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Macksom Lee espera se recuperar de revés no TUF com nocaute no LFA 237

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Histórias de superação são uma marca no MMA nacional. Quem não se emocionou no cinema com a história de José Aldo em “Mais Forte que o Mundo” ou na série “Anderson Spider Silva” disponivel na Paramount + ? E o que falar da história de Poatan, que ainda não virou filme, mas já emocionou muita gente.

Independente de onde consiga chegar, por tudo que viveu em seus 27 anos de vida, o paranaense Macksom Lee, que tem um cartel de 10 lutas e apenas uma derrota no MMA, emociona ao contar os capitulos que marcaram sua trajetória até aqui.

Depois de sofrer sua primeira derrota, por decisão, para o espanhol Hecher Sosa em setembro passado, o brasileiro retornará ao cage em 24 de julho para enfrentar o boliviano Carlos Tardio (12-2) na luta principal do LFA 237, em La Crosse, Wisconsin.

A TRAGÉDIA DO RAIO

Filho de Makine Santos — atleta da seleção brasileira de Sanda —, Macksom literalmente cresceu em um dojo. “Quando eu tinha cinco anos, meu pai se separou da minha mãe e me levou para morar com ele na academia. Então, eu realmente cresci nos tatames. Comecei a treinar Sanda entre os oito e nove anos, competi pela primeira vez aos dez e não parei mais”, conta Macksom ao PVT, revelando que seu nome do meio (Lee) foi uma homenagem de seu pai ao seu ídolo, Bruce Lee.

Depois de finalmente conquistar o bicampeonato brasileiro de Sanda, Maksom convenceu seu pai, Markine Santos, a deixá-lo seguir o sonho de migrar para o MMA. “Ele chegou a me ver vencer duas lutas de MMA — estava no meu córner — antes da tragédia acontecer, quando eu tinha 17 anos”, conta o jovem lutador, emocionado, ao relembrar o dia em que seu pai morreu após ser atingido por um raio em uma praia no Paraná.

Após a perda de seu mentor e grande ídolo, Maksom foi acolhido pelo lutador de Vale Tudo Roberto “Facada” Neves, que havia sido companheiro de equipe de seu pai na seleção nacional. “Tive a honra de ser amigo e companheiro de equipe do pai dele, Markine; ele era como um irmão para mim. Quando ele faleceu, Maksom tornou-se como um filho para mim, e o objetivo de transformá-lo em campeão passou a ser meu também”, disse Facada ao PVT, expressando sua convicção de que Maksom vencerá desta vez, agora que seu pupilo está livre de lesões graves. “Muita gente não sabe, mas, apenas 15 dias antes da luta, ele sofreu uma queda feia na academia e rompeu os ligamentos do ombro; ficou quase quatro dias sem conseguir sequer mover o braço. Ele só lutou porque é um verdadeiro guerreiro e não queria, de jeito nenhum, perder a chance de chegar ao UFC.” Maksom acredita que, sem a lesão, conseguirá mostrar todo o seu potencial. “Não falei nada para não parecer que estava dando desculpas, mas a verdade é que, naquela luta, eu basicamente apenas sobrevivi. Isso me incomodou muito, porque uma das minhas maiores qualidades é a defesa de quedas. Mesmo assim, com todos esses problemas, meu adversário não conseguiu me nocautear nem me finalizar, e acabou sendo contratado. Agora, quero mostrar aos responsáveis pelas contratações do UFC que, sem lesões, sou plenamente capaz de vencer qualquer um da categoria”. Para Maksom a ida para os EUA foi o diferencial no camp atual. “A melhor escolha que fiz foi vir para os EUA para realizar um camp coordenado pelo mestre Roberto ‘Facada’ Neves. É a primeira vez que faço um camp totalmente focado em mim, com sparrings simulando o estilo do meu oponente”.

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REALIZANDO O SONHO DO PAI

O brasileiro não hesita ao ser perguntado sobre como planeja derrotar Tardio: “Se tudo sair como o planejado, espero nocautear o boliviano logo no primeiro round.” Confiante na vitória de seu pupilo, Facada espera poder ajudá-lo, no dia 24, a dar mais um passo rumo à realização do sonho de seu grande amigo. “Makine trabalha incansavelmente e tem evoluído rapidamente; tenho certeza de que ele logo mostrará ao mundo o seu verdadeiro potencial. Posso afirmar, sem sombra de dúvida, que se meu amigo estivesse aqui, ele sentiria um orgulho imenso ao ver o homem, o atleta e o guerreiro em que seu filho se transformou.”

Vinicius Lokdog comenta vitória sobre Andre Fili no UFC

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Convidado do Conexão PVT desta terça-feira, Vinícius “LokDog” Oliveira comentou em detalhes sua recente vitória de virada sobre Andre Fili no UFC do último sábado. Ele contou os bastidores da luta, as lesões que enfrentou durante o combate, e como sua mentalidade resiliente o manteve focado.

LokDog também apresenta sua filha, apontando-a como sua maior motivação, e discute sua transição para a categoria peso-pena, planos para o futuro no ranking e possíveis adversários.

Assista no vídeo abaixo.

André Dida fala sobre desafio de Hulk contra Aliskerov no UFC

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Direto de Baku, no Azerbaijão, André Dida conversou com Marcelo Alonso nesta segunda no Conexão PVT. Dida está no país para a luta do próximo sábado de seu aluno, Brunno Hulk, contra Ikram Aliskerov no UFC. O treinador falou da preparação e dos bastidores para o combate, e as expectativas para o desafio.

Dida analisou também a luta de Poatan contra Ciryl Gane, falou sobre o duelo entre Shogun e Glover Teixeira no evento da Spaten, e reforçou seu desejo de enfrentar a lenda do boxe Acelino Popó.

Com arena lotada em Macaé, André Monstro mantém cinturão dos pesos pesados no Jungle Fight 152

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André Monstro foi o destaque do Jungle Fight 152 em Macaé-RJ - Foto: Rafael Oliveira

A estreia do Jungle Fight em Macaé teve ginásio lotado, disputa de cinturão e a confirmação de que o município continuará no calendário do maior evento de MMA da América Latina. Neste sábado (27), o Ginásio Municipal Engenheiro Maurício Soares Bittencourt recebeu um grande público, que acompanhou de perto o Jungle Fight 152 e a defesa do posto de campeão do baiano André Monstro.

André Monstro foi o destaque do Jungle Fight 152 em Macaé-RJ – Foto: Rafael Oliveira

Na luta principal da noite, André “Monstro” manteve o cinturão dos pesos pesados ao derrotar o sergipano Jackson “Naco” por nocaute técnico ainda no primeiro round. Após defender uma tentativa de queda, o campeão dominou o combate no solo e encerrou o confronto com uma sequência de golpes no ground and pound que levou o árbitro a interromper a luta.

Com o resultado, André Monstro chegou à 15ª vitória em 21 lutas como profissional. Doze desses triunfos foram conquistados por nocaute ou finalização.

O público teve papel de destaque durante toda a programação. O moderno Ginásio Municipal Engenheiro Maurício Soares Bittencourt ficou lotado e respondeu a cada combate com intensidade. Nas lutas envolvendo atletas da casa, a torcida impulsionou os representantes de Macaé e da região.

Presidente do Jungle Fight, Wallid Ismail destacou a recepção da cidade e o trabalho desenvolvido pelo município por meio do esporte.

“Estou muito feliz com tudo o que vivemos em Macaé. O público compareceu, vibrou do início ao fim e mostrou que entende e gosta de MMA. Encontramos um ginásio com estrutura de alto nível e atletas locais muito bem preparados. Quero agradecer e parabenizar o prefeito Welberth Rezende, o secretário de Esportes Cesar Maillet e o vereador Marvel Maillet pelo trabalho que vêm realizando. O projeto de inclusão social desenvolvido na cidade por meio do esporte e do turismo merece reconhecimento e serve de exemplo.”

Wallid também anunciou que o Jungle Fight voltará ao município ainda este ano e lançou uma ação voltada ao turismo local.

“Macaé tem uma estrutura excelente e belezas naturais impressionantes. Por isso decidimos voltar em dezembro. Quero fazer um convite para que as pessoas conheçam a cidade. Quem vier para Macaé em dezembro, passar o fim de semana e aproveitar tudo o que o município oferece, os primeiros mil visitantes ganharão ingresso VIP para assistir ao Jungle Fight no melhor lugar da arena.”

Além das lutas do card principal, a edição marcou a consolidação da parceria entre o Jungle Fight e o município, que vem ampliando investimentos em projetos esportivos e programas de incentivo a atletas. A realização do evento também abriu espaço para competidores da região e fortaleceu a integração entre o esporte de alto rendimento e iniciativas de formação de novos talentos.

O prefeito Welberth Rezende avaliou positivamente a primeira edição do Jungle Fight na cidade e projetou a próxima realização do evento.

“O Jungle Fight em Macaé foi um grande sucesso e fico muito feliz, ainda mais vendo o público indo à loucura com esse espetáculo. Agora deixo um recado aos atletas que participaram das Eliminatórias Jungle: continuem treinando, porque dezembro está chegando.”

O secretário municipal de Esportes, Cesar Maillet, destacou o papel das artes marciais na formação de jovens atletas e cidadãos.

“Seguiremos investindo no esporte e nas artes marciais porque sabemos que elas transformam vidas e criam oportunidades para a nossa juventude.”

Já o vereador Marvel Maillet ressaltou o impacto do Jungle Fight para os atletas da região e para os jovens que acompanharam o evento em Macaé.

“O Jungle Fight mostrou a força de Macaé e o potencial dos nossos atletas. Quem vive o esporte sabe o quanto um evento como esse inspira crianças e jovens a acreditarem que podem construir um futuro melhor por meio das artes marciais.”

A próxima edição do Jungle Fight será realizada no dia 25 de julho e marcará o retorno do maior evento de MMA da América Latina a Itu, no interior de São Paulo. A cidade voltará a receber a organização após um intervalo de 11 anos.

Confira abaixo todos os resultados da edição deste sábado:

Jungle Fight 152
Macaé-RJ
27 de junho de 2026

André Monstro venceu Jackson Naco por nocaute técnico aos 4min30s do R1
Gabriel Talentinho venceu Harife El Caçador por decisão unânime
Renan Muchacho venceu Lucas Caldas por decisão unânime
Max Alves venceu Aldo Pereira por decisão dividida
Danilo Bambam venceu Ramon da Costa por nocaute técnico aos 3min06s do R2
Vivian Nepomuceno venceu Natacha Lima por decisão unânime
Caionã Blade venceu Diogo Aranha por nocaute técnico aos 3min do R1
Marcos Vuvuzela venceu Fabiano Oliveira por finalização aos 3min27s do R1
Lucas Corvo venceu Bruno Nunes por decisão unânime
Pedro Mascote venceu Silas Caetano por decisão unânime
João Monteiro venceu Vitor Loost por finalização aos 4min27s do R2
Higor Maia venceu Brian Shock por decisão unânime

Pedro Valente revela história que deu origem ao UFC na Casa Branca

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pedro valente

Neste episódio especial do Conexão PVT, recebemos o Mestre Pedro Valente para uma conversa histórica sobre os bastidores do UFC. Única pessoa a estar presente tanto no lendário UFC 1, em 1993, quanto no recente evento realizado na Casa Branca, Pedro compartilha detalhes inéditos sobre a evolução do esporte.

Descubra como a família Valente e a família Trump se aproximaram através do Jiu-Jitsu, a história centenária que liga a Casa Branca às artes marciais desde a era Roosevelt e segredos dos primórdios do Ultimate, como a ideia original de uma grade elétrica no octógono. Uma verdadeira aula de história sobre o legado da família Gracie e o impacto do Jiu-Jitsu no mundo.

Werdum analisa luta de Poatan contra Ciryl Gane no UFC Freedom 250

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Nesta edição do Conexão PVT, Marcelo Alonso conversou com Fabrício Werdum para uma análise detalhada dos últimos acontecimentos no mundo das lutas. O “Vai Cavalo” abre o jogo sobre sua recente viagem aos Estados Unidos, onde acompanhou de perto o UFC na Casa Branca e a estreia do Brasil na Copa do Mundo.

Werdum analisa as vitórias de Diego Lopes e Ruffy, mas o destaque fica para a discussão sobre as lutas de Ilia Topuria e Alex Poatan. O ex-campeão comenta sobre a estratégia de Poatan contra Cyril Gane.

Além disso, falou sobre o futuro confronto entre Glover Teixeira e Shogun no boxe, os detalhes do Kings Championship em Florianópolis e a importante campanha “Seja Homem, Denuncie” contra a violência doméstica.

Assista abaixo:

 

Inscrições para o Abu Dhabi Grand Slam do Rio se esgotam antes do prazo e confirmam expectativa

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2 mil competidores entrarão em ação nos tatames da AJP no Rio - Foto: Divulgação/AJP

A uma semana do encerramento previsto das inscrições, o Abu Dhabi Grand Slam Rio atingiu o limite de atletas e precisou fechar as vagas antecipadamente. O esgotamento da capacidade confirma a expectativa em torno da etapa, considerada uma das mais importantes do calendário da AJP Tour e decisiva para atletas que buscam somar pontos no ranking mundial da modalidade. Ao todo, 2 mil competidores se inscreveram.

2 mil competidores entrarão em ação nos tatames da AJP no Rio – Foto: Divulgação/AJP

Marcado para os dias 11 e 12 de julho, na Arena Carioca 1, no Parque Olímpico, o evento reunirá competidores de diferentes países e contemplará disputas das categorias infantil, juvenil, amadora, profissional e master. Os campeões das categorias profissionais recebem até 3 mil pontos no ranking da AJP, pontuação que influencia diretamente a classificação internacional dos atletas ao longo da temporada.

Além da relevância esportiva, o Grand Slam movimenta uma cadeia econômica que envolve hotéis, restaurantes, transporte, comércio e serviços. A presença de atletas, equipes técnicas, familiares e visitantes transforma o evento em um atrativo para o turismo esportivo da capital fluminense.

Para Elias Eberhardt, organizador da AJP Brasil, o encerramento antecipado das inscrições é um indicativo da relevância que a etapa do Rio de Janeiro conquistou entre os atletas.

“Encerramos as inscrições uma semana antes do prazo previsto porque atingimos a capacidade máxima de atletas. Isso mostra a força do Abu Dhabi Grand Slam Rio e confirma que a etapa brasileira se consolidou como uma referência para competidores do Brasil e de outros países. Esse interesse crescente aumenta a responsabilidade da organização em entregar uma competição à altura da importância que ela conquistou no calendário internacional.”

O regulamento da AJP prevê o fechamento das inscrições sempre que o limite operacional da competição é atingido, independentemente da data inicialmente estabelecida. Segundo a organização, a medida busca preservar a qualidade da estrutura oferecida aos atletas e garantir o cumprimento do cronograma de lutas.

O deputado estadual Rafael Picciani, ex-secretário de Estado de Esporte e Lazer do Rio de Janeiro, destacou que a realização de eventos internacionais da modalidade produz efeitos que vão além das disputas nos tatames.

“O jiu-jítsu é uma das modalidades que melhor representam o Brasil no cenário internacional e também uma importante ferramenta de inclusão social. Receber uma etapa do porte do Abu Dhabi Grand Slam fortalece esse legado, movimenta a economia, gera oportunidades para diversos setores e coloca o Rio de Janeiro, mais uma vez, como palco de um dos principais eventos do esporte mundial.”

Com a programação confirmada, o sábado será dedicado às categorias kids, infantil, junior, teen, youth e masters das faixas roxa, marrom e preta. No domingo, entram em ação os atletas adultos das categorias amadoras, nas faixas branca e azul, e os profissionais das faixas roxa, marrom e preta, masculino e feminino. A expectativa é de que a Arena Carioca 1 receba um dos maiores públicos da história da etapa carioca do circuito.

CMSystem alcança 100% de aproveitamento em fim de semana marcado pela estreia de Enzo Marcello no MMA amador

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Enzo Marcello finalizou em sua estreia no MMA amador - Foto: Divulgação

A CMSystem encerrou o último fim de semana com desempenho perfeito no PFI MMA. Liderada por Enzo Marcello, que estreou com vitória no MMA amador, a equipe conquistou sete triunfos em sete lutas, mantendo 100% de aproveitamento entre combates profissionais e amadores.

Enzo Marcello finalizou em sua estreia no MMA amador – Foto: Divulgação

Filho de Cristiano Marcello, um dos principais treinadores de MMA do país, Enzo deu mais um passo na carreira após acumular resultados positivos no boxe e no muay thai. Em sua primeira luta no MMA amador, ele finalizou Wesley Calango com um armlock no segundo round, na categoria até 55 kg.

Após a vitória do filho, Cristiano Marcello destacou o significado do momento vivido ao acompanhá-lo no córner.

“Agradecer a Deus por estar vivendo o que estou vivendo na vida. Já fiquei no córner de muitos campeões e ajudando a realizar o sonho de cada um. Mas ter a oportunidade de ficar no córner de um filho não há nada igual. Muito obrigado, Enzo Marcello, por me proporcionar isso. Te amo, meu filho.”

O desempenho da equipe ao longo da temporada também foi destacado por Cristiano Marcello.

“Estamos vivendo uma temporada muito consistente. Hoje a CMSystem tem um aproveitamento próximo de 90% nas lutas disputadas em 2026, com vitórias em eventos de todos os níveis, desde o UFC até competições realizadas em várias regiões do Brasil. Isso mostra que o trabalho da equipe funciona em qualquer cenário, seja formando novos atletas ou preparando quem já está na elite do esporte.”

Além da estreia de Enzo, a equipe emplacou outras seis vitórias. No MMA profissional até 66 kg, Ricardo Monteiro derrotou Elvis Picanço por nocaute técnico aos 30 segundos do primeiro round. Pela categoria até 61 kg, Anderson Alves, o Baiano, superou o venezuelano Carlos Moreno por nocaute técnico com 1min21s de luta, enquanto Dinei Silva venceu Rodrigo Wolverine também por nocaute técnico, aos 4min15s do terceiro assalto.

No MMA amador até 57 kg, Regis Cesaris conquistou vitória sobre Acácio da Lua por decisão unânime dos árbitros laterais. Marcus Adriel finalizou Gael Oliveira com um mata-leão a 1min45s do primeiro round. Já Rudy Flores teve o triunfo confirmado após a desclassificação de Wellington Oliveira, o Jabuti, aos 2min15s do terceiro round.

Brasileiros dominam os pódios no AJP South America Continental 2026 em Porto Alegre

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Evento consagrou brasileiros - Foto: Vinicius Martins

Os atletas brasileiros dominaram as disputas entre os faixas-pretas e encerraram o AJP Tour South America Continental Jiu-Jitsu Championship 2026 com uma série de títulos neste domingo (28), em Porto Alegre. Depois de um primeiro dia voltado às categorias infantil, juvenil e amadora, o campeonato chegou ao seu momento decisivo com as lutas profissionais, reunindo alguns dos principais nomes do circuito internacional no ginásio do BarraShoppingSul.

Evento consagrou brasileiros – Foto: Vinicius Martins

Entre os destaques da competição, Lucas Protásio confirmou o favoritismo na categoria até 77 kg. Com uma campanha consistente, o brasileiro conquistou a medalha de ouro e somou pontos importantes no ranking da Abu Dhabi Jiu-Jitsu Pro.

Na categoria até 85 kg, Vinicius Martins também garantiu o lugar mais alto do pódio. O faixa-preta venceu os dois confrontos disputados e assegurou mais um título para o Brasil na etapa continental.

O desempenho brasileiro também se repetiu nas categorias femininas. Kamilla Souza conquistou o ouro até 62 kg, enquanto Sabatha Santos venceu a disputa até 70 kg, ampliando a presença do país entre os campeões da competição.

No sábado, primeiro dia do evento, as atenções estiveram voltadas para as categorias infantil, juvenil e amadora. Um dos nomes que mais chamou a atenção foi Daniel Barboza, conhecido como “220V”. Considerado uma das promessas da nova geração do jiu-jítsu brasileiro, o atleta conquistou o título com três finalizações em três lutas.

Realizado com apoio da Prefeitura de Porto Alegre, Secretaria Municipal de Esporte e Secretaria Estadual de Esporte do Rio Grande do Sul, o AJP South America Continental reuniu competidores de diversos países da América do Sul e consolidou a capital gaúcha como uma das sedes do circuito internacional da modalidade.

Para o secretário municipal de Esporte e Lazer, Lucas Siqueira, a realização do campeonato demonstra a capacidade de Porto Alegre para receber competições internacionais e ampliar os benefícios do esporte para a população.

“O esporte é uma ferramenta de transformação social e desenvolvimento urbano. Por isso, a Secretaria Municipal de Esporte e Lazer atua de forma permanente no apoio e incentivo a eventos que valorizem os atletas, fortaleçam as comunidades e gerem impactos positivos para Porto Alegre. Receber competições desse porte demonstra a capacidade da cidade de sediar grandes eventos e o compromisso da gestão municipal com o esporte em todas as suas dimensões”, afirmou.

A vereadora Fernanda Barth, que acompanhou a realização da etapa, destacou o impacto do campeonato para o esporte e para a economia local.

“O AJP já se consolidou como um dos grandes eventos esportivos de Porto Alegre. Além de movimentar a economia e fortalecer o jiu-jítsu, cria oportunidades para que atletas brasileiros disputem um circuito internacional de alto nível sem sair do país. Nosso compromisso é seguir apoiando iniciativas que valorizem o esporte e contribuam para o desenvolvimento da cidade”, disse.

Zé Mário Sperry recebe faixa coral e celebra legado que ajudou a moldar o jiu-jítsu e o MMA brasileiro

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Zé Mario dividindo o pódio do absoluto com Roleta e Murilo

Poucos nomes atravessaram tantas fases do jiu-jítsu e das artes marciais brasileiras quanto Zé Mário Sperry. Campeão mundial, vencedor de títulos históricos no ADCC, protagonista da era de ouro do Pride no Japão e um dos fundadores da Brazilian Top Team, o discípulo de Carlson Gracie receberá no próximo dia 26 de junho a faixa coral, graduação reservada aos faixas-pretas que completam 31 anos de faixa-preta.

Zé Mario dividindo o pódio do absoluto com Roleta e Murilo – Foto: Marcelo Alonso

A cerimônia será realizada na Academia Mario Sperry Matriz, em Porto Alegre, com a participação especial do mestre Walter Mattos. A escolha de quem amarrará a faixa na cintura tem um significado particular para Sperry.

“Vou ter a satisfação de receber a faixa coral do meu sócio e grande amigo, Walter Mattos, que foi o grande responsável pela minha transição de atleta amador para atleta profissional. Foi ele quem me incentivou a abandonar minha carreira de economista e me dedicar ao esporte”, conta.

A homenagem leva Sperry de volta a 1996, ano em que conquistou seu primeiro título mundial na faixa-preta. Segundo ele, aquela vitória abriu as portas para uma nova etapa de sua carreira, enquanto o jiu-jítsu brasileiro ampliava sua presença nos principais cenários internacionais.

“Parece que foi ontem que eu comecei a treinar. Esse momento da faixa coral me remete diretamente ao meu primeiro Mundial como faixa-preta. Foi um divisor de águas.”

Ao longo de sua carreira, Sperry tornou-se uma das figuras centrais na expansão do jiu-jítsu e do MMA brasileiro pelo mundo. Em 1998, venceu a categoria até 99 quilos e o absoluto na primeira edição do ADCC, torneio considerado a principal competição de grappling do mundo. No MMA, ajudou a abrir caminhos para uma geração de atletas brasileiros que alcançou projeção internacional nos grandes eventos do Japão e dos Estados Unidos.

Entre os feitos que marcaram sua carreira está a participação na fundação da Brazilian Top Team, equipe que revelou nomes como Rodrigo Minotauro, Rogério Minotouro, Ricardo Arona e Paulo Filho. Ao olhar para trás, ele acredita que o principal legado construído por sua geração está ligado aos valores transmitidos dentro e fora dos tatames.

“O maior legado das artes marciais é a busca incessante pela excelência. Tudo que merece ser feito merece ser bem feito. Sempre procurei transmitir aos atletas a importância da ética, da moral, do respeito e da dedicação máxima ao treinamento.”

O reconhecimento da faixa coral acontece em um momento em que Sperry também busca se aproximar das novas gerações. Após a cerimônia, ele cumprirá uma agenda de seminários no Sul do Brasil, com passagens por Porto Alegre e cidades da região.

Segundo o mestre, os seminários foram pensados como um espaço de troca entre gerações de praticantes.

“Quero reunir atletas que treinaram comigo há muitos anos e conhecer os mais jovens que estão chegando agora. A ideia é compartilhar técnicas, mas também experiências de vida. Tudo o que vivi no ADCC, no Pride, no treinamento de atletas e nas viagens pelo mundo pode ajudar essas pessoas a enfrentar os desafios que encontrarão dentro e fora do esporte.”

Embora reconheça as transformações que o jiu-jítsu passou desde o início de sua caminhada, Sperry acredita que alguns princípios permanecem inalterados. Por isso, quando é questionado sobre o conselho que daria para quem sonha construir uma carreira duradoura na modalidade, ele recorre a uma frase que ouviu de um de seus mestres.

“Não tenha medo de perder, mas tenha pavor de não tentar.”

A faixa coral simboliza mais de três décadas de compromisso com a arte suave. Para Sperry, porém, ela não simboliza um ponto final. Ao contrário, surge como o início de uma nova etapa.

“Quando colocar a faixa na cintura, vou entender que fiz tudo o que pude para elevar a qualidade do esporte e transmitir uma mensagem positiva para as futuras gerações. Mas também será um novo desafio. Vou precisar entender qual é a missão que Deus colocou na minha frente agora.”

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