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Da comemoração a revolta: polêmica entre Carlson e Carlinhos marca 2º Pan de Jiu-Jitsu

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Após a primeira contagem Carlson comemora sendo erguido por seus alunos

Um ano depois de realizar o primeiro Panamericano de Jiu-Jitsu na Califórnia, o presidente da CBJJ Carlos Gracie Jr. realizou a segunda edição do torneio, desta vez com a participação de 480 atletas, 300 brasileiros. Dentre eles alguns dos maiores nomes da modalidade. A vitória de Jamelão sobre Jean Jaques, a volta de Rigan Machado as competições, as impressionantes atuações de Robinho e Shaolin na faixa marrom, o excelente desempenho de Chico Melo na faixa roxa e a enorme polêmica entre os irmãos Carlson e Carlinhos na apuração dos resultados que definiram a grande campeã do evento. Se em 2026 ainda temos uma eleição onde se discute o tipo de urna (impresso x eletrônico) há exatos 30 anos, este 2º Panamericano foi marcado por uma tremenda confusão na contagem final de pontos, que definiu a grande campeã, entre Barra e Carlson. Das 71 medalhas de ouro em disputa 52 vieram para o Brasil.   

Texto e Fotos Marcelo Alonso 

Após a primeira contagem Carlson comemora sendo erguido por seus alunos

Hoje a California é considerada a meca do Brazilian Jiu-Jitsu, mas curiosamente a primeira grande invasão do Jiu-Jitsu brasileiro por aquelas bandas aconteceu há 30 anos quando mais de 300 brasileiros disputaram nos dias 18 e 19 de agosto de 1996, em Redondo Beach, o 2o Campeonato Panamericano de Jiu-Jitsu. Dos 480 atletas inscritos no evento, 300 eram brasileiros, um contingente quatro vezes maior que o do ano passado. A quantidade de competidores foi tanta que nem mesmo a realização das lutas em três ringues, simultaneamente, deu vazão. A competição rolou das 9h às 23h, tanto no sábado como no domingo. Infelizmente, a premiação foi virtual, pois a Federação Americana, responsável pela organização do evento, não deu diplomas e, o que é pior, não encomendou o número suficiente de medalhas, deixando boa parte dos atletas brasileiros voltar para casa sem premiação.

Alguns cascas-grossas que estavam nos EUA não participaram da competição. Fábio Gurgel decidiu priorizar o treinamento para o Ultimate 11, adiando mais uma vez seu tão esperado confronto com Rigan Machado; Nino machucou a mão na última hora. Além de tudo isso, a presença de Rickson ali, do lado do ringue, tão perto, só faltando o kimono… Todos esses fatores, de certa forma, tiraram um pouco do brilho do campeonato na faixa preta. Mas, para contrabalançar, Rigan, Jean Jacques, Renato Barreto, Alexandre Paiva, Jamelão, Roleta, Gordo, Saulo, Márcio Feitosa, João Roque, Alexandre Socka, Marcos Barreto, Bebeo Duarte, Cleber Tomadinha e outras grandes feras brasileiras mostraram, pela primeira vez, ao povo americano o que é um confronto da elite do BJJ.

JAMELÃO VENCE JEAN JACQUES

Apesar de terminar em 0x0, o confronto entre Jean Jacques Machado e Eduardo Conceição, o Jamelão, foi uma das melhores lutas da competição. Jean passou três minutos atacando. Primeiro tentou passar a guarda, Jamelão defendeu; depois tentou um armlock, também impedido; e, finalmente, uma perigosa chave de pé na beira do ringue que, pela careta de Jamelão, quase afetou seus ligamentos.

Apoiado pela vaia da torcida brasileira, que ainda não admite esse golpe, Jamelão saiu, sem fugir do ringue, e passou a impor seu ritmo, iniciando uma reação impressionante. Quase passou a guarda e por pouco não pegou as costas, só não recebendo os pontos pela falta dos ganchos. Vitória incontestável de Jamelão, que foi comemorar com sua equipe. Jean foi muito aplaudido, tanto pelos americanos quanto pelos brasileiros, que reconheceram a beleza do seu jogo, sempre buscando finalizar. Na final, Jamelão cedeu o ouro a Alexandre Paiva, seu companheiro de academia.

Jamelão passou a dominar a luta e venceu o favorito Jean Jaques na decisão

Rigan Machado voltou aos tatames faturando o título de campeão absoluto. Para chegar ao ouro, o Machado passou a guarda de Roleta no primeiro minuto de luta e depois se defendeu durante 9min das raspadas do “esquijitsu”. Na segunda luta, venceu Jamelão, chegando à final com Roberto Corrêa, o Gordo, que havia derrotado, na semifinal, Saulo Ribeiro, em luta polêmica. Por ter sido seu aluno, Gordo cedeu o título a Rigan. “Os brasileiros subiram muito no meu conceito. O estilo de competição mudou muito. Quero lutar com os melhores no Brasileiro deste ano”, declarou Machado, ansioso. Não se contentando só com a prata, Gordo voltou no domingo e finalizou dois adversários no superpesado, levando o ouro.

O campeão mundial Marcos Barreto conseguiu duas raspagens e uma queda em cima de Marcelo Andrade, ficando com o ouro no galo. Alexandre Socka finalizou seu primeiro adversário com um armlock, mas perdeu na semifinal para João Roque, por 4×2, em luta polêmica. O combate estava empatado quando Socka foi para as costas de João, fora da área do ringue, já com o estrangulamento encaixado. O juiz Royler Gracie parou a luta, mas Socka não obedeceu e continuou apertando, sendo punido com a perda de dois pontos, o que provocou sua derrota. João fechou chave com seu companheiro de equipe Marco Aurélio, que finalizou seus dois adversários.

No leve, Márcio Feitosa venceu a revanche do 1o Panamericano com Bob Bass por 2×0, ganhou do técnico Cléber Luciano por 4×2 e, na final, levou vantagem na combatividade contra Renato Barreto, que também impressionou, sempre buscando a finalização. Alexandre Russo não ficou entre os três primeiros, mas também teve excelente atuação, perdendo para Barreto em confronto disputadíssimo (2×2).

Roberto Duarte, o Bebeo, foi campeão do pesado, derrotando com tranquilidade Fernando Silva na única luta da categoria. Roleta perdeu no absoluto, mas voltou no meio-pesado, vencendo Ricardo Muller e, na final, Saulo Ribeiro, em luta disputadíssima, ganhando o ouro.

SHOW DE ROBINHO E SHAOLIN NA MARROM 

Na faixa marrom o maior destaque foi Vítor “Shaolin” Ribeiro que levou o ouro finalizando três adversários, entre eles Robin Gracie, irmão de Rickson, que declarou: “Gostei muito do jogo do Shaolin. Dos brasileiros, foi o que mais me impressionou”. Seu parceiro de treinos na Nova União, Robson Moura, teve atuação semelhante, finalizando a primeira luta e vencendo a final contra o campeão mundial Maurício Villardo, com larga margem de pontos, faturando o pluma.

Shaolin, grande destaque da marrom, montando em Robin Gracie

Leandro Borgo deu um basta na maré de azar que vinha lhe perseguindo desde o Mundial, quando se contundiu durante a luta final. Desta vez, teve grande atuação e levou o ouro para a Alliance. O segundo lugar ficou com Rodrigo Medeiros, que marcou sua volta aos tatames com uma vitória em cima do técnico Rafael Corrêa.

André Marola derrotou três adversários, faturando o leve. No meio-pesado, Rommel Cardoso foi o melhor e levou o ouro, fechando chave com seu companheiro de equipe Cláudio Arraes. No pesado, Fábio Toscano fechou chave com Rick Willian.

Otávio Duarte teve grande atuação, vencendo no pesadíssimo e no absoluto, passando por adversários do nível de Luís Felipe, Rommel Cardoso, Sérgio Ferrari e José Marcelo; este último ficou com a prata no absoluto. 

CHICO MELO LEVA OURO COM QUIMONO DE ROYCE 

“Estes caras vêm para os Estados Unidos lutar um Panamericano e não trazem kimono, é mole?” Apesar de estarrecido com o pedido do atleta da Nova União Francisco Mello, Royce Gracie, na maior das boas vontades, atendeu ao simpático cara-de-pau. Parece que o kimono do campeão deu sorte a Chico, que, recém-chegado à faixa roxa, teve a melhor atuação de sua vida. Venceu várias lutas com larga vantagem, tendo ainda conseguido a finalização mais rápida do campeonato (24s), no absoluto, em cima do forte atleta da Barra Luca Atalla, que sempre faz lutas duríssimas com ele. Na final do médio, Chico venceu Rodrigo Medeiros com uma raspagem. “Ano passado, dei uma grande alegria à minha mãe levando a prata para casa; infelizmente, este ano ela faleceu. Dedico a ela esta medalha de ouro”, declarou Chico.

A Ac. Carlson Gracie levou 13 das 30 medalhas disputadas na roxa. No galo, Marcelo Martins teve excelente atuação. Finalizou a primeira luta e venceu a segunda por 6×0, levando o ouro. No pluma, Vinícius Cruz, o Vinicinho, com um jogo solto e sempre buscando a finalização, mais uma vez levou o ouro. Sandro Santiago, mostrando grande evolução no seu Jiu-Jitsu, ficou com a prata. No pena, Leonardo Borges, Suyan Queiróz e Luiz Sérgio Barros, o trio Carlson Gracie, fechou o caixão na categoria. Na leve, Marcelo Rezende arrebentou. Venceu cinco lutas nesta que é considerada uma das mais difíceis categorias da faixa roxa. Para chegar ao ouro, teve que vencer, na final, o duríssimo Anderson Gengiva, que teve boa participação.

Anderson Leal foi outro dos grandes nomes da roxa. O atleta só conseguiu patrocínio aos 48 do segundo tempo, chegando à Califórnia um dia antes da competição. Mesmo com o fuso horário trocado, venceu sete das oito lutas que fez. No absoluto, Anderson perdeu na semifinal para Cláudio Moreno, em luta polêmica, mas no meio-pesado foi campeão. Em todas as lutas que fez, o faixa-preta de judô, quando não botava os adversários para voar com quedas espetaculares, vencia no chão com boa vantagem.

VIRADA DE VIKTOR DORIA LEVA CARLSON A LOUCURA 

Viktor Doria entrou na competição com uma lesão nos ligamentos do joelho direito. Mesmo assim, passou por vários adversários, fazendo uma das melhores lutas da competição na final de sua categoria com o havaiano, campeão mundial, Egan Inowe. O havaiano começou melhor, atacando Viktor com um arm lock seguido de uma chave de pé. Nesse momento, John Machado fez um gesto comemorativo com o braço, vibrando com a vitória parcial de seu atleta. No finalzinho, quando a luta parecia definida, Viktor raspou e montou, fazendo seis pontos. Carlson não conteve a vibração e comemorou atravessando pelo meio do ringue, repetindo o gesto de John, ao melhor estilo Zagallo. Foi uma das cenas mais engraçadas do Pan. Quando a luta acabou, Viktor teve de sair do ringue carregado.

Alexandre Baraúna finalizou todas as lutas. Primeiro foi o americano Chris Schaumberg com um triângulo e, na final, o excelente atleta da Carlson, Carlos Alberto Santos, com uma americana. No superpesado, o ouro ficou com Luca Atalla, que mostrou, mais uma vez, aos gringos que tamanho não é documento, finalizando todos os gigantes com quem lutou. Fábio Leopoldo, atleta de São Paulo, ficou com a prata e também brilhou na categoria. Sérgio Cohen venceu no absoluto e foi considerado o atleta mais técnico da faixa, vencendo várias pedreiras. Na final, derrotou Cláudio Moreno, que havia ganho de Egan Inowe e Anderson Leal. Marcelo Hertz também lutou no absoluto, vencendo todas as lutas que fez. Como também lutaria no peso, no dia seguinte, deixou que Cohen, seu companheiro de equipe, lutasse a final.

CRISTOPH E LÉO SANTOS SÃO OS DESTAQUE DA FAIXA AZUL

Uma vitória por 7×0 e depois quatro finalizações seguidas deram, com muita justiça, o título de atleta mais técnico a Daniel Christoph. Os 16 anos do melhor aluno de Saporito (professor da Carlson) não foram empecilho. Daniel botava os adversários para voar, com excelentes raspagens, e depois os finalizava. Vítor Huben fez grande competição, finalizou todas as suas lutas e só perdeu na final do médio para Daniel.

Leonardo Santos foi um dos grandes destaques da faixa azul

No peso galo, o grande nome foi Ricardo Brandão, que venceu sua sexta competição seguida. Suas lutas foram caracterizadas por finalização depois de larga vantagem de pontos. Márcio Okamura e Maurício Silveira, ambos da equipe paulista, mostraram um bom Jiu-Jitsu, ficando respectivamente com a 2ª e a 3ª colocações. No pluma, André Motta, Leonardo Santos e Otávio Gonçalves fecharam chave, levando ouro, prata e bronze para a Ac. Nova União. O campeão mundial Leonardo Santos passou bem por seus adversários, mas as maiores pedreiras da categoria foram quebradas por Otávio e André, que venceu o duro Jean Pierre por combatividade. Já Otávio venceu Dudu Barros em uma luta de raspagens em que a vantagem se alternava a cada momento, terminando 8×6 para Otávio. No pena, a briga final ficou entre Brasília e Niterói. Adriano Pereira, representante de Niterói, teve excelente desempenho, vencendo Alex de Oliveira.

No meio-pesado, Rolles Gracie, filho do lendário Rolls, mostrou grande evolução no seu Jiu-Jitsu. Depois de passar por vários adversários, cruzou com o excelente americano Ammal Eastan, que havia finalizado quatro lutas, e venceu. Marcelo Couto levou a medalha de ouro no pesado, depois de finalizar quatro lutas. No absoluto, o campeão mundial Sean Alvarez destacou-se e venceu Alessandro Sacola, que ganhou cinco lutas até chegar à final.

Carlson ou Barra Gracie: afinal, quem foi a campeã?

Depois de dois dias de exaustiva competição, chegou a vez da contagem dos pontos. Foi aí que a confusão começou. Para o primeiro colocado eram dados nove pontos; para o segundo, três; e, para o terceiro, um. Como as chaves haviam sido escritas à mão, não foi nada rápido. Fim de contagem, anúncio do campeão.

De posse da ficha de resultados, Carlson analisou-a diversas vezes até chegar à conclusão de que seu aluno Alessandro Fandango, azul, vice-campeão no absoluto, fora considerado como Carlson-LA. Seu professor, Marcelo Alonso, garante que inscreveu o atleta como Carlson-RJ. Se antes estava aberta a polêmica, as coisas só tenderam a piorar.

Ao microfone, ouvia-se o nome da Ac. Carlson-RJ. Festa com os atletas levantando o mestre, até ser detectado um erro. Na verdade, a academia campeã era a Barra Gracie. Da comemoração à revolta foi um pulo, com Carlson saindo inconsolável. O erro encontrado foi o esquecimento dos pontos da segunda colocação de Roberto Corrêa, o Gordo, no absoluto. Se antes a Ac. Carlson-RJ tinha dois pontos de dianteira, ficava assim um ponto atrás.

Carlson tentou correr atrás do prejuízo, mas a verdade é que, após o encerramento da competição, ficou impossível esclarecer a polêmica. “Tenho as fichas e garanto: o Fandango entrou como Carlson-LA. O Carlson não sabe perder”, me disse o presidente da CBJJ e dono da Ac. Barra Gracie, Carlos Gracie Jr..

BONDE SINISTRO: O 1º CHOQUE CULTURAL 

Desde que saíram do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro com destino a Los Angeles, no dia 10 de agosto, até o dia 24, quando retornaram, os quase cem componentes da delegação brasileira (os outros 200 estavam divididos em grupos menores) não pararam de aprontar.

No avião, tanto na ida quanto na volta, a delegação infernizou o voo da United. Ocorreram desde confusões generalizadas até casos de assédio sexual às comissárias. Nem a Polícia Federal conseguiu conter o ânimo da rapaziada. Carlinhos Gracie, chefe da comitiva, ficou de cabelos brancos e chegou a ser chamado na cabine do comandante.

Os organizadores do Pan tiveram a infeliz ideia de fazer a pesagem, sem avisar a gerência, nas dependências do Hotel Hacienda, onde a delegação estava hospedada. Resultado: quase 400 atletas reunidos e muita confusão. “Eles conseguiram me dar em um dia prejuízo maior que em seis anos à frente da gerência. Vou chamar a polícia para, às 18h, evacuar todos os 20 quartos que eles ocupam”, me disse a gerente do hotel, Linda Murray, nervosa após constatar portas e azulejos danificados. No final, Carlinhos Gracie conseguiu contornar a situação, acalmar a gerente e manter os competidores no hotel.

Um ginásio com capacidade para 3 mil pessoas parecia não ser suficiente para acomodar o público do Jiu-Jitsu. Apesar de haver espaço para todos na arquibancada, a plateia insistia em apinhar-se em volta do ringue, como no Brasil. Foi só estourar uma briga para o chefe de polícia local ir ao microfone e ameaçar interromper a competição por estar fora dos padrões de segurança americanos. Rapidamente apareceram lugares nas arquibancadas. Pelo menos até a saída dos policiais.

vista do ginásio Aviation Park onde Carlos Gracie realizou este 2º panamericano em Hermosa Beach

BOCA NO TROMBONE (Procon do Jiu-Jitsu)

Como nesta época eu cobria o evento sozinho para a Tatame, concorrente da Gracie Mag do presidente Carlos Gracie Jr., ao final destes primeiros grandes eventos organizados pela CBJJ a Tatame era vista quase que como uma espécie de “Procon do Jiu-Jitsu”. O que muitas vezes levava a cenas curiosas como uma fila de atletas ao fim deste Pan para “me fazer reclamações”. Obviamente o Jiu-Jitsu estava engatinhando. Era necessário ter um bom senso de entender isso, mas ao mesmo tempo, como veículo jornalístico a Tatame também tinha a obrigação de fiscalizar e criticar. Algo que inicialmente era visto como “torcida contra”, mas que com o tempo passou a ser entendido como uma etapa importante para evolução da modalidade. Nessa edição da Tatame, por exemplo, decidimos publicar um boxe ao final da reportagem intitulado “Boca no Trombone”, onde publicamos algumas das reclamações que consideramos pertinentes     

Ulna Proença (Carlson): “É um absurdo realizar um campeonato com este calor. Com o preço de inscrição a R$ 100 por atleta, por que não mandaram ligar o ar-condicionado do ginásio?”

Breno Sivak (Rickson/Royler): “As lutas da faixa preta são sempre no final do dia. Pela primeira vez, sem nenhum cronograma e sem avisar os atletas, resolveram colocá-las na parte da manhã. Gastei R$ 2 mil para chegar aqui e perder por W.O.”

Carlson Gracie: “Cobraram R$ 70 dos atletas americanos e R$ 100 dos brasileiros, por quê? Com o dinheiro que se arrecadou nesta competição, as chaves tinham que ser feitas, no mínimo, por computador. Como sempre, houve manipulação de chave. Fui roubado na contagem final, rasuraram grosseiramente na própria folha, colocando o meu aluno do Rio, Alessandro Fandango, como sendo da minha academia de Los Angeles. Assim, a Barra Gracie ficou na frente dois pontos. Como é que se pode chegar às Olimpíadas com este tipo de atitude?”

Resultados — Categoria Adulto

Campeonato de Jiu-Jitsu

ADULTO AZUL

Categoria (peso) 1º lugar 2º lugar 3º lugar
Galo Ricardo Brandão (Carlson-RJ) Marcio Okomura (Equipe Paulista) Maurício Silveira (Equipe Paulista)
Pluma André Mota (Lewis/N. União) Leonardo Santos (Lewis/N. União) Otávio Gonçalves (Lewis/N. União)
Pena Adriano Pereira (Fabricio/Luis Paulo) Alex Oliveira (Jucão) Gustavo Aragão (Barra Gracie)
Leve Tiago de Freitas (Machado) Rodrigo Palhares (Carlson-RJ) Regis Calixto (Barra Gracie)
Médio Daniel Christoph (Carlson-RJ) Vital Huben (Rickson/Royler) Marc Kompanyetes (Rickson/Royler)
Pesado Marcelo Couto (Fabricio/Luiz Paulo) Erick Ferlman (Rickson/Royler) Maximiliano Araújo (Carlson-RJ)
Super pesado Glen Barba (Machado) Marco Vilela (Jucão) Bruno Fornari (Carlson-RJ)
Pesadíssimo Sean Alvarez (Monteiro) Carth Taylor (Joe Moreira) Robb Stroyke (Machado)
Absoluto Sean Alvarez (Monteiro) Alexandre Saloza (Carlson-RJ) Claudio Godoy (Equipe Paulista)

 

ADULTO ROXA

Categoria (peso) 1º lugar 2º lugar 3º lugar
Galo Marcelo Martins (Carlson-RJ) Vinícius Gaiva (Fabricio/Luiz Paulo) Julio Cortez (K. Gabrielson)
Pluma Vinícius Cruz (Lewis/N. União) Sandro Santiago (Barra Gracie) Bruno Xavier (Carlson-LA)
Pena Leonardo Borges (Carlson-RJ) Suyan Queiros (Carlson-RJ) Luiz Sérgio Barros (Carlson-LA)
Leve Marcelo Rezende (Barra Gracie) Anderson Eduardo (Lewis/N. União) João Junior (Carlson-LA)
Médio Francisco Mello (Lewis/N. União) Rodrigo Medeiros (Rickson/Royler) Michael Pitimar (Monteiro)
Meio pesado Anderson Leal (Carlson-RJ) Michel Zaffir (Barra Gracie) Léo Leite (Rickson/Royler)
Pesado Vitor Doria (Carlson-RJ) Egan Inowe (Machado) Bean (Ryckson/Royler)
Super pesado Alexandre Baraúna (Della Riva) Carlos Alberto Santos (Carlson-RJ) Chris Schaum Berg (K. Gabrielson)
Pesadíssimo Luis Carlos Atalla (Barra Gracie) Fábio Leopoldo (Equipe Paulista) André Luis Mendes (Casquinha)
Absoluto Sergio Cohen (Rickson/Royler) — Marcelo Herz (Carlson-LA)

 

ADULTO MARROM

Categoria (peso) 1º lugar 2º lugar 3º lugar
Pluma Robson Moura (Lewis/N. União) Mauricio Villardo (Rickson/Royler) Marcelo Rodrigues (Barra Gracie)
Pena Vitor Ribeiro (Lewis/N. União) Eduardo Leitão (Equipe Paulista) Fernando Lopes (Equipe Paulista)
Leve André Cândido (Lewis/N. União) Luiz Felipe Neto (Fábio Santos) Wander Braga (Jorge Pereira)
Médio Leandro Borgo (Rickson/Royler) Rodrigo Medeiros (Carlson-RJ) Eduardo Lima (Barra Gracie)
Meio pesado Rommel Cardoso (Barra Gracie) Claudio Arraes (Barra Gracie) Eduardo Rocha (Rickson/Royler)
Pesado Fábio Toscano (Machado) Rick William (Machado) Newton Cadan (Equipe Paulista)
Pesadíssimo Otávio Duarte (Jorge Pereira) Luiz Felipe (Barra Gracie) Sérgio Ferrari (Carlson-RJ)
Absoluto Otávio Duarte (Jorge Pereira) José Marcelo (Fabricio/Luiz Paulo) Rommel Cardoso (Barra Gracie)

 

ADULTO PRETA

Categoria (peso) 1º lugar 2º lugar 3º lugar
Galo Marcos Barreto (Monir) Marcelo Andrade (Carlson-RJ) —
Pluma Vinicius Magalhães (Barra Gracie) Alberto dos Santos (Carlson-RJ) —
Pena João Roque (Lewis/N. União) — Alexandre Correia (Barra Gracie)
Leve Marcio Feitosa (Barra Gracie) Renato Barreto (Rickson/Royler) Cleber Luciano (Rickson/Royler)
Médio Alexandre Paiva (Rickson/Royler) Eduardo Conceição (Rickson/Royler) Anderson Patricio (Rickson/Royler)
Meio pesado Roberto Magalhães (Barra Gracie) Saulo Ribeiro (Rickson/Royler) Ricardo Muller (Rickson/Royler)
Pesado Luis Roberto Duarte (Carlson-RJ) Fernando Silva (Liga Cabofriense) —
Super pesado Roberto Corrêa (Barra Gracie) Marcelo Martins (Equipe Paulista) Guilherme Santos (Lewis/N. União)
Pesadíssimo Eduardo Galvão (Barra Gracie) Pedro Santos (Lewis/N. União) —
Absoluto Rigan Machado (Machado) Roberto Corrêa (Barra Gracie) Eduardo Conceição (Rickson/Royler)

 

Parrumpinha fala sobre luta de Moicano, futuro de Arman e pausa de Pantoja

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Marcos Parrumpinha falou sobre o futuro de três nomes importantes do UFC em entrevista ao Conexão PVT. O técnico da American Top Team comentou a possibilidade de aposentadoria de Renato Moicano, defendeu Arman Tsarukyan na disputa pelo cinturão dos leves e revelou que Alexandre Pantoja está sem previsão de retorno ao octógono.

Sobre Moicano, que enfrenta Tom Nolan neste sábado (31), Parrumpa explicou que a mudança de adversário, após a saída de Brian Ortega, exigiu adaptações na estratégia, mas não prejudicou a preparação. O treinador pretende explorar a pressão, as quedas e o jogo de costas do brasileiro. Questionado sobre uma possível aposentadoria, evitou fazer previsões definitivas.

“Pode ser que pare? Cara, pode, mas eu acredito que não, entendeu?”, afirmou. Parrumpa acredita que Moicano ainda tenha duas lutas restantes no contrato após o próximo compromisso, mas ressaltou que a continuidade da carreira dependerá do resultado, das condições físicas e dos objetivos do atleta.

Em relação a Arman Tsarukyan, Parrumpinha foi enfático ao defender uma oportunidade pelo cinturão dos leves. Para ele, o lutador já demonstrou merecer a disputa, independentemente de o adversário ser Justin Gaethje ou Alexander Volkanovski.

“Eu acho que o número um já tá mais do que provado que é o Arman”, declarou. O treinador também descartou, em sua avaliação, a necessidade de um cinturão interino na categoria, argumentando que Gaethje deverá decidir entre defender o título ou encerrar a carreira.

A situação de Alexandre Pantoja, por sua vez, exige paciência. Segundo Parrumpa, o brasileiro acumulou um desgaste significativo após sucessivos camps de cinco rounds e um processo de recuperação de lesão que acabou impedindo o descanso anteriormente planejado.

“Cara, o Pantoja precisa descansar, não só o corpo como também o mental dele, né?”, explicou. O treinador confirmou que não existe prazo para o retorno: “Ele vai descansar um bom tempo, não temos previsão nenhuma pra volta dele”.

Durante a entrevista, Parrumpa também comentou a preparação de Kayla Harrison para enfrentar Amanda Nunes, elogiou a evolução de Bia Mesquita no MMA e analisou os confrontos entre Alex Poatan e Sergei Pavlovich e entre Charles Oliveira e Diego Lopes.

 

UFC Vegas: onde assistir Moicano x Nolan, horário e card

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O UFC deste sábado (31 de outubro) terá Renato Moicano como grande protagonista. O peso-leve enfrenta o australiano Tom Nolan na luta principal do UFC Vegas 123, realizado no Meta APEX, em Las Vegas, nos Estados Unidos.

O evento terá transmissão ao vivo pelo Paramount+, com início das lutas preliminares às 18h e do card principal às 21h, sempre pelo horário de Brasília. Além de Moicano, outros quatro brasileiros estarão em ação.

Conhecido pelas declarações irreverentes, pelo bordão “Money Moicano” e pela forte presença na internet, o brasileiro busca mais uma vitória para se manter entre os principais nomes da divisão dos pesos-leves.

Onde assistir ao UFC deste sábado e quais são os horários?

O UFC Vegas 123, liderado por Renato Moicano e Tom Nolan, será transmitido ao vivo pelo Paramount+ no Brasil.

A programação começa às 17h, com o pré-show, que poderá ser acompanhado também pelo YouTube e TikTok do UFC Brasil e pela Pluto TV.

Confira os horários:

  • 17h: pré-show – YouTube do UFC Brasil, TikTok, Pluto TV e Paramount+
  • 18h: início do card preliminar – Paramount+
  • 21h: início do card principal – Paramount+
  • Luta principal: Renato Moicano x Tom Nolan

Todos os horários são de Brasília.

A luta de Moicano será a última da noite, mas o horário exato dependerá da duração dos confrontos anteriores.

Renato Moicano tenta frear ascensão de Tom Nolan

Aos 37 anos, Renato Moicano chega para mais uma luta principal do UFC tentando reafirmar sua posição entre os principais pesos-leves da organização. O brasileiro vem de vitória por finalização sobre Chris Duncan, em abril, resultado que interrompeu uma sequência de duas derrotas. Antes disso, Moicano havia disputado o cinturão da categoria contra Islam Makhachev, em janeiro de 2025.

Seu adversário deste sábado representa um desafio diferente. O australiano Tom Nolan chega embalado por cinco vitórias consecutivas no UFC e terá pela frente a maior oportunidade de sua carreira até aqui. Enquanto Nolan tenta conquistar espaço entre os principais nomes da categoria, Moicano aposta na experiência acumulada ao longo de sua trajetória na organização.

Quais brasileiros lutam no UFC deste sábado?

O Brasil terá cinco representantes no UFC Vegas 123.

Além de Renato Moicano, que protagoniza a luta principal, Luana Santos enfrenta Yana Santos no card principal, em duelo importante para a divisão dos pesos-galos femininos.

Nas preliminares, Rodrigo Sezinando mede forças com o sueco Theodor Berggren, Talita Alencar encara Piera Rodriguez e Tainara Lisboa enfrenta Lucia Szabova.

Card completo do UFC Vegas 123

CARD PRINCIPAL – 21H

  • Renato Moicano x Tom Nolan – peso-leve
  • Randy Brown x Jacobe Smith – peso meio-médio
  • Ode’ Osbourne x Cody Durden – peso-mosca
  • Yana Santos x Luana Santos – peso-galo feminino
  • Jean-Paul Lebosnoyani x Farman Hasanov – peso meio-médio

CARD PRELIMINAR – 18H

  • Francis Marshall x Dakota Hope – peso-pena
  • Rodrigo Sezinando x Theodor Berggren – peso meio-médio
  • Julian Erosa x Jeong Yeong Lee – peso-pena
  • Zachary Reese x Mickey Gall – peso-médio
  • Nick Klein x Joe Kropschot – peso-médio
  • Talita Alencar x Piera Rodriguez – peso-palha feminino
  • Lucia Szabova x Tainara Lisboa – peso-mosca feminino

Card sujeito a alterações.

 

 

Treinador de Carlos Prates prevê nocaute sobre Morales e revela plano contra Makhachev

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cristian e prates

O treinador Cristian Nogueira, líder da Vale Top Team, está confiante em uma vitória de Carlos Prates sobre Michael Morales na disputa pelo cinturão interino dos meio-médios do UFC. Em entrevista no Conexão PVT, o técnico projetou um nocaute no segundo round e revelou detalhes da estratégia que sua equipe vinha preparando para enfrentar Islam Makhachev, campeão linear da categoria.

A mudança de adversário surpreendeu a equipe de Prates, que já trabalhava em um planejamento específico para enfrentar o russo. Apesar disso, Cristian acredita que o confronto com Morales representa uma oportunidade importante para o brasileiro conquistar seu primeiro cinturão no Ultimate.

“Foi uma surpresa assim, porque, pô, já tava tudo certo”, contou o treinador.

Segundo Cristian, a principal mudança na preparação de Prates será a ênfase na movimentação e na trocação. Enquanto o plano contra Makhachev priorizava as defesas de quedas e as maneiras de retornar à luta em pé, diante de Morales a equipe pretende explorar a explosividade do equatoriano para criar oportunidades de contra-ataque.

“Eu penso que ali pro final do segundo round, meio do segundo round, a gente vai acabar com ele”, afirmou.

Embora o foco agora esteja em Morales, Cristian revelou que a equipe já havia desenvolvido um plano detalhado para enfrentar Islam Makhachev. A ideia não era simplesmente impedir as quedas do campeão, mas encontrar maneiras de se levantar rapidamente e castigá-lo na trocação.

Mesmo considerando Makhachev um adversário mais difícil que Morales, o técnico mantém a confiança de que Prates poderá conquistar primeiro o título interino e depois disputar o cinturão linear.

“Nós vamos trazer o interino, 6, 7 meses depois vocês podem ter certeza que vamos buscar esse… O cinturão linear”, projetou.

Durante a entrevista ao Conexão PVT, Cristian também falou sobre a parceria entre Vale Top Team e Fighting Nerds na preparação de Carlos Prates, relembrou sua relação de pai e filho com o lutador, explicou como foi desenvolvido seu estilo agressivo e comentou a ascensão de Marcos Tailandês no UFC, além da trajetória de sua esposa, Kalindra Faria, e de sua filha, Kaylane Faria, no MMA.

Gigi Paiva revela bastidores de Rickson Gracie, Tererê, Cauã Reymond e Alliance

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Um dos fundadores da Alliance e campeão mundial de jiu-jitsu, Alexandre “Gigi” Paiva conversou com Marcelo Alonso no Resenha PVT, e relembrou histórias marcantes de sua trajetória. Entre os assuntos, o professor falou sobre os treinos com Rickson Gracie, a formação de Fernando Tererê, a passagem de Cauã Reymond pelos tatames e a construção de uma das equipes mais vitoriosas do esporte.

Uma das histórias mais curiosas envolve Rickson Gracie. Gigi contou que ele e Fábio Gurgel procuraram Rickson para intensificar os treinamentos, mas receberam um conselho inesperado: continuar representando seu professor, Romero Jacaré Cavalcanti, e construir o próprio caminho. Embora tenha ficado frustrado inicialmente, Gigi reconhece hoje a importância daquela orientação. “O cara tava coberto de razão”, afirmou.

Gigi também relembrou a superioridade técnica de Rickson nos treinos. Segundo ele, o faixa-preta chegou a passar duas horas enfrentando dezenas de atletas de alto nível, finalizando cada um duas vezes antes de trocar de adversário. “Ele tava sempre uma, duas posições na frente de você”, destacou.

Outro momento especial foi a história de Fernando Tererê, levado à academia por Otávio Ratinho quando ainda era um garoto que tomava conta de carros em Ipanema. Impressionado com o talento do jovem, Gigi passou a ajudá-lo e chegou a recebê-lo em casa durante a preparação para o Mundial de 1996. Para o professor, Tererê se tornou muito mais do que um campeão, abrindo portas para jovens de comunidades que passaram a enxergar no jiu-jitsu uma oportunidade de vida.

A entrevista também trouxe lembranças de Cauã Reymond, que treinou com Gigi antes de alcançar a fama como ator. O professor contou que Cauã era um competidor talentoso, mas precisava proteger o rosto durante os treinos por causa dos trabalhos como modelo. “Ele era bom competindo também”, elogiou.

Sobre a Alliance, Gigi relembrou a formação da equipe ao lado de nomes como Fábio Gurgel e Romero Jacaré, além das dificuldades enfrentadas após a saída de integrantes importantes. Para ele, o segredo da longevidade competitiva está na capacidade de renovar gerações e formar novos campeões.

Atualmente vivendo em Idaho, nos Estados Unidos, Gigi administra duas academias com seu filho, reunindo aproximadamente 500 alunos, segundo sua estimativa. Mesmo longe do Brasil, segue dedicado à formação de atletas e à expansão do jiu-jitsu.

Carlos Prates x Michael Morales: UFC anuncia disputa de cinturão interino

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O brasileiro Carlos Prates está a uma vitória de conquistar um título inédito para o país no UFC. A organização anunciou neste sábado (24), durante a transmissão do UFC 333, que o paulista enfrentará o equatoriano Michael Morales pelo cinturão interino dos meio-médios (até 77 kg). O confronto será realizado no dia 30 de janeiro de 2027, no UFC 336, em Toronto, no Canadá.

A disputa foi definida após a indisponibilidade de Islam Makhachev, atual campeão linear da categoria, para competir em janeiro. Com isso, o Ultimate decidiu colocar o cinturão interino em jogo entre dois dos principais nomes da divisão.

Aos 33 anos, Prates ocupa a primeira posição no ranking dos meio-médios e terá sua primeira oportunidade de disputar um título no UFC. Caso vença, será o primeiro brasileiro a conquistar um cinturão da categoria na história da organização, incluindo os títulos interinos.

Em oito apresentações no octógono, Prates conquistou sete vitórias, todas por nocaute, e sofreu apenas uma derrota, por decisão dos jurados, diante de Ian Machado Garry. O brasileiro chega à disputa de cinturão embalado por três triunfos consecutivos, incluindo nocautes sobre os ex-campeões Leon Edwards e Jack Della Maddalena.

Do outro lado estará um adversário que também atravessa excelente fase. Aos 27 anos, Michael Morales chega à primeira disputa de cinturão de sua carreira com um cartel perfeito de 19 vitórias em 19 combates profissionais. O equatoriano ocupa a terceira posição no ranking dos meio-médios e venceu todas as sete lutas que disputou no UFC, cinco delas por nocaute. Entre seus resultados mais expressivos estão as vitórias sobre Gilbert Durinho e Sean Brady, que o colocaram definitivamente entre os principais candidatos ao título.

UFC 336 terá duas disputas de cinturão

Além do confronto entre Carlos Prates e Michael Morales, o UFC 336 terá outra disputa de título.

O campeão dos pesos-moscas, Joshua Van, colocará seu cinturão em jogo contra Manel Kape na luta principal do evento.

UFC 336 — 30 de janeiro de 2027

Local: Toronto, Canadá

Lutas anunciadas:

  • Peso-mosca: Joshua Van (campeão) x Manel Kape — cinturão linear
  • Peso-meio-médio: Carlos Prates x Michael Morales — cinturão interino

O restante do card ainda será divulgado pelo UFC.

LFA anuncia card completo de sua próxima edição no Brasil, em Cajamar (SP)

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Foto: Divulgação/LFA Brasil

O Legacy Fighting Alliance (LFA) anunciou o card completo de sua próxima edição no Brasil, marcada para 13 de novembro, no Ginásio do Polvilho, em Cajamar, na Região Metropolitana de São Paulo. O LFA 246 terá 13 combates, sendo seis no card principal e sete nas preliminares, com duas disputas de cinturão mundial. O evento encerrará o calendário brasileiro da organização em 2026, ano em que a liga norte-americana alcançou a marca de 400 atletas contratados pelo UFC ao longo de sua história.

Foto: Divulgação/LFA Brasil

A luta principal colocará frente a frente Raiane Vinuto e Natalia Alves pelo cinturão vago do peso-palha feminino. Raiane soma seis vitórias em sete combates profissionais e não perde desde 2023, enquanto Natalia chega invicta, com oito triunfos em oito apresentações. O título pertencia a Aieza Bertolso, que deixou a categoria após conquistar um contrato com o UFC.

A segunda disputa de cinturão será entre Gabriel Vinicius e João Paulo Silva, que se enfrentarão pelo título vago dos meio-médios. Gabriel está invicto, com oito vitórias, enquanto João Paulo acumula dez triunfos e quatro derrotas.

O card principal contará ainda com o confronto entre Lincon Santos e Rafael Montouro, no peso-mosca, além de Derick Borges contra Fernando Noriega, no peso-galo. Entre as mulheres, Taynara Silva enfrentará Laura Vasconcelos no peso-palha. Vagner dos Santos e Lucas Silva completam a programação principal, em duelo válido pela categoria dos meio-médios.

Nas preliminares, estão previstos sete combates, com a participação de atletas como Beatriz Consuli, que soma seis vitórias e uma derrota, e Kaua Campos, invicto em cinco apresentações. A programação também terá disputas nas categorias peso-pena, peso-leve, peso-pesado, peso-mosca e peso-palha feminino.

A escolha de Cajamar para encerrar a temporada brasileira mantém uma relação iniciada em 2022. Com a realização do LFA 246, o município chegará à marca de 13 edições da organização, sendo a cidade que mais recebeu eventos do LFA no Brasil. A competição também será a sexta promovida pela liga norte-americana no país em 2026.

Vice-presidente do LFA na América do Sul, Rafael Feijão avalia a parceria com o município e a importância da realização de eventos esportivos para a população.

“Fechar o ano em Cajamar, com duas disputas de cinturão, tem um significado especial pra gente. Muitos atletas que lutaram na cidade estão hoje no UFC, e o público de Cajamar viu isso de perto. A gente traz um esporte de alto nível, com entrada gratuita e arrecadação de alimentos, abrindo espaço para inspirar crianças e jovens da cidade, e ajudar famílias que mais precisam. É essa a marca que queremos deixar em cada cidade que recebe o LFA.”

Os ingressos para o LFA 246 já estão disponíveis gratuitamente, mediante cadastro antecipado na plataforma Sympla, acessível pelo link https://www.sympla.com.br/evento/lfa-246/3618897?share_id=copiarlink. Cada ingresso deverá ser trocado por um litro de óleo de cozinha convencional, dentro do prazo de validade, na entrada do ginásio. A iniciativa é realizada em parceria com a Prefeitura de Cajamar e o Fundo Social de Solidariedade, que destinará os alimentos arrecadados a famílias em situação de vulnerabilidade social.

Para entrar, o público deverá apresentar o ingresso e um documento com foto. A classificação é livre, mas menores de idade precisam estar acompanhados de um responsável legal. Os ingressos são limitados à capacidade do ginásio. Os portões serão abertos às 16h30, com início das preliminares às 17h e do card principal às 21h, que terá transmissão ao vivo pela ESPN Brasil. As lutas preliminares selecionadas serão exibidas pelo canal LFA Fight Network, no YouTube.

Confira abaixo o card completo do evento (sujeito a alterações):

LFA 246
Ginásio do Polvilho, Cajamar (SP)
13 de novembro de 2026

Card principal

Peso-palha feminino: Raiane Vinuto vs. Natalia Alves (cinturão)
Peso-meio-médio: Gabriel Vinicius vs. João Paulo Silva (cinturão)
Peso-mosca: Lincon Santos vs. Rafael Montouro
Peso-galo: Derick Borges vs. Fernando Noriega
Peso-palha feminino: Taynara Silva vs. Laura Vasconcelos
Peso-meio-médio: Vagner dos Santos vs. Lucas Silva

Card preliminar

Peso-mosca feminino: Carol Araujo vs. Beatriz Consuli
Peso-mosca: Adam Santos vs. Claudio Meireles
Peso-pena: Paulo Cezar Araujo vs. Kaua Campos
Peso-palha feminino: Isabella Araujo vs. Laryssa Leila
Peso leve: Edson Gonçalves vs. Raycon Matiele
Peso pesado: Bruno de Jesus vs. Marllon Santos
Peso-pena: Pedro Henrique Prado vs. Pedro Henrique Costa

O público pode acompanhar as novidades sobre o evento no YouTube, nas redes sociais oficiais e no site oficial:

Instagram: https://www.instagram.com/lfa_brasil/
Facebook: https://www.facebook.com/LFABrasil
TikTok: https://www.tiktok.com/tag/lfabrasil
Youtube: https://www.youtube.com/@lfafights
X: https://x.com/LFAfighting
Site: LFABrasil.com.

Megaton Dias abre série documental sobre personagens que fizeram a história do Jiu-Jitsu

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Megaton participou de todas as edições do Mundial desde sua criação - Foto: VF Comunica

Em 1996, Wellington “Megaton” Dias conquistou a medalha de prata na primeira edição do Campeonato Mundial de Jiu-Jitsu, no Rio de Janeiro. Quase três décadas depois, em 2025, o brasileiro voltou a se inscrever na categoria adulto faixa-preta, desta vez como faixa-coral, para enfrentar Andy Murasaki. A trajetória do atleta, que participou de todas as edições do Mundial desde sua criação, é o tema do primeiro episódio de Mat Stories, série documental produzida pela Kingz em parceria com a VF Comunica.

Megaton participou de todas as edições do Mundial desde sua criação – Foto: VF Comunica

Lançado em setembro, durante a semana do Mundial Master, o episódio foi dirigido, filmado e conduzido pelo jornalista Vitor Freitas, com participação dos diretores de criação Beatriz Lina e Gabriel Mendes. A produção está disponível gratuitamente no canal da Kingz no YouTube, com entrevistas em inglês.

A história começa antes da chegada de Megaton ao jiu-jitsu. Ainda no judô, sob orientação do professor Rogério Camões, Wellington ganhou o apelido por causa da força com que projetava seus companheiros de treino. Foi também nessa época que se aproximou de Royler Gracie, seu vizinho e parceiro de surfe, que o convidou para treinar na Gracie Humaitá. Em 1985, aos 18 anos, recebeu de Royler a faixa-preta.

Posteriormente, Megaton mudou-se para Phoenix, nos Estados Unidos, onde abriu a primeira academia de jiu-jitsu do Arizona. Também fundou a Federação de Jiu-Jitsu do Arizona, entidade que continua presidindo. Pai da lutadora Mackenzie Dern, ele acompanhou o desenvolvimento da modalidade no país e permaneceu ativo nas competições mesmo depois de completar quatro décadas como faixa-preta.

O documentário aborda essas diferentes fases da carreira, incluindo a experiência como professor e a decisão de continuar enfrentando adversários mais jovens. A repercussão do episódio contou com manifestações de atletas como Renzo Gracie e André Galvão. Jorge Britto, por sua vez, recordou um conselho recebido de Megaton quando ainda era adolescente, durante um período de preparação para o Mundial no Brasil.

“Aprenda a ensinar e aprenda a falar inglês”, teria dito Megaton, segundo Britto, que atribui importância à orientação em sua trajetória profissional.

“A ideia era ir além dos títulos e resultados e mostrar como ele chegou até aqui, o que marcou a trajetória dele e por que ele se tornou uma figura tão importante no esporte. O Megaton inspira pela carreira e também pela energia, pela alegria e pelo jeito positivo de levar a vida”, afirmou Vitor Freitas.

A proposta da série é apresentar histórias de atletas e professores que participaram do desenvolvimento do jiu-jitsu em diferentes países. Segundo Freitas, outros personagens já estão sendo considerados para os próximos episódios.

“O Jiu-Jitsu tem muitas histórias que merecem ser contadas, e o Megaton era o jeito perfeito de começar. Isso é só o começo”, acrescentou.

Fundada em 2011, em Winnipeg, no Canadá, e instalada em San Diego, nos Estados Unidos, desde 2014, a Kingz tem como CEO o faixa-preta da Gracie Humaitá Bruno Munduruca. Para ele, a produção também busca registrar relatos de personagens que acompanharam a expansão internacional da modalidade.

“Em parceria com a VF Comunica, estamos dando vida às histórias marcantes das pessoas que ajudaram a fazer do Jiu-Jitsu o que ele é hoje”, afirmou.

O episódio Mat Stories: Megaton Dias pode ser assistido no canal da Kingz no YouTube.

Jungle Fight 156 consagra Nágila Goku e Fabrício Bakai como campeões do Fight do Milhão 2026

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Fight do Milhão 2026 chegou ao fim neste sábado - Foto: Rei Fight

Nágila Goku e Fabrício Bakai são os novos campeões do Fight do Milhão. Os dois conquistaram os cinturões da temporada 2026 no Jungle Fight 156, realizado neste sábado (24), no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, e dividiram R$ 1 milhão em premiação. Na luta principal, Nágila superou Bianca Sattelmayer por nocaute técnico, após uma interrupção médica antes do quinto round, e ficou com o título peso-palha (até 52 kg). Na decisão masculina, pela categoria dos meio-médios (até 77 kg), Bakai venceu Ernane Pimenta no segundo round, depois que o adversário sofreu uma lesão no joelho e não conseguiu continuar.

Fight do Milhão 2026 chegou ao fim neste sábado – Foto: Rei Fight

Nágila Goku, a Rainha da Selva

A final feminina foi bastante movimentada. Nágila e Bianca entraram na Arena Jungle dispostas a trocar golpes desde os primeiros segundos, sem dar muito espaço para a adversária respirar. Bianca começou buscando a iniciativa, conectou golpes em pé e conseguiu levar a disputa para o chão, onde tentou trabalhar por cima. Nágila resistiu à pressão e, ainda no primeiro round, passou a encontrar o rosto da rival com maior frequência. Antes do intervalo, conseguiu uma queda e chegou a ameaçar uma guilhotina, enquanto Bianca já apresentava um corte no rosto.

O segundo round manteve a intensidade, mas Nágila começou a levar vantagem na trocação. A paulista passou a acertar golpes mais limpos e encontrou espaço para atacar de frente, enquanto Bianca respondia sempre que conseguia encurtar a distância. As duas continuaram trocando golpes no terceiro assalto, embora em um ritmo menos acelerado. Nágila soube administrar melhor a distância e chegou ao último intervalo com vantagem na quantidade de golpes conectados.

Bianca voltou para o quarto round tentando mudar o rumo do combate. Conseguiu uma queda, pressionou a adversária contra a grade e buscou controlar a luta no corpo a corpo. Nágila, porém, escapou das tentativas de domínio e voltou a trabalhar em pé. Foi quando encontrou sua melhor sequência na luta, acertando uma série de golpes no rosto de Bianca, que permaneceu de pé e tentou responder mesmo bastante castigada.

Ao fim do quarto round, o rosto de Bianca mostrava as consequências dos golpes recebidos. Durante o intervalo, o médico do Jungle Fight entrou na Arena Jungle para avaliar os ferimentos e decidiu que ela não tinha condições de disputar os cinco minutos restantes. Nágila foi declarada vencedora por nocaute técnico, conquistando o cinturão de Rainha da Selva, chegando à oitava vitória em nove lutas profissionais e garantindo meio milhão de reais.

Fabrício Bakai, o Rei da Selva

Na decisão masculina, Fabrício Bakai assumiu o controle desde o primeiro round diante de Ernane Pimenta. Depois de um início com poucos golpes, o piauiense conseguiu segurar um chute do adversário e levá-lo ao chão. Ernane tentou se levantar, mas Bakai aproveitou o movimento para alcançar suas costas e passou boa parte do assalto procurando espaço para encaixar um estrangulamento. Sem conseguir finalizar, soltou golpes por trás e manteve a pressão, enquanto o paraense já apresentava um sangramento no nariz.

A disputa foi interrompida brevemente nos segundos finais do primeiro round, quando o árbitro advertiu Bakai por golpes na nuca e determinou que os atletas voltassem a lutar em pé. No segundo assalto, o piauiense retomou a estratégia e avançou sobre a perna direita de Ernane junto à grade. O adversário conseguiu defender a primeira tentativa, mas Bakai alcançou novamente suas costas e tentou estabelecer o controle com as pernas.

Durante a movimentação, Ernane perdeu o equilíbrio e sofreu uma lesão no joelho direito. O paraense caiu gritando de dor, obrigando o árbitro a interromper imediatamente o combate. Sem condições de continuar, viu Bakai ser declarado campeão por nocaute técnico. A vitória garantiu a Bakai o cinturão de Rei da Selva e o prêmio de meio milhão de reais.

Presidente e fundador do Jungle Fight, Wallid Ismail comemorou os resultados e ressaltou a disputa feminina, que encerrou a programação. O dirigente também atribuiu à deputada estadual Regina Nunes o incentivo para que todas as etapas do GP feminino fossem realizadas em São Paulo.

“Quero parabenizar a Nágila Goku e o Fabrício Bakai. São dois guerreiros que batalharam muito para chegar até aqui e agora vão poder mudar a vida de suas famílias com esse prêmio. A final feminina foi uma verdadeira guerra, com duas atletas que deram tudo dentro da Arena Jungle. Tenho muito orgulho de ver o MMA feminino nesse nível. E quero dar os créditos à deputada Regina Nunes, nossa madrinha do MMA feminino, que fez questão de trazer todas as etapas desse GP para São Paulo e apoiou o projeto desde o começo”, afirmou Wallid.

Pelo segundo ano consecutivo, a capital paulista recebeu as finais do Fight do Milhão.

“São Paulo é a capital do MMA brasileiro, e a vibração do público no Ginásio do Ibirapuera mostrou isso mais uma vez. Quero agradecer ao prefeito Ricardo Nunes e ao vereador George Hato, que trabalham incansavelmente para utilizar o esporte como instrumento de transformação social. Com esse apoio, conseguimos dar oportunidades aos lutadores, abrir espaço para novos talentos e levar o esporte a crianças e jovens de projetos sociais. É um trabalho que chega às famílias e faz diferença na vida de muita gente”, declarou.

A deputada estadual Regina Nunes também comemorou a realização do evento e chamou a atenção para as ações sociais desenvolvidas paralelamente às lutas. Madrinha do MMA feminino no Jungle Fight, ela acompanhou a temporada que terminou com a conquista de Nágila Goku.

“Estou muito feliz pelo sucesso do evento, tenho orgulho de ser madrinha do Jungle Fight no MMA feminino. Além de promover o esporte e revelar grandes talentos, oessa parceria também mostra a força da solidariedade, com arrecadação de ração para os animais e doação de alimentos para a LBV. É a união do esporte com as ações sociais, transformando a energia da luta em oportunidades para ajudar quem mais precisa. Quando esporte e solidariedade caminham juntos, todos saem vencedores”, afirmou a deputada.

O Jungle Fight 156 arrecadou mais de cinco toneladas de alimentos para famílias em situação de vulnerabilidade social e mais de uma tonelada de ração destinada a cães e gatos de abrigos. A campanha foi realizada em parceria com a Prefeitura de São Paulo e a Legião da Boa Vontade (LBV). Desde o início da colaboração entre o evento e a instituição, aproximadamente 15 toneladas de alimentos já foram arrecadadas.

Confira abaixo todos os resultados do evento:

Jungle Fight 156
São Paulo (SP)
24 de outubro de 2026

Nágila Goku venceu Bianca Sattelmayer por nocaute técnico aos 5min do R4
Fabrício Bakai venceu Ernane Pimenta após desistência aos 30s do R2
Rafael Cabeça venceu Matheus Araújo por nocaute a 1min42s do R1
Regiane Borges venceu Day Monster por decisão unânime (29-27, 29-26 e 29-26)
Hugo Cunha venceu Wilian Roberto por finalização aos 2min17s do R2
Cleiton Rocha venceu Manoel Aranha por nocaute aos 2min11s do R1
Marcos Dinamite venceu Lucas Karateca por nocaute técnico aos 4min40s do R2
Lorrany Santos venceu Queila Braga por decisão dividida (29-28, 28-29 e 29-28)
Túlio Macena venceu Rafael Sanson por decisão unânime (29-27, 30-27 e 30-27)
Diego dos Anjos venceu Matheus da Silveira por nocaute técnico a 1min03s do R1
Matheus Lima venceu Diogo Pink por nocaute aos 2min44s do R3
Hari Menezes venceu Lucas Schmidt por finalização aos 3min16s do R1
Ulisses Silva venceu Felipe Alves por finalização aos 41s do R1
Luis Felipe Vieira venceu Augusto Machado por finalização a 1min23s do R2

UFC 333: Volkanovski nocauteia Evloev, Yan vence trilogia

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volkanovski

O UFC 333, realizado neste sábado (24), na Etihad Arena, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, terminou com duas defesas de cinturão e uma marca histórica. Na luta principal, Alexander Volkanovski nocauteou Movsar Evloev no segundo round, impôs a primeira derrota da carreira ao russo e ultrapassou José Aldo em número de vitórias em disputas de título dos pesos-penas. Na penúltima luta, Petr Yan superou Merab Dvalishvili por decisão unânime e manteve o cinturão dos galos.

O Brasil também teve motivos para comemorar. Iasmin Lucindo venceu Nicolle Caliari em um duelo entre brasileiras, enquanto Daniel Willycat superou Bolaji Oki.

Volkanovski nocauteia Evloev e supera José Aldo

Alexander Volkanovski mostrou mais uma vez por que é considerado um dos maiores pesos-penas da história do UFC. Aos 38 anos, o australiano defendeu seu cinturão ao derrotar Movsar Evloev por nocaute técnico aos 4min54s do segundo round.

O russo chegou ao confronto invicto e conseguiu oferecer resistência ao campeão, especialmente no primeiro assalto. No entanto, Volkanovski encontrou o momento decisivo na segunda parcial. Um golpe de direita atingiu Evloev, que recuou e acabou pressionado pela sequência ofensiva do australiano. Volkanovski acompanhou o adversário e continuou golpeando até a interrupção do árbitro.

Além de acabar com a invencibilidade do desafiante, o campeão alcançou um feito expressivo: ultrapassou José Aldo em número de vitórias em lutas pelo cinturão dos penas do UFC, reforçando seu lugar entre os maiores nomes da categoria.

Petr Yan vence Merab Dvalishvili e fecha trilogia com cinturão

Na segunda luta mais importante da noite, Petr Yan e Merab Dvalishvili protagonizaram mais um confronto equilibrado, encerrando a trilogia entre os rivais.

O georgiano começou impondo pressão e buscando quedas constantemente, dificultando as ações ofensivas do campeão nos dois primeiros rounds. A partir do terceiro assalto, porém, Yan conseguiu mudar o cenário. O russo passou a encontrar mais espaço na trocação, conectou golpes importantes na linha de cintura e aumentou seu volume ofensivo. Yan manteve o bom desempenho nos rounds finais e convenceu os três jurados, que marcaram 48 a 47 a seu favor.

Brasileiros vencem duas lutas no UFC 333

O Brasil terminou o UFC 333 com duas vitórias e uma derrota, considerando o confronto direto entre Iasmin Lucindo e Nicolle Caliari.

Na primeira luta da noite, Iasmin Lucindo derrotou Nicolle Caliari por decisão unânime, com triplo 30 a 27, em duelo válido pelo peso-palha feminino.

Lucindo controlou boa parte do combate com seu jogo de solo. Ainda no primeiro round, abriu um corte no rosto da adversária com uma cotovelada giratória. Nos assaltos seguintes, manteve a superioridade no grappling e confirmou sua segunda vitória consecutiva no UFC.

Outro brasileiro a comemorar foi Daniel Willycat, que superou o belga Bolaji Oki por decisão unânime, com triplo 29 a 28. O confronto entre os pesos-penas foi equilibrado durante os três rounds. Oki apresentou golpes potentes, mas o maior volume ofensivo do brasileiro fez a diferença na avaliação dos jurados.

 

Resultados completos do UFC 333

Card principal

  • Alexander Volkanovski venceu Movsar Evloev por nocaute técnico aos 4min54s do 2º round — cinturão dos pesos-penas.
  • Petr Yan venceu Merab Dvalishvili por decisão unânime (48-47, 48-47, 48-47) — cinturão dos pesos-galos.
  • Lone’er Kavanagh venceu Ramazan Temirov por nocaute técnico aos 4min28s do 1º round.
  • Alexander Volkov venceu Rizvan Kuniev por decisão unânime (29-28, 30-27, 30-27).
  • Aaron Pico venceu Losene Keita por nocaute técnico a 1min14s do 1º round.

Card preliminar

  • Dominick Reyes venceu Azamat Murzakanov por nocaute aos 2min40s do 1º round.
  • Abdul Rakhman Yakhyaev venceu Nikita Krylov por nocaute técnico aos 2min38s do 1º round.
  • Abus Magomedov venceu Cam Rowston por finalização (guilhotina) a 1min44s do 1º round.
  • Grant Dawson venceu Nurullo Aliev por decisão unânime (29-27, 29-27, 29-27).
  • Colby Thicknesse venceu Asaf Chopurov por decisão dividida (29-28, 28-29, 29-28).
  • Abubakar Vagaev venceu Jacob Malkoun por decisão unânime (29-28, 29-28, 29-28).
  • Daniel Willycat (Daniel Santos) venceu Bolaji Oki por decisão unânime (29-28, 29-28, 29-28).
  • Kody Steele venceu Noah Gugnon por nocaute aos 3min54s do 1º round.
  • Iasmin Lucindo venceu Nicolle Caliari por decisão unânime (30-27, 30-27, 30-27).

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