Evento movimentou o cenário da modalidade - Foto: Divulgação/CBAMC
O 23º Campeonato Sergipano de Kung-Fu e Boxe Chinês reuniu atletas de diferentes idades no último dia 20 de setembro, em Nossa Senhora do Socorro, e definiu os classificados para o 32º Campeonato Brasileiro de Kung-Fu 2026. Chancelada pela Confederação Brasileira de Artes Marciais Chinesas – Kung Fu, a competição foi realizada no Ginásio da Escola Municipal José Prado Franco e contou com a participação de academias e equipes do estado.
Evento movimentou o cenário da modalidade – Foto: Divulgação/CBAMC
Além da disputa pelos títulos estaduais, o Sergipano serviu como etapa classificatória para o Brasileiro. Os atletas que avançaram terão a oportunidade de representar Sergipe na competição nacional, que reunirá classificados de diferentes estados.
A 23ª edição também contou com competidores em diferentes estágios dentro da modalidade. Crianças e jovens dividiram as áreas de competição com atletas adultos e mais experientes, em disputas que permitiram às academias avaliar seus representantes antes da próxima etapa do calendário.
A presença de novos competidores acompanha a ampliação do Kung-Fu no estado, com academias e professores responsáveis pela formação de atletas e pela preparação das equipes para os torneios estaduais e nacionais. O Campeonato Sergipano funciona como uma das principais oportunidades para que esses praticantes adquiram experiência competitiva antes de enfrentar adversários de outras regiões do país.
Com o encerramento da etapa estadual, a preparação passa a ser direcionada ao 32º Campeonato Brasileiro de Kung-Fu 2026. Para os classificados em Nossa Senhora do Socorro, a competição será o próximo compromisso e a oportunidade de colocar Sergipe em disputa com equipes de diferentes partes do Brasil.
Flávio Álvaro colocou Alexander Volkanovski no caminho que deseja para Jean Silva rumo ao cinturão do UFC e não economizou elogios a Mauricio Ruffy, seu ex-atleta na Fighting Nerds, em entrevista a Marcelo Alonso no Conexão PVT.
Jean vem de finalização sobre Jose Miguel Delgado no Noche UFC e aparece na quinta posição do ranking dos penas. Já Ruffy tem compromisso marcado para este sábado (19), quando enfrenta Arman Tsarukyan na luta co-principal do UFC 331, em Los Angeles. O confronto será disputado em cinco rounds.
Flávio quer Jean Silva contra Volkanovski
Depois da vitória sobre Delgado, Jean deixou claro que quer disputar o cinturão. Para Flávio Álvaro, o brasileiro já fez o necessário para receber a oportunidade.
“O Jean já se mostrou ser mais do que merecedor para disputar o cinturão”, afirmou o treinador, “A gente tá focado no Volkanovski. Eu quero muito que o Volkanovski vença e rezo para que a nossa próxima luta seja com ele.”
Para o treinador, enfrentar um nome do tamanho de Volkanovski representaria mais do que a possibilidade de conquistar o título: seria uma oportunidade de Jean construir seu legado na divisão.
“Para o nome do Jean Silva entrar para a história e realmente ficar marcado para sempre, é destruir quem realmente tá no topo, que é o Volkanovski.”
A relação de Flávio com Ruffy
Às vésperas de Mauricio Ruffy enfrentar Arman Tsarukyan, Flávio também falou sobre sua longa relação com o brasileiro. O treinador revelou, inclusive, que a história de sua chegada aos Fighting Nerds passa diretamente pelo antigo aluno. Segundo Flávio, Ruffy o recomendou a Pablo Sucupira e Caio Borralho depois de já ter trabalhado com ele durante anos. Apesar de atualmente seguirem caminhos diferentes, o treinador deixou claro o tamanho da admiração que mantém pelo peso-leve.
“O cara mais habilidoso que eu já vi é o Mauricio Ruffy. Ele é o Ronaldinho Gaúcho do MMA. É um gênio.”
Flávio também demonstrou confiança nas possibilidades do brasileiro contra Tsarukyan, atual número 2 do ranking dos leves. Ruffy ocupa a sétima posição e chega ao UFC 331 depois de nocautear Michael Chandler em junho.
“Se o Ruffy estiver bem, estiver focado, confiante, ele pode ganhar, ganhar bem.”
Prates contra Makhachev: “Não precisa mudar nada”
Ao projetar um possível confronto de Carlos Prates com Islam Makhachev, Flávio defendeu uma estratégia baseada nas principais virtudes do brasileiro, em vez de tentar transformá-lo em um especialista de wrestling para enfrentar o campeão.
“Vai treinar wrestling a vida inteira, nunca vai chegar num Makhachev. Assim como se o Makhachev treinar 30 anos de muay thai nunca vai chegar no Carlos Prates.”
Na visão do treinador, Prates precisa trabalhar principalmente defesa de quedas, sobrevivência no chão e maneiras de voltar à luta em pé, onde poderia impor seu poder de nocaute.
“A gente não precisa mudar nada, só vamos acrescentar uma ou outra coisa nesse jogo. Vamos nocautear o Makhachev, você pode ter certeza.”
Flávio também confia em Borralho contra Chimaev
Caio Borralho foi outro nome colocado em perspectiva durante o Conexão PVT. Ao analisar um eventual encontro com Khamzat Chimaev, Flávio destacou justamente as ferramentas de luta agarrada do brasileiro.
“O Caio Borralho tem um jiu-jítsu muito bom. Caio Borralho tem uma defesa muito boa, tem um wrestling bom também, um judô muito bom. Em uma luta de cinco rounds, para mim o Caio Borralho vence.”
Evento reuniu quase 3 mil competidores - Foto: Pedro Gomes/CBAMC
Com cerca de 2.800 inscrições, o 32º Campeonato Paulista de Kung-Fu reuniu no último domingo (20) competidores de diferentes idades e categorias em uma etapa que pode levar atletas paulistas ao Mundial da modalidade. A competição, que recebeu público superior a 4 mil pessoas, é classificatória para o Campeonato Brasileiro, próxima fase do processo que leva ao World Kung-Fu Championship Brazil 2026.
Evento reuniu quase 3 mil competidores – Foto: Pedro Gomes/CBAMC
Promovido pela Confederação Brasileira de Artes Marciais Chinesas – Kung-Fu (CBAMC), o Paulista reuniu academias, equipes, professores e atletas de diferentes cidades de São Paulo. As disputas ocorreram ao longo do dia, com combates e apresentações nas modalidades que integram o calendário da entidade.
A competição também reuniu atletas em diferentes momentos da carreira. Crianças e jovens em suas primeiras experiências competitivas dividiram as áreas com adultos, veteranos e competidores que já participaram de campeonatos nacionais e internacionais. A presença de atletas de diferentes gerações também apareceu nas arquibancadas, ocupadas por familiares, treinadores e integrantes das equipes.
Para o presidente da CBAMC, grão-mestre Edilson Moraes, o número de participantes está relacionado ao trabalho desenvolvido pelas academias ao longo do ano.
“Quando vemos aproximadamente 2.800 inscrições em um campeonato, percebemos a força que o Kung-Fu possui. Por trás de cada inscrição existe uma academia, um professor, uma família e principalmente um atleta que treinou e se preparou para estar aqui. É um trabalho muito grande realizado durante todo o ano por centenas de pessoas”, afirmou.
Segundo Edilson, a possibilidade de chegar ao Mundial também deu um peso diferente aos resultados desta edição.
“Este ano existe algo ainda mais especial. Muitos atletas que estão competindo aqui possuem o sonho de chegar ao Mundial. O Campeonato Paulista é classificatório para o Campeonato Brasileiro, e estamos dentro de um processo que poderá levar esses atletas até o World Kung-Fu Championship Brazil 2026. Então, quando vemos um atleta entrando em uma área de competição, talvez estejamos vendo ali o começo da caminhada de um futuro campeão mundial.”
O presidente da CBAMC também chamou atenção para a presença das categorias de base. Segundo ele, competições estaduais fazem parte do processo de formação dos atletas que posteriormente chegam às disputas nacionais e internacionais.
“Uma das coisas que mais nos orgulha é olhar para as áreas e encontrar crianças e jovens competindo. São eles que garantirão o futuro do Kung-Fu. Muitos dos campeões que hoje representam o Brasil começaram exatamente assim, disputando campeonatos estaduais, adquirindo experiência e evoluindo competição após competição”, concluiu.
Breno Silva e Ygor Bueno precisaram de apenas um round para vencer as duas principais lutas do DS Fight 12, realizado neste fim de semana no Embaixadores Social Clube. Na luta principal, Breno derrotou Wesley Xavier por nocaute, enquanto Ygor superou Ismael Cruz por nocaute técnico na coprincipal.
Foto: Divulgação
Apresentados pela organização como bicampeões do evento, Breno e Ygor encerraram uma noite marcada por outros combates definidos antes do limite. Entre os profissionais, David Luiz “The King” também venceu no primeiro round ao nocautear Edson “Capitão”.
Na abertura do card principal, Felipe Voador derrotou Lucas do Amaral por nocaute técnico no primeiro assalto. Na sequência, Wanderson da Silva repetiu o resultado diante de João Pedro. Pelo MMA amador, David Alves venceu Guilherme Rossine por decisão unânime.
A programação contou ainda com uma luta de inclusão entre Iuri Coutinho e João Marcos. O confronto terminou empatado e os dois atletas foram aplaudidos pelo público após a disputa.
Confira abaixo todos os resultados:
Breno Silva venceu Wesley Xavier por Nocaute no 1º round
Ygor Bueno venceu Ismael Cruz por Nocaute técnico no 1º round
David Luiz “The King” venceu Edson “Capitão” por Nocaute no 1º round
Wanderson da Silva venceu João Pedro por Nocaute técnico no 1º round
Felipe Voador venceu Lucas do Amaral por Nocaute técnico no 1º round
MMA Amador
David Alves venceu Guilherme Rossine na Decisão unânime
O UFC 331 terá três brasileiros em posições de destaque no card principal deste sábado (19), em Los Angeles, e Vítor Miranda destrinchou no Conexão PVT os desafios de Alexandre Pantoja, Maurício Ruffy e Patrício Pitbull. O comentarista e ex-lutador do UFC analisou os principais aspectos técnicos dos confrontos e chegou a cravar uma finalização de Pantoja sobre Joshua Van no terceiro round.
Vítor Miranda aposta em finalização de Pantoja
Ao analisar a luta principal, Vítor não escondeu sua confiança no ex-campeão.
“Eu vejo uma finalização do Pantoja em cima do Joshua Van por vários motivos.”, disse, “O primeiro elemento que a gente não pode esquecer: que a derrota, a perda do título, foi um acidente, não foi uma perda para atleta, para o outro atleta, para o outro lutador. Não foi um erro de estratégia, não foi uma falta de qualidade técnica, não foi falta de treino, foi uma fatalidade. Ponto”, avaliou Vítor, referindo-se à lesão sofrida pelo brasileiro no primeiro confronto.
Para ele, Pantoja tem condições de pressionar também na trocação antes de criar as oportunidades para levar o confronto ao chão.
“O Pantoja é o mini caos, é o rei do caos. Ele não para, ele é muito agressivo, ele vai para frente o tempo todo, faz o adversário recuar, chegar na grade, e aí numa distância muito mais tranquila o Pantoja entra para queda.”
Ruffy tem pela frente o wrestling de Tsarukyan
Se Vítor demonstrou confiança em Pantoja, sua análise de Maurício Ruffy x Arman Tsarukyan foi bem mais cautelosa. O brasileiro encara um adversário que ocupa o segundo lugar do ranking oficial dos leves, enquanto Ruffy aparece na sétima posição.
“É realmente uma luta bem difícil porque, diferente de outros lutadores, o jogo principal e de mais potência, de mais efetividade do Tsarukyan é o wrestling”
Uma das chaves estaria em frustrar Tsarukyan no início do confronto, evitando oferecer oportunidades de queda e obrigando o armênio a trabalhar para diminuir a distância. A ideia seria preservar energia e, conforme a luta avançasse, aumentar a pressão em busca do poder de definição que tornou Ruffy um dos strikers mais perigosos da categoria.
“Ele tem que fazer isso com o Tsarukyan também. Frustrar o Tsarukyan nos primeiros rounds principalmente, os dois primeiros rounds ali talvez, não se expor para a queda porque uma queda no começo da luta se desgasta, gasta energia.”
Apesar de considerar o casamento de estilos especialmente complicado, Vítor vê armas para uma vitória de Ruffy caso o brasileiro consiga manter o confronto nos seus termos.
“Não dá para dizer que ele não tem condição de ganhar. Com certeza tem, e de ganhar de maneira espetacular ainda.”
Pitbull precisa encurtar contra Dooho Choi
Patrício Pitbull também encontrará um adversário embalado. Dooho Choi chega ao UFC 331 em sequência de vitórias, enquanto o brasileiro busca seu segundo triunfo desde que deixou o Bellator e chegou ao UFC.
Para Vítor, o confronto tem ingredientes para proporcionar um dos duelos mais movimentados da noite.
“Me parece uma fortíssima candidata a luta da noite”
Vítor destacou que Pitbull não precisa transformar a luta em uma troca desenfreada desde o início. Pelo contrário: o brasileiro pode utilizar sua experiência, potência e capacidade de selecionar os momentos para atacar, ao mesmo tempo em que introduz a ameaça das quedas e da luta agarrada.
“É ele jogar com consciência, jogar com estratégia de sempre encurtar a distância, colocando agressividade para não deixar o coreano na longa, e jogar naquele no MMA, como diz o Carlão Barreto, né? Colocar a queda, colocar a possibilidade de queda, de luta agarrada para jogo.”
Mesmo reconhecendo os perigos apresentados por Choi, Vítor vê no repertório mais amplo do brasileiro uma possível diferença no confronto.
“Então, é uma luta perigosa para o Patrício. Só que o Patrício é muito mais completo.”
Card completo do UFC 331
O UFC 331 acontece neste sábado, 19 de setembro, na Crypto.com Arena, em Los Angeles. O card principal está previsto para começar às 22h (horário de Brasília).
Card principal
Joshua Van x Alexandre Pantoja — cinturão peso-mosca
Arman Tsarukyan x Maurício Ruffy — peso-leve
Patrício Pitbull x Dooho Choi — peso-pena
Gable Steveson x Sean Sharaf — peso-pesado
Alonzo Menifield x Iwo Baraniewski — peso meio-pesado
Card preliminar
Marlon Vera x Charles Jourdain — peso-galo
Tai Tuivasa x Robelis Despaigne — peso-pesado
Michael Aswell Jr. x Joo Sang Yoo — peso-pena
Ryan Gandra x Ozzy Diaz — peso-médio
Edmen Shahbazyan x Brunno Ferreira — peso-médio
Casey O’Neill x Eduarda Moura — peso-mosca feminino
Giga Chikadze x Joanderson Brito — peso-pena
Dupla da CMSystem entra em ação na sexta-feira - Foto: Divulgação
A CMSystem encerrou o fim de semana com oito medalhas no Campeonato Paranaense de Wrestling e já se prepara para os próximos compromissos no MMA. Depois de conquistar cinco ouros e três pratas no Estadual, a equipe terá André Dedé e Wender “Boyka” Batista em ação na próxima sexta-feira, em lutas que serão transmitidas pela RedeTV!.
No wrestling, a CMSystem subiu ao pódio oito vezes, com cinco títulos e três vice-campeonatos. Entre os campeões esteve Vladimir Calvo, professor da equipe, que também competiu e venceu uma luta casada realizada durante o evento.
A participação no Estadual amplia a atuação da equipe em uma modalidade que faz parte da preparação dos atletas de MMA, especialmente no trabalho de quedas, controle e combate no solo. Após a competição no Paraná, as atenções agora se voltam para dois integrantes do time que entrarão no cage na sexta-feira.
Dupla da CMSystem entra em ação na sexta-feira – Foto: Divulgação
André Dedé enfrenta Arley “Le Boss” Figueiredo pelo LMC 3. Aos 34 anos, o curitibano da CMSystem tem cartel de 16 vitórias e sete derrotas, participou do TUF Brasil 4 e também acumula títulos paranaense e brasileiro de Muay Thai.
Wender “Boyka” Batista será o outro representante da CMSystem no cage do evento. O atleta, que vem do Mato Grosso, enfrenta Vinicius Camilo em duelo válido pela categoria dos médios. Boyka chega para o confronto com quatro vitórias e uma derrota no cartel.
Delegação conquistou a melhor campanha do boxe brasileiro na competição - Foto: Bruno Ruas /COB
O boxe brasileiro encerrou os Jogos Sul-Americanos Santa Fé 2026 neste fim de semana com sua melhor campanha na competição. A seleção conquistou dez medalhas na Argentina, seis de ouro, duas de prata e duas de bronze. Haziel Franco, Luiz Gabriel “Bolinha” Oliveira, Yuri Falcão, Kaian Reis, Wanderley Pereira e Isaías Ribeiro subiram ao lugar mais alto do pódio.
Delegação conquistou a melhor campanha do boxe brasileiro na competição – Foto: Bruno Ruas /COB
Entre os campeões, Wanderley Pereira chegou ao bicampeonato dos Jogos Sul-Americanos. Medalhista de ouro em Assunção 2022, o Holyfield derrotou o equatoriano Gustiniano Mina na decisão dos 80kg e repetiu o resultado obtido quatro anos antes.
“Meu desempenho foi muito bom. Consegui impor tudo o que a gente treinou, sem dificuldade, sem nada atrapalhando. Então, consegui colocar em prática bastante do que foi feito na academia. Desempenho nota 10. Sentir essa sensação mais uma vez é indescritível”, comemorou Wanderley.
Yuri Falcão deixou para trás a campanha de 2022 ao conquistar o título dos 65kg. O atual vice-campeão mundial derrotou o uruguaio Santiago Cardozo na final e comemorou a evolução desde sua primeira participação nos Jogos, quando havia sido eliminado na estreia.
“Estou muito feliz. Em 2022 foi o meu primeiro Sul-Americano, eu perdi na primeira luta para um atleta olímpico e agora, quatro anos depois, sou campeão. É muito bom, isso é resultado do meu trabalho. Trabalhei muito para estar aqui e esse foi o resultado, vitória por nocaute na última luta”, disse Yuri.
Haziel Franco conquistou o ouro nos 65kg ao vencer a argentina Lucia Muello por 3 a 2 em Rafaela. Aos 25 anos, a brasileira garantiu seu primeiro título sul-americano em uma decisão equilibrada.
“Foi intenso demais. Eu já sabia o tempo todo que esse Sul-Americano era meu. Só segui fazendo o trabalho. Vim bastante preparada para isso”, afirmou Haziel após a final.
Os outros três ouros vieram com Luiz Gabriel “Bolinha” Oliveira, Kaian Reis e Isaías Ribeiro. Bolinha superou o argentino Santiago Celes na decisão dos 60kg, Kaian derrotou o venezuelano Edison Alvarado nos 70kg e Isaías venceu o colombiano Jhojan Caicedo na final dos 90kg.
O Brasil ainda teve dois vice-campeões. Jucielen Romeu ficou com a prata nos 57kg depois de perder por 3 a 2 para a venezuelana Omailyn Cegovia, enquanto Joel Ramos terminou em segundo lugar na categoria acima de 90kg.
As outras duas medalhas brasileiras foram de bronze. Michael Douglas Trindade chegou ao pódio nos 55kg, e Adriele Nascimento terminou em terceiro nos 75kg, completando as dez medalhas conquistadas pela seleção em Santa Fé.
A participação nos Jogos Sul-Americanos também integra o ciclo da seleção brasileira para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.
Para muitas crianças, evento foi a oportunidade para o primeiro contato com o cenário competitivo - Foto: Divulgação
Quase 500 crianças e adolescentes participaram do Festival Aliados Jiu-Jitsu, realizado no último domingo, dia 20 de setembro, na FEUC, em Campo Grande, bairro da Zona Oeste do Rio. Voltado para jovens de 6 a 15 anos, o evento teve cerca de 90% dos inscritos disputando pela primeira vez uma competição da modalidade. A iniciativa foi organizada pela FJJD-Rio, com apoio da Secretaria de Esporte e Lazer por meio da Lei de Incentivo ao Esporte.
Para muitas crianças, evento foi a oportunidade para o primeiro contato com o cenário competitivo – Foto: Divulgação
A proposta foi criar uma competição adequada principalmente para alunos que ainda não acumulam experiência suficiente para participar de torneios maiores. Segundo Arlans Maia, organizador do festival, a ideia surgiu a partir da própria realidade encontrada nos projetos e academias.
“A ideia do campeonato ‘festival’ teve o intuito de dar oportunidade a vários alunos, particularmente às crianças que ainda não têm condições técnicas para participar de grandes eventos, pois falta experiência”, explicou Arlans.
Além das lutas individuais, o festival teve uma classificação entre os polos participantes. Jardim Guaratiba Magarça, comandado pelo professor Couto, terminou em primeiro lugar, seguido por Palmares, do professor Anderson, e Santíssimo, da professora Renata. Vasconcelos, do professor Lucas, ficou na quarta colocação, enquanto Cosmo, do professor Jack, completou os cinco primeiros.
A realização do evento também envolveu uma parceria com a FJJD-Rio na organização da estrutura da competição. Para Arlans, a divisão das responsabilidades permitiu que a equipe se concentrasse no trabalho com os alunos e na participação dos diferentes polos.
“A importância da parceria com a FJJD-Rio foi fundamental, nos deram a segurança de ficar com todas as responsabilidades para a produção do evento”, afirmou.
O número de estreantes foi um dos pontos ressaltados pelo deputado estadual e ex-secretário estadual de Esporte e Lazer Rafael Picciani.
“Quando quase 500 crianças e adolescentes participam de um festival e a grande maioria vive ali sua primeira experiência em uma competição, temos um exemplo de como o esporte pode ampliar oportunidades. É importante criar espaços adequados para quem está começando, respeitando cada etapa da formação. O jiu-jitsu tem uma presença muito forte no Rio de Janeiro, e iniciativas como essa ajudam a aproximar novos praticantes da modalidade”, afirmou.
A iniciativa tem à frente um nome com quatro décadas de atuação no jiu-jitsu. Faixa-preta desde 1986, Arlans começou a treinar aos 11 anos e mantém sua ligação com o professor Vasco Bento, da linhagem Fadda. Ao longo da trajetória, participou da formação de professores e atletas que seguiram carreira no Brasil e no exterior.
Mais de 1.500 judocas do Brasil e do exterior são esperados no Rio de Janeiro para a 19ª Copa Rio Internacional de Judô, que será realizada de 9 a 11 de outubro, no Anfiteatro do Riocentro, na Barra Olímpica. Com entrada gratuita, a competição reunirá atletas de diferentes gerações, do Sub-11 aos veteranos, e ainda terá programação dedicada ao Judô Inclusivo.
Evento acontece em outubro – Foto: Divulgação
Tradicional no calendário da modalidade, a Copa Rio levará ao mesmo tatame atletas de diferentes idades ao longo dos três dias de competição. A programação também contará ainda com a participação de projetos socioesportivos, reforçando o compromisso do evento com a democratização do acesso ao esporte e com a inclusão por meio do judô.
A edição de 2026 tem patrocínio da Light por meio da Lei de Incentivo ao Esporte. A realização é do Instituto Opus Vitae, em parceria com a Federação de Judô do Estado do Rio de Janeiro (FJERJ), com chancela da Confederação Brasileira de Judô (CBJ).
“Apoiar a Copa Rio Internacional de Judô, que reúne atletas do Brasil e do exterior em um único tatame, é uma forma de incentivar o esporte como caminho de disciplina e superação para crianças e jovens. Para nós, projetos como esse reforçam o propósito de gerar impacto positivo nos territórios onde atuamos”, afirma o diretor adjunto de Relações Institucionais da Light, Daniel Mendonça.
Entusiasta do esporte e com ligação próxima às artes marciais, o deputado estadual e ex-secretário de Estado de Esporte e Lazer do Rio de Janeiro, Rafael Picciani, destaca a importância de competições que aproximam atletas, projetos sociais e público.
“O esporte precisa ser tratado como política de Estado, porque chega a diferentes gerações e tem um papel importante na educação e na inclusão. Sei o quanto modalidades como o judô podem contribuir para a formação de crianças e jovens. A Copa Rio reúne atletas de vários lugares e mostra também como o incentivo público, aliado à iniciativa privada, pode ajudar a criar condições para que esses projetos e competições aconteçam”, afirmou Rafael Picciani.
Serviço:
Evento: Copa Rio Internacional de Judô 2026
Data: 9 a 11 de outubro de 2026
Local: Anfiteatro do Riocentro
Endereço: Avenida Salvador Allende, 6555 – Barra Olímpica, Rio de Janeiro – RJ, CEP 22783-127
Mais informações: @judoriofjerj
Entrada: Gratuita
Alexandre Pantoja terá neste sábado (19) a oportunidade de recuperar o cinturão peso-mosca do UFC, e Anderson França, um dos responsáveis pelo trabalho de striking do brasileiro, está confiante em um desfecho antes do limite. Em entrevista ao Conexão PVT diretamente de Los Angeles, o treinador da American Top Team (ATT) projetou uma possível finalização sobre Joshua Van no quarto round, embora considere o equilíbrio uma das marcas da revanche.
Pantoja e Van fazem a luta principal do UFC 331, na Crypto.com Arena. O brasileiro tenta recuperar o cinturão que perdeu para o rival em dezembro de 2025, em um confronto encerrado de maneira precoce após Pantoja sofrer uma lesão com apenas 26 segundos de luta. Desde então, Van defendeu o título ao nocautear Tatsuro Taira no quinto round.
Desta vez, Anderson acredita que o público poderá ver muito mais do confronto, e revelou que o camp foi estruturado para deixar Pantoja preparado para uma batalha de cinco rounds.
“Esse camp acho que foi maravilhoso, cara. Ele sempre treinou com dois atletas fazendo sparring. Então o Parrumpa puxou muito o gás dele pra que ele esteja pronto pra ele poder lutar os 5 rounds”, contou Anderson ao PVT, “Essa luta o Pantoja tem que ser muito inteligente pra manter o ritmo e não deixar cair o ritmo. Porque com certeza a gente sabe que o Joshua Van vai subir o ritmo do primeiro pro segundo, pro terceiro, pro quarto e pro quinto. Se deixar ele confortável, ele realmente vai botar muita pressão.”
A equipe também estudou atentamente a vitória de Van sobre Taira. Segundo Anderson, aquele confronto apresentou situações que podem ser exploradas pelo brasileiro.
“As brechas que ele teve contra o Taira acho que foram muito importantes pra gente poder analisar de uma forma geral o que a gente pode fazer na luta.”
Apesar de destacar o boxe e o volume do campeão, Anderson acredita que Pantoja pode apresentar ameaças em diferentes áreas. O treinador chamou atenção inclusive para a potência das mãos do ex-campeão.
“O pessoal não tem noção, cara, mas o Pantoja tem a mão pesada”, disse, “Acho que essa luta é 50/50. Mas eu acredito que o Pantoja pode finalizar no quarto round, se Deus quiser.”
Ruffy x Tsarukyan: “A pior luta pro Ruffy”
Se Pantoja será a principal atração do UFC 331, outro brasileiro estará no centro de um dos confrontos mais aguardados da noite. Maurício Ruffy enfrenta Arman Tsarukyan na co-luta principal, em um duelo de cinco rounds que reúne dois dos principais nomes do peso-leve.
Anderson França conhece o trabalho de Tsarukyan na ATT, embora tenha feito questão de esclarecer que não participou diretamente deste camp. Por outro lado, estudou detalhadamente o jogo de Ruffy quando o confronto foi marcado.
E o treinador não economizou elogios ao brasileiro.
“O Maurício Ruffy é o sniper, né, cara? É um atleta extremamente talentoso. O Ruffy é um atleta extremamente talentoso, luta nas duas bases, faz spinning back, chuta, faz giro de calcanhar, dá joelhada pulando. Então é um atleta extremamente perigoso que tem que evitar de ter brecha. Eu acho que o Ruffy, na parte em pé, seria o maior striker da divisão peso-leve, acho que sem dúvida nenhuma.”
O elogio, porém, veio acompanhado de um alerta. Na visão de Anderson, as características de Tsarukyan tornam o armênio-russo um adversário particularmente difícil para o brasileiro.
“Pro Ruffy, o casamento de luta, acho que o Arman seria a pior luta pro Ruffy. O Ruffy é um atleta extremamente talentoso, mas o jogo não casa. E o Arman, o QI de luta dele é altíssimo. Então eu acho que nesse ponto o Arman não vai parar, vai manter o game plan, acho que ele tem tudo pra botar pra baixo e conseguir a vitória.”
No bate-papo, Anderson fala também sobre o retorno de Kayla Harrison, os treinos de Bia Mesquita, Edson Barboza, e muito mais.