No Resenha PVT desta terça-feira, Marcelo Alonso conversou com Pedro Duarte, faixa-preta de Jiu-jitsu de Murilo Bustamante, que está lecionando em Abu Dhabi desde 2014. No papo, ele fez um panorama geral do projeto iniciado a partir do primeiro ADCC, que colocou a modalidade como obrigatória em todo o país, nas escolas, forças armadas e agora na polícia, empregando mais de 3 mil faixas-pretas brasileiros.
Além de falar sobre toda a revolução esportiva e cultural iniciada pelo jiu-jitsu no país, Pedro falou também dos avanços conseguidos por entidades locais que buscam levar o BJJ para as olimpíadas, e detalhou como um faixa preta brasileiro pode se inscrever no projeto, cuja inscrição você pode fazer clicando aqui.
Conor McGregor lamentou em suas redes sociais a lesão sofrida na luta contra Max Holloway neste sábado no UFC 329. O irlandês se machucou no início do combate e foi derrotado por nocaute técnico após cinco anos afastados.
“Meu joelho estourou. Destruído. Eu não tinha nenhuma lesão antes de entrar na luta. Eu estava desferindo chutes, apoiando o pé com firmeza e pulando, durante todo o camp de treinos, bem como nos bastidores antes da luta. Isso veio do nada. Estou nas trevas aqui. Só posso descrever isso como o inferno”, escreveu.
Após o evento, Marcelo Alonso recebeu Sérgio Cunha no Depois do Gongo e eles analisaram tudo que rolou no UFC 329. Assista no vídeo abaixo:
Resultados | UFC 329: McGregor x Holloway 2
Sábado, 11 de julho | T-Mobile Arena, Las Vegas Card Principal
Max Holloway venceu Conor McGregor por nocaute técnico a 1m09s do 1° round
Paddy Pimblett venceu Benoit Saint Denis por finalização (triângulo de mão) aos 52s do 1° round
Mario Bautista venceu Cory Sandhagen por decisão unânime (29-28, 29-28, 29-28)
Brandon Royval venceu Lone’er Kavanagh por finalização (mata-leão) aos 3m40s do 3° round
King Green venceu Terrance McKinney por nocaute técnico aos 4m59s do 1° round Card Preliminar
Robert Whittaker venceu Nikita Krylov por nocaute técnico a 1m01s do 3° round
Gable Steveson venceu Elisha Ellison por nocaute aos 2m31s do 1° round
Adrian Yanez venceu Cody Garbrandt por nocaute técnico aos 2m27s do 1° round
Luke Riley venceu Kai Kamaka III por nocaute técnico aos 3m03s do 1° round
Wang Cong venceu Tracy Cortez por decisão unânime (29-27, 29-27, 29-27)
Damian Pinas venceu Cesar Almeida por nocaute aos 4m44s do 1° round
Farid Basharat venceu John Garza por decisão unânime (30-27, 30-27, 29-28)
Ryan Gandra venceu Zachary Reese por nocaute técnico a 1m15s do 1° round
Alessandro Costa venceu Cody Durden por finalização (mata-leão) aos 2m19s do 2° round
Depois de 11 anos, o Jungle Fight está de volta a Itu (SP). E o retorno à cidade conhecida por ter tudo gigante combina com um card à altura da tradição do evento. A edição 153, marcada para o dia 25 de julho, reunirá três disputas de cinturão em uma noite que marca a retomada de uma parceria histórica entre a organização e o município paulista.
Arte: Sidnei Goulart
O Jungle Fight 153 terá transmissão ao vivo para todo o Brasil pelos canais Sportv e Combate, a partir das 20h. A entrada será gratuita. Os ingressos podem ser retirados pelo site https://junglefc.com.br/ingressos-153/, mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível por pessoa. Todos os alimentos arrecadados serão destinados, por meio da Prefeitura de Itu, a famílias em situação de vulnerabilidade social.
Na luta principal, o cinturão dos médios estará em jogo. Atual campeão, o paulista João Dantas tenta a primeira defesa de título diante do carioca Oton Jasse. Dantas soma oito vitórias em dez lutas profissionais e construiu a maior parte de seus triunfos por nocaute. Do outro lado, Jasse chega credenciado como um dos principais finalizadores do MMA mundial. Das 22 vitórias na carreira, 20 foram por finalização, sendo o triângulo de mão sua marca registrada.
Outra disputa de cinturão coloca frente a frente dois atletas invictos. Campeão dos galos e dono da sequência mais dominante do Jungle Fight, Tiago Pereira coloca o título em jogo pela quarta vez. Maranhense radicado no Rio de Janeiro, ele venceu as dez lutas que disputou como profissional, sete delas pela via rápida, desempenho que o coloca, para muitos analistas do MMA, o melhor peso-galo do mundo na atualidade. O desafiante será Jonathan Frazão, o “Astro Boy”, amazonense que também vive no Rio de Janeiro e mantém cartel perfeito, com seis vitórias em seis apresentações.
Entre as mulheres, o cinturão dos moscas muda de mãos ou volta para uma velha conhecida. Ex-campeã da categoria e finalista do primeiro Fight do Milhão, Brena Cardozo busca recuperar o título diante da conterrânea Amanda Vargas. Brena acumula 11 vitórias em 17 combates, enquanto Amanda chega embalada após vencer cinco das nove lutas que disputou no profissional.
Esta será a quinta edição do Jungle Fight em Itu. A última passagem da organização pela cidade aconteceu em abril de 2015, durante o Jungle Fight 76. Antes disso, o município também recebeu as edições 31, em 2011, 41, em 2012, e 69, em 2014, consolidando uma relação que atravessa mais de uma década.
Presidente do Jungle Fight, Wallid Ismail afirma que o retorno a Itu representa a retomada de uma parceria construída ao longo dos anos e destaca a importância da cidade para a história da organização.
“Estou muito feliz por voltar com o Jungle Fight para Itu, que sempre foi uma das casas do evento. Vamos mostrar as belezas naturais dessa cidade lindíssima, realizar as eliminatórias do Jungle na sexta-feira e dar oportunidade para atletas da região lutarem no card de sábado. Agradeço a parceria e a amizade de muitos anos com o prefeito Herculano Passos, um dos grandes embaixadores do Jungle Fight e um entusiasta do esporte como instrumento de inclusão social.”
Parceiro de longa data da organização, o prefeito Herculano Passos destaca que o evento amplia a visibilidade do município e gera benefícios que vão além do esporte.
“Meu agradecimento ao amigo Wallid Ismail, um grande parceiro que, por meio do esporte, promove a cidade, os atletas e toda a área social. Promove saúde, cria oportunidades para os nossos jovens, valoriza os atletas e ainda fomenta o turismo, movimenta a economia e coloca Itu em destaque no cenário nacional e internacional. Tenho certeza de que o Jungle Fight Itu será um sucesso. Vamos juntos fazer mais esse grande evento acontecer em uma Itu gigante.”
Confira o card completo do evento (sujeito a alterações):
Jungle Fight 153 Ginásio Prudente de Moraes, Itu, São Paulo (SP) 25 de julho de 2026
Peso-médio: Oton Jasse x João Dantas Peso-galo: Tiago Pereira x Jhonatha Frazão Peso-mosca: Amanda Vargas x Brena Cardoso Peso-mosca: Douglas da Silva Feitosa x Guilherme Alves Peso-leve: Gustavo Henrique x Matheus Lima Peso-meio-médio: Wilson Barbosa x Artur dos Santos Peso-meio-médio: Lucas Karateca x Igor Zanuncio Peso-pena: Johnny The Animal x Manoel Aranha Peso-pena: Kevin Camargo x Caio Viking Peso-leve: Ofir Pereira x Max Silveira Peso-galo: Anderson Gabriel x Thiago Ferreira Santos Peso-mosca: Peter Correa x Vinicius Santos Peso-palha: Alana Viduani x Giovanna Sardinha Pontes
Luta principal é um desafio Brasil x Uruguai - Foto: Divulgação/Shooto Brasil
O Shooto Brasil 138 será realizado na próxima sexta-feira, dia 17 de julho, na Upper Arena, no Rio de Janeiro, com um card que reúne atletas em ascensão e nomes conhecidos do MMA nacional. A principal atração da noite coloca frente a frente o uruguaio Mateo “Zombie” Pereira e o brasileiro Welington “Predador”, em duelo pela divisão dos pesos leves.
Luta principal é um desafio Brasil x Uruguai – Foto: Divulgação/Shooto Brasil
Mateo chega embalado pela vitória sobre Lucas Caldas, atleta que participou do Dana White’s Contender Series (DWCS). O resultado abriu caminho para que o uruguaio assumisse o posto de protagonista da edição.
Do outro lado estará Welington “Predador”, representante de Itapevi (SP) e integrante da Chute Boxe Diego Lima. O brasileiro vem de boas atuações no Legacy Fighting Alliance (LFA) e tenta manter a sequência positiva diante do adversário estrangeiro.
A luta coprincipal marca o retorno de Cleiver Fernandes ao Shooto Brasil. Ex-campeão da organização, o atleta soma experiências em eventos como UAE Warriors e Professional Fighters League (PFL). Seu adversário será Leonardo “Leozin”, da Tropa Thai, que chega invicto e busca confirmar o status de promessa da categoria.
Outro confronto de destaque será o retorno de Yan Teixeira ao MMA após quatro anos afastado das competições. O atleta enfrentará o amazonense Luiz Carlos “Aranha” pela divisão dos moscas.
O card principal também terá Rodrigo Praia, natural de Coari (AM), que volta a competir no Brasil após sequência de lutas no ACA, organização com sede na Rússia. O adversário será Walysson Aguiar Guerra, que busca ampliar sua projeção no cenário nacional.
O Shooto Brasil 138 terá transmissão ao vivo pelos canais oficiais da organização no YouTube e no Facebook.
Shooto Brasil 138 Rio de Janeiro (RJ) Sexta-feira, 17 de julho de 2026
Card Principal
Rodrigo Praia x Walysson Aguiar Guerra – Peso Pena
Mateus Araújo x Jorge Lucas Teodoro – Peso Meio-Médio
Samuel “Chucky” Silva x Will “Breu Branco” Rocha – Peso Mosca
Victor Xavier x Fábio Perpétua – Peso Combinado
Luiz Carlos “Aranha” x Yan Teixeira – Peso Mosca
Leonardo “Leozin” x Cleiver Fernandes – Peso Combinado
Luta principal: Mateo “Zombie” Pereira x Welington “Predador” – Peso Leve
Card Preliminar
Felipe Guerreiro x Gabriel “Morte” – Peso Galo
Yan “Killer” x Andrea “The Shark” Madruga – Peso Galo
Alexandre “Lion” Guerra x Gabriel “Dos Anjos” – Peso Leve
Davi Chueng x Vinicius “The Chosen One” Ramires – Peso Mosca
Card Amador
Heitor “Twins” Santos x Angelo “Copperfeld” Coppola – Peso Galo
Carlos “Caique PQD” Freire x Giovanni “Luffy” D’Esposito – Peso Leve
Helder “The Lion” Almeida x Luigi Simone – Peso Meio-Médio
Estreia do Connect Heroes foi um grande sucesso - Foto: Bia Martins/BJJ Cria
O grappling tomou conta do Rio de Janeiro mais uma vez. A edição de estreia do Connect Heroes, realizada neste sábado, dia 11 de julho, reuniu alguns dos principais nomes do jiu-jítsu.
O salão principal do hotel Grand Hyatt, na Barra da Tijuca, recebeu o enorme tatame montado no centro do espaço e mais de 600 espectadores, entre convidados e pagantes, que vibraram em cada um dos nove duelos do card.
Estreia do Connect Heroes foi um grande sucesso – Foto: Bia Martins/BJJ Cria
Na luta principal, Fabrício Andrey e Meyram Maquiné entregaram o que prometeram: ação do início ao fim. Os três rounds de cinco minutos foram movimentados, com boas tentativas de queda de ambos os lados.
Meyram investiu mais no single-leg para suspender Fabrício e conseguir quedas plásticas, enquanto Fabrício apostou nas cinturadas e no double-leg, com mais estabilidade ao levar a luta para o chão. Apesar das boas tentativas dos dois lados, a vitória veio na decisão dos árbitros, com Fabrício Andrey levando a melhor por unanimidade.
Na luta coprincipal, foi a vez de “Baby Shark” Diogo Reis dar o troco em Rerisson Gabriel na revanche do Pan de Jiu-Jitsu da IBJJF, realizado em 2025. Jogando da guarda e impondo volume por baixo, com boas tentativas de finalização no pé, Diogo levou a melhor na decisão dos árbitros. Rerisson, com a torcida local ao seu lado, buscou as passagens de guarda e levou perigo em diferentes momentos. Diogo, contudo, venceu por decisão dividida e garantiu o cinturão do Connect Heroes.
Outros destaques foram a finalização de Piter Frank sobre Davi Ramos, no card principal, com um armlock da guarda, e a vitória de Gabriel Veloso, que defendeu uma forte chave de pé de Pedro Lucas antes de atacar o calcanhar e garantir o título.
Cada finalização no Connect Heroes valia um bônus em dinheiro, mas apenas duas lutas terminaram antes da decisão dos árbitros. Para Alexandre Lemos, idealizador do evento, o resultado mostrou o equilíbrio do card, montado sem disparidades entre os atletas e com duelos de alto nível técnico.
“Foi um card muito bem casado, muito duro e honesto. Não queríamos fazer um ‘freak show’ e foi o que entregamos ao público”, disse Alexandre, antes de falar sobre a realização de seu card dos sonhos. “É difícil explicar. Foi a realização de uma vida. Queria agradecer demais aos meus sócios, Savério e Renato, ao público e à produção. O sentimento é de gratidão.”
Confira abaixo os resultados completos da 1ª edição do Connect Heroes:
70 kg: Fabrício Andrey venceu Meyram Maquiné por decisão unânime dos jurados
64 kg: Diogo Reis venceu Rerisson Gabriel por decisão dividida dos jurados
85 kg: Piter Frank finalizou Davi Ramos com um armlock aos 5min25s
94 kg: Pedro Machado venceu Felipe Assis por decisão unânime dos jurados
+99 kg: Gabriel Veloso finalizou Pedro Lucas com uma chave de calcanhar aos 3min03s do R1
58,5 kg: Kellen Arraes venceu Andresa Guirau por decisão dividida dos jurados
80 kg: Marco Aurélio venceu Pedro Vieira por decisão unânime
60 kg: Alê Borges “Zangado” venceu Rene Gabriel “Pitbull” por decisão dividida
75 kg: Kaue Fernandes venceu Arthur Silva por decisão unânime dos jurados
Dedé Pederneiras idealiza o BJJ Clubes há 10 anos - Foto: Marcell Fagundes
André Pederneiras conversou com Marcelo Alonso nesta segunda no Conexão PVT, e falou da saída de Ketlen Vieira do UFC e sua ida para a PFL, onde vai enfrentar Cris Cyborg em agosto.
Dedé falou também sobre o confronto entre seu aluno Damian Pinas contra Cesinha Almeida no evento deste sábado, as polêmicas sobre erros de arbitragem, além de analisar a derrota de Poatan para Ciryl Gane e o que espera do retorno de Conor McGregor.
Tayane Porfírio foi um dos destaques da etapa - Foto: Marcell Fagundes/ADGS
Depois de um sábado dedicado às categorias infantis, juvenis e master, o Abu Dhabi Grand Slam de Jiu-Jitsu reservou para este domingo (12) as lutas mais aguardadas da etapa carioca. Com os profissionais das faixas roxa, marrom e preta, além dos amadores das faixas azul e branca, em ação na Arena Carioca 1, o último dia de competição consagrou alguns dos principais nomes da modalidade.
Tayane Porfírio foi um dos destaques da etapa – Foto: Marcell Fagundes/ADGS
Entre as mulheres, a grande protagonista foi Tayane Porfírio. Dona de uma atuação sem ressalvas, a faixa-preta venceu três combates para conquistar a medalha de ouro na categoria até 95kg e confirmar o favoritismo. Quem também subiu ao lugar mais alto do pódio foi Vitória Vieira, campeã da categoria até 62kg após mais uma campanha de autoridade.
No masculino, o destaque ficou por conta de Madson Costa. Em uma chave bastante disputada, o brasileiro venceu quatro adversários para garantir o título da categoria até 69kg e fechar o fim de semana com uma das atuações mais sólidas entre os faixas-pretas.
A lista de campeões ainda contou com Jonathan Santos, ouro até 62kg; Lucas Rautte, campeão até 77kg; Pablo Custódia, vencedor da categoria até 85kg; Igor Ribeiro, que levou o título até 94kg; e Felipe Bezerra, campeão da categoria até 120kg.
Bezerra foi um dos grandes nomes de toda a etapa carioca. Depois de conquistar o ouro no Master 1 faixa-preta no sábado, o atleta voltou aos tatames neste domingo para faturar mais um título, encerrando a competição com duas medalhas de ouro.
Com o encerramento da etapa do Rio de Janeiro, o Abu Dhabi Grand Slam, que conta com patrocínio do Grupo Edge e da Secretaria Estadual de Esporte e Lazer do Rio de Janeiro, parceiro importante na difusão do Jiu Jitsu na América Latina, dá sequência ao calendário 2026/2027 após reunir mais de dois mil atletas de 31 países ao longo do fim de semana. Além das medalhas, os competidores somaram pontos importantes no ranking mundial da Abu Dhabi Jiu-Jitsu Pro (AJP), mantendo viva a disputa por uma vaga nas finais da temporada, em Abu Dhabi. A próxima parada do circuito será em Moscou.
Magno Mota venceu quatro lutas para subir ao lugar mais alto do pódio - Foto: Divulgação/AJP
O faixa-preta Magno Mota alcançou um dos objetivos mais importantes da carreira no último fim de semana ao conquistar o título da categoria master 2 até 69 kg no Abu Dhabi Grand Slam de Jiu-Jítsu do Rio. A competição, disputada na Arena Carioca 1, no Parque Olímpico do Rio, integra o circuito da Abu Dhabi Jiu-Jitsu Pro (AJP), considerado um dos mais prestigiados do mundo.
Magno Mota venceu quatro lutas para subir ao lugar mais alto do pódio – Foto: Divulgação/AJP
Para chegar ao lugar mais alto do pódio, Magno venceu quatro lutas, todas por pontos. Na decisão, dominou o adversário e fechou a campanha com um triunfo por 12 a 2. O título encerra uma busca antiga do atleta, que ainda não havia conquistado o Grand Slam, mesmo após uma trajetória marcada por resultados expressivos nas principais competições nacionais.
“Fiquei um bom tempo sem disputar o Grand Slam e, entre os grandes campeonatos realizados no Brasil, era o único título que ainda faltava. Procurei fazer uma competição segura, sem me expor desnecessariamente, para garantir a medalha de ouro. O nível é muito alto, não existe luta fácil e todos chegam preparados para buscar o título”, afirmou.
A conquista também representa o resultado de uma rotina dividida entre o esporte e a profissão. Professor da tradicional Academia Brigadeiro e educador físico, Magno precisou conciliar o trabalho diário com uma preparação iniciada cerca de três meses antes da competição.
“Minha rotina é muito cansativa. Dou aulas de jiu-jítsu, trabalho como personal trainer e nem sempre é fácil manter uma preparação para competir. Muitas vezes abri mão do descanso para treinar, fazer a preparação física e chegar em condições de disputar esse campeonato.”
Segundo o atleta, a responsabilidade de representar a equipe diante dos próprios alunos também influencia a forma como encara cada competição. Para ele, a preparação é uma forma de corresponder à confiança daqueles que o acompanham diariamente.
O campeão também destaca o papel do jiu-jítsu na transformação social. A própria trajetória começou por meio de uma oportunidade oferecida pelo mestre Eduardo Brigadeiro, que concedeu uma bolsa para que ele pudesse iniciar na modalidade.
“O jiu-jítsu abriu muitas portas na minha vida. Consegui estudar com bolsa, viajar pelo Brasil, disputar o Mundial nos Estados Unidos e enxergar novas possibilidades para o meu futuro. Quando vejo projetos sociais oferecendo essa mesma oportunidade para crianças, tenho certeza de que eles podem mudar vidas.”
Ao falar sobre iniciativas voltadas à expansão do esporte, Magno citou o trabalho desenvolvido pelo deputado federal Leonardo e pelo deputado estadual Rafael Picciani no incentivo ao jiu-jítsu.
“O Leonardo Picciani e o Rafael Picciani sempre foram grandes incentivadores do esporte. Eles vêm realizando um trabalho muito importante nas comunidades, criando oportunidades para muitas crianças. Esse apoio pode ser um divisor de águas na vida de muitas famílias. O esporte, aliado a iniciativas como essa, transforma vidas e abre caminhos para o crescimento pessoal e profissional.”
Cinturão feminino foi definido em uma luta bastante movimentada - Foto: Divulgação/CBAMC
Andressa Garcia e Elisvaldo Cardoso foram os principais nomes da 43ª edição do Kung-Fu Fight, realizada no Ginásio Mané Garrincha, em São Paulo. Os dois venceram as disputas de cinturão profissional e deixaram o evento como novos campeões das categorias até 60 kg, no feminino, e até 65 kg, no masculino.
Cinturão feminino foi definido em uma luta bastante movimentada – Foto: Divulgação/CBAMC
Na primeira decisão da noite, Andressa Garcia, da Team Sorin, de Santa Catarina, derrotou Erika Reis, da Real Fight, de São Paulo, e conquistou o cinturão da categoria até 60 kg. A luta reuniu duas atletas que chegaram à disputa após acumularem resultados ao longo do circuito organizado pela Confederação Brasileira de Artes Marciais Chinesas – Kung-Fu (CBAMC).
Na sequência, Elisvaldo Cardoso, da Warriors Fighters, venceu Matheus Vinicius, da CTAP, na revanche entre os dois atletas e ficou com o cinturão profissional até 65 kg. Os dois já haviam se enfrentado anteriormente, quando Matheus saiu vencedor. Desta vez, Elisvaldo levou a melhor e conquistou o título da categoria.
Além das duas disputas de cinturão realizadas no evento, a organização entregou o cinturão profissional até 55 kg a Marcelo Estevão, da Liga Garra de Águia, de Sergipe. O atleta assegurou o título após atingir a pontuação exigida pelo circuito, sem necessidade de disputar uma luta nesta edição.
O evento foi realizado pela Confederação Brasileira de Artes Marciais Chinesas – Kung-Fu, com apoio da Secretaria Estadual de Esportes de São Paulo.
Confira abaixo todos os resultados:
43º Kung Fu Fight São Paulo (SP) 11 de julho de 2026
Lutas profissionais
Até 60 kg: Andressa Garcia (Team Sorin-SC) venceu Erika Reis (Real Fight-SP)
Até 65 kg: Elisvaldo Cardoso (Warriors Fighters-SP) venceu Matheus Vinicius (CTAP-SP)
Até 82 kg: Laercio Rodrigues (Real Fight) venceu Wellington Pinheiro (Poon Wai)
Até 70 kg: Gian Sarturi (Team Sorin) venceu Glauber de Sá (Liga Garra de Águia-SE)
Até 65 kg: Fabio Lopes (Team Lopes) venceu Angeluz Rincon (Team Sorin)
Até 60 kg: Erick de Carvalho (Team Sorin) venceu Pablo Henrique (CTAP)
Até 55 kg (feminino): Jamilly Pereira (CTAP) venceu Lourdes Sotelo (Team Sorin)
Lutas semi-profissionais
Até 94 kg: Jadeilson de Aguiar (Invictus) venceu Vinicius Pereira (Fukien)
Até 82 kg: Paolo Henkel (Team Sorin) venceu Paulo Gonçalves (Fukien)
Até 76 kg: Rafael Marques (Fukien) venceu Oatany Ferraz (Top Team Paraná)
Até 70 kg: Fernando Costa (Invictus) venceu Matheus Moreira (Território Fight Team)
Até 65 kg: Hambram Juliani (Warriors Fighters) venceu Gustavo Gonçalves (Território Fight Team)
Até 65 kg: Marcelo Santiago (Team Lopes) venceu Everaldo Amorim (Top Team Paraná)
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