A histórica rivalidade entre Jon Jones e Daniel Cormier deve ganhar um novo capítulo em 2026, mas desta vez não será dentro do octógono. Os dois serão treinadores rivais no “Alf Reality”, um reality russo semelhante ao TUF.
Além de Jones, nomes como Nate Diaz, Jorge Masvidal, Petr Yan e Aljamain Sterling já foram treinadores no programa. DC fará sua primeira participação.
Uma imagem postada nas redes sociais de Alfredo Auditore, influencer e dono da empresa que produz o reality, mostrou os dois antigos rivais frente a frente, mas desta vez, ao que tudo indica, não houve confusão e nem sapato voando, como nas outras vezes em que ficaram nessa situação.
Foto: Reprodução Instagram
No UFC, eles se enfrentaram duas vezes. Na primeira, Jones venceu na decisão, e na segunda ele ganhou novamente, desta vez por nocaute, mas o resultado foi anulado por conta de seu exame antidoping ter sido positivo.
Apesar dos dois não terem previsão alguma de se enfrentarem, DC revelou nesta segunda, em um papo num podcast com Ben Askren, que ele sonha enfrentar seu velho rival em uma luta no Real American Freestyle, evento que vem realizando lutas de Wrestling entre nomes conhecidos do MMA.
“Eu digo a vocês, o Real American Freestyle vai me ver contra o Jon Jones em algum momento, e eu vou dar uma surra nele que vocês nem imaginam”, garantiu.
E aí, gostaria de ver os dois lutadores se enfrentando em um palco diferente?
Rolou hoje no Saitama Super Arena, no Japão, a tradicional edição de fim de ano do Rizin, que contou com três brasileiros no card.
Enzo Iamazato abriu o evento finalizando Yuri Suda com uma chave de braço, e Kleber Koike venceu Vugar Karamov na decisão unânime. Já Roberto Satoshi, que colocava o título dos leves em jogo, foi nocauteado por Ilhom Nazimov.
Na luta principal da noite, Razhabali Shaidulloev venceu Mikuro Asakura por nocaute no 1º round.
A Confederação Brasileira de Boxe oficializou a convocação dos atletas que vão integrar a Equipe Permanente na temporada 2026, nas categorias masculina e feminina. Os treinamentos estão programados para começar nesta segunda-feira (5), no Centro Nacional de Treinamento, em São Paulo.
A convocação marca o início do planejamento da entidade para os principais compromissos internacionais do ano e para a preparação do ciclo que leva aos Jogos Olímpicos de 2028.
Segundo o presidente da CBBoxe, Dr. Marcos Brito, o foco está na continuidade do trabalho e na preparação desde o início da temporada.
“Estamos iniciando um novo ciclo com responsabilidade e visão de futuro. Cada atleta convocado tem demonstrado que tem condições de representar o Brasil em alto nível. Os compromissos do boxe brasileiro em 2026 serão desafiadores, e precisamos estar muito bem preparados”, destacou.
“Nosso objetivo é oferecer a melhor estrutura possível para que esses atletas evoluam técnica, física e mentalmente. O trabalho começa agora, e queremos chegar ao final da temporada com resultados sólidos e uma equipe ainda mais forte, com visão estratégica para os Jogos Olímpicos de 2028”, concluiu.
Ainda de acordo com o presidente, a definição do grupo foi feita com base em critérios técnicos, como desempenho em torneios internacionais, resultados em competições nacionais, participação em training camps e acompanhamento da evolução dos atletas ao longo da temporada.
A convocação faz parte do planejamento da entidade para o próximo ciclo esportivo.
Atletas convocados:
Masculino
Michael Douglas da Silva Trindade (PA), 55 kg
Kelvy Alecrim da Trindade (SP), 55 kg
Luiz Gabriel Nascimento Chalot de Oliveira (SP), 60 kg
Ramon Santos da Conceição (BA), 60 kg
Yuri Falcão do Reis (SP), 65 kg
Ruan Santos Santana (BA), 65 kg
Ícaro Luan Correia da Silva (BA), 65 kg
Kaian Oliveira Reis (BA), 70 kg
Thauam Jociel Lima da Silva (SP), 70 kg
Wanderley de Souza Pereira (PR), 80 kg
Kauê dos Santos Belini (SP), 80 kg
Claudio Santos de Souza (BA), 80 kg
Isaías Santos Ribeiro Filho (BA), 90 kg
Gabriel Batista (SP), 90 kg
Abner Teixeira da Silva Junior (SP), acima de 90 kg
Joel Ramos da Silva (BA), acima de 90 kg
João Vitor Batista Gomes da Silva (PE), acima de 90 kg
Feminino
Radijla Silva da Gama (SP), 51 kg
Ana Lívia Vicente Linhares (MG), 54 kg
Karen Letícia Calixto de Lima (MT), 57 kg
Samira Rodrigues da Silva (RJ), 57 kg
Jéssica Dias Coutinho (RJ), 57 kg
Rebeca de Lima Santos (PE), 60 kg
Rafaela Marques Silva (RR), 60 kg
Victória Gomes Barbosa (SE), 60 kg
Haziel Krisnha Franco Crispim Bomfim dos Santos (BA), 65 kg
Adrielle Caroline Santos Nascimento (BA), 65 kg
Daniela Pereira (SP), 65 kg
Viviane dos Santos Pereira (SP), 75 kg
Programa de desenvolvimento técnico
A CBBoxe informou que outras atletas participarão de um programa de acompanhamento à distância ao longo de 2026, com foco em desenvolvimento técnico. São elas:
Caroline Almeida (PE), 51 kg
Tatiana Chagas (BA), 54 kg
Jucilene Romeu (SP), 57 kg
Beatriz Soares (SP), 65 kg
Queila Braga (SP), 70 kg
Bárbara Santos (BA), 70 kg
CBAMC prepara o maior Mundial de Kung Fu já realizado no país
- Foto: Divulgação/CBAMC
A Confederação Brasileira de Artes Marciais Chinesas – Kung Fu (CBAMC) tem estruturado, ao longo dos últimos anos, um modelo de organização, promoção esportiva e ação social que ampliou o alcance do kung fu no Brasil. Criada para reunir diferentes estilos e escolas em uma única entidade, a confederação atua hoje como eixo de integração entre federações, associações, academias, atletas, mestres e projetos sociais.
CBAMC prepara o maior Mundial de Kung Fu já realizado no país – Foto: Divulgação/CBAMC
“A CBAMC foi criada para unir todas as artes marciais chinesas em um único espaço, acolhedor e inclusivo, atendendo não só atletas profissionais, mas toda a comunidade do kung fu”, afirma o presidente da entidade, mestre Edilson Moraes.
Atualmente, a CBAMC possui cerca de 280 filiados entre federações, associações e escolas distribuídas pelo país, oferecendo respaldo institucional para atividades esportivas, formação técnica, organização de eventos e desenvolvimento de ações sociais. Entre os apoios oferecidos estão a estrutura de arbitragem, suporte técnico, auxílio para expansão institucional, articulação com governos estaduais e municipais e inscrições gratuitas nos principais eventos da modalidade.
“Nosso foco é criar condições para que as academias e os professores possam trabalhar, crescer e alcançar mais pessoas”, explica Moraes.
Um dos principais pilares de atuação da Confederação são os projetos sociais, que atendem alunos desde os cinco anos de idade, por meio da prática do Kung-Fu, até idosos com mais de 100 anos, especialmente em modalidades como o Tai Chi Chuan. De acordo com a entidade, essas iniciativas beneficiam mais de 2 mil crianças e mais de 1,5 mil idosos em situação de vulnerabilidade, alcançando diferentes regiões do país.
“Muitos alunos começam crianças, se tornam professores e depois retornam para ensinar dentro dos próprios projetos. Isso cria um ciclo de formação e retorno social”, diz o presidente.
No campo esportivo, a CBAMC organiza campeonatos estaduais, o Campeonato Brasileiro, a Copa São Paulo, a Copa Open e eventos internacionais. Em 2025, a entidade realizou o Pan-Americano de Kung Fu com a participação de delegações de mais de 20 países. Para 2026, a confederação projeta a realização do maior Campeonato Mundial de Kung Fu já sediado no Brasil.
“A meta é trazer o mundo do kung fu para o Brasil e mostrar que o país também é um polo internacional da modalidade”, afirma Moraes.
Outro eixo de visibilidade é o Kung-Fu Fight, evento profissional exclusivo para atletas da modalidade, que já ultrapassou 50 milhões de visualizações nas redes sociais e reúne lutadores de diferentes países. De acordo com a CBAMC, esse formato tem ajudado a ampliar o reconhecimento público do kung fu, ao mesmo tempo em que mantém a conexão com a base formativa e social.
“É uma forma de valorizar a arte marcial em sua essência e mostrar que ela vai além da luta”, explica o presidente.
O balanço de 2025 indica crescimento superior a 60% na prática do kung fu no Brasil, com 35 eventos realizados em mais de 16 estados, participação de 36.500 atletas, cerca de 70 mil pessoas presentes fisicamente e mais de 50 milhões de visualizações online. No total, mais de 550 projetos sociais estiveram envolvidos nas ações da confederação ao longo do ano.
“Esse modelo permite democratizar o acesso e ampliar o impacto do kung fu como prática esportiva, cultural e social”, resume Moraes.
Ao falar com praticantes, mestres e novos alunos, o presidente da CBAMC deixa uma mensagem direta.
“Não existe idade ou momento certo para começar. Basta iniciar. O kung fu ensina disciplina, persistência e cria sentido para quem pratica”, conclui.
No Conexão PVT desta segunda-feira, André Dida falou tudo sobre o duelo entre Brunno Hulk e Paulo Borrachinha, marcado para o dia 7 de março no UFC. O treinador da Brazilian TKO analisou o confronto, falou sobre os treinos e a estratégia de seu pupilo, o jogo do rival, etc.
Dida ainda relembrou as polêmicas da luta entre Wanderlei e Popó, reforçou seu desejo de enfrentar o ex-campeão mundial de boxe, e muito mais.
Michael Langhi ao lado de Fábio Gurgel - Foto: Preston Smith
Michael Langhi encerrou sua carreira como atleta em 2019, após conquistar os principais títulos do jiu-jitsu mundial, e desde então passou a concentrar sua atuação na formação de alunos, instrutores e atletas dentro da Alliance Jiu-Jitsu, equipe da qual é um dos líderes técnicos e gestores. Faixa-preta formado por Rubens Charles, o “Cobrinha”, Langhi integra um grupo restrito de atletas que venceram mais de uma vez os quatro principais torneios da modalidade com quimono: Mundial, Europeu, Pan-Americano e Brasileiro.
Michael Langhi ao lado de Fábio Gurgel – Foto: Preston Smith
Ao explicar a transição, Langhi afirma que o movimento foi natural. “Eu senti que já tinha entregado tudo o que eu podia no âmbito esportivo. A partir dali, fez sentido assumir outro papel dentro da equipe e ajudar a construir o caminho de outras pessoas”, disse. Segundo ele, a principal mudança foi deixar de pensar na própria performance para passar a olhar o desenvolvimento coletivo. “Quando você é atleta, você organiza o mundo em torno do seu treino. Como professor e líder, você passa a organizar o trabalho em torno do grupo”.
Hoje, Langhi é CEO e sócio de unidades da Alliance em São Paulo e no interior, com atuação direta nas sedes da Vila Olímpia, com cerca de 1 mil alunos, e do Jardins, com mais de 500. A unidade da Vila Olímpia funciona como a matriz e concentra o maior volume de praticantes da equipe no país. A academia também ficou marcada por formar mais de 40 campeões mundiais ao longo de sua história, entre eles nomes como Bruno Malfacine, Rubens Charles “Cobrinha” e Marcelinho Garcia, atletas que construíram suas trajetórias a partir do trabalho desenvolvido no local.
Além da gestão, Langhi atua diretamente nas aulas e no acompanhamento de atletas em formação. Ele afirma que não existe um “método Langhi”, mas sim a aplicação da metodologia construída pela Alliance ao longo dos anos. “Não é um jeito meu, é o jeito da Alliance. A metodologia dá a base técnica. Em paralelo, a gente trabalha valores e comportamento, porque o jiu-jitsu também forma pessoas”.
Segundo ele, apenas uma parte dos alunos tem foco competitivo. “Os competidores representam cerca de 3% do público. A maioria busca qualidade de vida, disciplina e desenvolvimento pessoal. O jiu-jitsu é uma ferramenta para isso”. Para Langhi, esse uso do esporte exige responsabilidade. “A gente não entrega só técnica. A gente transmite valores como respeito, ética, coragem e a capacidade de não desistir quando as coisas ficam difíceis”.
Além do trabalho técnico, Langhi também atua na gestão das academias, cuidando de processos, pessoas e cultura organizacional. “Quando você está à frente de uma empresa, suas decisões afetam outras pessoas. Por isso, é importante ter valores claros e uma cultura bem definida dentro das academias”, afirmou.
Sobre o que busca em futuros instrutores, Langhi destaca a relação com o ensino e com as pessoas. “Você precisa amar o jiu-jitsu, mas também precisa entender de gente. No fim do dia, a gente lida com pessoas, não só com posições”. Ele afirma que aprendeu isso com o tempo. “Se eu tivesse entendido mais cedo como gerenciar pessoas, minha caminhada teria sido mais simples”.
Ao falar sobre motivação, Langhi diz que ela não mudou com o fim da carreira competitiva. “O que me faz entrar no tatame hoje é o mesmo que me fazia entrar antes. Eu gosto de estar ali”. Ele afirma que sua maior satisfação hoje está nos alunos. “Ver alguém conquistar algo que parecia impossível para ela vale mais do que qualquer medalha para mim”, concluiu.
Anderson Silva vs. Tyron Woodley - Foto: Esther Lin / Most Valuable Promotions
Rolou nesta sexta-feira, com transmissão da Netflix para todo o mundo, mais um megaevento de boxe com Jake Paul como atração principal. Desta vez ele encarou o ex-campeão mundial dos pesos pesados Anthony Joshua, e o desfecho para o americano não foi nada bom.
Jake Paul vs. Anthony Joshua – foto: Esther Lin / Most Valuable Promotions
Jake Paul conseguiu prolongar a luta com muita movimentação, mas foi sendo minado pelos golpes do inglês, e foi nocauteado no sexto round após tomar o quarto knockdown. Após a luta, Paul revelou que quebrou a mandíbula em duas partes.
Outra grande atração do evento foi a presença de Anderson Silva. O Spider encarou Tyron Woodley, e depois de um primeiro round morno, Anderson acelerou e partiu para o nocaute, conseguindo a vitória no segundo round.
Anderson Silva vs. Tyron Woodley – Foto: Esther Lin / Most Valuable Promotions
O evento marcou ainda a estreia de Keno Marley no boxe profissional. Ele venceu Diarra Davis Jr por pontos após quatro rounds.
Vitor Belfort foi um dos brasileiros treinados por Darrel Gohlar
Lenda do Wrestling americano e figura fundamental no desenvolvimento da modalidade voltada ao MMA no Brasil, Darrel Gohlar faleceu no último dia 15, aos 63 anos, após uma longa batalha em decorrência de um AVC que sofreu em 2013.
Três vezes campeão americano de Greco-Romana e membro do Hall da Fama do esporte, Gohlar teve uma importância gigantesca para o MMA brasileiro. Depois de fazer algumas lutas de vale-tudo nos anos 1990, incluindo uma batalha épica contra Johil de Oliveira no IVC 5, o americano se apaixonou pelo Brasil e, após ajudar Vitor Belfort em um camp para enfrentar Tito Ortiz, passou a treinar o Wrestling da Brazilian Top Team, Nova União e Gracie Barra. A chegada de Gohlar ao país teve um impacto gigante na atuação de vários lutadores brasileiros em eventos internacionais.
Vitor Belfort foi um dos brasileiros treinados por Darrel Gohlar
A comunidade da luta lamentou nas redes sociais o falecimento de Darrel Gohlar.
“Meu treinador de wrestling. Muitas boas memórias. Aprendi muito com ele. Descanse em paz, meu amigo”, Murilo Bustamante.
“Generosidade pura como professor. Honra ter aprendido um pouco do tanto que ele sabia. Lembro de estar treinando com ele no momento do atentado das torres gêmeas e pararmos o treino sem acreditar no que estava acontecendo. RIP Darrel”, Flávio Canto.
“Vai deixar saudades… foram muitos treinos e as melhores memórias que vou guardar dos treinos com ele. RIP”, Vitor Shaolin.
“Aprendi muito com ele. Sabia muito e ensinava muito bem. Gente fina demais”, Thales Leites.
“Gente finíssima! E sabia muito! Que descanse em paz”, Cristiano Marcello.
Campeão superou três adversários na noite - Foto: Divulgação
O WGP Kickboxing 84 encerrou a temporada 2025 nesta sexta-feira (19), no ginásio do Estádio do Morumbis, em São Paulo, com a definição do All-Star GP dos Leves (até 60kg). Cabelo Monteiro conquistou o troféu e manteve o cinturão da categoria após vencer Jhonatan Hora, Jackson Elitelmo e o argentino German Badallo ao longo da fase final do torneio, iniciado no WGP 82 com 16 atletas.
Campeão superou três adversários na noite – Foto: Divulgação
Nas quartas de final, Watson de Castro venceu Francisco Mairon; German Badallo superou Edgar Boca; Jackson Elitelmo derrotou Paulo Victor Madureira; e Cabelo Monteiro venceu Jhonatan Hora. Nas semifinais, Badallo avançou à final ao nocautear Watson de Castro, enquanto Cabelo Monteiro venceu Jackson Elitelmo por critério de desempate. Na decisão, Cabelo venceu Badallo por decisão unânime.
Além do GP, Ravy Brunow venceu Mateus Machado por decisão majoritária em seu retorno ao evento, e Thel Henrique derrotou Valentin Fouine por decisão unânime. No undercard, Mateus Santos venceu Petterson Oliveira e Leandro Dias superou Jorginho Garcia.
O evento foi realizado em parceria com a Prefeitura de São Paulo e a Secretaria de Esportes e Lazer, com entrada gratuita mediante doação de 1kg de alimento não perecível destinado a instituições sociais.
WGP 84 – Resultados oficiais
Cabelo Monteiro venceu German Badallo por decisão unânime
Ravy Brunow venceu Mateus Machado por decisão majoritária
Cabelo Monteiro venceu Jackson Elitelmo por decisão (critério de desempate)
German Badallo venceu Watson de Castro por nocaute aos 41seg do segundo round
Thel Henrique venceu Valentín ‘La Bestia’ Fouine por decisão unânime
Cabelo Monteiro venceu Jhonatan Hora por decisão unânime
Jackson Elitelmo venceu Paulo Victor Madureira por decisão unânime
German Badallo venceu Edgar Boca por decisão majoritária
Watson de Castro venceu Francisco Mairon por decisão majoritária
Leandro Dias venceu Jorginho Garcia por decisão dividida
Mateus Santos venceu Petterson Oliveira por decisão unânime
Conhecido no mundo das artes marciais como um dos maiores apoiadores da luta nos tempos em que foi secretário de esporte do Rio de Janeiro no fim dos anos 90, José Moraes recebeu na última quinta, aos 79 anos, sua faixa vermelha de Jiu-Jitsu das mãos de Relson, Rickson e Kyra Gracie.
A cerimônia foi realizada no dojo da academia do Iate Clube Jardim Guanabara e contou com a presença de líderes das principais academias da cidade, além de grandes ícones do esporte como Paulão Filho, Ralph Gracie, Kyra Gracie e Relson Gracie.
DISCÍPULO FIEL
Nascido no Piauí, filho de um industrial, José Moraes emigrou para o Rio com o pai e irmãos aos 7 anos de idade, se estabelecendo na Ilha do Governador. No final da adolescência passou a treinar Jiu-Jitsu na famosa academia Gracie da Rio Branco, onde teve aulas com o mestre Hélio Gracie e depois com seus filhos Rorion, Relson e Rickson.
A paixão pelo Jiu-Jitsu fez Moraes abrir a primeira academia da modalidade na Ilha ainda nos anos 80, tendo Relson Gracie como seu sócio. Com a ida de Relson para o Havaí, Moraes trouxe Rodrigo Vieira (aluno de Rolls e primeiro mestre de Pederneiras) para ser o professor da Gracie Humaitá Ilha.
Comodoro do Iate Clube Jardim Guanabara, Zé Moraes transformou o clube no início dos anos 2000 na sede das principais competições da CBJJ. No fim dos anos 90 concorreu como vereador e graças a sua enorme popularidade na Ilha do Governador foi eleito. Ao fim do mandato foi convidado pelo prefeito Luiz Paulo Conde para ser secretário de esportes do Rio.
Durante este período, Moraes deu um grande impulso às artes marciais, criando o projeto do bolsa atleta, por intermédio do qual patrocinou grandes ícones do Judô, MMA, Jiu-Jitsu e Luta-Livre, como Kyra Gracie, Vitor Belfort, Wallid Ismail, Hugo Duarte, Flávio Canto, Carlão Barreto e Royler Gracie.
Durante sua gestão, quando o Jiu-Jitsu era diretamente associado a pitboys e brigas de rua, ele promoveu diversos eventos de grande porte voltados a esportes olímpicos, onde fez questão de encaixar a Arte-Suave, tendo participação fundamental na “migração” do Jiu-Jitsu das páginas policiais para os cadernos de esporte. O histórico desafio de lutas casadas, quando Royce lutou com Wallid em Copacabana, por exemplo, foi promovido durante o festival olímpico de verão.
Quando terminou seu mandato como secretário de esporte, Zé Moares foi eleito para tribunal de contas do Rio de Janeiro, onde ficou até completar 75 anos (aposentadoria compulsória).
“Foi uma homenagem muito bonita. A bandeira do meu pai sempre foi o esporte. Apesar de não ter o sangue Gracie, considerava todos da família como irmãos de sangue. Meu pai ficou muito feliz com a presença de tantos amigos da luta o prestigiando”, disse o filho mais velho Rickson, que hoje além de faixa preta é médico ortopedista, referência no mundo das lutas. Além de Rickson, Moraes tem outros 9 filhos, que também foram batizados em homenagem à família do mestre. “Marcus, Andriws, Rorion, Rogger, Rennan, Roberta, Raica, Cauã, Thayla”.
Uma tradição que também impactou os filhos de seu irmão, Marco (Daniel e Diego), todos faixas preta de Jiu-Jitsu, sendo Daniel pentacampeão mundial de Jiu-Jitsu e Diego treinador dos irmãos Anthony e Sergio Pettis.