O presidente do Jungle Fight, Wallid Ismail, visitou na última terça-feira (6) o Quartel-General da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. Wallid foi recebido pelo secretário de Estado de Polícia Militar, coronel Marcelo Menezes, acompanhado do coronel Benevenuto, comandante do Comando de Operações Especiais (COE), e do tenente-coronel Corbage, comandante do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope).

Durante a visita, Wallid conheceu as instalações do QG e esteve no dojo onde treinam agentes de segurança e também crianças e jovens de comunidades atendidas por projetos sociais desenvolvidos pela Polícia Militar. As iniciativas fazem parte de programas de prevenção que utilizam o esporte como ferramenta de formação e inclusão. Somente no jiu-jitsu, mais de 6 mil jovens são atendidos. O programa existe desde 2009, em parceria com a Legião da Boa Vontade (LBV) e a Super Rádio Brasil.
A agenda também marcou a oficialização da edição especial do Jungle Fight que será realizada no dia 17 de janeiro, às 20h, na sede do Bope, no Rio de Janeiro, em comemoração aos 48 anos do batalhão, celebrados no dia 19. O evento abre a temporada 2026 do Jungle Fight e terá transmissão ao vivo do Sportv e do canal Combate.
Para o secretário Marcelo Menezes, a realização do evento no Bope tem significado institucional. “Para nós da Polícia Militar do Rio de Janeiro esta edição do Jungle Fight fazendo uma referência comemorativa ao aniversário do Bope é histórica. É uma homenagem aos 43 mil policiais dessa corporação bicentenária que presta um serviço fundamental para a sociedade fluminense”, afirmou.
Wallid Ismail destacou o simbolismo da edição. “Esta edição especial do Jungle Fight em homenagem aos 48 anos do Bope é para mostrar que no Brasil não temos apenas os melhores lutadores do mundo, como também temos os melhores policiais do mundo. Também é uma homenagem a todos os policiais, independentemente do batalhão. Esta edição é uma manifestação de gratidão a esses guerreiros da lei”, disse.
A luta principal vale o cinturão dos pesos médios. O atual campeão, João Dantas, de São Paulo, fará sua primeira defesa de título, contra Rodolfo dos Santos, do Pará. O card conta com 14 lutas e reúne 28 atletas. Destes, 17 são do Rio de Janeiro e oriundos de projetos sociais. A maioria foi selecionada na última edição das Eliminatórias Jungle, realizada em novembro do ano passado.
Artes marciais integram programas de prevenção da PMERJ

Além do evento esportivo, o encontro reforçou o trabalho de prevenção desenvolvido pela PMERJ por meio de projetos sociais. Atualmente, batalhões em todas as regiões do estado contam com tatames e instrutores da própria corporação, oferecendo aulas de artes marciais para crianças e jovens.
“Todas as regiões possuem tatames dentro de batalhões, com policiais ministrando artes marciais para os jovens, nessa ideia de transformação de vidas. Essa união de forças é importante para ampliar os projetos e acolher mais jovens. Quem ganha com isso é a sociedade”, afirmou Menezes.
Wallid também ressaltou o alcance dessas ações e anunciou o Jungle Fight como parceiro. “Esse trabalho é gigantesco. Que esses jovens possam construir uma vida melhor para suas famílias através do esporte, seguindo o caminho do bem. O esporte é uma ferramenta de transformação social. Quando vejo a Polícia Militar atuando na prevenção por meio do esporte, fico satisfeito. Vamos usar a visibilidade do Jungle Fight para valorizar esse trabalho e buscar novos apoios para os projetos dentro dos batalhões, como o da Loterj, com o nosso presidente Hazenclever Cançado”, concluiu.
Para o presidente da Loterj, Hazenclever Cançado, a iniciativa reforça o papel social do esporte. “Projetos como esses mostram que o esporte vai muito além da competição. Ele educa, disciplina e abre caminhos. Apoiar ações que utilizam as artes marciais como ferramenta de inclusão é investir diretamente no futuro desses jovens e na construção de uma sociedade melhor”, afirmou.


Após uma sequência de eventos na capital federal ao longo de 2025, a organização inicia o calendário brasileiro de 2026 novamente em Brasília. A luta principal será a disputa do título mundial interino do peso-mosca, entre o atual campeão interino, Marcos Degli, com cartel 13 vitórias e 3 derrotas, e o desafiante Luis Aguiar, com 9 vitórias e 1 derrota.
















