi obrigado a fazer uma espécie de readaptação de emergência no seu jogo para evitar expor o pé lesionado. “Estou com a cabeça boa e isso é o que mais importa”, declarou Léo minutos antes de provar a teoria na área de lutas 2, onde estreou tratorizando Tetsu Suzuki (vencedor da seletiva japonesa) com belas quedas (antes de valer pontos) e duas pegadas pelas costas.

A segunda vítima do gênio do Jiu-Jitsu foi o Wrestler americano Joe Gilbert, que eliminara Frédson Alves (Gracie) por 4×2. Já no primeiro minuto de luta, Viera ligou o motorzinho e derrubou wrestler, caindo montado com uma guilhotina encaixada. Depois de finalizar Gilbert, Léo eliminou, com uma guilhotina invertida do 69 a grande surpresa da chave, o canadense Rob Di Censo (faixa roxa de Wagney Fabiano) que finalizara logo na primeira luta o duro Albert Crane e posteriormente Gilbert Melendez, algoz do vice campeão de 2003, Barret Yoshida.    

Do outro lado da chave, Rany Yahrya, que perdeu a final da seletiva brasileira para Wagney Fabiano (2×1), devolveu o placar depois de dois overtimes. Fazendo na semifinal outra maratona contra Márcio Feitosa decidida no segundo tempo extra. “Eu estava atacando por cima o tempo todo quando ele encaixou uma guilhotina e, para escapar, tive que ceder os dois pontos”, relembrou Márcio Feitosa, que derrotou Rob Di Censo por pontos na luta pelo terceiro lugar.

A grande final foi um duelo de titãs disputados em 50 minutos. Com o apoio de Rickson em seu córner. Rany virou um leão e endureceu escapando de várias tentativas de queda, passagens e pegadas pelas costas contra atacando com perigo. No terceiro tempo extra, a platéia começou a gritar o nome de Leozinho que voltou decido a definir a fatura. Com um movimento muito técnico, Vieira dominou os dois braços de Rany e finalmente passou sua guarda, fazendo 3×0 e, na seqüência passou de novo, aplicando 6×0 e vencendo o título mais difícil de sua vida. Aplaudido pela platéia de pé Vieira chorou. “A maior parte dos meus amigos me pediu para não lutar, mas eu acredito muito em Deus e senti que ele queria me ensinar alguma coisa. Por isso resolvi vir lutar” disse com os olhos marejados o campeão que até o fim do ano deverá terminar a faculdade de fisioterapia. “Na realidade era para eu estar agora no meu estágio num asilo com 60 velhinhas que aliás me deram muita força para vir lutar e rezaram muito por mim. Agradeço muito a minha equipe, minha esposa e a elas também”, arrematou o campeão.     

Mesmo com o pé machucado Leonardo Vieira conquistou o bicampeonato, vencendo na final o discípulo de Rickson, Rany Yahya, merecendo os cumprimentos de Rickson e Kron

Até 88kg: JACARÉ FINALIZA CONSULADO E MAIS CINCO 

Eram cinco da manhã sol ainda nem havia nascido na madrugada de quarta para quinta, dois dias antes do início do evento, a maioria dos atletas já se encontrava concentrada no Hotel Marriot em Long Beach quando Ronaldo Jacaré em pé com uma pastinha de documentos na mão esperava numa fila a abertura do consulado dos Estados Unidos. “Não havia conseguido marcar entrevista a tempo, mas não conseguia me imaginar fora deste evento por isso resolvi tentar esta última cartada”, lembra Jaca, que graças ao apoio de um amigo do patrocinador, Vitor da Koral quimonos, que trabalha no consulado conseguiu fazer a cobiçada entrevista e pegar o visto embarcando horas depois pra Califórnia. “Quando eu sai do consulado foi uma choradeira danada”, lembra o guerreiro que chegou ao The Pyramid as 10 em ponto hora da abertura da competição. Enquanto atletas e imprensa do mundo mal conseguiam acreditar na saga de Jaca, o brazuca tentava tirar uma soneca minutos antes de sua primeira luta.

Quem pagou caro pelo perrengue de Ronaldo foram seus adversários. Apesar de ter sido muito bem tratado no consulado americano, Jacaré precisou de muito mais tempo para responder as perguntas da entrevista do que pra vencer seus três primeiros oponentes que não chegaram a durar quatro minutos. Depois de derrubar, passar a guarda e finalizar David Belkheiden com uma Kimura na primeira luta o amazonense puxou Robert Sulski para a guarda e definiu com um triângulo e posteriormente derrubou, passou e pegou com um armlock o campeão de Vale-Tudo Denis Hallman na semifinal.

Enquanto isso do outro lado da chave os brasileiros Saulo Ribeiro (atual campeão do peso), Jorge Macaco e Demian Maia (campeão da seletiva nacional) cortavam um dobrado para ver quem ia chegar na final com Jaca. Depois de vencerem seus primeiros oponentes com tranqüilidade, Saulo e Macaco fizeram uma luta duríssima com direito a 4 overtimes para definir o oponente de Demian na semifinal. O guerreiro Macaco, que contundiu a mão no Jungle Fight uma semana antes e precisou tomar infiltração para competir lutou muito bem mas esbarrou na maior experiência do bicampeão e recordista em overtimes no ADCC, Saulo que conseguiu uma queda depois de quase 50 minutos de luta.

Na semifinal porém Saulo não resistiu ao campeão da seletiva nacional que o venceu por uma vantagem e seguiu com moral pra final com o mesmo Jacaré que havia perdido para Saulo na final de 2003. 

Com a explosão de sempre Jacaré começou defendendo uma tentativa de queda de Demian com uma ajustada Kimura. Demian escapou e a luta e mostrando-se muito bem preparado para neutralizar o jogo de Jacaré defendeu dezenas de quedas do amazonense contra-atacando com perigo, mas no overtime acabou penalizado por fugir da guarda do amazonense.

Jacaré venceu Demian Maia

Após a vitória Jacaré arrancou gargalhadas da platéia ao comemorar com sua marca registrada andando no Tatame como um Jacaré.

Depois de dar show no peso Jacaré voltou com tudo e mais um pouco no absoluto vencendo por 6×0 o duríssimo americano David Avellan, finalizando Alexandre Cacareco com um leglock e calando o ginásio na sequência ao finalizar com uma Kimura Marcelo Garcia, que após a vitória sobre Rico Rodrigues havia se transformado no grande nome do evento (até então) e maior xodó da torcida americana. “Já tinha esta estratégia pronta caso lutasse com o Garcia. Puxar pra fechada e atacar sem parar os braços dele que são bem curtos. Deu certo”, comemorou Jacaré sempre contando com o patrocinador Vítor (Koral), faixa marrom de Jiu-Jitsu, em seu córner. Até a grande final do absoluto só Jacaré e Roger permaneciam invictos. Assim como nas últimas duas vezes que se enfrentaram ficava para a última luta do evento a decisão de quem seria o dono da festa. “Ele mereceu o título cometi um erro de deixar ele chegar em sua posição boa e acabei pagando caro por isso”, reconheceu Jacaré já pensando na revanche que deve incendiar o próximo mundial. “Mal posso esperar pra enfrenta-lo de novo na final do absoluto. Se chegarmos lá vai ser outro lutão”, garantiu Jaca.      

+ 99kg: AMERICANOS VENCEM ENTRE OS GIGANTES 

Para não dizer que os brasileiros levaram todos os títulos para casa os americanos contaram com dois consolos, Jeff Monson que faturou a categoria acima de 99kg e Dean Lister que venceu Jean Jaques Machado na Superfight. 

Para vencer na categoria onde o Brasil tinha candidatos fortíssimos como o campeão do ano passado Marcio Pé de Pano, além de Gabriel Napão, Marcio Corleta, Daniel Gracie e Fabrício Werdun (que entrou representando a Espanha), Monsen se mostrou muito bem preparado. Depois de eliminar Karim Byron por pontos e seu companheiro de equipe, o judoca olímpico, Rhadi Ferguson, no segundo overtime, o Homem de Neve contou com uma forcinha de Fabrício Werdun para vence-lo na semifinal. “Faltava um minuto para terminar e eu vi que estava 1×0 para ele e parti pro ataque. Na verdade era um negativo pra ele”, lembra Werdun que faltando 30 segundos viu o wrestler tira-lo das costas caindo por cima e conseguindo os dois pontos que precisava para enfrentar Gabriel Napão na final. Napão chegava com moral na final após vencer, no seu lado da chave, o árabe Mustapha al-Turk, o americano Rico Rodrigues por pontos e finalizar o favorito Pé de Pano com uma chave de panturrilha que lesionou os ligamentos do ex-campeão e o tirou da competição.     

A final não poderia ser mais monótona, Napão puxou pra guarda perdeu um ponto por isso e Jeff administrou a luta até o final conquistando a primeira vitória americana no evento. “Sem Ricardo Libório, Moacyr Boca, Marcos Aurélio e toda a galera da ATT esta vitória não seria possível” nos revelou o faixa roxa de Jiu-Jitsu.

Monson venceu Napão na final da categoria

WERDUM GARANTE 3º LUGAR PARA ESPANHA

Devido a lesão de Pé de Pano, Daniel Gracie que havia sido derrotado por ele por 2×0 na luta anterior foi chamado para disputar o terceiro lugar com Fabrício Werdum, mesmo estando há quase um ano morando na Croácia onde vem ajudando nos treinamentos de chão de Mirko Cro Cop. Fabrício mostrou que não esqueceu o seu chão no Brasil dando um verdadeiro show no representante da família Gracie e vencendo por 5×0.  

Superfight: JEAN JAQUES PERDE PARA LISTER  

Considerado um dos favoritos para vencer a categoria até 77kg, o veterano Jean Jaques Machado, foi surpreendido a poucas semanas do evento com um convite para substituir Ricardo Arona na Superfight contra o americano Dean Lister. Por ser um dos finalistas do Pride GP midleweight, Arona resolveu se retirar da Super Luta a pedido dos dirigentes japoneses levando os promotores do ADCC a convidar o maior finalizador da história do evento para substitui-lo “Quando soube do convite fui direto para uma churrascaria brasileira que tem aqui perto, não aguentava mais passar fome para bater 77” no confidenciou o veterano que na reunião de regras não parecia nada temeroso com o golpe mais perigos de Lister, a chave de pé que já fez vítimas do nível de Saulo Ribeiro e Alexandre Cacareco. “Na verdade gostaria muito que ele tentasse, pois quem dá chave de pé se expõe ao contra ataque e eu não gosto de amarração, luto pra matar ou morrer”, disse Jean deixando claro que já tinha uma estratégia clara para o jogo de Lister. O que o Machado não contava é que do outro lado, treinando o americano por quase um mês, estava o bicampeão mundial absoluto de Jiu-Jitsu Rodrigo Comprido. “O instrui para ele manter as costas do Jean todo o tempo no chão e só atacar uma chave de pé caso tivesse certeza absoluta que pegaria”, nos revelou Comprido após vencer o pesadíssimo Wade Rome na luta alternativa da categoria acima de 99kg. Dean seguiu a risca as orientações o técnico. Jean Jaques começou puxando pra guarda e ganhando um ponto negativo sendo obrigado a se expor e abrir espaços para Lister pontuar com uma passagem uma montada e uma pegada pelas costas. “apesar de representar os Estados Unidos queria dizer aos brasileiros que represento o Jiu-Jitsu de vocês” disse ao microfone em português claro o americano que recebeu na saída do ringue um beijo da namorada brasileira a gaúcha, Flávia, que conheceu Lister no último mundial de Jiu-Jitsu e desde então mora com ele nos Estados Unidos. Apesar da derrota Jean foi ovacionado pelo público e ao microfone agradeceu ao Sheik Tahnoon e seu braço direito. Guy Nievens pela realização do evento terminando o discurso garantindo que estará de volta a sua categoria daqui a 2 anos.                 

Dean Lister venceu Jean Jaques com tranquilidade na Superfight

JULIANA E KYRA ROUBAM A FESTA NO FEMININO 

Depois de conquistarem um lugar ao sol no Jiu-Jitsu e no Vale-Tudo as mulheres chegaram com força nesta primeira edição em que puderam disputar a Copa do mundo dos grapplers. Entre as leves (até 60kg) Kyra Gracie deu show, vencendo suas três oponentes com clara superioridade técnica. “Meu jogo de quimono é muito baseado nas pegadas por isso muita gente achou que eu não fosse me adaptar no submission”, nos revelou a faixa marrom que passou os seis meses antes da luta treinando com o Tio Renzo em Nova York. A adaptação não poderia ser melhor, em todas as três lutas que fez Kyra não se viu ameaçada em nenhum momento. Sempre em busca da finalização a Gracie venceu a duríssima Erica Montoya por 4×2, finalizou a japonesa Megumi Fuji com um triangulo, fechando sua participação com chave de ouro ao vencer na final, por 5×0, a experiente faixa preta, Leka Vieira.

A final brazuca foi tão movimentada que roubou a atenção do público da final da categoria até 88kg entre Jacaré e Demian Maia, que era disputada no ringue ao lado. Depois de aplicar uma queda, obrigar Leka a ficar de pé para sair de um armlock, conectando na seqüência com um omoplata e  terminando nas costas, Kyra mereceu aplausos entusiasmados do público. Muito assediada pela imprensa japonesa após a vitória, a representante da família Gracie descartou a possibilidade de lutar Vale-Tudo. “Por enquanto não penso nisto. Agora vou voltar a treinar de quimono para o Mundial”, revelou a Gracie que faturou US$ 2 mil pela vitória.         

Kyra Gracie deu show de técnica vencendo Leca Vieira com tranquilidade na final feminina leve

 

Na categoria acima de 60kg e também no absoluto quem ditou as regras foi a campeão brasileira de Wrestling, Faixa preta de Jiu-Jitsu, aluna de Fernando Boi (Nova União), Juliana Borges que venceu com tranqüilidade todas as seis lutas. Infelizmente no peso Juliana caiu de cara com outra forte representante brasileira, a campeão mundial Hanette Quadros que depois de levar duas quedas acabou eliminada logo na primeira fase. Na seqüência a brasileira garantiu o título com duas goleadas de 10×0. Primeiro na japonesa Megumi Yabushita e na final sobre a belíssima aluna dos irmãos Machado, Stacy Cartwright.

Na categoria absoluto, que nada mais foi que uma reedição dos pesados, Juliana mais uma vez tratorizou todo mundo. A primeira vítima Foi Kizzma Button (6×0), depois Amanda Buckner 5×0 e na final a consagrada lutadora de Vale-Tudo Tara La Rosa por 3×0. “Foi uma experiência maravilhosa. Estou muito feliz de poder levar duas vitórias para o Brasil e ainda receber uma excelente premiação para isso”, nos disse após o evento a goiana que recebeu US$ 7 mil dólares de prêmio pelas duas vitórias (2 no peso e 5 no absoluto).             
 

 

CAMPEÕES ADCC 2005

 

Até 66kg – 1o Leonardo Vieira; 2o Rany Yahya, 3º Marcio Feitosa

Até 77kg – 1º Marcelo Garcia, 2º Pablo Popovich; 3º Jake Shields

Até 88kg – 1º Ronaldo Jacaré; 2º  Demian Maia; 3º Saulo Ribeiro

Até 98kg –  1º Roger Gracie; 2º Alexandre Cacareco; 3º Xande Ribeiro

Acima de 98kg – 1º Jeff Monson; 2º Gabriel Napão; 3º Fabrício Werdum 

Absoluto – 1º Roger Gracie; 2º Ronaldo Jacaré; 3º Marcelo Garcia 

 

Feminino (Até 60 kg)  – 1º Kyra Gracie; 2º Leka Vieira; 3º Megumi Fuji   

Feminino (Acima de 60kg) – 1º Juliana Borges; 2º Stacy Catwright; 3o Kisma Button Feminino (absoluto) – 1º Juliana Borges; 2º Tara La Rosa; 3º Amanda Buckner

Super Luta – 1º Dean Lister (USA); 2º – Jean Jaques Machado (Brasil)  

Projeto Lutando com Energia transforma base em campeões e consolida a Marinha como potência do boxe brasileiro

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Projeto da Marinha do Brasil colhe frutos nos ringues - Foto: Divulgação/CEFAN

Poucos centros de treinamento do país concentram tantos nomes importantes do boxe brasileiro quanto o da tríade Marinha/Lutando com Energia/Emgepron, desenvolvido pela Marinha do Brasil no Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes (CEFAN), no Rio de Janeiro. A iniciativa reúne atletas que integram a Seleção Brasileira, incluindo campeões internacionais.

Projeto da Marinha do Brasil colhe frutos nos ringues – Foto: Divulgação/CEFAN

A origem do projeto está ligada ao trabalho desenvolvido pela equipe de boxe da Marinha desde 2009. Criada para representar o Brasil em competições militares e contribuir para o fortalecimento do esporte olímpico nacional, a equipe passou a ocupar posição de destaque no cenário internacional ao longo da década seguinte.

Segundo o head coach Nemo Judice, os resultados alcançados fizeram surgir a necessidade de ampliar a estrutura oferecida aos atletas.

“Em 2018, o sucesso da equipe já estava consolidado por meio de diversas conquistas nacionais e internacionais. O crescimento das demandas e a necessidade de manter um padrão elevado de preparação fizeram surgir o time Marinha/Lutando com Energia/Emgepron, viabilizado por meio da Lei de Incentivo ao Esporte”, explica o professor.

Desenvolvido em parceria com a Associação Desportiva Almirante Adalberto Nunes (ADAAN), o projeto passou a complementar a estrutura já oferecida pela Marinha, ampliando investimentos em recursos humanos, equipamentos e suporte aos atletas.

Os treinamentos acontecem dentro do complexo esportivo do CEFAN, considerado uma das principais referências da América Latina em preparação esportiva. No local, os atletas contam com comissão técnica de nível internacional, alojamento, alimentação diária, atendimento médico e odontológico, acompanhamento fisioterápico e acesso a instalações como pista de atletismo, piscina olímpica, centro de musculação e ginásio de boxe equipado para o treinamento de alto rendimento.

A estrutura ajuda a explicar os resultados alcançados ao longo dos últimos anos. O projeto já participou da formação de 19 atletas olímpicos e esteve presente em cinco medalhas conquistadas pelo Brasil nos Jogos Olímpicos.

Entre os principais nomes da equipe estão os medalhistas mundiais Yuri Falcão, Wanderley Pereira, Luiz Oliveira e Bárbara Santos, além da vice-campeã olímpica Beatriz Ferreira. Também figuram entre os destaques atletas como Arilson Gonçalves, Edson “Kalango” e Caíque, integrantes das campanhas que renderam títulos mundiais de clubes ao projeto.

Além do trabalho voltado ao alto rendimento, o projeto também vem se consolidando como uma importante força na formação de novos talentos. Por meio de uma turma especial voltada às categorias de base, atletas oriundos do Programa Forças no Esporte (Profesp) e de iniciativas desenvolvidas no CEFAN recebem acompanhamento técnico diferenciado. Os resultados já aparecem em competições estaduais, nacionais e internacionais. Um dos destaques é Daniel Barnabé, integrante do projeto há três anos e medalhista nos Jogos Sul-Americanos da Juventude.

Além da contribuição técnica, o professor Nemo destaca a importância do apoio institucional recebido para manter a equipe em atividade. Entre os parceiros está a Emgepron (Empresa Gerencial de Projetos Navais), empresa pública vinculada ao setor de defesa nacional e patrocinadora da iniciativa.

“A Emgepron é nosso grande patrocinador. Temos muito orgulho dessa parceria porque representamos o Brasil de duas formas: dentro do ringue, por meio da nossa equipe, e ao lado de uma grande empresa nacional ligada a um setor estratégico para o país. Isso nos deixa muito orgulhosos. O boxe é um esporte formado, em grande parte, por atletas de origem humilde. Muitas vezes eles não teriam condições de arcar com os custos necessários para permanecer em alto rendimento. Esse apoio permite que continuem treinando e competindo em alto nível”, afirma o treinador.

Os resultados esportivos acumulados ao longo da trajetória colocaram o projeto entre as equipes mais vencedoras da modalidade. Entre as principais conquistas estão um título dos Jogos Mundiais Militares, uma Copa do Mundo de Clubes, dois Campeonatos Mundiais de Clubes, além de títulos nacionais entre equipes.

Para Nemo, um dos momentos mais marcantes ocorreu justamente no cenário internacional.

“O bicampeonato mundial de clubes conquistado diante do CSKA, da Rússia, entrou para a história do nosso boxe. Foi uma vitória contra uma das maiores forças da modalidade no mundo”, recorda.

Agora, a equipe volta suas atenções para um novo desafio. Em novembro, a equipe disputará mais uma edição do Mundial de Clubes, competição que reunirá cerca de 16 equipes de diferentes países. O objetivo é alcançar um feito inédito para o boxe brasileiro: a conquista do tricampeonato.

“A expectativa é muito grande. A escola russa é considerada hoje a principal referência mundial da modalidade e enfrentar novamente equipes desse nível é uma oportunidade importante para nossos atletas. Estamos trabalhando para chegar preparados e buscar esse tricampeonato”, conclui Nemo Judice.

Pela primeira vez na Região dos Lagos, Estadual de Jiu-Jitsu da FJJRio desembarca em Araruama

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Evento acontece neste sábado - Foto: Deive Coutinho

A FJJRio realiza neste sábado (20), em Araruama, a etapa Rio-Lagos do Campeonato Estadual de Jiu-Jitsu. Será a primeira vez que a Federação promove uma competição oficial na Região dos Lagos, levando uma das principais disputas do calendário estadual para fora dos tradicionais polos da modalidade.

Evento acontece neste sábado – Foto: Deive Coutinho

A iniciativa faz parte da estratégia da entidade de distribuir etapas em diferentes regiões do Rio de Janeiro, aproximando os campeonatos dos atletas que vivem no interior do estado.

Presidente da FJJRio, Kenya Gracie destacou o significado da chegada do evento à cidade.

“Estamos muito felizes com o evento Rio-Lagos, o primeiro da FJJRio na Região dos Lagos, em Araruama. Estamos cumprindo o objetivo da entidade, que é levar as competições para todas as regiões do Estado do Rio”, afirmou.

Segundo Kenya, a descentralização dos eventos busca reduzir barreiras de acesso e ampliar a participação de competidores de diferentes municípios.

“A FJJRio é uma entidade do Estado, então os eventos não devem acontecer somente na capital, mas em várias partes do nosso Estado, dando oportunidade para quem não tem condições ou não pode vir ao Rio”, ressaltou.

Além da estreia na Região dos Lagos, a etapa contará com transmissão ao vivo pelo FloGrappling, plataforma internacional especializada em esportes de combate. A parceria permite que atletas e equipes tenham visibilidade para espectadores de diversos países.

“A FloGrappling veio para ficar, e essa transmissão gera visibilidade para os atletas, que vão poder ser assistidos de qualquer lugar do mundo”, completou Kenya.

Fábio Gurgel: “O Mark Kerr me deu esse anel”

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O general da Alliance Fábio Gurgel foi o convidado do Conexão PVT da ultima quarta-feira. Na conversa com Marcelo Alonso, Fábio falou do 16º titulo mundial da Alliance no adulto, apontou os maiores destaques deste 30º Mundial e trouxe detalhes curiosos de seu encontro com Mark Kerr nos bastidores do evento, 30 anos depois da histórica final no torneio de Vale-Tudo WVC 3.

“Ele está representando uma marca de anel para medição de sono e me deu um de presente. Curiosamente estou lançando no Brasil um produto de bioperformance corporativa que se chama Impulso +. Exatamente com o objetivo de levar a cultura do Jiu-Jitsu, para cuidar da saúde dos colaboradores, para grandes empresas. Começamos a conversar sobre esta sinergia. Então batemos um papo super agradável de quase meia hora, inclusive sobre o filme dele”, contou Fábio, revelando que foi a partir de “Smashing Machine”, que surgiu a ideia do documentário contando sua trajetória, “O pessoal do filme tentou comprar os direitos da luta do Lapenda (produtor do WVC), que não teve interesse em vender. Isso despertou nele a vontade de contar o outro lado da história. O Lapenda me procurou e assim nasceu a ideia do documentário sobre a minha trajetória”.

Fabio explicou também que o documentário não vai ser 100% sobre a luta.

“Obviamente aquela luta é icônica na minha trajetória, mas o documentário não é só sobre ela. Eu fiz parte do Vale-Tudo de 1991 contra a Luta-Livre, depois lutei no UFC 11, fui quatro vezes campeão mundial de Jiu-Jitsu, mas tem muita gente que lutou e conquistou muito mais do que eu no Jiu-Jitsu e no Vale-Tudo e até como professor, o que acho que torna minha história interessante é o todo. Formei centenas de campeões, criamos a parceria mais longeva e a academia mais vencedora (Alliance tem 40 anos e é a academia que mais ganhou títulos mundiais) e ainda transformamos isso num modelo de negócios que impacta milhões de pessoas, afinal hoje temos 300 escolas em 32 países e mais de 60 mil alunos. Então se juntar tudo talvez pouca gente tenha feito o que fiz. Já estamos em fase de produção. Estou ansioso para começarmos as filmagens”.

O filme será produzido por Frederico Lapenda, dirigido pelo premiado Wolney Atalla (Sequestro), com patrocínio do banco BTG Pactual, e já está em fase de produção.

Jungle Fight 151: Ernane Pimenta e Fabrício Bakai avançam para a final do Fight do Milhão

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Ernane Pimenta e Fabrício Bakai se enfrentam na grande final - Foto: Carlos Ventura/Jungle Fight

A temporada 2026 do Fight do Milhão masculino já tem seus finalistas. Diante de uma Farma Conde Arena lotada, em São José dos Campos (SP), o Jungle Fight 151 definiu neste sábado (6) os dois atletas que seguem na disputa pelo prêmio de meio milhão de reais reservado ao campeão dos meio-médios (até 77 kg). Ernane Pimenta e Fabrício Bakai resolveram seus desafios ainda no primeiro round e avançaram para a decisão marcada para o dia 25 de outubro.

Ernane Pimenta e Fabrício Bakai se enfrentam na grande final – Foto: Carlos Ventura/Jungle Fight

O primeiro classificado foi o paraense radicado no Rio de Janeiro Ernane Pimenta. Em um duelo entre dois perigosos nocauteadores, o atual campeão da categoria precisou de apenas 1 minuto e 17 segundos para, com um boxe afiado, balançar e nocautear o mineiro Guilherme Silva com uma sequência insana de combinações.

Na sequência, foi a vez o piauiense radicado em Minas Gerais Fabrício Bakai mostrar o poder de suas mãos. Mas antes disso, ele passou praticamente o round inteiro mochilado nas costas do amazonense radicado em São Paulo Matheus The Monster, que sobreviveu às tentativas de finalizações, mas não ao cruzado de esquerda potente que entrou limpa no queixo no último segundo do primeiro round.

Fabrício Bakai e Ernane Pimenta se encontram no dia 25 de outubro, num duelo Rio de Janeiro x Minas Gerais, para decidirem quem será o rei da selva e embolsará o prêmio de meio milhão de reais.

Presidente do Jungle Fight, Wallid Ismail destacou a atmosfera criada pelo público em São José dos Campos.

“Foi uma noite incrível. A Farma Conde Arena ficou completamente lotada, o público vibrou do início ao fim e mostrou mais uma vez a força do MMA no Vale do Paraíba. São José dos Campos e toda a região abraçaram o Jungle Fight e transformaram o evento em um grande espetáculo.”

Wallid também fez questão de agradecer aos responsáveis pela realização do evento.

“Quero agradecer ao deputado federal Milton Vieira, ao prefeito Anderson Farias, ao secretário de Esportes Tiago Dias, ao vereador Milton Vieira Filho e ao Manoel, da Farma Conde. Todos acreditam no esporte como ferramenta de inclusão social e trabalham para criar oportunidades para milhares de jovens. O sucesso desta edição é resultado desse esforço conjunto.”

Um dos principais articuladores da chegada do Jungle Fight à cidade, o deputado federal Milton Vieira celebrou o impacto social do evento.

“Foi um evento sensacional, vimos inclusão da juventude, das pessoas que não acreditavam mais em nada, mas quando entraram aqui sabem que podem vencer e ganhar dinheiro através do esporte, lutando no Brasil. Vamos fazer mais uma edição em novembro. Lutadores do Vale do Paraíba, treinem bastante.”

O prefeito de São José dos Campos, Anderson Farias, ressaltou a parceria com a organização.

“Foi um espetáculo. São José dos Campos se sente honrada por poder receber o Jungle Fight. Estaremos sempre de braços abertos para recebê-los.”

O vereador Milton Vieira Filho também destacou a relação entre o evento e os projetos sociais ligados ao esporte.

“Foi um evento incrível demais. A Arena Farma Conde é a casa do Jungle Fight no Vale do Paraíba. Jungle Fight é inclusão social através do esporte.”

Já o secretário municipal de Esportes, Tiago Dias, valorizou a presença do evento na cidade.

“Foi fantástico. São José dos Campos recebeu de braços abertos o maior evento de MMA da América Latina e estaremos sempre aqui apoiando o esporte.”

Representando a Farma Conde, patrocinadora e parceira da edição, Roberto Couto comemorou o resultado alcançado.

“Foi um evento maravilhoso, uma arena cheia, essa energia. Para a gente foi uma honra e esperamos receber o Jungle Fight mais vezes aqui.”

Após definir os finalistas do Fight do Milhão masculino, o Jungle Fight volta suas atenções para a próxima edição regular. O Jungle Fight 152 acontece no dia 27 de junho, em Macaé, com disputa de cinturão. Já o Fight do Milhão retorna em 1º de agosto, quando serão realizadas as semifinais do torneio feminino.

Confira abaixo todos os resultados do evento:

Jungle Fight 151
Farma Conde Arena, São José dos Campos (SP)
6 de junho de 2026

Fabrício Bakai venceu Matheus The Monster por nocaute técnico 4min59s do R1
Ernane Pimenta venceu Guilherme Silva por nocaute técnico a 1min17s do R1
Rafael Cabeça venceu Adolpho Gaúcho por nocaute aos 4min25s do R1
Guilherme Lazzarini venceu Junio Mendes por nocaute técnico aos 2min42s do R1
Oton Jasse venceu Gustavo Jones por finalização a 1min01s do R1
Igor Makachev venceu Everson Silva por finalização a 1min54s do R1
Lukas Avattar venceu Matheus Galudão por finalização a 3min54s do R1
Glaudir Santos venceu Jose Hailton por finalização a 1min02s do R3
Guilherme Alves venceu Hudson Machado por nocaute técnico a 1min51s do R2
Caio Viking venceu Bruno César Eltoro por decisão unânime
Victor Anderson venceu João Pepeu por decisão unânime (triplo 30-27)
Bruce Lee Almeida venceu Jargu Rospigliosi por finalização aos 12s do R1
Luís Gusmão venceu Felipe Alves por nocaute a 1min21s do R1

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