Vindo de uma sequência de quatro derrotas nas ultimas cinco lutas, o ex-campeão dos moscas, Deiveson Figueiredo, está ciente que precisa trazer novas armas para seu jogo se quiser continuar no UFC. Programado para enfrentar o talentoso americano Payton Talbot (11-1) no co main event do UFC 332 no próximo sábado, o brasileiro, hoje 11º no ranking dos galos do UFC, buscou mais uma vez novidades para voltar a coluna de vitórias.
Depois de treinar com Henry Cejudo, Charles Oliveira na Chute Boxe e Patricio Pitbull na Pitbull Brothers, “Daico” decidiu afiar seu Muay Thai na Tailândia.
“Na verdade eu tinha vindo para cá passar um mês afiando meu Muay Thai e conhecendo a Tailândia, que era um sonho antigo. Quando cheguei, o UFC me ofereceu essa luta e decidi fazer o camp todo aqui”, contou ao PVT o brasileiro, otimista com as lições aprendidas com o headcoach da Phuket Fight Club, Léo Elias.
Considerado o melhor treinador estrangeiro (não tailandês) na terra do Muay Thai, Elias já treinou campeões locais como Panpayak Jitmungnon (campeão do Lumpinee e Rajadamnern e três vezes eleito lutador do ano), além de grandes nomes do MMA que passam por lá, como Carlos Prates, Shara Bullet e Cara de Sapato.
“O Elias é tudo o que falam dele mesmo. Trabalhamos bastante volume de golpes. E também tive uma ajuda grande de lutadores da Chechenia, Daguestão e Uzbequistão na parte de grappling. Pude aprender muito com eles”.
Perguntado como pretende vencer o fenômeno americano Figueiredo desconversou. “Eu sempre procuro misturar o jogo. O que posso dizer é que estou pronto para anular o jogo do Talbot, onde a luta se desenrolar”, garantiu o brasileiro, que terá em seu corner, além de Elias, Junior Dedinho (Jiu-Jitsu) e Maizena (Boxe).
Vindo de uma sequência de oito vitórias em oito lutas no UFC, Natalia Silva teve sua tão sonhada chance de lutar pelo cinturão atendida ao ser revelado pela organização o card do UFC 332 no dia 3 de outubro em Salt Lake City. A grande surpresa para todos foi sua oponente.
“Estávamos há meses nos preparando para a Valentina e fazendo todo um estudo técnico para a campeã. Principalmente com relação a quedas, uma vez que a Valentina vinha derrubando muito suas adversárias. Nosso foco principal vinha sendo tempo de entrada, controle de distância, quando o UFC nos informou que ela saiu da luta e meio em cima da hora mesmo mudamos inteiramente o foco do nosso treinamento. Para nós foi uma enorme surpresa, uma vez que a Wang Cong era a sexta do ranking”, revelou em entrevista exclusiva ao PVT o treinador de Natália, Carlos “Borracha” Costa, irmão do também lutador do UFC Paulo Borrachinha.
MAIORES STRIKERS DA DIVISÃO
Mas diante da decepção do público e dos analista após o anuncio, muitos já apontando como o pior main event de um card numerado da história do UFC, o treinador brasileiro acredita que o estilo de ambas tem tudo para surpreender positivamente os pessimistas.
“Como pouca gente conhece a Cong, houve reclamações por ser uma luta principal, mas penso que vai ter muita gente surpreendida com essa luta. Até pelo estilo de ambas, na minha opinião as duas maiores strikers da divisão. Tenho certeza que depois que essas meninas entregarem um show no octógono, a visão do público vai mudar drasticamente”.
Carlos só não seguiu o estilo do irmão ao ser instado a descrever como acredita como a luta transcorrerá: “Não sei se a vitória será no 1º ou no 5º round, só sei que a vitória virá. A Natália está pronta para ser a primeira campeã brasileira no 57kg”
Vitor Petrino quer lutar ainda este ano - Foto: UFC by Zuffa
Vitor Petrino quer encerrar 2026 diante de um dos principais nomes dos pesos pesados do UFC. O brasileiro desafiou Curtis Blaydes para uma luta no UFC 335, marcado para 12 de dezembro, em Las Vegas, e já manifestou à organização o interesse pelo confronto. Agora, segundo Petrino, falta a resposta do americano para que as conversas possam avançar.
Vitor Petrino quer lutar ainda este ano – Foto: UFC by Zuffa
O duelo colocaria frente a frente dois atletas que vêm de vitória e ocupam posições próximas no ranking da categoria. Petrino aparece atualmente na nona colocação, enquanto Blaydes é o sétimo.
Aos 29 anos, Petrino atravessa sua melhor sequência desde que chegou ao UFC. O mineiro está invicto desde que deixou os meio-pesados e subiu para a categoria acima de 93 kg. Foram quatro vitórias consecutivas, contra Austen Lane, Thomas Petersen, Steven Asplund e Serghei Spivac.
O resultado sobre Spivac, em agosto, levou o brasileiro ao grupo dos dez primeiros colocados da divisão e abriu espaço para a busca por adversários mais bem posicionados. É nesse cenário que Petrino mira Blaydes para sua próxima apresentação.
“Curtis, estou esperando você. Nós dois estamos vindo de vitória, estamos próximos no ranking e essa é a luta que faz sentido agora. Eu já falei com o UFC e, da minha parte, está resolvido. Quero lutar no dia 12 de dezembro, em Las Vegas. Agora falta você aceitar. Tenho respeito pela sua história, mas quero o seu lugar no ranking. Se acha que vai continuar na minha frente, aceita a luta e a gente resolve isso lá dentro”, afirmou o atleta da CMSystem.
Blaydes vem de vitória sobre Waldo Cortes-Acosta, no dia 12 de setembro. O americano tem cartel de 20 vitórias e seis derrotas e soma 13 triunfos por nocaute ao longo da carreira.
Raoni Barcelos se pronunciou pela primeira vez após o episódio que marcou o desfecho de sua luta contra Raul Rosas Jr. no UFC Vegas 121, no último sábado (26), em Las Vegas. Hospitalizado depois de perder a consciência no quinto round e deixar o octógono de maca, o brasileiro tranquilizou os fãs nesta segunda-feira (28) em um comentário num post do UFC no Instagram.
“Fala galera, quero dizer a todos que eu estou super bem e assim que puder mando um vídeo pra todos vocês! Muito obrigado pelo carinho e orações de todos! Prometi uma grande luta e cumpri com o prometido. Obrigado Deus e todos que lutaram juntos comigo dentro e fora daquele Cage”
A manifestação ocorre depois de dois dias de preocupação em torno do estado de saúde do brasileiro. Raoni enfrentava Rosas Jr. na luta principal do UFC Vegas 121 e estava à frente nos cartões dos três juízes após quatro rounds. Aos 1min38s da quinta parcial, porém, perdeu a consciência durante uma sequência junto à grade, e o combate foi interrompido.
Raul Rosas Jr. foi declarado vencedor por nocaute técnico. Raoni recebeu atendimento ainda no octógono, foi retirado de maca e transportado imediatamente para um centro de trauma de nível 1.
Além da preocupação com a saúde do brasileiro, o desfecho chamou atenção pela situação da luta no momento da interrupção.
Raoni fazia sua primeira luta principal no UFC e vinha de cinco vitórias consecutivas. Contra Rosas Jr., o veterano de 39 anos chegou ao último round em vantagem nas papeletas dos três árbitros laterais.
O combate, no entanto, terminou aos 1min38s da quinta parcial, quando Raoni perdeu a consciência. O resultado oficial deu a vitória por nocaute técnico a Rosas Jr., encerrando a sequência positiva do brasileiro.
Depois da luta, o próprio mexicano demonstrou preocupação com o adversário, pediu orações por Raoni e chamou o brasileiro de “guerreiro”.
O UFC Vegas 121 teve uma noite movimentada para os brasileiros neste sábado (26), no Meta APEX, em Las Vegas. Raul Rosas Jr. derrotou Raoni Barcelos por nocaute no quinto round da luta principal, em um desfecho que gerou preocupação depois que o veterano precisou deixar o octógono de maca. Tina Black, por outro lado, conquistou o título do The Ultimate Fighter 34, enquanto Rodolfo Vieira e Elves Brener também venceram. Norma Dumont e Rodolfo Bellato foram derrotados.
O maior momento de apreensão aconteceu justamente no encerramento do evento. Aos 39 anos e fazendo sua primeira luta principal no UFC, Raoni chegou embalado por cinco vitórias consecutivas e travou uma batalha de quase 22 minutos com Rosas Jr., mas acabou nocauteado aos 1min38s do quinto round.
Após a interrupção, Raoni permaneceu no chão enquanto recebia atendimento médico. O brasileiro posteriormente foi colocado em uma maca e retirado do octógono.
No encerramento da transmissão, a repórter do UFC Evelyn Rodrigues informou que Raoni estava consciente e havia sido levado ao hospital para a realização de exames. Até o momento, não foi divulgado um diagnóstico sobre sua condição.
Outro dos confrontos mais aguardados da noite colocou frente a frente Norma Dumont e Ailin Perez. A rivalidade entre brasileira e argentina havia esquentado consideravelmente antes do evento, especialmente durante a semana da luta.
Dentro do octógono, porém, o confronto foi para as papeletas. Após três rounds, Perez levou a melhor por decisão unânime. Os três jurados marcaram 29-28 para a argentina.
Rodolfo Vieira domina Bryczek e volta a vencer
Rodolfo Vieira usou justamente uma de suas principais armas para controlar Robert Bryczek. Pentacampeão mundial de jiu-jítsu, o brasileiro colocou o polonês no chão logo no início e dominou boa parte do primeiro round no grappling.
Bryczek conseguiu dificultar as entradas de queda posteriormente, mas Rodolfo continuou ditando o ritmo com pressão, controle e trabalho na grade. Ao fim dos 15 minutos, não houve dúvida nas papeletas: os três jurados marcaram 30-27 para o brasileiro.
Tina Black conquista o TUF 34 com nocaute
A noite teve um significado ainda maior para Valesca Machado, a Tina Black. A brasileira venceu Melissa Amaya por nocaute técnico no segundo round e tornou-se campeã do The Ultimate Fighter 34 no peso-palha.
Tina definiu o combate aos 3min19s da segunda parcial com seus golpes em pé, encerrando a campanha no reality show com o título.
Ex-campeã peso-palha do Invicta FC, a carioca chegou à final depois de superar Natalia Alves e Delphine Benouaich durante o programa. Contra Amaya, transformou a oportunidade em uma das principais vitórias de sua carreira.
Entre os demais brasileiros, Elves Brener conseguiu um resultado importante. O atleta da Chute Boxe Diego Lima vinha de três derrotas consecutivas, mas reagiu diante de Josiah Harrell e venceu por nocaute técnico ainda no primeiro round, aos 4min14s.
Rodolfo Bellato, por sua vez, começou bem diante de Christian Edwards e chegou a balançar o adversário no primeiro round. O norte-americano sobreviveu, cresceu no decorrer do combate e conseguiu a virada no terceiro assalto. Edwards venceu por nocaute técnico aos 1min47s.
Resultados completos do UFC Vegas 121
Card principal
Raul Rosas Jr. venceu Raoni Barcelos por nocaute (golpes) aos 1min38s do 5º round;
Ailin Perez venceu Norma Dumont por decisão unânime (triplo 29-28);
Luis Hernandez venceu Sedriques Dumas por finalização (guilhotina em pé) aos 57s do 1º round;
Ilimbek Akylbek Uulu venceu Mahammadali Osmanli por desclassificação (joelhada ilegal) aos 2min19s do 1º round — final do TUF 34 no peso-galo;
Tina Black venceu Melissa Amaya por nocaute técnico aos 3min19s do 2º round — final do TUF 34 no peso-palha.
Card preliminar
Brady Hiestand venceu Rinya Nakamura por finalização (mata-leão) aos 4min07s do 2º round;
Rodolfo Vieira venceu Robert Bryczek por decisão unânime (triplo 30-27);
Christian Edwards venceu Rodolfo Bellato por nocaute técnico aos 1min47s do 3º round;
Elves Brener venceu Josiah Harrell por nocaute técnico aos 4min14s do 1º round;
Montel Jackson venceu Ricky Simon por nocaute aos 2min39s do 2º round;
Alatengheili venceu John Castaneda por decisão dividida (29-28, 28-29 e 29-28);
Yazmin Jauregui venceu Vanessa Demopoulos por nocaute aos 1min02s do 1º round.
Arena Jungle recebeu alunos de projetos sociais - Foto: Cláudio Fernandes/Prefeitura de Niterói
A semana do Jungle Fight 155 começou nesta quarta-feira (30) com uma ação social na Arena Niterói que reuniu cerca de 75 participantes de sete projetos, incluindo iniciativas de Niterói e de outros municípios da Região Metropolitana. Crianças, jovens, atletas e integrantes das forças de segurança conheceram a estrutura montada para o evento e participaram de atividades que aproximam o MMA de projetos voltados à juventude.
Arena Jungle recebeu alunos de projetos sociais – Foto: Cláudio Fernandes/Prefeitura de Niterói
Batizada de Jungle Social, a ação antecede a primeira edição do Jungle Fight em Niterói e foi realizada em parceria com a prefeitura, a Legião da Boa Vontade (LBV), a Rádio Brasil e projetos da região. Participaram representantes da Guarda Municipal de Niterói, do Projeto CBA IX, ligado ao Corpo de Bombeiros, do Projeto Fábio Figueiredo, de São Gonçalo, do IAPI da Penha, do Matilha do BAC, do projeto de wrestling do 12º BPM e de uma iniciativa ligada à NitTrans.
Durante a visita, os participantes puderam circular pelas instalações e conhecer os bastidores da montagem e da organização de uma edição do Jungle Fight. A programação também serviu para aproximar os projetos das instituições envolvidas e discutir novas ações ligadas às artes marciais.
Presidente do Jungle Fight, Wallid relacionou a passagem do evento pelas cidades às ações realizadas fora do cage. “Agradeço ao prefeito Rodrigo Neves por abrir as portas de Niterói para o Jungle Fight. Ele entende a força que o esporte tem como ferramenta de inclusão social e vem desenvolvendo um trabalho muito importante nesse sentido na cidade. O Jungle Fight não chega a uma cidade simplesmente para fazer o evento e ir embora. A gente quer deixar um legado através do esporte. O esporte é uma ferramenta gigantesca de inclusão social e também de prevenção. Quando uma cidade investe no esporte, investe também em segurança pública, porque aproxima o jovem da família, de boas referências e de oportunidades. É esse trabalho que queremos deixar em Niterói, abrindo caminhos para essa nova geração”.
O prefeito Rodrigo Neves também associou a realização do Jungle Fight às políticas municipais voltadas ao esporte. “Niterói se orgulha de receber um evento da grandeza do Jungle Fight, que é uma referência mundial em revelar talentos e promover os valores do esporte. A nossa gestão tem um compromisso claro com o esporte como ferramenta fundamental de inclusão social, ocupação saudável dos espaços públicos e oportunidade para a nossa juventude. Sediar grandes espetáculos como esse projeta a cidade nacionalmente, movimenta a economia local, o turismo e, acima de tudo, inspira milhares de jovens da cidade a acreditarem no seu potencial”.
O secretário municipal de Ordem Pública, Gilson Chagas, relacionou a iniciativa à política de prevenção à violência adotada pelo município. Segundo ele, o trabalho com a juventude integra as ações de segurança pública desenvolvidas em Niterói.
“Niterói é referência em segurança pública no estado porque investe muito nas forças policiais, na Polícia Militar, na Polícia Civil, na Guarda Municipal, mas investe muito na prevenção à violência, investe muito nos nossos jovens, porque a gente entende que segurança pública se faz assim, olhando com olhar diferenciado pros jovens”, afirmou Chagas. Ele também citou o Pacto Niterói Contra a Violência, lançado em 2018, e disse que a prevenção e os projetos sociais voltados à juventude estão entre os eixos da iniciativa.
A parceria também prevê investimento do Jungle Fight em tatame para a Guarda Municipal de Niterói, com a proposta de receber crianças e adolescentes para a prática de artes marciais. O comandante-geral da Guarda Municipal de Niterói, inspetor-geral Paulo Brito, afirmou que a intenção é preparar agentes para ampliar o trabalho com os jovens dentro da instituição.
“A ideia de receber esse tatame é receber essas crianças, esses adolescentes para dentro da nossa instituição, depois do preparo da nossa guarda, e multiplicar essa ideia, essa questão da hierarquia, da disciplina do jovem a partir dos seus 8, 9 anos”, disse Paulo Brito.
A programação continua nesta quinta-feira (1º) com as Eliminatórias Jungle, também na Arena Niterói. A seletiva começa às 15h e será destinada a lutadores da região em início de carreira, que passarão por uma avaliação em busca de espaço em futuras edições do evento.
O encerramento da semana será no sábado (3), com o Jungle Fight 155, edição que comemora os 23 anos do evento e marca sua estreia em Niterói. O card terá três disputas de cinturão, enquanto os ingressos gratuitos se esgotaram em 18 horas.
Para acessar a Arena Niterói ou a Fan Fest montada na área externa, o público que garantiu ingresso deverá entregar pelo menos um quilo de alimento não perecível. A organização projeta arrecadar dez toneladas, que serão destinadas, por meio da parceria com a LBV, a famílias em situação de vulnerabilidade.
A Fan Fest terá telão com transmissão das lutas, que também serão exibidas ao vivo pelo SporTV e Combate.
Confira abaixo o card completo do evento:
Jungle Fight 155 – Aniversário de 23 anos Arena Niterói, Niterói (RJ) 3 de outubro de 2026
O Resenha PVT desta quinta foi com Douglas Camargo, autor do livro “Kickboxing: arte marcial, desporto conceito”.
Na entrevista, o autor relembrou a história da modalidade no mundo (Japão, Holanda, EUA) e alguns de seus principais personagens até chegar no Brasil. Douglas elencou ainda os principais personagens para a implantação da modalidade no Brasil, nomes como Markus Tullius, Alvaro Aguiar, Alvarenga, Beloqua Wera, Paulo Zorello, Sérgio Batarelli e Alex Poatan.
O autor abordou também as influências do Boxe e o intercâmbio entre a primeira geração do Kickboxing brasileiro e os precursores do Muay Thai, Nelio Naja, Flávio Molina, Luiz Alves e Rudimar Fedrigo.
No tatame do CBEM Master Games Brasil, completar 50 anos não significa chegar à última idade prevista para competir. O regulamento do jiu-jitsu estabelece quatro grupos a partir dos 30 anos e deixa a categoria mais velha aberta para todos os atletas com 51 anos ou mais, sem limite máximo de idade. A modalidade será disputada no dia 17 de outubro, no CEFAN, na Penha, Zona Norte do Rio, dentro da primeira edição do evento multiesportivo realizado entre os dias 9 e 18 de outubro.
A divisão começa pelo Máster 1, destinado a atletas de 30 a 35 anos, seguido pelo Máster 2, dos 36 aos 40. Competidores entre 41 e 50 anos serão reunidos nas classes Máster 3 e 4, enquanto aqueles com 51 anos ou mais disputarão juntos no Máster 5. Para definir o enquadramento, será considerada a idade que o atleta completar até 31 de dezembro de 2026, com base no ano de nascimento.
Além da idade, as chaves serão organizadas de acordo com peso e graduação. Haverá disputas separadas para faixas branca, azul, roxa, marrom e preta, com categorias masculinas e femininas que vão do galo ao pesadíssimo. Caso uma divisão não tenha o número mínimo de inscritos, o regulamento prevê a possibilidade de agrupamento com outra categoria compatível, remanejamento ou cancelamento.
O jiu-jitsu integra o programa de 19 modalidades do CBEM Master Games Brasil, que terá dez dias de atividades em 12 locais do Rio de Janeiro. A competição é destinada aos atletas masters e permite a participação tanto de federados quanto de não federados, desde que estejam inscritos no evento e atendam às exigências do regulamento.
As lutas serão realizadas em eliminatória simples e seguirão as regras da Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu Desportivo, a CBJJD, adaptadas à classe master. Os combates terão quatro minutos para os faixas-brancas e cinco minutos para as demais graduações, da azul à preta
A pesagem ocorrerá no próprio dia da competição. Entre as exigências para participar está a apresentação de atestado médico com validade de um ano. Os três primeiros colocados de cada categoria e faixa etária serão premiados.
Os participantes do jiu-jitsu ainda concorrerão ao sorteio de uma passagem para os Jogos Mundiais Master de 2027, no Japão. Segundo o regulamento, o sorteio será realizado pelo CBEM e terá regras definidas em instrumento específico.
CBEM Master Games Brasil – Jiu-Jitsu
Data: 17 de outubro de 2026
Local: CEFAN
Endereço: Avenida Brasil, 10.590, Penha, Rio de Janeiro
Categorias: atletas a partir dos 30 anos
Graduações: faixas branca, azul, roxa, marrom e preta
Formato: eliminatória simples
Pesagem: 17 de outubro, em horário a ser definido
Inscrições: abertas enquanto houver vagas disponíveis – https://cbemmastergamesbrasil.org.br./inscricao/m-6d2d7457-8637-4461-a169-fc2f8189a3f1
Obrigatório: atestado médico com validade de um ano
Organização técnica: CBEM Master Games Brasil, com regras da CBJJD adaptadas à classe master.
Duas disputas de cinturão estarão entre as principais atrações do MFC 7, marcado para o dia 7 de novembro, a partir das 10h, no ParkShopping Canoas, no Rio Grande do Sul. O evento terá ainda um GP peso-mosca com primeira fase no MMA amador e final no profissional, além de combates de grappling e boxe.
Na luta principal, Rian Garcias defende o cinturão até 61 kg contra Cristofer Vieira, em confronto previsto para até cinco rounds. O atual campeão chega à edição como um dos representantes da nova geração do MMA gaúcho.
A outra disputa de título será na categoria até 57 kg. Ronaldo Oliveira, faixa-preta e número 1 do ranking brasileiro segundo as informações divulgadas pela organização, enfrenta Marcelo Paes, faixa-preta invicto que representa o Amazonas.
Além dos dois cinturões, o GP peso-mosca será uma das atrações da programação. Pelo formato anunciado pelo MFC, os participantes disputam a primeira fase sob as regras do MMA amador, enquanto os classificados fazem a final seguindo as regras profissionais.
Ao todo, o MMA terá dez lutas amadoras, além do GP, e um card principal composto por 14 combates profissionais.
O grappling também terá espaço na programação, com 20 confrontos. A principal luta da modalidade será a disputa de cinturão entre os faixas-pretas Patrick Quadros e Leived Banho.
No boxe, estão previstos cinco combates, sendo quatro amadores e um profissional.
O MFC 7 terá transmissão ao vivo pelo canal oficial da organização no YouTube e será exibido posteriormente pelo Canal Combate.
registro de Carlson e sua equipe nos bastidores do Hotel Nacional
Em agosto de 1994 o salão de convenções do Hotel Nacional, em São Conrado, no Rio de Janeiro, foi o palco para uma série de seis lutas desafio entre atletas da Carlson e da Barra. No único duelo entre faixas pretas do evento Amaury Bitetti enfrentou Roberto Gordo, num combate de 30 minutos que valia uma bolsa de US$ 5mil ao vencedor.
O grandes destaques da noite foram o faixa marrom da Carlson, Zé Mario Sperry e o roxa da Barra, Marcio Feitosa. Invicto desde a faixa azul, Zé Mario fez 29 pontos em Léo Dalla, enquanto Marcinho venceu de virada Wagney Fabiano.
Um registro de Carlson Gracie e seu irmão Robson antes da luta principal
Texto e Fotos Marcelo Alonso
A primeira luta foi entre os faixas azuis Marcelo Melo (Ac. Carlson Gracie) e Nelson Aguiar (Akxe/Paulo Caruso). Com duração prevista de 15 minutos, a luta foi arbitrada por Royler Gracie. E na hora do combate, Marcelo mostrou rapidamente sua superioridade técnica, passando a guarda, montando e finalizando o adversário com um estrangulamento.
A segunda luta foi na faixa roxa, com duração de 20 minutos, entre Márcio Feitosa (Ac. Barra Gracie) e Wagney Fabiano (Ac. Mello Tenis Clube). O árbitro foi Redley Vigio. A luta se deu praticamente o tempo inteiro em pé, apesar das várias tentativas de Márcio de levá-la para o chão, o que só aconteceu nos minutos finais. Mas nesse momento, foi Wagney quem levou a melhor e conseguiu 2 pontos ao colocar o joelho na barriga do adversário. Só que, a partir daí, Márcio mostrou porque nunca perdeu uma luta, passando duas vezes a guarda de Wagner e ganhando a luta de virada (6 x 2).
A terceira luta também na faixa roxa, reuniu Paulo Guilhobel (Ac. Khan) e Rinaldo Santos (Ac. Carlson Gracie), tendo como árbitro Paulo Caruso. A luta, no entanto, não correspondeu às expectativas gerais, pois foi marcada pelo excesso de catimba de ambas as partes. O resultado foi um empate técnico.
A quarta luta foi entre Rommel Cardoso (Ac. Barra Gracie) e Ricardo Rei (Ac. Carlson Gracie), ambos também faixa roxa. O árbitro foi novamente Paulo Caruso. Neste combate os atletas mostraram muita disposição e técnica, indo para o solo logo no primeiro minuto. Rei conseguiu passar a guarda de Rommel, que repôs em seguida. Rei voltaria a passar a guarda do oponente, mas a luta teve que ser interrompida em função de um corte no supercílio esquerdo do aluno de Carlinhos Gracie. Resultado, vitória de Rei (6 x 0).
A quinta luta da noite tinha duração prevista de 30 minutos, entre os faixas marrons Leonardo Dalla (Ac. Khan) e Zé Mário (Ac. Carlson Gracie), outra vez dirigida por Paulo Caruso. O atleta Zé Mário venceu a luta com facilidade, pois além de ser mais pesado e experiente, mostrou também ser mais técnico. Logo nos primeiros 10 min, Zé Mário deu um verdadeiro show, com 2 joelhos na barriga, 7 passagens de guarda e 1 montada, totalizando 29 pontos. E ele só não conseguiu finalizar devido a raça de Léo, que lutou muito até o final. Resultado: vitória de Zé Mário (29 x 0). Três meses depois desta luta Zé Mario venceria peso e absoluto no primeiro brasileiro de Jiu-Jitsu organizado pela CBJJ. Um ano depois o aluno de Carlson faria sua estreia no Vale Tudo vencendo o boxer TNT Tyson num evento de Vale Tudo em Niteroi.
Na luta principal Amaury Bitetti não conseguiu passar a guarda de Gordo
A sexta e última luta da noite era também a mais esperada, pois colocou frente a frente o faixa preta Amaury Bitetti (Ac. Carlson Gracie) e o rei da meia guarda, Roberto Gordo (Ac. Barra Gracie), tendo como árbitro Redley Vigio. O desafiante Gordo havia afirmado que apesar de ser mais leve, era também mais técnico e que em 30 minutos de luta, a técnica se sobrepõe à força. Por sua vez, Amaury, que ainda não havia perdido na faixa preta, garantiu que venceria em 10 minutos.
Na hora da luta, os dois oponentes se estudaram bastante e Gordo mostrou disposição botando Amaury na meia guarda, tentando duas vezes ir para as costas. Amaury, por sua vez, tentou várias vezes abrir a guarda do adversário, mas não teve êxito. O combate prosseguiu assim até o minuto final, quando Amaury quase conseguiu passar a do adversário, que repôs. Desta forma, a luta terminou num empate técnico com o prêmio de US$ 5000 sendo dividido entre os dois protagonistas.
Na faixa roxa Marcio Feitosa passou a guarda de Wagney Fabiano duas vezes e venceu de virada
Sem perder desde a faixa azul, Zé Mario enfrentou o aluno de Jorge Pereira Léo Dalla num combate de 20 minutos
Paulo Caruso pontuando dois pontos no primeiro joelho na barriga aplicado pelo atleta da Carlson
Paulo Caruso pontuando dois pontos no primeiro joelho na barriga aplicado pelo atleta da Carlson
Sperry passou a guarda de Dalla sete vezes
no duelo da faixa marrom o atleta da Carlson venceu por 29 x 0
no duelo da faixa marrom o atleta da Carlson venceu por 29 x 0
no duelo da faixa marrom o atleta da Carlson venceu por 29 x 0
Na luta principal Amaury Bitetti não conseguiu passar a guarda de Gordo
Após 30 minutos de luta, o premio de US$ 5 mil foi dividido
Um registro de Carlson Gracie e seu irmão Robson antes da luta principal
registro de Carlson e sua equipe nos bastidores do Hotel Nacional
A cobertura do evento publicada na primeira edição do Jornal O Tatame
A cobertura do evento publicada na primeira edição do Jornal O Tatame
Entrevista com Mario Sperry, logo após o evento, publicada na Revista Kiai
Um ano depois deste evento no hotel Nacional Zé Mario fez sua estreia no Vale-Tudo no Canto do Rio em Niterói, vencendo o boxer TNT Tyson
Marcelo Melo finalizou aluno de Paulo Caruso com Royler na arbitragem
Marcelo Melo finalizou aluno de Paulo Caruso com Royler na arbitragem