O Resenha PVT desta quinta foi com Douglas Camargo, autor do livro “Kickboxing: arte marcial, desporto conceito”.
Na entrevista, o autor relembrou a história da modalidade no mundo (Japão, Holanda, EUA) e alguns de seus principais personagens até chegar no Brasil. Douglas elencou ainda os principais personagens para a implantação da modalidade no Brasil, nomes como Markus Tullius, Alvaro Aguiar, Alvarenga, Beloqua Wera, Paulo Zorello, Sérgio Batarelli e Alex Poatan.
O autor abordou também as influências do Boxe e o intercâmbio entre a primeira geração do Kickboxing brasileiro e os precursores do Muay Thai, Nelio Naja, Flávio Molina, Luiz Alves e Rudimar Fedrigo.
No tatame do CBEM Master Games Brasil, completar 50 anos não significa chegar à última idade prevista para competir. O regulamento do jiu-jitsu estabelece quatro grupos a partir dos 30 anos e deixa a categoria mais velha aberta para todos os atletas com 51 anos ou mais, sem limite máximo de idade. A modalidade será disputada no dia 17 de outubro, no CEFAN, na Penha, Zona Norte do Rio, dentro da primeira edição do evento multiesportivo realizado entre os dias 9 e 18 de outubro.
A divisão começa pelo Máster 1, destinado a atletas de 30 a 35 anos, seguido pelo Máster 2, dos 36 aos 40. Competidores entre 41 e 50 anos serão reunidos nas classes Máster 3 e 4, enquanto aqueles com 51 anos ou mais disputarão juntos no Máster 5. Para definir o enquadramento, será considerada a idade que o atleta completar até 31 de dezembro de 2026, com base no ano de nascimento.
Além da idade, as chaves serão organizadas de acordo com peso e graduação. Haverá disputas separadas para faixas branca, azul, roxa, marrom e preta, com categorias masculinas e femininas que vão do galo ao pesadíssimo. Caso uma divisão não tenha o número mínimo de inscritos, o regulamento prevê a possibilidade de agrupamento com outra categoria compatível, remanejamento ou cancelamento.
O jiu-jitsu integra o programa de 19 modalidades do CBEM Master Games Brasil, que terá dez dias de atividades em 12 locais do Rio de Janeiro. A competição é destinada aos atletas masters e permite a participação tanto de federados quanto de não federados, desde que estejam inscritos no evento e atendam às exigências do regulamento.
As lutas serão realizadas em eliminatória simples e seguirão as regras da Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu Desportivo, a CBJJD, adaptadas à classe master. Os combates terão quatro minutos para os faixas-brancas e cinco minutos para as demais graduações, da azul à preta
A pesagem ocorrerá no próprio dia da competição. Entre as exigências para participar está a apresentação de atestado médico com validade de um ano. Os três primeiros colocados de cada categoria e faixa etária serão premiados.
Os participantes do jiu-jitsu ainda concorrerão ao sorteio de uma passagem para os Jogos Mundiais Master de 2027, no Japão. Segundo o regulamento, o sorteio será realizado pelo CBEM e terá regras definidas em instrumento específico.
CBEM Master Games Brasil – Jiu-Jitsu
Data: 17 de outubro de 2026
Local: CEFAN
Endereço: Avenida Brasil, 10.590, Penha, Rio de Janeiro
Categorias: atletas a partir dos 30 anos
Graduações: faixas branca, azul, roxa, marrom e preta
Formato: eliminatória simples
Pesagem: 17 de outubro, em horário a ser definido
Inscrições: abertas enquanto houver vagas disponíveis – https://cbemmastergamesbrasil.org.br./inscricao/m-6d2d7457-8637-4461-a169-fc2f8189a3f1
Obrigatório: atestado médico com validade de um ano
Organização técnica: CBEM Master Games Brasil, com regras da CBJJD adaptadas à classe master.
Duas disputas de cinturão estarão entre as principais atrações do MFC 7, marcado para o dia 7 de novembro, a partir das 10h, no ParkShopping Canoas, no Rio Grande do Sul. O evento terá ainda um GP peso-mosca com primeira fase no MMA amador e final no profissional, além de combates de grappling e boxe.
Na luta principal, Rian Garcias defende o cinturão até 61 kg contra Cristofer Vieira, em confronto previsto para até cinco rounds. O atual campeão chega à edição como um dos representantes da nova geração do MMA gaúcho.
A outra disputa de título será na categoria até 57 kg. Ronaldo Oliveira, faixa-preta e número 1 do ranking brasileiro segundo as informações divulgadas pela organização, enfrenta Marcelo Paes, faixa-preta invicto que representa o Amazonas.
Além dos dois cinturões, o GP peso-mosca será uma das atrações da programação. Pelo formato anunciado pelo MFC, os participantes disputam a primeira fase sob as regras do MMA amador, enquanto os classificados fazem a final seguindo as regras profissionais.
Ao todo, o MMA terá dez lutas amadoras, além do GP, e um card principal composto por 14 combates profissionais.
O grappling também terá espaço na programação, com 20 confrontos. A principal luta da modalidade será a disputa de cinturão entre os faixas-pretas Patrick Quadros e Leived Banho.
No boxe, estão previstos cinco combates, sendo quatro amadores e um profissional.
O MFC 7 terá transmissão ao vivo pelo canal oficial da organização no YouTube e será exibido posteriormente pelo Canal Combate.
registro de Carlson e sua equipe nos bastidores do Hotel Nacional
Em agosto de 1994 o salão de convenções do Hotel Nacional, em São Conrado, no Rio de Janeiro, foi o palco para uma série de seis lutas desafio entre atletas da Carlson e da Barra. No único duelo entre faixas pretas do evento Amaury Bitetti enfrentou Roberto Gordo, num combate de 30 minutos que valia uma bolsa de US$ 5mil ao vencedor.
O grandes destaques da noite foram o faixa marrom da Carlson, Zé Mario Sperry e o roxa da Barra, Marcio Feitosa. Invicto desde a faixa azul, Zé Mario fez 29 pontos em Léo Dalla, enquanto Marcinho venceu de virada Wagney Fabiano.
Um registro de Carlson Gracie e seu irmão Robson antes da luta principal
Texto e Fotos Marcelo Alonso
A primeira luta foi entre os faixas azuis Marcelo Melo (Ac. Carlson Gracie) e Nelson Aguiar (Akxe/Paulo Caruso). Com duração prevista de 15 minutos, a luta foi arbitrada por Royler Gracie. E na hora do combate, Marcelo mostrou rapidamente sua superioridade técnica, passando a guarda, montando e finalizando o adversário com um estrangulamento.
A segunda luta foi na faixa roxa, com duração de 20 minutos, entre Márcio Feitosa (Ac. Barra Gracie) e Wagney Fabiano (Ac. Mello Tenis Clube). O árbitro foi Redley Vigio. A luta se deu praticamente o tempo inteiro em pé, apesar das várias tentativas de Márcio de levá-la para o chão, o que só aconteceu nos minutos finais. Mas nesse momento, foi Wagney quem levou a melhor e conseguiu 2 pontos ao colocar o joelho na barriga do adversário. Só que, a partir daí, Márcio mostrou porque nunca perdeu uma luta, passando duas vezes a guarda de Wagner e ganhando a luta de virada (6 x 2).
A terceira luta também na faixa roxa, reuniu Paulo Guilhobel (Ac. Khan) e Rinaldo Santos (Ac. Carlson Gracie), tendo como árbitro Paulo Caruso. A luta, no entanto, não correspondeu às expectativas gerais, pois foi marcada pelo excesso de catimba de ambas as partes. O resultado foi um empate técnico.
A quarta luta foi entre Rommel Cardoso (Ac. Barra Gracie) e Ricardo Rei (Ac. Carlson Gracie), ambos também faixa roxa. O árbitro foi novamente Paulo Caruso. Neste combate os atletas mostraram muita disposição e técnica, indo para o solo logo no primeiro minuto. Rei conseguiu passar a guarda de Rommel, que repôs em seguida. Rei voltaria a passar a guarda do oponente, mas a luta teve que ser interrompida em função de um corte no supercílio esquerdo do aluno de Carlinhos Gracie. Resultado, vitória de Rei (6 x 0).
A quinta luta da noite tinha duração prevista de 30 minutos, entre os faixas marrons Leonardo Dalla (Ac. Khan) e Zé Mário (Ac. Carlson Gracie), outra vez dirigida por Paulo Caruso. O atleta Zé Mário venceu a luta com facilidade, pois além de ser mais pesado e experiente, mostrou também ser mais técnico. Logo nos primeiros 10 min, Zé Mário deu um verdadeiro show, com 2 joelhos na barriga, 7 passagens de guarda e 1 montada, totalizando 29 pontos. E ele só não conseguiu finalizar devido a raça de Léo, que lutou muito até o final. Resultado: vitória de Zé Mário (29 x 0). Três meses depois desta luta Zé Mario venceria peso e absoluto no primeiro brasileiro de Jiu-Jitsu organizado pela CBJJ. Um ano depois o aluno de Carlson faria sua estreia no Vale Tudo vencendo o boxer TNT Tyson num evento de Vale Tudo em Niteroi.
Na luta principal Amaury Bitetti não conseguiu passar a guarda de Gordo
A sexta e última luta da noite era também a mais esperada, pois colocou frente a frente o faixa preta Amaury Bitetti (Ac. Carlson Gracie) e o rei da meia guarda, Roberto Gordo (Ac. Barra Gracie), tendo como árbitro Redley Vigio. O desafiante Gordo havia afirmado que apesar de ser mais leve, era também mais técnico e que em 30 minutos de luta, a técnica se sobrepõe à força. Por sua vez, Amaury, que ainda não havia perdido na faixa preta, garantiu que venceria em 10 minutos.
Na hora da luta, os dois oponentes se estudaram bastante e Gordo mostrou disposição botando Amaury na meia guarda, tentando duas vezes ir para as costas. Amaury, por sua vez, tentou várias vezes abrir a guarda do adversário, mas não teve êxito. O combate prosseguiu assim até o minuto final, quando Amaury quase conseguiu passar a do adversário, que repôs. Desta forma, a luta terminou num empate técnico com o prêmio de US$ 5000 sendo dividido entre os dois protagonistas.
Na faixa roxa Marcio Feitosa passou a guarda de Wagney Fabiano duas vezes e venceu de virada
Sem perder desde a faixa azul, Zé Mario enfrentou o aluno de Jorge Pereira Léo Dalla num combate de 20 minutos
Paulo Caruso pontuando dois pontos no primeiro joelho na barriga aplicado pelo atleta da Carlson
Paulo Caruso pontuando dois pontos no primeiro joelho na barriga aplicado pelo atleta da Carlson
Sperry passou a guarda de Dalla sete vezes
no duelo da faixa marrom o atleta da Carlson venceu por 29 x 0
no duelo da faixa marrom o atleta da Carlson venceu por 29 x 0
no duelo da faixa marrom o atleta da Carlson venceu por 29 x 0
Na luta principal Amaury Bitetti não conseguiu passar a guarda de Gordo
Após 30 minutos de luta, o premio de US$ 5 mil foi dividido
Um registro de Carlson Gracie e seu irmão Robson antes da luta principal
registro de Carlson e sua equipe nos bastidores do Hotel Nacional
A cobertura do evento publicada na primeira edição do Jornal O Tatame
A cobertura do evento publicada na primeira edição do Jornal O Tatame
Entrevista com Mario Sperry, logo após o evento, publicada na Revista Kiai
Um ano depois deste evento no hotel Nacional Zé Mario fez sua estreia no Vale-Tudo no Canto do Rio em Niterói, vencendo o boxer TNT Tyson
Marcelo Melo finalizou aluno de Paulo Caruso com Royler na arbitragem
Marcelo Melo finalizou aluno de Paulo Caruso com Royler na arbitragem
Competição contabilizou pontos para o ranking nacional - Foto: @Gomor.Studios/CBBoxe
São Paulo terminou o SP Open de Boxe como o estado com maior número de medalhas da competição da Confederação Brasileira de Boxe. Os atletas paulistas subiram 18 vezes ao pódio no Ginásio Pelezão, na capital, com três ouros, seis pratas e nove bronzes. Minas Gerais veio na sequência em número de medalhas, com cinco, enquanto Espírito Santo e Sergipe tiveram quatro cada.
Competição contabilizou pontos para o ranking nacional – Foto: @Gomor.Studios/CBBoxe
O desempenho paulista foi construído nas disputas masculinas e femininas. Os títulos vieram com Thauan Jociel Lima da Silva, nos 70kg masculino, Radija Silva da Gama, nos 51kg feminino, e Luany Cristina Moura da Silva, nos 65kg feminino. O estado ainda acumulou seis pratas e nove bronzes ao longo das 13 categorias disputadas nos dois ringues.
Minas Gerais teve dois campeões, ambos no masculino. Carlos Patrique Souza dos Santos venceu a categoria até 65kg, enquanto Lailson Gabriel Lopes de Jesus ficou com o ouro nos 80kg. A delegação mineira completou a participação com três bronzes.
Em número de títulos, Mato Grosso e Rio de Janeiro também terminaram com dois ouros cada. Ricardo Santana Souza venceu os 60kg masculino e Karen Leticia Calixto de Lima foi campeã dos 57kg feminino pelo Mato Grosso. O Rio teve duas campeãs, Rebeca Lima Santos, nos 60kg, e Flavia Tereza Figueiredo, nos 75kg.
O Paraná também teve participação entre os primeiros colocados, com quatro medalhas. Felipe Soares Lourenço Cardoso conquistou o título dos 55kg e João Pedro Nascimento Pereira venceu nos 90kg. A delegação paranaense ainda somou dois bronzes. No superpesado, acima de 90kg, o campeão foi João Vitor Batista Gomes da Silva, de Pernambuco.
O Espírito Santo terminou a competição com quatro medalhas. Jessica Carlini da Silva conquistou o ouro nos 70kg feminino, Jonatan de Jesus Pires ficou com a prata nos 70kg masculino, e a delegação ainda obteve dois bronzes. Sergipe também chegou a quatro pódios, com três pratas e um bronze.
Santa Catarina, Bahia, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Pernambuco completaram a relação de estados que conquistaram medalhas. No total, 11 estados tiveram representantes no pódio, mostrando uma distribuição nacional entre os finalistas.
A competição também integrou o Circuito Nacional, com resultados contabilizados para o Ranking Nacional. Além das medalhas, o desempenho no torneio entra na trajetória dos atletas dentro do calendário brasileiro, que reúne competidores de diferentes regiões e serve de caminho para quem busca espaço nas principais competições da modalidade.
O UFC volta ao Meta APEX, em Las Vegas, neste sábado (26), com um brasileiro na luta principal. Raoni Barcelos enfrenta Raul Rosas Jr. no duelo que encerra o UFC Vegas 121, evento que ainda terá Norma Dumont, Rodolfo Vieira, Rodolfo Bellato, Elves Brener e Tina Black entre os representantes do Brasil.
A programação começa às 17h (horário de Brasília) com o pré-show. As lutas preliminares estão marcadas para 18h, enquanto o card principal começa às 21h.
No Brasil, o UFC Vegas 121 será transmitido ao vivo pelo Paramount+. O pré-show também poderá ser acompanhado pelo YouTube e TikTok do UFC Brasil e pela Pluto TV.
Rosas Jr. x Raoni Barcelos faz a luta principal
O confronto principal coloca frente a frente dois pesos-galos separados por 18 anos de idade.
Aos 21 anos, Raul Rosas Jr. chega à primeira luta principal de sua trajetória no UFC. O mexicano vem de cinco vitórias consecutivas e derrotou Rob Font por decisão unânime em sua apresentação mais recente, no UFC 326, em março.
Raoni Barcelos, de 39 anos, também liderará um evento do UFC pela primeira vez. O brasileiro vive uma sequência positiva na organização e terá a oportunidade de enfrentar um dos principais jovens nomes da categoria.
Última encarada!! 🔥
Raul Rosas Jr. encara o brasileiro Raoni Barcelos no #UFCVegas121 🔥
Quem aí vai torcer pelo brasileiro? Deixe nos comentários 💬
O Brasil também estará representado na segunda luta mais importante da noite.
Norma Dumont enfrenta a argentina Ailin Perez em confronto entre duas atletas do Top 5 do peso-galo feminino. A brasileira aparece na quarta posição do ranking, enquanto Perez ocupa o quinto lugar.
BRASIL 🇧🇷 VS ARGENTINA 🇦🇷!
Essa luta promete muita emoção. Quem aí vai torcer pela brasileira Norma Dumont? 👀
Mais abaixo no card, Rodolfo Vieira encara Robert Bryczek pelo peso-médio, Rodolfo Bellato enfrenta Christian Edwards pelos meio-pesados e Elves Brener mede forças com Josiah Harrell no peso-leve.
Tina Black também representa o Brasil na final do peso-palha do The Ultimate Fighter, contra Melissa Amaya.
Onde assistir ao UFC Vegas 121
O UFC Vegas 121 terá transmissão ao vivo do Paramount+ no Brasil.
O pré-show começa às 17h (horário de Brasília) e também será exibido pelo YouTube e TikTok do UFC Brasil e pela Pluto TV.
As lutas preliminares começam às 18h, exclusivamente no Paramount+, e o card principal está previsto para 21h, também no serviço de streaming.
Card do UFC Vegas 121
Card principal — 21h
Peso-galo: Raul Rosas Jr. x Raoni Barcelos Peso-galo feminino: Norma Dumont x Ailin Perez Peso meio-pesado: Luis Hernandez x Sedriques Dumas Final do TUF — peso-galo: Mahammadali Osmanli x Ilimbek Akylbek Final do TUF — peso-palha: Melissa Amaya x Tina Black
Card preliminar — 18h
Peso-galo: Brady Hiestand x Rinya Nakamura Peso-médio: Rodolfo Vieira x Robert Bryczek Peso meio-pesado: Rodolfo Bellato x Christian Edwards Peso-leve: Elves Brener x Josiah Harrell Peso-galo: Montel Jackson x Ricky Simon Peso-galo: John Castaneda x Alateng Heili Peso-palha: Vanessa Demopoulos x Yazmin Jauregui
Uma mudança de última hora alterou o card. Micky Gall estava escalado para enfrentar Sedriques Dumas, mas foi retirado do evento por questões médicas. Luis Hernandez, recém-contratado após passar pelo Dana White’s Contender Series, entrou como substituto, e o confronto passou para o peso meio-pesado.
Cristiano Marcello lidera a CMSystem - Foto: Divulgação
Cristiano Marcello vive um novo momento à frente da CM System. Em entrevista ao PVT, o treinador apresentou a nova sede da equipe em Curitiba e falou sobre a ascensão de Vitor Petrino entre os pesos-pesados do UFC. Ao ser questionado sobre a rivalidade do pupilo com Walter Walker, não ficou em cima do muro: Petrino venceria o possível confronto por nocaute ou finalização.
“O Vitor nocauteia ou finaliza. O Vitor nocauteia ou finaliza, Marcelo”, afirmou.
Cristiano reconheceu a capacidade de Walter de promover suas lutas e elogiou especificamente sua eficiência nas chaves de pé, mas vê vantagens para Petrino em outras áreas.
“Eu vejo o Vitor nocautear ele. A gente já viu em pé do Walter, e eu assino o chão do Vitor. Eu vejo o Vitor finalizando o Walter, e o Vitor inclusive também é melhor que ele no wrestling”, disse, “Eu vejo o Vitor olhando pro Walter agora pelo retrovisor, a verdade é essa.”
Nova CM System tem 2 mil m² em Curitiba
O bom momento de Petrino coincide com uma nova etapa também para Cristiano Marcello fora do octógono. O treinador apresentou ao PVT a nova sede da CM System, instalada na região do Ecoville, em Curitiba.
Segundo Cristiano, o espaço tem aproximadamente 2 mil m² e foi projetado tanto para atletas profissionais quanto para alunos que procuram as artes marciais por esporte, defesa pessoal ou qualidade de vida.
A estrutura descrita pelo treinador inclui um tatame de 500 m² com octógono destinado à área de striking e outro espaço de 700 m² no piso superior. A academia conta ainda, segundo Cristiano, com vestiários, 12 sacos de treinamento, climatização, saunas, área de massagem, espaço infantil, mais de 60 câmeras de segurança e restaurante.
“Todas as expertises desses anos todos na luta foram trazidas para dentro do tatame”, afirmou.
Demian Maia acompanhou de perto a preparação de Ian Machado Garry para enfrentar Islam Makhachev e, em entrevista a Marcelo Alonso no Conexão PVT, fez uma análise detalhada do confronto, apontando os detalhes que, em sua avaliação, poderiam ter sido melhor explorados pelo irlandês.
O faixa-preta também analisou um eventual duelo de Carlos Prates com Islam, destacou as armas do brasileiro e explicou qual seria, em sua visão, um dos principais pontos a serem trabalhados para enfrentar o campeão.
Além do cenário atual do UFC, Demian falou sobre um momento especial fora do octógono: o lançamento de Maia-Leão: Disciplina, Coragem e Reinvenção, livro que revisita sua trajetória e reúne histórias acumuladas ao longo de décadas nas artes marciais.
Por ter participado da preparação de Ian Garry, Demian falou com conhecimento direto sobre parte da estratégia traçada para o confronto. Segundo ele, um dos objetivos era preparar o irlandês para defender as quedas e, quando necessário, conseguir escapar caso Islam chegasse às costas.
“Ele fez esse plano de forma correta e conseguiu fazer as defesas, fazer o que a gente tinha planejado. A parte de trocação, eu achei que talvez — é muito fácil falar de fora —, mas lá dentro talvez se tivesse explorado um pouquinho mais os chutes, eu acredito que talvez mudasse um pouco o longo da luta.”
Ao mesmo tempo, o ex-desafiante ao cinturão destacou uma qualidade de Islam que dificultou o trabalho de Garry: o controle de distância.
“Eu via que o Ian coloca bons golpes reto ali, de jab alongado e direto, e o Islam estava sempre, apesar de menor, numa distância muito boa defensiva. Então foram detalhes. Não é à toa que o Makhachev é o campeão, né, porque o cara não cometeu erros ali nesses detalhes.”
Carlos Prates teria armas para enfrentar Islam?
Questionado sobre como enxergaria o brasileiro diante de Makhachev, Demian começou fazendo grandes elogios ao meio-médio.
“Eu acho o Prates um lutador excepcional, um fenômeno, né, aqui no Brasil. Ele pode vencer qualquer um. Tudo depende de como vai estar o tempo de defesa de queda dele, porque se tem uma coisa que o cara faz muito bem é botar para baixo e tem um Jiu-Jitsu muito sólido quando cai por cima.”
Na avaliação do ex-lutador, Islam caminha para ocupar um lugar de destaque ainda maior na história do esporte.
“O Islam tá se encaminhando para ser um dos melhores de todos os tempos, campeão em duas categorias. Então ele é uma luta dificílima para qualquer um, inclusive pro Prates.”
Perguntado que tipo de conselho Demian daria a Carlos Prates caso precisasse se preparar para esse desafio, ele apontou duas questões:
“Eu acho que o jogo dele já tem um jogo bem eficiente ali, ele chuta bastante, tem a mão muito pesada. Eu acho que é trabalhar distância e tentar de repente adiantar algumas defesas de queda.”
“Maia-Leão”: Demian conta como nasceu seu livro
Demian revelou também um novo capítulo na sua trajetória.
O faixa-preta falou sobre Maia-Leão: Disciplina, Coragem e Reinvenção, projeto que começou a ser desenvolvido anos atrás e reúne histórias de sua vida e carreira.
Segundo Demian, uma das pessoas que incentivaram o nascimento do livro foi o chef Alex Atala, depois de ouvir as histórias que ele costumava contar nos treinos e nas conversas após as atividades.
“Ele falou: ‘Por que que você não bota essas histórias que você conta aqui pra gente nos treinos, no pós-treino, num livro?’. Só que eu estava lutando ainda, então às vezes eu parava, cara, e desencanava e ficava um tempão sem fazer.”
O Brasil terminou o UFC 331 com sentimentos distintos na madrugada deste domingo. Na luta principal, Alexandre Pantoja não conseguiu recuperar o cinturão peso-mosca e foi superado por Joshua Van por decisão unânime. Na co-luta principal, Maurício Ruffy acabou nocauteado por Arman Tsarukyan a apenas quatro segundos do fim do primeiro round. Quem deixou o octógono em grande estilo foi Patrício Pitbull, que nocauteou Dooho Choi ainda na primeira parcial.
O evento foi realizado na Crypto.com Arena, em Los Angeles, e contou com sete brasileiros no card.
Pantoja vai aos cinco rounds, mas Van mantém cinturão
Diferentemente do primeiro encontro entre Joshua Van e Alexandre Pantoja, encerrado precocemente por uma lesão do brasileiro, a revanche permitiu que os dois resolvessem a disputa ao longo dos cinco rounds.
Pantoja começou agressivo e buscou impor seu jogo de grappling desde os primeiros segundos. O brasileiro conseguiu quedas e posições de controle, enquanto Van procurava escapar e levar o combate de volta para a trocação. Com o avanço da luta, porém, o campeão encontrou cada vez mais espaço em pé, combinando golpes e dificultando as entradas de Pantoja.
No quarto round, o brasileiro voltou a encontrar sucesso no chão e passou boa parte da parcial por cima. O quinto, entretanto, foi de Van. O campeão aumentou o volume, chegou a derrubar Pantoja com uma combinação e terminou o confronto em vantagem.
Depois de 25 minutos, os três jurados deram a vitória a Joshua Van, que manteve o cinturão peso-mosca.
Ruffy resiste ao wrestling, mas é nocauteado no fim do primeiro round
Maurício Ruffy teve pela frente talvez o teste mais duro de sua trajetória no UFC. Número 2 do ranking dos leves, Arman Tsarukyan tentou levar o brasileiro ao chão no primeiro round, mas encontrou resistência.
Ruffy conseguiu defender a tentativa inicial de queda e chegou a conectar uma direita limpa. Tsarukyan, entretanto, manteve a pressão, trabalhou no clinch e passou a procurar espaços para as cotoveladas.
Quando o primeiro round caminhava para o fim, veio o golpe decisivo. Tsarukyan encurtou a distância e acertou uma forte cotovelada que apagou Ruffy. O nocaute foi oficializado aos 4min56s da primeira parcial.
Patrício Pitbull nocauteia Dooho Choi no primeiro round
Se Pantoja e Ruffy deixaram Los Angeles derrotados, Patrício Pitbull foi responsável pelo grande momento brasileiro no card principal.
O ex-campeão de duas categorias do Bellator encontrou pela frente o perigoso Dooho Choi e protagonizou um primeiro round movimentado. Os dois trocaram golpes desde o início, mas Pitbull foi crescendo no combate e passou a encontrar o sul-coreano com combinações no corpo e na cabeça.
A definição veio aos 3min28s. Pitbull acertou uma direita que abalou Choi e partiu para cima, completando o serviço com uma sequência de golpes até a interrupção do árbitro.
Joanderson Brito e Ryan Gandra também vencem pelo Brasil
Outros quatro brasileiros entraram em ação no UFC 331.
Joanderson Brito precisou de apenas 1min57s para nocautear Giga Chikadze. Depois de aproveitar uma queda do georgiano, o brasileiro assumiu a posição por cima e disparou uma sequência de golpes até a interrupção.
Ryan Gandra também resolveu rapidamente. O peso-médio pressionou Ozzy Diaz contra a grade, derrubou o adversário e conseguiu a interrupção aos 2min04s do primeiro round.
Brunno Hulk e Eduarda Moura não tiveram a mesma sorte. Brunno perdeu para Edmen Shahbazyan por decisão unânime, enquanto Eduarda foi finalizada por Casey O’Neill com uma chave de braço no primeiro round.
Resultados completos do UFC 331
Card principal
Joshua Van venceu Alexandre Pantoja por decisão unânime (49-46, 49-47, 50-45) — disputa do cinturão peso-mosca
Arman Tsarukyan venceu Maurício Ruffy por nocaute (cotovelada), aos 4min56s do primeiro round — peso-leve
Patrício Pitbull venceu Dooho Choi por nocaute técnico, aos 3min28s do primeiro round — peso-pena
Sean Sharaf venceu Gable Steveson por nocaute, aos 12s do primeiro round — peso-pesado
Família entra em ação na mesma noite - Foto: Divulgação
Wallace Lopes e os filhos Jordan e Jonatan vão dividir o mesmo card no dia 25 de setembro, nos estúdios da RedeTV!, em São Paulo. Na Liga Monstro Combat 3, o pai fará a luta coprincipal nas regras do boxe, enquanto os dois irmãos farão suas estreias no MMA profissional.
Família entra em ação na mesma noite – Foto: Divulgação
A relação da família com as lutas começou quando Jordan e Jonatan ainda eram crianças e acompanhavam Wallace em treinos e competições. Na adolescência, os irmãos decidiram morar com o pai e passaram a seguir uma rotina voltada ao esporte.
“Esse momento é o que eu entendi que nós seríamos uma família que viveríamos da luta”, lembra Wallace.
Com origem no kickboxing e passagem também pelo MMA, Wallace conta que chegou a imaginar a possibilidade de um dia participar de um evento ao lado dos filhos.
“É a realização de um sonho. Quando eles começaram a lutar, eu sempre vislumbrava: será que um dia a gente vai lutar no mesmo evento?”, afirma.
Jordan e Jonatan também começaram no kickboxing antes de iniciarem a preparação para competir no MMA. A transição contou com o trabalho desenvolvido na Rio Fighters, equipe de Wallace, sob orientação de Miltinho Vieira, especialmente na parte de grappling.
“Não teria como não começar a imaginar eles no MMA, já com o nível de luta em pé que eles têm, juntando com o nível de grappling que o Miltinho Vieira tem dentro da Rio Fighters”, explica Wallace.
Para Jordan, a estreia profissional ganha um significado diferente pela presença do pai e do irmão no card.
“Nem nos meus maiores sonhos eu imaginaria estar estreando no mesmo evento que o meu pai e ainda junto com o meu irmão”, diz.
Jonatan também relaciona a estreia à trajetória construída pelos três. Antes das lutas dos filhos, Wallace costuma repetir a frase “Você não está sozinho”, mensagem que o jovem leva consigo para a estreia profissional.
Além de seguir competindo, Wallace assumiu ao longo dos anos as funções de treinador e manager dos filhos e agora acompanhará os primeiros passos de ambos no MMA profissional enquanto também se prepara para subir ao ringue.
“Como pai, ver eles dando o primeiro passo é motivo de muita alegria. Quer dizer que o trabalho foi bem feito até aqui”, resume Wallace.